Gehe zum Inhalt

Blog do Arretadinho

Full screen Einen Artikel vorschlagen

Postagens

April 3, 2011 21:00 , von Unbekannt - | No one following this article yet.
Lizenziert unter den Bedingungen von CC (by-nc-sa)

Maranhão limita investigações contra Cunha

May 26, 2016 9:39, von Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Conselho de Ética lamenta limitação de processo que investiga Cunha
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara lamentou nesta quarta-feira (25) a decisão do primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que determinou que as diligências e a instrução probatória a serem feitas no processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) devem se limitar ao objeto da representação feita pelo PSOL e pela Rede contra o denunciado.

“As diligências e a instrução probatória a serem promovidas pelo Relator da Representação nº 1, de 2015, e pelo Conselho de Ética, devem se limitar a elucidar os fatos pertinentes à única imputação considerada apta no parecer preliminar, aprovado pelo referido colegiado, em juízo de admissibilidade proferido em 1º de março de 2016, qual seja, a prática de supostos atos incompatíveis com o decoro parlamentar”, diz trecho da decisão de Maranhão.

A questão de ordem sobre a delimitação da investigação foi apresentada ao presidente em exercício da Câmara pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), no último dia 23. O peemedebista queria saber se o relator poderia, em seu parecer, tratar de questões que extrapolam o objeto da denúncia constante da representação, que pede que Cunha seja investigado por ter dito na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que não possuía contas no exterior.

Ainda em resposta à questão de ordem, Waldir Maranhão decidiu que “tanto o parecer do relator [deputado Marcos Rogério] como a defesa do representado [deputado afastado Eduardo Cunha] devem limitar-se à única imputação considerada apta no parecer preliminar que admitiu o prosseguimento da Representação n. 1/2015, qual seja, a omissão intencional de informações relevantes ou prestação de informações falsas nas declarações de que trata o art. 18 do conselho, sob pena de nulidade”.

Em nota assinada pelo presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), pelo relator do caso, Marcos Rogério, e outros conselheiros, o colegiado diz que lamenta “profundamente mais uma interferência descabida do vice-presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão, nos trabalhos do Conselho de Ética, que, sem competência constitucional, legal e regimental para tanto, proferiu decisão destinada a restringir o objeto do processo disciplinar movido contra o deputado Eduardo Cunha”.

Manobra
Os dirigentes do conselho alegam que a extensão e os limites do objeto da representação constituem matéria de natureza processual, e não regimental, e que o presidente em exercício da Câmara não possui “qualquer atribuição para decidir sobre o tema”.

Em outro trecho da nota, os integrantes do conselho afirmam que “fica evidente que, mais uma vez, o ato proferido constitui uma ofensa direta à autonomia e à independência do Conselho de Ética, órgão cuja independência é prevista justamente para impedir o uso de manobras políticas visando parar o regular processamento de deputados acusados de quebra de decoro”.

O processo contra Eduardo Cunha está chegando à fase final. Pelo cronograma estabelecido, a defesa de Cunha tem até sexta-feira (27) para apresentar se desejar mais alguns documentos de defesa no processo e o relator Marcos Rogério tem até o dia 3 de junho para apresentar seu parecer final ao conselho para que ele seja discutido e votado. Após a apresentação haverá pedido de vista o que irá adiar a votação do parecer no colegiado.

da Agência Brasil



Anúncio de venda de diplomas no Correio Braziliense

May 25, 2016 21:17, von Blog do Arretadinho

Correio Braziliense publica em seu caderno de classificados anúncio de venda de diploma de curso superior
De Bradília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Colaborou Higor Alves

Parece piada mas não é, nos classificados do Correio Braziliense desta quarta-feira (25) foi publicado um anúncio de venda de diploma de curso superior no Distrito Federal.

A descrição do anúncio, à primeira vista, parece oferecer curso superior e seu devido diploma, entretanto, numa leitura mais atenta percebe-se que o anunciante oferece apenas o diploma, utilizando uma linguagem meio embaralhada para, talvez, confundir os mais desatentos.

