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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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De volta à Cuba

16 de Novembro de 2018, 15:15, por Blog do Arretadinho




Proclamação da República foi um golpe da elite que queria branquear o país

16 de Novembro de 2018, 14:03, por Blog do Arretadinho

'Proclamação da República', 1893, tela de Benedito Calixto (1853-1927).
Acervo da Pinacoteca de São Paulo

HISTÓRIA
Proclamação da República foi um golpe da elite que queria branquear o país

Branquear o país significava marginalizar seus descendentes, impedir seu acesso ao estudo, ao trabalho, à terra. "Desenrola-se um processo de exclusão social", diz professor da UFABC


São Paulo – A Proclamação da República, celebrada neste 15 de novembro, foi um movimento alheio à participação popular, sem envolvimento social e articulado por alguns setores da elite em conjunto com setores militares. Quem explica é o professor de Ciências Econômicas Ramatis Jacino, da Universidade Federal do ABC (UFABC), para quem foi a disputa de poder entre setores da oligarquia, e não um consenso nacional por um avanço civilizatório, que conduziu a ação capitaneada pelo marechal Deodoro da Fonseca em 1889. 

Em bom português, um golpe civil-militar, como se veria mais adiante em outros momentos da história do Brasil. Havia grupos que se articulavam em torno da monarquia e a mantinham como sistema de governo, e na ocasião surgia fortemente uma nova elite do agronegócio cafeeiro, que criaria o Partido Republicano. "Não havia uma demanda popular para isso."

O movimento se situava num ambiente de mudança na composição econômica do país, que um ano antes, sob a influência inglesa que crescia pleiteando a ampliação de mercados consumidores, havia abolido a escravidão.

Ramatis Jacino é pesquisador do período de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, como os ex-escravizados sobreviviam no novo modelo econômico e como aquela sociedade em construção se comportava em relação aos negros oriundos do cativeiro. A influência daquelas transformações e seus impactos nas relações de raça, gênero e na composição da renda nacional é o foco de seus estudos. 

Nesta entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, Jacino explica que havia uma expectativa desse setor ascendente da elite de "branquear" o país. "Branquear o país significava marginalizar e desescravizar seus descendentes. Daí vem também o movimento de fortalecimento da imigração, combinado com um impedimento (dos desescravizados) de acesso ao estudo, ao trabalho, à terra. Desenrola-se todo um processo de exclusão social dessa população."

Embora o sistema republicano represente, em tese, um avanço civilizatório – que se definiria melhor na metade do século 20, o povão se sentia tão pouco representado pela elite dita republicana que acabava defendendo a monarquia. Grandes movimentos sociais que eclodiram, com em Canudos (BA), com Antônio Conselheiro, e do Contestado (SC), eram monarquistas, diz o professor.
por Redação RBA



Preterido por Bolsonaro, Dr. Rey desabafa: “O Brasil escolhe modelos pornôs, palhaços e funkeiros”

14 de Novembro de 2018, 15:44, por Blog do Arretadinho

Foto: Divulgação
“Até me humilhei para participar dessa reconstrução, mas o Brasil não me quis. E não tem problema”, disse o médico

Por Redação da Revista Fórum

O Dr. Rey fez um desabafo publicado no jornal Extra, nesta quarta-feira (14), onde se diz magoado por não ter sido escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como ministro da Saúde.

“O Brasil escolhe modelos pornôs, palhaços e funkeiros para seus deputados. Fiz o máximo possível. Até me humilhei para participar dessa reconstrução, mas o Brasil não me quis. E não tem problema. Eu vou servir à nação que me adotou. A Marinha de Guerra americana está pedindo de joelhos para que eu entre como capitão cirurgião. E eu vou escolher as forças de elite americanas. Tenho até dia 31 de dezembro para decidir. Eu quero pagar em combate o agradecimento que eu tenho pelos Estados Unidos. Mas eu irei com uma lágrima no olho”.

