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April 3, 2011 21:00 , von Unbekannt - | No one following this article yet.
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Entrevista com Carina Vitral

December 28, 2016 16:22, von Blog do Arretadinho

Entrevista com Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes



Descubra o roteiro de grafites no DF

December 28, 2016 8:47, von Blog do Arretadinho

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
A arte urbana do grafite cresce e se torna marca do Distrito Federal
No centro da capital e regiões administrativas, artistas de rua colocam sua marca e interagem com a cidade dando um colorido ao concreto

Brasília, em seus 56 anos, é uma cidade jovem que está descobrindo a própria cultura. Neste processo, além da música, bares, gírias, vida noturna, está a forma como a população se vê e interage com os espaços urbanos. Dessa relação, surgem os grafites, ferramentas de apropriação do ambiente cada vez mais presente no cotidiano do Distrito Federal.

Popular entre os jovens, os desenhos feitos com spray nas paredes faz parte do universo do hip-hop, onde a arte urbana se divide em música (rap e DJs), dança (break) e artes visuais (grafite). No Distrito Federal, o movimento se iniciou em 1980 e hoje mais de 200 artistas espalham suas obras pelos muros e paredes da capital.

Para Ju Borgê, grafiteira há 12 anos, a arte é mais do que uma forma de expressão, é uma maneira de comunicação. “Pintar as ruas é uma representação do amor. Eu quero levar uma mensagem boa com o meu trabalho, quero que as pessoas se sintam bem, que elas interajam com a obra de uma forma positiva”, diz.
Trabalho da Ju Borgê, no Conic (Asa Sul)
GIOVANNA BEMBOM/METRÓPOLES

Essa interação das pessoas com as obras da própria cidade, em prédios, viadutos, paredes e avenidas grafitadas, dá sentido à vida urbana. Segundo Pedro Russi, professor de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em ações urbanas, a cidade só existe a partir da troca entre pessoas e ambiente.

A pichação e o grafite são interações, assim como o ônibus e as pessoas andando na rua. Por uma questão moral, de higienização e limpeza, não são bem-vistos na sociedade"
Pedro Russi

Por ser Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Unesco, alguns artistas sentem dificuldades em criar no centro de Brasília. O grafiteiro pernambucano Guga Baygon, artista de rua desde a década de 1990, começou a pintar na capital federal em 2004. “Aqui é muito difícil, não tem tanta parede e é tombada, o que dificulta o trabalho. Mas a gente interage da forma que pode e aprende a entender a cidade. A população passou a aceitar melhor o nosso trabalho”, diz Baygon.

No Conic, o Centro Cultural Renato Russo, W3 Sul, o Setor Comercial Sul as passarelas subterrâneas do Eixo Norte é possível encontrar diversas intervenções.
Toys pinta mural em Samambaia
MICHEL MELO/METRÓPOLES

As dificuldades em se grafitar no Plano Piloto “empurram” os artistas para as regiões administrativas. Ju Borgê analisa que pintar por lá é mais confortável. “O Plano Piloto não é tão receptivo”. Daniel Toys, 25 anos, um dos nomes de destaque no grafite da capital, pensa parecido.

“A arte de rua tem como obrigação se comunicar com a cidade e sua população. Por isso levamos o material para as regiões administrativas. É uma aproximação com pessoas que teriam dificuldade em se aprofundar nisso”, opina.

do Portal Metrópoles



Mulher que não respeita o marido apanha, diz médico

December 27, 2016 19:12, von Blog do Arretadinho

FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Médico do DF diz que mulheres apanham porque não respeitam maridos
Em postagem no Facebook, ele fez o comentário que foi duramente criticado. Rapidamente, a mensagem foi apagada

O cardiologista Luiz Águila fez um post machista no Facebook. Ele escreveu, na manhã desta terça-feira (27/12), que as mulheres apanham porque não respeitam seus maridos. A informação foi dada pelo jornalista Marcelo Chaves.

“Sabe porque (sic) tantas mulheres apanham? Porque desrespeitam seus companheiros. Respeitem e serão respeitadas. Nossas avós não apanhavam porque respeitavam. Respeito é fundamental”, dizia a postagem, que foi apagada.
REPRODUÇÃO

Na caixa de comentários, várias mulheres fizeram comentários indignados contra a postagem. A reportagem do Metrópoles ligou no consultório do médico e foi informado que ele está de férias.

do Portal Metrópoles



Não havia seguranças na estação em que ambulante foi morto

December 27, 2016 17:04, von Blog do Arretadinho

RBA
Alckmin precariza Metrô: não havia seguranças na estação em que ambulante foi morto
Trabalhadores da companhia denunciaram a situação durante ato em memória de Luiz Carlos Ruas, espancado até a morte na estação Pedro II, centro de São Paulo

por Rodrigo Gomes, da RBA

São Paulo – Diretores do Sindicato dos Metroviários disseram hoje (27) que não havia seguranças na estação Pedro II, da Linha 3-Vermelha do Metrô paulista, no momento em que dois agressores mataram o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, na noite do domingo de Natal (25). "Havia somente três funcionários nesta estação naquele momento. Um na bilheteria, outro na catraca e outro no CCO (Centro de Controle Operacional). Se olhar a escala vai ver que tem dois seguranças em cada estação, mas, na verdade, é a mesma dupla atuando em três estações diferentes", afirmou Marcos Freire, ativista LGBT e diretor do sindicato.

