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April 3, 2011 21:00 , von Unbekannt - | No one following this article yet.
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MST quer bloquear estradas em todo país no domingo

April 11, 2016 15:09, von Blog do Arretadinho

Brasília - Antônio Pereira, coordenador nacional do MST, disse que no domingo,
Dia Internacional de Luta Camponesa, o movimento planeja bloquear
 rodovias em todo país, em protesto contra a impunidade no campo
Foto Elza Fiúza/Agência Brasil
Violência no campo: MST quer bloquear estradas em todo país no domingo
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) planeja bloquear rodovias federais e estaduais em todas as regiões do Brasil no domingo (17), para protestar contra a impunidade em casos de assassinato de camponeses e lembrar os 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA). Na data, é comemorado o Dia Internacional de Luta Camponesa.

Na semana passada, dois integrantes do MST foram mortos em confronto com a Polícia Militar do Paraná. Eles faziam parte de um acampamento que fica em uma propriedade da empresa de celulose Araupel, no município de Quedas do Iguaçu. As circunstâncias das mortes ainda não foram esclarecidas e a Polícia Federal investiga o caso.

Antônio Pereira, coordenador nacional do MST que encontra-se em Brasília para a mobilização contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que o movimento planeja bloquear o maior número possível de rodovias, em protesto contra a impunidade no campo. “É para lembrar os 19 mortos [em Eldorado dos Carajás] e clamar também por justiça. Essa é uma dívida que o Brasil tem com os camponeses.”

Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores sem terra que participavam do bloqueio de uma estrada próxima ao município de Eldorado dos Carajás foram mortos a tiros em uma operação da Polícia Militar do Pará.

da Agência Brasil



Cardozo diz que relator tem "desejo de impeachment" e que processo é nulo

April 11, 2016 13:55, von Blog do Arretadinho

Pela segunda vez na comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou a atacar nesta segunda-feira (12) o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), classificando-o como nulo. 
“Este processo de impeachment é nulo e as denúncias, na forma em que foram ofertadas, improcedentes”, afirmou. Cardozo elevou o tom ao afirmar que a melhor peça de defesa da presidenta seria uma “leitura isenta e desapaixonada do relatório”.

O advogado-geral da União voltou a defender que o processo contra a presidenta da República foi motivado por vingança do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “O processo nasce com um pecado original, a má utilização da competência do presidente da Câmara para fazer uma vingança", afirmou. 

Para reforçar a tese de que o processo é nulo, Cardozo disse que, apesar de o relator ter dito que iria se ater somente à denúncia, o relatório aborda fatos que envolvem a Operação Lava Jato - que não é objeto do pedido em análise - ao dizer que outros fatos "não podem ser desconsiderados". "Há uma transgressão do devido processo legal. Há uma ofensa clara ao direito de defesa", reclamou Cardozo, ao argumentar que o relatório é superficial e não faz nenhuma acusação direta contra Dilma.

Cardozo, inclusive, questionou Jovair Arantes sobre qual seria a acusação contra a presidenta. "Vossa Excelência não diz do que ela tem que se defender. De que ela está sendo acusada? É nulo o parecer, é nulo o processo" .

Oposição
A fala de Cardozo foi interrompida diversas vezes por parlamentares da oposição. Em um dos pontos levantados por Cardozo, oposicionistas reagiram, ao dizerem que foram ofendidos pelo ministro. Cardozo lembrou situações, que classifica terem sido comandadas por parlamentares alinhados ao presidente da Câmara, que é favorável ao impeachment. Na lista, Cardozo cita o fato de o vice advogado-geral da União, Fernando Albuquerque Faria, ter sido impedido de apresentar uma questão de ordem pedindo nova oportunidade da defesa da presidenta falar.

Cardozo reclamou ainda que a defesa não foi intimada e lembrou que os depoimentos dos juristas Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, autores do pedido; do ministro Nelson Barbosa (Fazenda); e do professor de direito tributário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Lott, ocorreram antes mesmo da entrega da defesa de Dilma.