Resolvi entrar em contato com o anunciante por uma rede social disponibilizada pelo autor do anúncio e me mostrei interessado em obter um diploma de Antropólogo, que custa R$ 2.500 mil e deve ser pago em duas parcelas de R$ 1.250,00. Na resposta ao meu pedido, o anunciante afirma que a primeira parcela deve ser depositada como entrada para que o diploma seja registrado nos órgãos de Educação para que seja validado. Já a segunda parcela só deve ser depositada após a documentação estar concluída.

De qualquer forma, caso este anúncio não seja mais um golpe para tirar dinheiro daquelas pessoas que querem levar vantagem em tudo, também é um crime porque oferece vender diploma de curso superior.

Confira a resposta do anunciante:

"Diploma Superior...2.500.00 Antropologia

Trabalhamos com a expedição de uma documentação de caráter total ORIGINAL sendo autenticado , registrado e publicado junto aos órgãos de fiscalização e junto ao , MEC ( Ministério da Educação ) e D.O.U ( Diário Oficial da União ) , por se tratar de uma documentação legítima que poderá realizar qualquer concurso público ou pós-graduação sem nenhum transtorno  , dentro de 2 dias após o inicio do processo já estará cadastrado o número de seu R.A ( registro acadêmico ) que poderá estar consultando através do site junto a instituição com um número de Login e senha que irei lhe informar posteriormente , encaminharei ao seu endereço de i-mail a documentação completa dentro de 05 a 10 dias.

 ( DECLARAÇÃO , DIPLOMA , MONOGRAFIA COM A RESPECTIVA TESE RELATADA NO CURSO, CERTIDÃO DE COLAÇÃO DE GRAU E HISTÓRICO COMPLETO ) 

Poderá escolher o ano de conclusão do curso com data retroativa .

Oferecemos o Curso almejado pelas demais Instituições : ( U.P. MACKENZIE , UNIP, USP, PUC, UERJ ,U. ESTÁCIO DE SÁ , UNICAMP ,UNIPAC MOGI DA CRUZES )

Registrado e publicado por ambas Instituições , o valor completo desta documentação sai na quantia de (R$ 2.500,00) , os passos incisivos para a realização deste serviço seria o envio da seguinte documentação :

( RG FRENTE E VERSO , CPF FRENTE E VERSO , FOTO 3X4 , DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO, COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA E ASSINATURA POR EXTENSO )

Toda a documentação SCANEADA E COLORIDA ou FOTO-VISUALIZADA , em seguida deverá estar realizando a quitação da taxa inicial de MATRÍCULA sendo esta na quantia de (R$ 1,250,00) , para então darmos andamento em sua formação profissional junto a instituição escolhida , em seguida de 04 a 06 dias enviarei um I-mail a você com seus documentos Scaneados  sendo seus Históricos e matriz curricular seguido de certificado de conclusão exclusivamente para visualização e confirmação de dados sobe esta confirmação deverá imediatamente realizar a quitação de 50% do valor total do serviço , os outros 50% restantes só após documentação concluída e verificada junto ao site da Instituição e preparada para o envio ( que será acompanhado com código de rastreio ) tudo para total
segurança e pontualidade nos cumprimentos do serviço."



Os 75 anos de Bob Dylan

May 25, 2016 10:19, von Blog do Arretadinho

Os 75 anos de Bob Dylan, um dos maiores ícones do rock
O "maior cantor sem voz do mundo" passou por várias fases, desde o início como astro do folk até o renascimento criativo, no fim dos anos 90. Incontestáveis são sua criatividade e um lugar entre os grandes da música pop.

Já se disse sobre ele que é "o maior cantor sem voz", em mais uma tentativa inútil de explicar o fenômeno Bob Dylan. Outra, também frustrada, é o aposto "cantor de rock e folk". São definições que ficam muito aquém do que ele faz e não descrevem um artista que consegue se desvencilhar dos clichês e rótulos antes de eles colarem nele. Dylan se reinventa antes que os críticos consigam categorizá-lo.