Segundo Freire, situações de violência vêm se repetindo no Metrô, sendo cada vez menos combatidas, devido ao número insuficiente de trabalhadores no sistema. Segundo dados do Portal da Transparência do governo Geraldo Alckmin (PSDB), responsável pela gestão do Metrô, a companhia tem déficit de aproximadamente 600 funcionários. Outros 632 aderiram ao Programa de Demissão Voluntária lançado esse ano e devem ser desligados em breve.

"Fazemos um apelo para que nos ajudem a denunciar essa situação e exigir do governo Alckmin que contrate trabalhadores para o Metrô. Não é possível ficar desse jeito", disse Freire. Ainda segundo o sindicato, durante a noite, o Metrô tem 68 seguranças para atuar em 63 estações. No entanto, como a atuação dever ser, no mínimo, em dupla, seria possível atuar apenas em 34 estações simultaneamente, necessitando que os agentes transitem entre os pontos de parada. Além disso, estações maiores exigem mais funcionários.

As declarações foram dadas durante um ato em memória de Ruas, realizado no início da tarde de hoje, na estação Pedro II, região central de São Paulo. Ativistas LGBT, trabalhadores metroviários e religiosos da Pastoral do Povo da Rua acenderam velas e estenderam bandeiras contra a homofobia e exigiram ações das autoridades para impedir que casos como esse se repitam.

Ruas foi brutalmente agredido após tentar defender uma travesti, identificada apenas como Brasil, que estava sendo perseguida por dois homens, após reclamar por eles estarem urinando na rua. Uma outra travesti, que também foi agredida, conseguiu escapar. O ambulante foi espancado até a morte no hall da estação Pedro II, em frente à bilheteria. No vídeo de quase dois minutos divulgado pela polícia, nenhum segurança do Metrô aparece para conter os assassinos.

Para o ativista LGBT Bruno Diego Alves, esse caso demonstra como a homofobia e a transfobia afetam toda a sociedade. "Eles estavam agredindo uma travesti. Ruas foi assassinado por defendê-la. Estamos aqui pra demonstrar nossa indignação, exigir punição e o fim do descaso do Metrô com a população mais vulnerável", afirmou Alves.

Fábio Vinícius, amigo do ambulante, que vive sob um viaduto próximo à estação, estava indignado. "Era um cara que ajudava todo mundo. Foram 20 anos aqui (sob o acesso da passarela em frente à estação), 'trampando' e ajudando quem precisasse, com comida, com remédio. E foi ajudando alguém que fizeram isso com ele. Se a pessoa é travesti, se é gay, se tá na rua, não interessa. Tem de respeitar. Mais aí vem uns desgraçados e faz isso. É muita revolta, os lixo fica e os bons vão embora", afirmou.

O padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, comandou uma oração em homenagem a Ruas. Na próxima sexta-feira (30), a pastoral e outros grupos vão realizar outro ato em memória do ambulante, no mesmo local, às 15h. "Vamos reivindicar do Metrô uma justa homenagem, que troque o nome desta estação para Luiz Carlos Ruas. Foi um caso de intolerância, mas também um caso de ódio social contra a população. Foram três irmão de rua agredidos. Pessoas que não podem acessar o Metrô e nem ser protegidas por seus funcionários", afirmou o padre.

Para ele, a empresa do governo Alckmin atua de forma totalmente seletiva. "Quando os estudantes estão protestando, tem agentes, tem cassetete, tem equipamento. Nós mal podemos chegar perto das entradas da estação. Mas quando é uma ação de ódio contra os desassistidos, um assassinato, aí não tem segurança, não tem equipamento, não tem nada", desabafou.

A polícia já identificou os dois homens filmados agredindo Ruas. Seus nomes são Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins. O velório e o sepultamento do ambulante serão no cemitério Vale da Paz, em Diadema.



Dino deve ser o candidato do PCdoB em 2018

December 27, 2016 16:55, von Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
De olho na rápida ascensão de Flávio Dino, PCdoB mira presidência em 2018
Governador do Maranhão diz preferir reeleição. Partido pretende anunciar um candidato em março

O Estado do Maranhão ganhou 2.000 quilômetros de rodovias desde que o governador Flávio Dino (PCdoB) foi empossado, em 1º de janeiro de 2015. Dois desses quilômetros levam ao pequeno município de Paço do Lumiar, na região metropolitana da capital São Luís, onde Domingos Dutra, petista histórico que migrou no ano passado para o PCdoB, foi eleito prefeito neste ano. Embalado pelos bons resultados da gestão Dino, o PCdoB elevou de 14 para 46 o número de prefeituras no Maranhão, onde a coligação do Governo venceu 150 das 217 disputas na eleição municipal. Os resultados são tão bons que animam os admiradores de Dino a pensar em destinos mais distantes. Os 2.000 quilômetros novos de rodovias, comenta-se em São Luís, equivalem à distância entre a capital maranhense e Brasília. Teria o comunista pavimentado em apenas dois anos de Governo seu caminho para uma candidatura ao Palácio do Planalto?

