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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Queiroz e Marielle, duas investigações que encurralam a família Bolsonaro

24 de Junho de 2019, 16:20, por Blog do Arretadinho

Flávio Bolsonaro ao lado do pai, Jair. MAURO PIMENTEL AFP


A devassa legal nas contas do primogênito do clã rastreia assessores e ex-assessores, alguns deles ligados ao mundo da milícia investigada pelo assassinato de vereadora

GIL ALESS no El País Brasil

Pouco mais de cinco meses após o nome do motorista Fabrício Queiroz vir à tona em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras citado por movimentações atípicas, o primogênito do clã Bolsonaro, o senador Flávio, que até o final do ano passado o empregava em seu gabinete na Assembleia do Rio, começou a sofrer uma profunda devassa em suas contas bancárias. O Ministério Público do Estado pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar por um período de dez anos (entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018), alegando haver indícios de lavagem de dinheiro e da operação de uma organização criminosa em seu gabinete —no total, 95 pessoas terão suas contas reviradas, sendo que ao menos nove delas também atuaram em algum momento com funcionários do atual presidente, segundo informações do jornal O Globo, e duas delas são ligadas ao miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, buscado pela polícia sob acusação de ser o chefe do grupo Escritório do Crime, suspeito de ter ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco.

A expectativa dos investigadores é de que, pressionados pela devassa fiscal, alguns alvos da investigação decidam colaborar com seus depoimentos, como ocorreu na Operação Lava Jato,  abrindo um flanco ainda maior de possibilidades de denúncias contra a família Bolsonaro. Após um hiato, agora a cada dia um novo capítulo se revela. Na quarta-feira, a Veja publicou reportagem em que afirmava que entre 2010 e 2017, quando ainda era deputado estadual, Flávio investiu 9,425 milhões de reais na compra de 19 imóveis, entre salas e apartamentos, e lucrou 3,089 milhões nessas transações imobiliárias —indícios, segundo o MP, de lavagem de dinheiro. Na quinta-feira, nova reportagem de O Globo destacou que policiais militares nomeados para o gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual, repassavam até dois terços de seus salários para Queiroz, em troca de "férias permanentes": ou seja, recebiam para não trabalhar.

A quebra do sigilo do filho do presidente tem alto potencial para respingar no palácio do Planalto —já fragilizado pelos protestos de estudantes e professores e com uma base no Congresso que se mostra fraca para aprovar seu principal projeto, a reforma da Previdência, tido como boia de salvação para a cambaleante economia. E torna-se algo especialmente grave para um capitão reformado do Exército que se elegeu com um forte discurso contra a corrupção e tem o juiz da Lava Jato como principal troféu de seu Governo. Ter o nome de Flávio envolvido em algum esquema da chamada "velha política", tanto criticada pelo clã, pode dificultar ainda mais a aprovação de projetos e a governabilidade e diminuir seu apoio nas ruas, que já é o menor nos primeiros cem dias dentre todos os presidentes brasileiros eleitos.

Bolsonaro afirma que as investigações contra seu filho são uma perseguição contra ele. "Estão fazendo esculacho em cima do meu filho. Querem me atingir? Venham pra cima de mim", disse o presidente em Dallas, no Texas, para onde viajou para receber uma homenagem. "Não vão me pegar!", ressaltou. Flávio também usou o canal de comunicação preferido de sua família, o seu Twitter pessoal, para se defender. Disse que os valores publicados pela Veja são "absolutamente falsos". "Sempre declarei todo meu patrimônio à receita Federal e tudo é compatível com a minha renda. 

Morte de Marielle
Uma análise mais conservadora aponta para a possibilidade de que se comprove a participação de Flávio em um esquema de "rachadinha", prática proibida, mas comum nos legislativos do país, na qual funcionários devolvem parte de seus salários para os parlamentares. Esta possibilidade já havia sido ventilada desde dezembro passado e foi confirmada por Queiroz ao depor por escrito ao Ministério Público. Em fevereiro ele informou que pegava parte do dinheiro dos demais servidores do gabinete e "com a remuneração de apenas um assessor parlamentar conseguia designar alguns outros para exercer a mesma função, expandindo a atuação do deputado". Flávio sempre negou que a prática ocorresse em seu gabinete, e essa contradição entre os dois ainda não foi esclarecida  —tendo em vista que o senador faltou a um depoimento e não remarcou mais a data.