Quanto mais ele muda, mais define sua identidade. A metamorfose é o fator mais constante. A primeira reviravolta radical surpreendeu os fãs já em 1965, no Newport Folk Festival. Dylan estava prestes a entrar para a história da música como um ícone do folk e das canções de protesto quando ligou seu violão a um amplificador elétrico e colocou uma banda de rock completa no palco.

Os fãs, absolutamente irritados, encararam o show como uma traição ao folk e o vaiaram. Mas a transformação de ícone do folk em artista de rock rendeu os melhores álbuns da carreira de Dylan. São dessa fase Bringing it all Back Home, Highway 61 Revisited, com o clássico Like a Rolling Stone, e Blonde on Blonde.

Até o festival de Newport, a carreira de Dylan havia transcorrido sem grandes percalços. Ainda com o nome de batismo Robert ("Bobby") Allen Zimmerman, o jovem de família judaica de Duluth, Minnesota, começou a tocar, ao piano ou violão, o rock dos anos 50 em bandas da escola.

A paixão pelo nascente movimento folk veio em 1959, durante os estudos em Minneapolis. 
Compositores itinerantes, como Woody Guthrie, ou cantores ativistas de esquerda, como Pete Seeger, tornaram-se mais importantes para ele que pioneiros do rock, como Little Richard e Gene Vincent.

O grande nome do folk
No início dos anos 60, o jovem Bob Dylan foi parar no Greenwich Village, na efervescente Nova York, onde chamou a atenção de Joan Baez. Já famosa, ela o levou consigo, em turnê. Dylan não apenas agarrou a chance de tocar para públicos maiores como se firmou como um dos nomes do crescente movimento de protesto graças a canções como Masters of War, Blowing in the Wind e A Hard Rain's a-Gonna Fall.

Em Washington, ele esteve ao lado de Baez na marcha pelos direitos civis de 1963. Aos poucos, Dylan deixou a sombra de sua mentora e aumentou sua influência na cena pop, lançando clássicos como The Freewheelin' Bob Dylan e The Times They Are a-Changin'. Para a revista Newsweek, ele era tão importante para a música pop quanto Albert Einstein para a física.

Anos difíceis e inconstantes
Após um acidente de moto no verão de 1966, Dylan se retirou da vida pública, abandonou a contracultura e foi morar com a esposa, Sara Lowndes, e os filhos perto de Woodstock, no estado de Nova York. Quando a vizinhança recebeu o festival mais importante do século, em 1969, o pioneiro do rock e do pop, assim como os Beatles e Rolling Stones, não estava no palco.

A pausa significou também a libertação de uma agenda cansativa e de uma vida doentia como músico de rock. Dylan ficou sete anos afastado dos palcos, mas não deixou de gravar e lançar discos. Ele voltou a fazer uma turnê em janeiro de 1974 e, ao final dela, sua relação com Sara estava estremecida. A inevitável separação do casal rendeu um dos melhores discos da carreira de Dylan, Blood on the Tracks, lançado no final daquele ano.

A década de 1970 veria ainda um outro grande álbum de Dylan, Desire, lançado em 1976. De um modo geral, porém, foi uma década difícil e instável para ele, que culminou numa certa estagnação criativa a partir do fim da década e na conversão ao cristianismo. A mudança de religião, mais uma vez, despertou a ira e provocou uma debandada de fãs.

Em retrospectiva, também a década de 80 começou com saldo negativo: discos fracos, problemas com alcoolismo, apresentações caóticas. Mas a década também trouxe momentos positivos, como o segundo casamento, o sucesso comercial com o grupo Traveling Wilburys e o início da longa turnê Never Ending Tour, com cem shows por ano desde 1988 e até hoje.

Para muitos fãs e críticos, o marasmo artístico só acabou mesmo com Time Out of Mind, lançado em 1997. Considerado um dos melhores discos de Dylan, ele iniciou um retorno à velha forma e foi sucedido por outros álbuns também marcantes, como Love and Theft, de 2001, Modern Times, de 2006, e Together Through Life, de 2009.