O próprio Flávio Dino espanta a possibilidade de se candidatar à presidência em 2018. "Sou candidato à reeleição se Deus me der vida e saúde. Porque nós temos uma tarefa inconclusa no Estado", disse o governador em entrevista ao EL PAÍS. Mas a presidenta nacional do partido, a deputada federal Luciana Santos (PE), diz que o governador ainda ficou de se posicionar sobre o assunto perante o partido. "Neste ambiente de falta de perspectiva, o PCdoB tomou uma definição: lança em março seu candidato à presidência. Ele [Dino] ficou de refletir", diz a deputada, que comanda um partido obrigado a se reposicionar com a saída do PT do poder, de quem foi o mais leal parceiro em quase 14 anos, e com a perspectiva de uma pulverizada disputa presidencial.


Santos pondera sobre o planos: entende que Dino tem suas responsabilidades no Maranhão e diz que ele vem se dedicando para que a gestão dê certo, mas destaca a rápida projeção alcançada pelo governador em um curto período — os 46 prefeitos eleitos pelo PCdoB neste ano representam mais da metade das  80 vitórias do partido nas eleições municipais. A outra grande vitória da legenda foi em Aracaju, com a eleição do ex-prefeito Edvaldo Nogueira, o único de oposição a Michel Temer a emplacar numa capital do Nordeste ao lado de Roberto Cláudio (PDT), um aliado do também presidenciável Ciro Gomes. Caso Dino não aceite ser candidato, quais seriam as alternativas? Segundo Luciana Santos, entre os nomes estão a senadora Vanessa Grazziotin (AM), o ex-ministro Aldo Rebelo e a deputada Jandira Feghali, derrotada neste ano na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Nenhum parece se comparar ao do governador maranhense.

Em um momento de crise na esquerda brasileira, com seu principal partido, o PT, atravessando o pior momento de sua história, o nome de Flávio Dino, um ex-juiz federal que vai passando ileso pela apocalíptica Operação Lava Jato e ostenta 61% de aprovação popular, parece se apresentar naturalmente ao posto de liderança nacional. O governador destaca que, desde o impeachment de Dilma Rousseff — contra o qual atuou —, vem tentando se manter longe do debate político nacional. Mas todas as suas manifestações sobre o assunto, em entrevistas ou por meio de redes sociais, parecem carregar o tom da liderança esquerdista que ele, segundo suas próprias palavras, tenta evitar.

Não faltam números para explicar o sucesso do governador comunista — e seu Governo faz questão de expô-los constantemente, em reação a uma oposição que governou o Maranhão por mais de 50 anos e que tem apontado os limites da atual gestão por meio de grandes veículos de imprensa e de numerosos blogs que alimentam a luta política nas redes sociais. Neste fim de ano, Flávio Dino celebrou uma redução de 47,5% da mortalidade infantil em 30 cidades atendidas pelo programa Força Estadual de Saúde (Fesma). Além disso, a capital São Luís se aproxima de atingir o tratamento de 40% de seu esgoto — até o meio do ano, tratava apenas 4%, e a meta é atingir 70% até o meio de 2018.

As políticas bem sucedidas — entre elas estão a proeza de não ter atrasado salários em um ano em que quase todo mundo atrasou e a melhoria das condições em um sistema prisional que ficou marcado pelas barbaridades do Complexo de Pedrinhas — atraíram para a órbita de Dino uma série de políticos, que renderam ao PCdoB um número de candidaturas (103) recorde neste ano. “O PCdoB é um partido forte, que reúne todas as condições para fazermos um grande trabalho em prol da cidade de Barão de Grajaú”, discursou em outubro de 2015 o prefeito Gleydson Resende, ao trocar o PR pelo partido comunista. Um ano depois, Resende seria reeleito como um dos 46 comunistas vitoriosos no Estado.

O resultado eleitoral deste ano animou o governador maranhense a antever um 2017 ainda melhor para o Estado, apesar da esperada intensificação no aperto financeiro, como consequência da crise econômica nacional. "Nós teremos em 2017 um cenário de trabalho com as prefeituras num clima melhor. Não que a gente não trabalhe com prefeituras que não são da nossa posição política, mas há uma identidade programática melhor, o que facilita o diálogo", diz Flávio Dino, que completa: "Isso autoriza que a gente imagine o nosso fortalecimento político em 2018, com a reeleição no Governo e a eleição de deputados que consolidem a transição maranhense". Ou brasileira.

por RODOLFO BORGES