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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Carlos Bolsonaro é o alter ego do pai presidente. Por Kennedy Alencar

15 de Fevereiro de 2019, 12:13, por Blog do Arretadinho

Publicado por Diário do Centro do Mundo

PUBLICADO NO BLOG DO JORNALISTA KENNEDY ALENCAR

Carlos é o alter ego de Jair Bolsonaro. O filho vereador no Rio de Janeiro é o “segundo eu” do pai presidente. Tudo sugere que é aquele em quem Jair Bolsonaro confia tanto quanto em si mesmo.

Em tuítes, Carlos Bolsonaro desmentiu hoje o ministro Gustavo Bebbiano (Secretaria Geral). O ministro teria faltado com a verdade ao dizer que conversara com o presidente e que estaria tudo bem em relação às suspeitas de uso de candidaturas laranjas pelo PSL na eleição passada, quando Bebbiano presidiu o partido.

A dureza com que Carlos Bolsonaro tratou Bebbiano deixou claro que ele estava falando em nome do presidente da República. O noticiário brasiliense dá conta do desconforto de Jair Bolsonaro com o ministro, bem como do aval presidencial aos tuítes.

A condição de presidente da Republica impede e desaconselha a adoção de um discurso tão contundente como o feito por Jair Bolsonaro na campanha eleitoral.

Nesse contexto, entra Carlos Bolsonaro. Ele tem feito críticas duríssimas à imprensa, à oposição, ao vice-presidente Hamilton Mourão e, agora, a um ministro de Estado. É ingenuidade achar que não há autorização do presidente da República para essa atitude.

Trata-se de uma estratégia de comunicação que o presidente endossa dentro da guerra cultural que o campo político propriamente dele, o de extrema-direita, faz desde a campanha eleitoral.

Dos três filhos do presidente que atuam na política, Carlos é o que tem a retórica mais beligerante. Isso é uma estratégia que cumpre um papel importante nessa lógica de guerra cultural, típica das redes sociais.

Há coisas duras que um presidente não pode dizer. É útil ter quem diga por ele.

Assim, o presidente se preserva, adotando tom mais moderado, como pede o cargo, mas tem um aliado estratégico, no caso, o próprio filho, cumprindo uma função importante dentro do plano de comunicação do governo.



A Vale real

15 de Fevereiro de 2019, 4:37, por Blog do Arretadinho




Por que os generais temem o Sínodo Pan-Amazônico

14 de Fevereiro de 2019, 15:31, por Blog do Arretadinho

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por Marcelo Barros em Leonardo Boff.com

Marcelo Barros é um monge beneditino que foi assessor de Dom Helder, grande conhecedor da Bíblia (exegeta), assessor do MST e um dos conferencistas mais solicitados no Brasil e nos exterior. 
Aborda de forma original a espiritualidade ligada à lutas populares. É autor de vários livros sobre temas da atualidade, sempre na perspectiva espiritual e da libertação dos oprimidos. Publicamos este material sobre o Sínodo Pan-Amazônico,pelo interesse nacional e mundial que está provocando e pondo em alerta ( por causa de certos preconceitos) dos militares que já puseram em ação os órgãos de informação para vigiarem os bispos e aqueles que se ocupam da problemática amazônica. Esquecem estes militares que a Amazônia não é só brasileira mas cobre parte de 8 países latino-americanos sobre os quais eles não têm jurisdição. Lboff

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O governo brasileiro manifesta preocupações e contrariedades em relação ao próximo Sínodo dos Bispos em Roma sobre a região panamazônica. (Cf. IHU, 10/ 02// 2019). Em artigo esclarecedor e contundente, Roberto Malvezzi, publicado nesse blog, explica o que é um Sínodo (caminhar juntos) e como a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), em diálogo com o Vaticano e com os bispos locais dos oito países da região pan-amazônica tem preparado o Sínodo.

De fato, desde que, depois do Concílio Vaticano II, o papa Paulo VI restabeleceu a tradição do Sínodo dos Bispos, vinda do primeiro milênio e a atualizou para a Igreja Católica do século XX, já tivemos mais de 35 sessões do Sínodo. Nessa perspectiva, é importante saber o que se pode esperar do Sínodo sobre a Amazônia.

Não é de forma alguma a primeira vez que, nessas últimas décadas, a Igreja Católica, em Roma, realiza um sínodo sobre uma região particular do mundo. Já tivemos duas assembleias extraordinárias do Sínodo sobre a África (1994 e 2009). Na preparação do Jubileu do ano 2000, o papa João Paulo II convocou e organizou assembleias especiais sobre a Europa (1999), assim como assembleias para a Oceania (1997), Ásia (1998) e América (1997). Além disso, houve uma assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio (2010). Assim, além das 25 assembleias ordinárias do Sínodo que aconteceram desde 1969, dez foram extraordinárias e delas, várias sobre regiões específicas.

