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Israel mata mais 3 jornalistas na Faixa de Gaza

25 de Janeiro de 2026, 0:40 , por Altamiro Borges - | No one following this article yet.
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Da esquerda para a direita, os jornalistas Mohammad Qeshta,
Abdul Ra'ouf Shaath e Anas Ghunaim. Divulgação
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira (21), mais três jornalistas palestinos foram mortos pelo exército terrorista de Israel. Com isso, o número total de profissionais da imprensa assassinados na Faixa de Gaza já chega a 260. Apesar dessa escalada de violência, a mídia brasileira, sob forte influência dos sionistas, silencia sobre os jornalistas mortos e sobre o genocídio que prossegue na região – e que já matou 71.551 palestinos e feriu outros 171.372.

Segundo matéria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os três repórteres – Mohammed Salah Qashta, Abdul Raouf Shaath e Anas Abdullah Ghanim – “foram alvejados em um ataque contra o carro em que estavam, enquanto filmavam para uma iniciativa humanitária do governo egípcio na cidade de Zahraa, na região central da Faixa de Gaza. Imagens do local após o ataque mostram o veículo atingido claramente identificado com o logotipo do Comitê Egípcio”.

“O número de jornalistas mártires subiu para 260 desde o início da guerra genocida na Faixa de Gaza, após o anúncio do assassinato de três jornalistas palestinos”, declarou o Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza, que condenou veementemente “o ataque sistemático, o assassinato e a perseguição de jornalistas palestinos pela ocupação israelense”. O Gabinete apela à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), à Federação de Jornalistas Árabes e a todas as entidades jornalísticas do mundo “que condenem esses crimes sistemáticos contra jornalistas e profissionais da mídia palestinos na Faixa de Gaza”.

O silêncio da mídia sionista

Na mesma quarta-feira, um homem e seu filho de 13 anos foram mortos em um ataque de drone israelense, juntamente com um homem de 22 anos, enquanto coletavam lenha no lado leste do campo de refugiados de Bureij, segundo a Associated Press. Outro menino de 13 anos foi morto a tiros em Bani Suhaila. Um dia antes, na terça-feira, as tropas israelenses realizaram ataques aéreos a leste de Khan Younis, Deir al-Balah e do campo de Bureij, além de disparos de artilharia a leste da Cidade de Gaza, demolições perto de Beit Lahiya, ataques navais contra barcos de pesca perto do campo de Shati e novos bombardeios no oeste de Rafah.

O genocídio prossegue na Faixa de Gaza. Desde o badalado “cessar-fogo” de 10 de outubro passado, o exército de Israel já matou 483 palestinos. Outros 1.287 foram feridos e 50 foram presos nesse período. Além disso, o governo sionista permitiu a entrada de apenas 43% dos caminhões de ajuda humanitária e de 13% do combustível necessário para servir à população. Apesar dessa matança, o “imperador” Donald Trump propõe que o carniceiro Benjamin Netanyahu integre o seu grotesco “Conselho da Paz para Gaza”. Já a mídia sionista silencia!
Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2026/01/israel-mata-mais-3-jornalistas-na-faixa.html