Por Altamiro Borges
Todo metido a valentão, o vaidoso Marcelo Calero, ministro a Cultura, está virando um dos principais alvos dos protestos contra o “golpe dos corruptos”. Na noite de sexta-feira (2), durante o festival de cinema de Petrópolis (RJ), ele foi vaiado e chamado de golpista pela plateia. Irritadinho, ele insultou os presentes e fez gestos ofensivos com as mãos. Segundo relatos, o cínico chegou a afirmar que “sou golpista sim, com muito orgulho”. Até quem não participou do protesto aplaudiu os manifestantes e deu as costas ao truculento. A sua valentia, porém, não durou muito tempo e o sujeito teve que deixar o auditório escoltado por seguranças.
Esta não é primeira vez que Marcelo Calero é escrachado pelos produtores e amantes da cultura. Uma semana antes, ele já havia sido vaiado na abertura do Festival de Gramado, um dos mais tradicionais do país. Mas ele mantém a pose e ainda provoca, espalhando mentiras. Em sua página no Facebook, o vaidoso postou que o “tumulto” foi “acompanhado por cinco pessoas” – o que os vídeos desmentem. Ele ainda tentou se passar por vítima, dedurando os manifestantes: “A União Juventude Socialista (UJS) reivindicou a organização e execução do ataque. Eu e o público presente nos indignamos com a tentativa de interrupção de um evento que custou muito trabalho e dinheiro às produtoras e ao povo de Petrópolis - e demonstramos isso com altivez”. Haja petulância!
Marcelo Calero só conseguiu seu carguinho no governo graças à pressão dos movimentos sociais, que reagiram à extinção do Ministério da Cultura imposta pelo covil golpista. Após recuar na sua decisão, o usurpador Michel Temer até tentou indicar uma celebridade para o posto. A ideia era nomear uma mulher, já que seu governo - composto apenas por homens brancos, velhos e ricos - gerou desgaste. Mas as convidadas, entre elas a atriz Fernanda Montenegro, recusaram o indigesto convite. Sobrou, então, para o inexpressivo e vaidoso Marcelo Calero. Desde a sua posse, ele tem demonstrado a sua total nulidade e sua visão autoritária. Após o Judas Michel Temer ordenar aos seus servos que reajam à acusação de "golpista", ele ficou ainda mais realista do que o rei. Daí a sua valentia em Petrópolis.
Marcelo Calero, porém, precisa tomar algum calmante. Do contrário, ele pode até sofrer um enfarto. Os gritos de "golpista" e "Fora Temer" tendem a crescer no Brasil e também no exterior. Na sexta-feira passada (2), a galera que lotou os arredores da igreja da Madeleine, em Paris, para ouvir o cantor Caetano Veloso também detonou os usurpadores do poder. Segundo matéria da AFP, "a crise política do Brasil aflorou quando os fãs gritaram palavras de ordem contra o presidente Michel Temer... O show foi marcado pela manifestação do público, em grande parte brasileiro, que não parou de gritar a cada música 'Fora Temer'. Diante dos repetidos gritos de protesto, Caetano Veloso soltou um discreto 'Fora, Temer' ao término da segunda canção –gesto amplamente aplaudido pelos presentes".
Marcelo Calero, porém, precisa tomar algum calmante. Do contrário, ele pode até sofrer um enfarto. Os gritos de "golpista" e "Fora Temer" tendem a crescer no Brasil e também no exterior. Na sexta-feira passada (2), a galera que lotou os arredores da igreja da Madeleine, em Paris, para ouvir o cantor Caetano Veloso também detonou os usurpadores do poder. Segundo matéria da AFP, "a crise política do Brasil aflorou quando os fãs gritaram palavras de ordem contra o presidente Michel Temer... O show foi marcado pela manifestação do público, em grande parte brasileiro, que não parou de gritar a cada música 'Fora Temer'. Diante dos repetidos gritos de protesto, Caetano Veloso soltou um discreto 'Fora, Temer' ao término da segunda canção –gesto amplamente aplaudido pelos presentes".