É possível que o Sínodo da Amazônia traga algumas novidades. Em geral, nas assembleias anteriores aqui citadas, os bispos sempre procuraram se situar na realidade do continente ou da região que é o tema do Sínodo. No entanto, o tema central e o foco de tudo tem sido a Igreja e sua missão. Assim, as exortações pos-sinodais dos papas em geral têm como título: A Igreja na África, a Igreja na Ásia, a Igreja na Oceania, etc… E por causa da herança ou subsistência do que se poderia chamar de “eclesiologia de Cristandade” , (isso é, uma Igreja que se olha como anterior e independente da realidade, com uma missão que vem de fora e entra mais como do alto para baixo), a impressão é que, em geral, a análise da realidade é sempre mais genérica do que contextual, feita em linguagem cuidadosa que diz as coisas sem dizer exatamente (diplomacia necessária a uma Igreja que se coloca a partir de uma posição de poder e de mando).

Dessa vez, o Sínodo tem como tema “A Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

Há uma mudança no enfoque – o tema é a realidade e dessa realidade se reflete sobre a missão da Igreja e se busca reconstruir uma Ecologia integral. E há ao menos uma tentativa de que a Igreja (bispos, clero e povo) se coloque como serviço e a partir de baixo e não de cima. Isso significa, parta da comunhão com os mais pobres, escute o grito da Terra e dos povos da Amazônia, ameaçados em sua vida e oprimidos pela tragédia que é o agronegócio, as madeireiras e as mineradoras, assim como as formas depredadoras do Capitalismo nas cidades amazonenses e suas periferias.

Nessa visão, a Ecologia Integral não é um tema a parte ou além da missão da Igreja. Se bem compreendida, a Ecologia integral é a própria missão de uma Igreja servidora da libertação da humanidade, da mãe Terra e de cada pessoa em sua integralidade, como já, em 1968, afirmava a Conferência dos bispos latino-americanos em Medellín (Med 5, 15).

Se essa perspectiva ou mudança de ângulo de abordagem for realmente respeitada e desenvolvida, o governo brasileiro pode ter razões de se preocupar. E, embora somente no Brasil essa preocupação tenha sido explicitada, provavelmente outros governos dos países da região devem ter as mesmas preocupações.

Isso significa apenas que eles têm consciência clara de que as políticas que impõem à região panamazônica vão no sentido contrário à perspectiva de uma Ecologia integral, como o papa Francisco desenvolve na encíclica Laudatum sii e como as discussões preparatórias a esse Sínodo, vindas das consultas às bases dos diversos povos e grupos da Amazônia, propõem.

É claro que Bolsonaro e seus ministros não precisam se preocupar se a orientação espiritual do Sínodo fosse na perspectiva que fez com que, em 2018, não poucos bispos, padres e movimentos católicos votassem na extrema-direita. No entanto, a perspectiva não é essa. É de uma Igreja em saída no qual o Sínodo dos Bispos tem sido preparado por ampla consulta de todos os setores e categorias da Amazônia e lá em Roma com os bispos estarão índios, ribeirinhos, missionários populares e mulheres da Amazônia, de tal forma que o Sínodo dos Bispos possa se ampliar cada vez mais como Sínodo de todos os organismos vivos do Povo de Deus.

Na tradição litúrgica católica, na festa da Epifania, o ofício de vésperas contém um hino antigo no qual se canta: “Hostis Herodes impie, Christum venire quid times? Non eripit mortalia, qui regna dat caelestia”. (Na atual Liturgia das Horas está traduzido assim: “Por que, Herodes, temes, chegar o rei que é Deus? Não rouba aos reis da terra, quem reinos dá nos céus”). Provavelmente, quem compôs esse hino não lia muito o cântico de Maria (o Magnificat) ou o cantava pulando os verso que diz: “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes”.

O quarto evangelho conta que o sumo-sacerdote Caifaz, inimigo de Jesus, profetizou que ele, Jesus, deveria morrer não só pelo povo, mas para reunir na unidade os filhos e filhas de Deus dispersos pelo mundo” (Jo 11, 52). Quem sabe, hoje, os Caifazes atuais, que se chamem com outros nomes e tenham patentes militares e estão no governo brasileiro estejam profetizando que esse Sínodo retomará o espírito de Medellín e provocará uma virada da nossa Igreja e de outras Igrejas no caminho do serviço libertador da mãe Terra e dos povos da Amazônia?

Do irmão Marcelo Barros



Obras de Bolsonaro para Amazônia abrem a floresta ao agronegócio

13 de Fevereiro de 2019, 13:58, por Blog do Arretadinho

Deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) aponta relação entre obras anunciadas pelo governo e seus compromissos de campanha firmados com empresas estrangeiras de mineração e da agroindústria

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – O governo de Jair Bolsonaro elabora um "pacote" de obras de "desenvolvimento" para a região amazônica, com projetos de infraestrutura como uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade paraense de Óbidos, além de uma hidrelétrica em Oriximiná, também no Pará, e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Para o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), apesar do discurso de que o desenvolvimento amazônico tem como objetivo, entre outros, a defesa da soberania brasileira contra interesses multinacionais, a intenção do governo é bem diferente.