Para o advogado-geral, procedimentos têm sido adotados deforma diferente no processo contra Dilma e no aberto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara que pede a cassação de Cunha. Segundo Cardozo, no processo contra Cunha, foram apresentados recursos apresentados pela defesa do parlamentar, que pontuam “a falta de intimação” do representado, para tentar anular o processo. “Porque o que vale para cassar o mandato de um parlamentar não vale para cassar um presidente da República?”, perguntou.

Por diversas vezes, Cardozo acusou o relator de ter “desejo do impeachment”, e completou dizendo que “não vale apenas vontade política, o processo de impeachment tem que estar de acordo com a lei”.

Ao fim das considerações do advogado-geral da União, parlamentares da oposição e do governo levantaram suas placas e dividiram-se em gritos de guerra pró e contra o impeachment. "Na dúvida se apura, não se abre um processo que tem uma sanção gravíssima, que é afastar um presidente da República. Na Constituição do meu país, não existe a possibilidade, de alguém, na dúvida, ser afastado da presidência", disse.

da Agência Brasil



GDF ainda gasta R$ 40 milhões por ano com a extinta SAB

April 11, 2016 12:39, von Blog do Arretadinho

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES
O governo local não conseguiu finalizar o processo de liquidação da antiga Sociedade de Abastecimento de Brasília
por Ary Filgueira
no Portal Metrópoles

Em processo de liquidação há 15 anos, a Sociedade de Abastecimento de Brasília (SAB) ainda custa caro aos cofres públicos e consome, anualmente, mais de R$ 40 milhões apenas com a folha de pagamento e serviços de manutenção. Na tentativa de se livrar da dívida, o governo lançou, em outubro do ano passado, um plano de demissão voluntária para algumas empresas públicas do Distrito Federal, incluindo a SAB. Dois meses depois, sancionou a Lei nº 5.565, que liquidava a sociedade e incorporava 13 terrenos da estatal ao patrimônio do GDF. A ideia era vender as áreas e arrecadar pelo menos R$ 96 milhões. Mas o Executivo não conseguiu compradores, o processo de liquidação não chegou ao fim e a fatura recai sobre o colo do contribuinte.

O servidor Jefferson Boechat foi designado para agilizar a liquidação dos 13 lotes postos à venda pelo governo. Segundo Boechat, entre os terrenos mais valiosos está um localizado na QI 5 do Lago Sul, onde funcionava um supermercado (foto principal). Segundo apurou o Metrópoles, o local está fechado há mais de cinco anos. “Este é chamado de joia da coroa, porque fica perto do Gilberto Salomão”, disse Boechat.
RENATO ARAÚJO/AGÊNCIA BRASÍLIA

Apesar de o terreno do Lago Sul estar em uma das áreas mais valorizadas do Distrito Federal, o Executivo local não consegue vendê-lo. O GDF também tem dificuldade para atrair compradores interessados nos outros terrenos. “No caso dos lotes vazios, pouca gente se interessou”, informa Boechat.

Servidores
Ao mesmo tempo em que os terrenos seguem à espera de compradores, o GDF desembolsa recursos para pagar os salários dos 338 servidores remanescentes da SAB, que estão distribuídos em várias repartições públicas. Boa parte deles, 160, foi lotada na Secretaria de Saúde. Mas quem arca com os vencimentos é a Secretaria de Planejamento.

O Metrópoles teve acesso ao quadro detalhado de despesa entre 2013 e março de 2016. Nesse período, a SAB consumiu R$ 136,9 milhões aos cofres públicos. De acordo com o detalhamento, a maior parte desses recursos foi para pagar despesas com administração de pessoal: R$ 133 milhões.

Em 2013, a SAB recebeu, de repasse do governo, R$ 40 milhões. Já em 2014, esse montante foi elevado para R$ 43 milhões. No ano seguinte, o valor foi praticamente o mesmo: R$ 43,7 milhões. E, nos três primeiros meses de 2016, o GDF já pagou R$ 9,8 milhões.