Prêmios e homenagens
As distinções recebidas por Dylan são impressionantes: 11 Grammys, um Oscar de Melhor Canção Original, um prêmio Pulitzer por "suas composições líricas e de extraordinário poder poético, que causaram profundo impacto na música popular e na cultura americana", entre outros prêmios. Em 2012, ele angariou ainda a Medalha Presidencial da Liberdade, concedida pelo presidente Barack Obama, a honraria civil mais alta dos Estados Unidos.

No seu 75º aniversário, nesta terça-feira (24/05), Dylan está de folga, pois a Never Ending Tour faz uma pausa. Esse senhor de bigode fino e cabelos grisalhos poderia aproveitar o tempo para refletir sobre o seu papel na história da música, mas ele dificilmente o fará. E nem é necessário, pois outros fazem isso por ele, como o professor de história Sean Wilentz: "O que Bob Dylan fez, sobretudo nos anos 60, foi transformar em palavras ideias e sentimentos que outros não conseguiam transformar em palavras."

fonte dw.com




Renan defende mudanças na lei da delação premiada

May 25, 2016 9:52, von Blog do Arretadinho

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES
Em novas gravações, Renan defende mudanças na lei da delação premiada
Conversas também foram gravadas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. No início da semana, diálogos entre ele e Romero Jucá derrubaram o peemedebista do Ministério do Planejamento

Novos trechos de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado atingem em cheio o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O peemedebista disse que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que um preso se torne delator. De acordo com o diálogo (confira abaixo). Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia “negociar” com membros do Supremo Tribunal Federal (STF) “a transição” de Dilma Rousseff, presidente afastada. Vale lembrar que a delação premiada é o procedimento principal utilizado pela Operação Lava Jato. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Em um dos diálogos com Renan, Machado sugeriu “um pacto”, que seria “passar uma borracha no Brasil”. Renan responde: “antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação”.
Renan ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação. O presidente do Senado também fala em negociar a transição com membros do STF, embora o áudio não permita estabelecer com precisão o que ele pretende.

Machado, para quem os ministros “têm que estar juntos”, quis saber por que Dilma não “negocia” com os membros do Supremo. Renan respondeu: “Porque todos estão putos com ela”.

Para Renan, os políticos todos “estão com medo” da Lava Jato. “Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'”, contou o presidente do Senado, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

A mudança defendida pelo peemedebista em relação à delação premiada, se efetivada, poderia beneficiar Machado, entre outros. Ele procurou Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB) porque temia ser preso e virar réu colaborador. “Ele está querendo me seduzir, porra. […] Mandando recado”, disse Machado a Renan em referência ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Exoneração de Jucá
O conteúdo das conversas gravadas por Machado tem provocado um efeito devastador na política. Ele também gravou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), empossado ministro do Planejamento no governo Michel Temer. A revelação do diálogo, também publicado pelo jornal, levou à exoneração de Jucá na terça-feira (24/5). Nas gravações, o senador sugere um “pacto” para barrar a Lava Jato.

Tanto Renan quanto Machado são alvos da Lava Jato. Desde março, temendo ser preso, Machado gravou pelo menos duas conversas entre ambos. A Folha obteve os áudios. Machado negocia um acordo de delação premiada.

“Não escapa ninguém”
Renan disse que uma delação da empreiteira Odebrecht “vai mostrar as contas”, em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que “não escapa ninguém de nenhum partido”. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.”

O peemedebista manifestou contrariedade ao saber, pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve com Michel Temer em março.

O outro lado
Ao ser questionado pela reportagem, o presidente do Senado informou, por meio de sua assessoria, que os “diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações.”

“Em relação ao senador Aécio Neves, o senador Renan Calheiros pede desculpa porque se expressou inadequadamente. Ele se referia a um contato do senador mineiro que expressava indignação – e não medo – com a citação do ex-senador Delcídio do Amaral.”