Na semana passada, Dr Rey tentou um encontro com Bolsonaro. Sua intenção era se convidar para ser ministro da Saúde ou até mesmo embaixador. Não conseguiu ser recebido, mas sua decepção atualmente é com o país. E não com a “incrível família Bolsonária”:

“Não fui só eu que não tive a oportunidade de fazer uma reunião com o presidente. Reunião que, aliás, já foi remarcada. Chegou o embaixador da Alemanha, o embaixador da Argentina… E, você sabe, as coisas não estão muito bem com a Argentina…”

Leia a matéria completa no Extra



Cuba abandona o programa Mais Médicos

14 de Novembro de 2018, 14:48, por Blog do Arretadinho

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - ago.2013
O governo cubano decide abandonar o programa Mais Médicos do Brasil após Bolsonaro se posicionar contrário ao atual modelo do programa

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O governo cubano rompeu oficialmente com o programa Mais Médicos e chamou de volta cerca de 20 mil profissionais que estavam trabalhando no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde Pública de Cuba o motivo do rompimento deve-se ao fato de que o presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, fez declarações depreciativas aos profissionais de Saúde cubanos, quando afirmou que só concordaria com a continuidade do programa se os médicos cubanos se submetessem a um exame de qualificação profissional, se eles recebessem o salário integralmente e se suas famílias pudessem viver no Brasil.

Parte do salário pago aos médicos cubanos era enviado ao governo da ilha para custear os estudos de novos médicos, já que o ensino público de lá, em todos os níveis, é gratuito.

O governo eleito no Brasil nem tomou posse ainda e já causa graves prejuízos à população mais pobre do país, visto que a população de 700 municípios brasileiros viram um médico pela primeira vez graças aos profissionais cubanos.

Confira o documento emitido pelo governo de Raul Castro:

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana, participa desde seus começos, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, nessa altura presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir a atenção médica à maior quantidade da população brasileira, em correspondência com o princípio de cobertura sanitária universal promovido pela Organização Mundial da Saúde. 

Este programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas desse país. 

A participação cubana nele é levada a cabo por intermédio da Organização Pan-americana da Saúde e se tem caracterizado por ocupar vagas não cobertas por médicos brasileiros nem de outras nacionalidades. 

Nestes cinco anos de trabalho, perto de 20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais de 3 mil 600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88 % de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história. 

O trabalho dos médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Baía, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia, foi amplamente reconhecida pelos governos federal, estaduais e municipais desse país e por sua população, que lhe outorgou 95% de aceitação, segundo o estudo encarregado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais. 

Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou próximo da data de vencimento do convênio e em meio dos acontecimentos relacionados com o golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando no acordo com a Organização Pan-americana da Saúde para a implementação do Programa Mais Médicos, enquanto sejam mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, o que até o momento foi respeitado. 

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-americana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa a revalidação do título e como única via a contratação individual. 

As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba. Estas condições inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais cubanos no Programa. Por conseguinte, perante esta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu interromper sua participação no Programa Mais Médicos e foi assim que informou a Diretora da Organização Pan-americana da Saúde e os líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa. 

Não aceitamos que se ponham em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67 países. Em 55 anos já foram cumpridas 600 mil missões internacionalistas em 164 nações, nas quais participaram mais de 400 mil trabalhadores da saúde, que em não poucos casos cumpriram esta honrosa missão mais de uma vez. Destacam as façanhas de luta contra o ébola na África, a cegueira na América Latina e o Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países. 

Na grande maioria das missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Igualmente, em Cuba formaram-se de maneira gratuita 35 mil 613 profissionais da saúde de 138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista. 

Em todo momento aos colaborados foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100 por cento de seu ordenado em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, mesmo como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde. 

A experiência do Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo, demonstra que sim pode ser estruturado um programa de cooperação Sul-Sul sob o auspício da Organização Pan-americana da Saúde, para impulsionar suas metas em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas em cooperação triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Os povos da Nossa América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais. 

O povo brasileiro, que fez com que o Programa Mais Médicos fosse uma conquista social, que desde o primeiro momento confiou nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que foram atendidos, poderá compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não possam continuar oferecendo sua ajuda solidária nesse país. 

Havana, 14 de novembro de 2018.



Querem amordaçar as escolas

14 de Novembro de 2018, 12:45, por Blog do Arretadinho

Tentativa de amordaçar as escolas continua. Acompanhe a luta