"Eles querem retomar, do ponto de vista político-ideológico, o mesmo discurso do período da ditadura. Mas existe uma grande contradição entre o uso antigo da ideia de soberania, de ocupar e integrar a região contra a cobiça internacional, e os interesses reais. Na verdade, esse conjunto de obras e infraestrutura é para poder facilitar a entrega de patrimônio nacional para o capitalismo internacional", diz o parlamentar.

Tatto relaciona projetos de infraestrutura, como os revelados pelo jornal paulistano, a serem levados a cabo pelo governo de Bolsonaro, com o objetivo de contemplar os próprios compromissos de campanha do atual presidente com seus apoiadores da elite econômica.

"O sentido desses projetos é a ampliação da ocupação, seja para mineração, seja para agricultura e agronegócio, em detrimento dos direitos de populações locais, dos povos indígenas, ribeirinhos e outros grupos, e também em prejuízo da sustentabilidade e inclusão social dessas populações."

A meta faz parte do contexto das prioridades do governo em relação ao patrimônio nacional, tal como desenvolvido nos quase três anos do governo de Michel Temer.

"É a ideia da entrega de patrimônio nacional, numa visão de privatização de empresas públicas e venda de terras para estrangeiros", acrescenta o deputado. "Abrem-se estradas da Amazônia para, depois, facilitar a entrega de grandes extensões de terras para o próprio agronegócio e às empresas estrangeiras. Hoje, o agronegócio é extremamente financeirizado, com os grandes fundos dominando a cadeia dos negócios."

O Ministério do Meio Ambiente é comandado, no governo Bolsonaro, por Ricardo Salles. No programa Roda Viva desta segunda-feira (11), Salles causou indignação ao falar do líder seringueiro Chico Mendes. "O que importa quem é Chico Mendes agora?", disse. 



E OS PATRIOTAS DO PERÍODO ELEITORAL?

13 de Fevereiro de 2019, 13:43, por Blog do Arretadinho

por  Wladmir Coelho

Precisamos ver com atenção: a imprensa já vai retomando o discurso da corrupção e a senha surgiu depois do governo de Minas Gerais anunciar, para espanto geral, que a Vale está colaborando e aprendeu desta vez.

Aos poucos o crime de Brumadinho vai recebendo a sua ocultação e brevemente estará reduzido a matérias mostrando seis meses, um ano até tornar-se uma simples lembrança para aqueles não envolvidos diretamente.

Os levantamentos até agora revelam um crime com corrupção e morte temas caros ao atual governo federal eleito a partir deste binômio, mas vejam: quem corrompeu? quem matou? e desta uma derivação: quem morreu?

A resposta leva a condição de classe social das vítimas, ou seja, os mortos eram todos trabalhadores não está soterrado na lama o corpo de quem recebe os elevados lucros decorrentes da exploração irresponsável ou com riscos calculados. Melhor assim? 
  
Em função da sua condição de empresa capitalista unicamente interessada no lucro – para os de fora – sem compromisso algum com as milhares de vidas, que moram nas proximidades de suas represas sem segurança, com as cidades, com a economia nacional.

A mineração constitui atividade essencial à economia de qualquer país visto a sua condição de fornecimento de matéria prima e energia e quando ampliamos para o ouro a  situação assusta diante da entrega às multinacionais deste tipo de atividade cuja a extração resulta em espécie de dinheiro. 

A gestão destes recursos finitos, por estes motivos, constituem uma questão estratégica, de segurança nacional. Ao que parece Militar no Brasil não liga prá isso, general não debate este tema a não ser quando torna-se assunto da Igreja.

No Brasil de nossos dias, repleto de generais em todos os cargos, desde a vice-presidência, realmente assusta a ausência de uma voz, vejam bem apenas uma voz, em defesa da economia nacional cuja sobrevivência constitui a garantia de nossa soberania.

Não vai demorar a ministra volta com uma frase infantilizadora, um outro anunciará a invasão de um povo irmão - neste caso a ânsia bélica será negada pelo dono do canhão 10 minutos depois – um ministro vai ofender os brasileiros enquanto o crime vai rumo ao sepultamento e a economia brasileira junto.

Submetem-se os “patriotas” de período eleitoral ao famoso mercado ignorando os fatores comprovados da concentração do setor mineral mundial, do saque representado por empresas estrangeiras – através da Vale e outras saqueadoras - ao nosso subsolo e domínio privado internacional da política econômica mineral do Brasil.

Brumadinho representa o crime contra a pátria cinicamente defendida por governantes desinteressados em garantir os elementos mínimos de nossa soberania nacional alheios à entrega do patrimônio FINITO representado na mineração o Brasil retomou – em um governo chefiado por militares – a condição de colônia na qual retiram-se minério de ferro, petróleo, ouro para o sustento da voracidade imperial.

Para finalizar dedico este texto aos defensores da militarização das escolas no Brasil, verdadeiros patriotas invertidos preocupados com penteado das meninas e dos meninos e uso de fardamento como forma de salvação nacional. Chegamos ao fim? Precisamos ressuscitar o Tiradentes um militar patriota.