A assessoria do STF informou que o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, “jamais manteve conversas sobre supostas ‘transição’ ou ‘mudanças na legislação penal’ com as pessoas citadas”, isto é, Renan Calheiros e Sérgio Machado.

Também por meio de nota, a Executiva Nacional do PSDB informou que vai “acionar na Justiça” o ex-presidente da Transpetro. A sigla diz ser “inaceitável essa reiterada tentativa de acusar sem provas em busca de conseguir benefícios de uma delação premiada”.De acordo com a Folha, Sérgio Machado não é localizado desde a semana passada.

Leia alguns trechos dos diálogos publicados pela Folha de S. Paulo:

SÉRGIO MACHADO – Agora, Renan, a situação tá grave.

RENAN CALHEIROS – Grave e vai complicar. Porque Andrade fazer [delação], Odebrecht, OAS. [falando a outra pessoa, pede para ser feito um telefonema a um jornalista]

MACHADO – Todos vão fazer.

RENAN – Todos vão fazer.

MACHADO – E essa é a preocupação. Porque é o seguinte, ela [Dilma] não se sustenta mais. Ela tem três saídas. A mais simples seria ela pedir licença…

RENAN – Eu tive essa conversa com ela.

MACHADO – Ela continuar presidente, o Michel assumiria e garantiria ela e o Lula, fazia um grande acordo. Ela tem três saídas: licença, renúncia ou impeachment. E vai ser rápido. A mais segura para ela é pedir licença e continuar presidente. Se ela continuar presidente, o Michel não é um sacana…

RENAN – A melhor solução para ela é um acordo que a turma topa. Não com ela. A negociação é botar, é fazer o parlamentarismo e fazer o plebiscito, se o Supremo permitir, daqui a três anos. Aí prepara a eleição, mantém a eleição, presidente com nova…

[atende um telefonema com um jornalista]

RENAN – A perspectiva é daquele nosso amigo.

MACHADO – Meu amigo, então é isso, você tem trinta dias para resolver essa crise, não tem mais do que isso. A economia não se sustenta mais, está explodindo…

RENAN – Queres que eu faça uma avaliação verdadeira? Não acredito em 30 dias, não. Porque se a Odebrecht fala e essa mulher do João Santana fala, que é o que está posto…

[apresenta um secretário de governo de Alagoas]

MACHADO – O Janot é um filho da puta da maior, da maior…

RENAN – O Janot… [inaudível]

MACHADO – O Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então o que que ele quer fazer? Ele não encontrou nada nem vai encontrar nada. Então ele quer me desvincular de vocês, mediante Ricardo e mediante e mediante do Paulo Roberto, dos 500 [mil reais], e me jogar para o Moro. E aí ele acha que o Moro, o Moro vai me mandar prender, aí quebra a resistência e aí fudeu. Então a gente de precisa [inaudível] presidente Sarney ter de encontro… Porque se me jogar lá embaixo, eu estou fodido. E aí fica uma coisa… E isso não é análise, ele está insinuando para pessoas que eu devo fazer [delação], aquela coisa toda… E isso não dá, isso quebra tudo isso que está sendo feito.

RENAN – [inaudível]

MACHADO – Renan, esse cara é mau, é mau, é mau. Agora, tem que administrar isso direito. Inclusive eu estou aqui desde ontem… Tem que ter uma ideia de como vai ser. Porque se esse vagabundo jogar lá embaixo, aí é uma merda. Queria ver se fazia uma conversa, vocês, que alternativa teria, porque aí eu me fodo.

RENAN – Sarney.

MACHADO – Sarney, fazer uma conversa particular. Com Romero, sei lá. E ver o que sai disso. Eu estou aqui para esperar vocês para poder ver, agora, é um vagabundo. Ele não tem nada contra você nem contra mim.

RENAN – Me disse [inaudível] ‘ó, se o Renan tiver feito alguma coisa, que não sei, mas esse cara, porra, é um gênio. Porque nós não achamos nada.’

MACHADO – E já procuraram tudo.

RENAN – Tudo.