Mas, para além da "rachadinha", as investigações tem potencial para colocar o clã Bolsonaro em uma situação mais complicada. Os laços da família Bolsonaro com milicianos e seus parentes (e a simpatia do clã pelos grupos paramilitares comandados por policiais e ex-policiais) podem desaguar em em desdobramentos delicados, especialmente porque no gabinete de Flávio estavam lotadas Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, respectivamente irmã e mãe o miliciano do apontado como chefe do Escritório do Crime.  Trata-se de uma organização miliciana ligada ao assassinato da vereadora Marielle Franco, de acordo com o que já foi divulgado da apuração que tem ainda uma ponta federal: a Polícia Federal investiga se alguém nas polícias do Rio trabalhou para sabotar os trabalhos de elucidação do crime. Ambas tiveram o sigilo bancário quebrado, e o Coaf já tinha apontado repasses delas para Queiroz, amigo de Nóbrega. 

Onde está Queiroz?
Com relação às investigações, que correm em segredo de Justiça, também se acumulam dúvidas. Queiroz foi intimado a depor por duas vezes, em 19 e 21 de dezembro de 2018. Faltou nas duas ocasiões, e justificou a ausência por conta de problemas de saúde —que não o impediram, no entanto, de conceder entrevista ao SBT. A reportagem indagou o Ministério Público do Rio se houve nova convocatória para que o ex-motorista desse sua versão dos fatos e se o seu paradeiro é conhecido. A resposta foi lacônica: "Em razão do sigilo legal decretado, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público (GAECC/MPRJ) não vai se pronunciar". Em outros casos no passado, os procuradores e promotores, por exemplo, lançaram mão de um mecanismo chamado condução coercitiva, na qual a pessoa é levada para depor pelas autoridades —mas o mecanismo usado à exaustão pela Operação Lava Jato, foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal. Se julgasse necessário, o MP poderia pedir a prisão preventiva de Queiroz, mas isso não foi feito.

A defesa do ex-motorista divulgou nota dizendo que "família recebe a notícia [da quebra do sigilo] com tranquilidade, uma vez que seu sigilo bancário já havia sido quebrado e exposto por todos os meios de comunicação". O ex-motorista ainda deve explicações sobre a origem —e o destino— de 1,2 milhão de reais que passaram por sua conta corrente. Na entrevista ao SBT, ele alegou se tratar de dinheiro de compra e venda de veículos usados, e se autodenominou como "um cara de negócios". Mas, segundo O Globo informou no início do mês, os promotores não encontraram evidências de que a movimentação atípica do ex-motorista tenha ligação com este tipo de negócio. De acordo com a reportagem apenas dois carros antigos foram encontrados em nome de Queiroz: um Ford Del Rey Belina ano 86, e um Volkswagem Voyage modelo 2009. O valor de ambos somado é inferior a 30.000 reais. Resta saber como o ex-motorista transforma carros velhos em um milhão.



Jean Wyllys vai processar Ratinho por Fake News

19 de Junho de 2019, 15:23, por Blog do Arretadinho

"Como disse um texto [publicado na revista Veja], 'é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber'", disse Jean Wyllys à jornalista Mônica Bergamo.

Por Redação Revista Fórum

O ex-deputado federal Jean Wyllys disse que vai processar o apresentador Ratinho por calúnia e difamação após o comunicador espalhar fake news com o nome do ex-parlamentar.

“Como disse um texto [publicado na revista Veja], ‘é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber’. O espaço conferido a Moro em seu programa não é desinteressado nem movido a interesse jornalístico. Tampouco o fato de ter disseminado uma evidente fake news contra mim durante a entrevista do ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos. Isso precisa estar claro”, disse Jean Wyllys à jornalista Mônica Bergamo.

Ao entrevistar o ex-juiz federal Sérgio Moro, Ratinho mencionou uma notícia falsa divulgada pela conta Pavão Misterioso, que teria sido orquestrada pelo vereador Carlos Bolsonaro. “Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país”, mencionou Ratinho.



David Miranda, marido de Greenwald, sofre ameaças de morte

18 de Junho de 2019, 10:31, por Blog do Arretadinho

Marielle Franco e David Miranda em foto na Câmara de Vereadores do Rio (Reprodução/Redes Sociais)
Do G1:

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que encaminhou à Polícia Federal (PF) na última terça-feira (11) e-mails que recebeu com ameaças de morte contra ele e sua família. A superintendência da PF em Brasília confirmou que recebeu os documentos e disse que está investigando o caso.