Histórico
A SAB foi criada em 1962 com a finalidade de abastecer a população da nova capital. Eram vendidos principalmente produtos do Distrito Federal. Na década de 1980, com a chegada das grandes redes de supermercados a Brasília, a empresa pública perdeu força. A primeira tentativa de liquidação ocorreu em 2000, mas o processo nunca havia avançado.



Viúvas da migração

April 11, 2016 9:59, von Blog do Arretadinho

“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer”, conta Andreia (dir.) ao lado de sua mãe,
Tereza (esq.). Foto: Lilo Clareto/Repórter Brasil
Em um dos municípios brasileiros de onde mais migram trabalhadores que serão vítimas de trabalho escravo, esposas cuidam sozinhas de seus filhos, que ficam meses ou anos sem ver o pai
A pobreza extrema e falta de perspectiva de empregos em Codó, um município com 118 mil habitantes no Maranhão, leva semanalmente dezenas de trabalhadores a deixar suas casas e cruzar o país em busca de trabalho. Quem fica são as mulheres – esposas e irmãs dos migrantes –, que cuidam sozinhas, por meses ou anos, dos filhos que ficam para trás. Como o dinheiro enviado pelos homens para casa é pouco, o principal meio de sobrevivência destas famílias é o Bolsa Família, que alcança dois terços das 27 mil famílias do município.

“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer. A vida aqui é dura demais”, lamenta Andreia Pires da Conceição, que vive em uma pequena casa na periferia de Codó. O pai de cinco dos seus seis filhos mudou-se para São Paulo em busca de emprego e acabou ficando. Depois que o casal se separou, ele só entra em contato por telefone e não envia dinheiro para os filhos.

Na casa de Andreia, hoje, são 17 pessoas que compartilham o espaço de seis cômodos e dependem do Bolsa Família que ela, sua cunhada e sua mãe recebem por manter as crianças na escola. Além da frequência escolar, a renda mensal também é critério no programa federal e não pode ultrapassar os R$154 por pessoa da família.

Alcançando dois terços das famílias de Codó, Bolsa Família é o principal meio de sobrevivência do município, que carece de oportunidades de trabalho

Além do Bolsa Família e do arroz plantado pelo pai de Andreia, a renda em casa é complementada pelo que dois dos três irmãos de Andreia, que estão no interior do Mato Grosso, conseguem mandar. Eles trabalham descarregando caminhões de soja, em jornada exaustiva que começa ao meio-dia e às vezes termina só depois das 23h, segundo contam à mãe, Tereza, de 57 anos.

Mas nem sempre o dinheiro chega. Não é todo mês que os irmãos conseguem guardar parte do salário para enviar a Tereza, Andreia e as crianças.

Além da soja, é principalmente na construção civil e na cana-de-açúcar que os migrantes acabam encontrando trabalho. É entre migrantes empregados nestes setores que está a maior parte das 413 vítimas de trabalho escravo resgatadas em todo o país entre 2003 e 2014 que eram de Codó – um dos maiores polos de saída de migrantes do país. Dos libertados, apenas 14 eram mulheres, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra. A proporção reflete uma tendência de todo o país: na maioria, os homens trabalham fora, enquanto as mulheres cuidam da casa e das crianças.
As crianças da casa, que estão em parte na foto, sobrevivem com o que
as mães recebem do Bolsa Família. Foto: Lilo Clareto/Repórter Brasi

Dos 413 resgatados da escravidão em todo o país que são de Codó, 14 eram mulheres. Enquanto os homens trabalham fora, as mulheres cuidam da casa e das crianças

As longas viagens feitas por estes trabalhadores deixa saudade aos que ficam e reduzem a rede de proteção dos que vão. No caso de Tereza, a mãe de Andreia, o contato com os filhos que partiram para o Mato Grosso é difícil. Valdivino, um dos rapazes, não dá notícias desde dezembro de 2015, quando teve seu celular roubado. “Ele ficou só, enquanto os companheiros vieram tudinho. Depois que os outros vieram foi que a gente teve notícia que ele tá lá, trabalhando. Faz mais de três meses que nós conversamos com ele da última vez”, conta Tereza.