MACHADO – E não tem. Se tivesse alguma coisa contra você, já tinha jogado… E se tivesse coisa contra mim [inaudível]. A pressão que ele quer usar, que está insinuando, é que…

RENAN – Usou todo mundo.

MACHADO – …está dando prazos etc é que vai me apartar de vocês. Mesma coisa, já deu sinal com a filha do Eduardo e a mulher… Aquele negócio da filha do Eduardo, a porra da menina não tem nada, Renan, inclusive falsificaram o documento dela. Ela só é usuária de um cartão de crédito. E esse é o caminho [inaudível] das delações. Então precisa ser feito algo no Brasil para poder mudar jogo porque ninguém vai aguentar. Delcídio vai dizer alguma coisa de você?

RENAN – Deus me livre, Delcídio é o mais perigoso do mundo. O acordo [inaudível] era para ele gravar a gente, eu acho, fazer aquele negócio que o J Hawilla fez.

MACHADO – Que filho da puta, rapaz.

RENAN – É um rebotalho de gente.

MACHADO – E vocês trabalhando para poder salvar ele.

RENAN – [Mudando de assunto] Bom, isso aí então tem que conversar com o Sarney, com o teu advogado, que é muito bom. [inaudível] na delação.

MACHADO – Advogado não resolve isso.

RENAN – Traçar estratégia. [inaudível]

MACHADO – [inaudível] quanto a isso aí só tem estratégia política, o que se pode fazer.

RENAN – [inaudível] advogado, conversar, né, para agir judicialmente.

MACHADO – Como é que você sugeriria, daqui eu vou passar na casa do presidente Sarney.

RENAN – [inaudível]

MACHADO – Onde?

RENAN – Lá, ou na casa do Romero.

MACHADO – Na casa do Romero. Tá certo. Que horas mais ou menos?

RENAN – Não, a hora que você quiser eu vou estar por aqui, eu não vou sair não, eu vou só mais tarde vou encontrar o Michel.

MACHADO – Michel, como é que está, como é que está tua relação com o Michel?

RENAN – Michel, eu disse pra ele, tem que sumir, rapaz. Nós estamos apoiando ele, porque não é interessante brigar. Mas ele errou muito, negócio de Eduardo Cunha… O Jader me reclamou aqui, ele foi lá na casa dele e ele estava lá o Eduardo Cunha. Aí o Jader disse, ‘porra, também é demais, né’.

MACHADO – Renan, não sei se tu viu, um material que saiu na quinta ou sexta-feira, no UOL, um jornalista aqui, dizendo que quinta-feira tinha viajado às pressas…

RENAN – É, sacanagem.

MACHADO – Tu viu?

RENAN – Vi.

MACHADO – E que estava sendo montada operação no Nordeste com Polícia Federal, o caralho, na quinta-feira.

RENAN – Eu vi.

MACHADO – Então, meu amigo, a gente tem que pensar como é que encontra uma saída para isso aí, porque isso aí…

RENAN – Porque não…

MACHADO – Renan, só se fosse imbecil. Como é que tu vai sentar numa mesa para negociar e diz que está ameaçado de preso, pô? Só quem não te conhece. É um imbecil.

RENAN – Tem que ter um fato contra mim.

MACHADO – Mas mesmo que tivesse, você não ia dizer, porra, não ia se fragilizar, não é imbecil. Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.

RENAN – Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.

MACHADO – Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?

RENAN – O Lula está consciente, o Lula disse, acha que a qualquer momento pode ser preso. Acho até que ele sabia desse pedido de prisão lá…

MACHADO – E ele estava, está disposto a assumir o governo?

RENAN – Aí eu defendi, me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro, que é pior que há, de radicalização institucional, e ela resolva ficar, para guerra…

MACHADO – Ela não tem força, Renan.

RENAN – Mas aí, nesse caso, ela tem que se ancorar nele. Que é para ir para lá e montar um governo. Esse aí é o parlamentarismo sem o Lula, é o branco, entendeu?

MACHADO – Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.