David Miranda, que é casado com o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, informou por meio de nota que abriu uma queixa-crime na PF em 13 de março por ter recebido ameaças nas redes sociais após assumir a cadeira de Jean Wyllys (PSOL-RJ) na Câmara dos Deputados (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Jean Wyllys foi reeleito em 2018, mas decidiu não tomar posse em novo mandato em razão de ameaças.

David disse que voltou a ser ameaçado após o site The Intercept divulgar mensagens atribuídas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato. Por conta dessas novas ameças, informou o parlamentar do PSOL, ele encaminhou novas provas à PF no dia 11.

(...) NOTA DO DEP. DAVID MIRANDA À IMPRENSA

As ameaças que venho sofrendo via e-mail nas últimas semanas não vão interferir na minha conduta como deputado federal. Permaneço atuando com o vigor de sempre, em defesa das causas sociais e dos direitos humanos. Preocupo-me com a minha segurança e da minha família e, para nos resguardar, fiz os devidos encaminhamentos às autoridades competentes.

À Polícia Federal, apresentei queixa-crime em 13 de março passado, quando recebi as primeiras ameaças ao assumir o cargo do companheiro de partido Jean Wyllys, que renunciou por receber repetidos ataques cibernéticos com a mesma gravidade, durante o seu último mandato.

Novos relatos foram encaminhados à PF no dia 11 de junho, diante do crescimento do número de ações de grupos de ódio e homofóbicos que ocorreu depois das denúncias relativas à Operação Lava-Jato, publicadas pelo jornalista Glenn Greenwald, com quem sou casado há quase 15 anos e tenho dois filhos. Ressalto que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tomou providências a partir do ofício que encaminhei à Presidência da Casa, oferecendo-me apoio do Departamento da Polícia Legislativa.

David Miranda

Deputado Federal – PSOL/RJ



Com economia estagnada e desemprego em alta, brasileiros voltam a se endividar

18 de Junho de 2019, 10:11, por Blog do Arretadinho

Milhões de trabalhadores voltaram a se endividar nos primeiros meses deste ano. Com a crise sem fim e taxas recordes de desemprego, mesmo quem conseguiu pagar as dívidas em 2018 voltou a atrasar as contas

Escrito por: Rosely Rocha em CUT.org.br

Com a estagnação da economia e o aumento das taxas de desemprego, que atinge mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras,está cada vez mais difícil pagar as contas. E os brasileiros que, a duras penas, saíram das listas de inadimplentes e limparam o nome no  Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) quitando suas dívidas no ano passado, estão voltando a se endividar este ano e, de novo, ficando com os nomes sujos, sem poder comprar a crédito e fazer empréstimos pessoais. 

No ano passado, o número de devedores reincidentes era de 24,9% do total que tinham dívidas vencidas e não pagas. De janeiro a maio deste ano, os que se endividaram de novo já somam 27% do total de inadimplentes – um aumento de 2,1%. O balanço é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

O levantamento revela que o crescimento mais acentuado em maio foi o de contas básicas, como água e luz, que cresceram 27,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.  Já as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos cresceram apenas 1,3% no período, apesar de representarem 53% das dívidas pendentes de pessoas físicas.

Outras dívidas recuaram. As contraídas no comércio em forma de crediário recuaram -5,1%, assim como as contas de telefonia, TV por assinatura e internet, que caíram -22,1%. No geral, considerando todos os tipos de dívidas, houve uma pequena queda de -0,79% frente maio de 2018.

Apesar desse pequeno recuo de algumas dívidas, no último mês de maio, o volume de consumidores com contas em atraso e com restrições no CPF avançou 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado – um pouco acima dos 2,0% registrados no mês anterior (abril).

Brasileiro deve mais do que a média salarial

Segundo as instituições, o inadimplente brasileiro encerrou o último mês de maio com uma dívida média de R$ 3.239,48 (mais de três vezes o salário mínimo atual de R$ 998,00). O valor é 41% maior que a renda média mensal do trabalhador brasileiro (R$ 2.291,00), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A técnica do Dieese da subseção CUT Nacional, Adriana Marcolino, explica que o rendimento médio de todos os trabalhos do brasileiro tem oscilado muito pouco desde o final de 2017 até agora.  De acordo com ela, no trimestre terminado em janeiro de 2018 ficou em R$ 2.284,00, no trimestre seguinte subiu para R$ 2.294,00. Depois caiu, aumentou um pouquinho e agora nos últimos três meses (fevereiro, março e abril) fechou em R$ 2.295,00.

“O rendimento médio dos trabalhadores não está reagindo porque está ligado a todo este cenário de baixo crescimento e aumento do desemprego e da informalidade”.

De acordo com Adriana, o salário não é suficiente para bancar as despesas, “embora alguns preços estejam estáveis, como é o caso do gás de cozinha, as altas dos botijões acima da inflação em 2017 e 2018 continuam pesando no bolso do trabalhador.”

E “os custos com a manutenção da vida: casa, alimentação, transporte, saúde pesam muito no orçamento familiar”, analisa a técnica do Dieese.

Para Adriana Marcolino, enquanto a crise econômica e o desemprego não diminuírem não vai ter jeito. As pessoas vão pagar uma conta num mês e deixar de pagar no mês seguinte.

População idosa está mais endividada

Dados detalhados por faixa etária revelam que o crescimento da inadimplência é maior entre a população mais velha. O maior crescimento no atraso de contas é de quem tem de 65 a 84 anos - alta de 9,16%. Em seguida aparecem os consumidores de 50 a 64 anos (4,92%), de 40 a 49 anos (3,55%).

Já na faixa dos 30 aos 39 anos houve uma leve queda de -0,43%. Também houve recuo entre as faixas etárias mais jovens, dos 18 aos 24 anos (-22,62%) e dos 25 aos 29 anos (-8,91%).

 A técnica do Dieese lembra que os idosos, aposentados, têm uma renda média menor do que quem está no mercado de trabalho. E, se para quem tem renda média o impacto é ruim, para quem tem uma renda menor, é pior ainda.

“A gente tem percebido que os produtos relacionados à saúde têm aumentado acima da inflação e isto pesa muito na cesta de produtos da pessoa idosa. No começo de 2019 até o mês de maio, a inflação média no Brasil foi de 2,4%, enquanto os planos de saúde subiram 4%, o que contribuiu para que a inflação média de saúde ficasse em 3, 31%, neste período. Parece pouco mais é  significativamente maior para quem tem de pagar”, analisa Marcolino.



Governadores do Nordeste criam “consórcio” que já atua para trazer médicos cubanos de volta à região

17 de Junho de 2019, 11:02, por Blog do Arretadinho

 Médicos cubanos na chegada ao Brasil (Foto: Arquivo)
Consórcio do Nordeste busca maior autonomia em relação ao governo Jair Bolsonaro e quer contato direto com organização para reativar o Mais Médicos na sua forma original

POR 
REDAÇÃO @REVISTAFORUM

Os governadores dos nove Estados completaram recentemente os trâmites necessários para tornar legal o Consórcio do Nordeste, que tem como objetivo buscar uma maior autonomia em relação ao governo de Jair Bolsonaro e as políticas federais que consideram nocivas para a região.

Uma das primeiras medidas que os líderes nordestinos pretendem impulsar é a retomada do formato original do programa Mais Médicos, com a presença dos profissionais cubanos, que foram embora do país após as críticas ideológicas ao governo da ilha feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o Consórcio do Nordeste já está entrou em contato com representantes da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), entidade liga à OMS (Organização Mundial da Saúde), e consultou sobre a possibilidade de trazer profissionais estrangeiros, especialmente de Cuba, para refazer a cobertura dada pelo Mais Médicos ao sistema público de saúde nos estados nordestinos.

Em dezembro passado, ainda como presidente eleito, Bolsonaro fez duras críticas a Cuba, dizendo que tratava os médicos cubanos como “escravos”, criando uma crise diplomática que levou o presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, a ordenar o retorno dos profissionais ao seu país.

Após a perda dos cerca de 8 mil médicos para o sistema, o Governo Federal prometeu que preencheria todas as vagas com médicos brasileiros, algo que não aconteceu: uma reportagem recente do New York Times mostrou que centenas de cidades brasileiras continuam a espera de novos médicos para substituir os cubanos que se foram, situação que mantém cerca de 28 milhões de pessoas sem atendimento.

Os estados nordestinos estão entre os mais atingidos por essa postura federal anticomunista: o Ceará, por exemplo, é o segundo estado brasileiro com o maior carência de médicos.