RENAN – Tem não, porque vai mostrar as contas. E a mulher é [inaudível].

MACHADO – Acabou, não tem mais jeito. Então a melhor solução para ela, não sei quem podia dizer, é renunciar ou pedir licença.

RENAN – Isso [inaudível]. Ela avaliou esse cenário todo. Não deixei ela falar sobre a renúncia. Primeiro cenário, a coisa da renúncia. Aí ela, aí quando ela foi falar, eu disse, ‘não fale não, pelo que conheço, a senhora prefere morrer’. Coisa que é para deixar a pessoa… Aí vai: impeachment. ‘Eu sinceramente acho que vai ser traumático. O PT vai ser desaparelhado do poder’.

MACHADO – E o PT, com esse negócio do Lula, a militância reacendeu.

RENAN – Reacendeu. Aí tudo mundo, legalista… Que aí não entra só o petista, entra o legalista. Ontem o Cassio falou.

MACHADO – É o seguinte, o PSDB, eu tenho a informação, se convenceu de que eles é o próximo da vez.

RENAN – [concordando] Não, o Aécio disse isso lá. Que eu sou a esperança única que eles têm de alguém para fazer o…

MACHADO – [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…

RENAN – Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO – Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN – A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO – Acaba isso.

RENAN – E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO – Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN – Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski,
querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.

MACHADO – Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. […]

MACHADO – […] Como é que uma presidente não tem um plano B nem C? Ela baixou a guarda. [inaudível]

RENAN – Estamos perdendo a condição política. Todo mundo.

MACHADO – [inaudível] com Aécio. Você está com a bola na mão. O Michel é o elembto número um dessa solução, a meu ver. Com todos os defeitos que ele tem.

RENAN – Primeiro eu disse a ele, ‘Michel, você tem que ficar calado, não fala, não fala’.

MACHADO – [inaudível] Negócio do partido.

RENAN – Foi, foi [inaudível] brigar, né.

MACHADO – A bola está no seu colo. Não tem um cara na República mais importante que você hoje. Porque você tem trânsito com todo mundo. Essa tua conversa com o PSDB, tu ganhou uma força que tu não tinha. Então [inaudível] para salvar o Brasil. E esse negócio só salva se botar todo mundo. Porque deixar esse Moro do jeito que ele está, disposto como ele está, com 18% de popularidade de pesquisa, vai dar merda. Isso que você diz, se for ruptura, vai ter conflito social. Vai morrer gente.

RENAN – Vai, vai. E aí tem que botar o Lula. Porque é a intuição dele…

MACHADO – Aí o Lula tem que assumir a Casa Civil e ser o primeiro ministro, esse é o governo. Ela não tem mais condição, Renan, não tem condição de nada. Agora, quem vai botar esse guizo nela?

RENAN – Não, [com] ela eu conversa, quem conversa com ela sou eu, rapaz.

MACHADO – Seguinte, vou fazer o seguinte, vou passar no presidente, peço para ele marcar um horário na casa do Romero.

RENAN – Ou na casa dele. Na casa dele chega muita gente também.

MACHADO – É, no Romero chega menos gente.

RENAN – Menos gente.

MACHADO – Então marco no Romero e encontra nós três. Pronto, acabou. [levanta-se e começam a se despedir] Amigo, não perca essa bola, está no seu colo. Só tem você hoje. [caminhando] Caiu no seu colo e você é um cara predestinado. Aqui não é dedução não, é informação. Ele está querendo me seduzir, porra.

RENAN – Eu sei, eu sei. Ele quem?

MACHADO – O bicho daqui, o Janot.

RENAN – Mandando recado?

MACHADO – Mandando recado.

RENAN – Isso é?

MACHADO – É… Porra. É coisa que tem que conversar com muita habilidade para não chegar lá.

RENAN – É. É.

MACHADO – Falando em prazo… [se despedem]

Segunda conversa:

MACHADO – […] A meu ver, a grande chance, Renan, que a gente tem, é correr com aquele semi-parlamentarismo…

RENAN – Eu também acho.

MACHADO – …paralelo, não importa com o impeach… Com o impeachment de um lado e o semi-parlamentarismo do outro.

RENAN – Até se não dá em nada, dá no impeachment.

MACHADO – Dá no impeachment.

RENAN – É plano A e plano B.

MACHADO – Por ser semi-parlamentarismo já gera para a sociedade essa expectativa [inaudível]. E no bojo do semi-parlamentarismo fazer uma ampla negociação para [inaudível].

RENAN – Mas o que precisa fazer, só precisa tres três coisas: reforma política, naqueles dois pontos, o fim da proibição…

MACHADO – [Interrompendo] São cinco pontos:

[…]

RENAN – O voto em lista é importante. [inaudível] Só pode fazer delação… Só pode solto, não pode preso. Isso é uma maneira e toda a sociedade compreende que isso é uma tortura.

MACHADO – Outra coisa, essa cagada que os procuradores fizeram, o jogo virou um pouco em termos de responsabilidade […]. Qual a importância do PSDB… O PSDB teve uma posição já mais racional. Agora, ela [Dilma] não tem mais solução, Renan, ela é uma doença terminal e não tem capacidade de renunciar a nada. [inaudível]

[…]

MACHADO – Me disseram que vai. Dentro da leniência botaram outras pessoas, executivos para falar. Agora, meu trato com essas empresas, Renan, é com os donos. Quer dizer, se botarem, vai dar uma merda geral, eu nunca falei com executivo.

RENAN – Não vão botar, não. [inaudível] E da leniência, detalhar mais. A leniência não está clara ainda, é uma das coisas que tem que entrar na…

MACHADO – …No pacote.

RENAN – No pacote.

MACHADO – E tem que encontrar, Renan, como foi feito na Anistia, com os militares, um processo que diz assim: ‘Vamos passar o Brasil a limpo, daqui para frente é assim, pra trás…’ [bate palmas] Porque senão esse pessoal vão ficar eternamente com uma espada na cabeça, não importa o governo, tudo é igual.

RENAN – [concordando] Não, todo mundo quer apertar. É para me deixar prisioneiro trabalhando. Eu estava reclamando aqui.

MACHADO – Todos os dias.

RENAN – Toda hora, eu não consigo mais cuidar de nada.

[…]

MACHADO – E tá todo mundo sentindo um aperto nos ombros. Está todo mundo sentindo um aperto nos ombros.

RENAN – E tudo com medo.

MACHADO – Renan, não sobra ninguém, Renan!

RENAN – Aécio está com medo. [me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa.’

MACHADO – Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan.

[…]

MACHADO – Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo… Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].

RENAN – [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios tem cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.’

MACHADO – Efeito manada.

RENAN – Efeito manada. Quer dizer, uma maneira sutil de dizer “acabou”, né.

[…]

do Portal Metrópoles
(Informações da Folha de S. Paulo)



Vacina russa contra ebola passa por testes

May 25, 2016 9:41, von Blog do Arretadinho

Foto: East News/Ohde/face to face
Vacina russa contra vírus ebola passa por primeira fase de testes clínicos
A vacina russa contra o vírus ebola já passou a primeira fase de testes clínicos com a participação de 60 voluntários e provou a sua eficácia, disse hoje (25) a chefe do Rospotrebnadzor, o Serviço Federal de Supervisão de Proteção dos Direitos do Consumidor e do Bem-Estar Humano da Rússia, Anna Popova.

"Entregamos todos os documentos anteontem ao Ministério da Saúde da Rússia para registrar a primeira fase de pesquisa clínica. Eles passaram com sucesso. A vacina provou ser altamente eficaz, com uma [eficácia] de 100% depois de duas inoculações", disse a chefe do Rospotrebnadzor.

Em março, a Rússia declarou que obteve a base jurídica para testar uma vacina contra o vírus Ebola, recentemente desenvolvida. Segundo relatos, 2 mil cidadãos da Guiné devem ser vacinados durante o teste.

Da Sputnik