Expulsos da terra
A casa de Andreia e Tereza fica em Codó Novo, um dos bairros mais vulneráveis da cidade, em que o esgoto atravessa a céu aberto as ruas de barro. Antes de migrar para o bairro periférico, a família vivia na zona rural, onde o cultivo da terra garantia um mínimo de comida na mesa. Mas a família foi expulsa por um latifundiário e, por R$50 por mês, alugam hoje a casa onde estão há três anos. 
“Estamos nesse bairro porque não temos casa em lugar nenhum”, diz Tereza.

Apesar da expulsão do local onde moravam, José Rocha, pai de Andreia, caçou um pequeno pedaço chão a 60 quilômetros de casa, onde cultiva o arroz que garante o sustento mínimo da família. Flávia Moura, pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão e autora da dissertação de mestrado “Escravos da Precisão: economia familiar e estratégias de sobrevivência de trabalhadores rurais em Codó”, explica que a população de Codó, apesar de estar em uma cidade grande, é composta por trabalhadores muito atrelados à terra: “Por mais que tenha havido uma predominância do latifúndio, os trabalhadores insistem em manter a roça de subsistência. A migração é muito mais estratégica porque não circula dinheiro na cidade. Há só algumas pequenas empresas na cidade, mas elas não seguram a economia”.

O bairro de Andreia é um dos que mais recebe novas famílias, as quais são forçadas a sair da zona rural para a cidade e que, sem mais espaço para a agricultura de subsistência, veem seus homens viajando para garantir a sobrevivência com o dinheiro que sobrar. No município, de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, a população em área urbana subiu de 56% para 68% entre 1991 e 2010, apesar de um crescimento populacional de 0,86% no período. O dado mostra que, com uma população quase estagnada, o aumento de pessoas na cidade vem principalmente da migração de famílias do campo.

São estas novas famílias da cidade que mais concentram os migrantes de Codó que serão escravizados pelo Brasil. Cerca de um terço dos 413 trabalhadores resgatados que eram do município declararam aos fiscais Ministério do Trabalho e Emprego residirem em Codó Novo ou em Santa Teresinha, um bairro vizinho.

Quando viviam na zona rural, o pai de Andreia trabalhava com a ajuda dos filhos e netos cultivando a terra e fazendo crescer os alimentos que sustentariam a família pelo ano. Já Andreia e Tereza, além de cuidar da casa, se ocupavam da retirada dos cocos de babaçu, presentes nas terras de toda a região de Codó. Com o fruto, elas faziam azeite e carvão. A atividade é tradicional para as mulheres do campo desta parte do Maranhão, que costumam usar os produtos do babaçu em casa ou vendê-los na cidade, complementando a renda da família.

Fonte Repórter Brasil
Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk 



Artes poderão integrar currículo da educação básica

April 11, 2016 9:45, von Blog do Arretadinho

Foto Geraldo Magela/Agência Senado
Artes visuais, dança, música e teatro poderão integrar currículo da educação básica
Artes visuais, dança, música e teatro podem passar a integrar os currículos dos diversos níveis da educação básica, conforme substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD) 14/2015 ao PLS 337/2006, aprovado nesta quinta-feira (7) pelo Plenário do Senado. A matéria vai a sanção presidencial.

O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/1996) estabelecendo prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantação desses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio.

A lei já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

A proposta original, do ex-senador Roberto Saturnino Braga, explicitava como obrigatório o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas. A Câmara alterou para artes visuais, em substituição a "artes plásticas", e incluiu a dança, além da música e do teatro, já previstos no texto, como as linguagens artísticas que deverão estar presentes nas escolas.

Para o relator da matéria na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), a essência da proposta foi mantida no substitutivo da Câmara.

– Esse é um projeto que só traz vantagens, que é incluir o ensino da arte nos currículos das escolas. Sem isso, não vamos conseguir criar uma consciência, nem ensinar os nossos jovens a deslumbrar-se com as belezas do mundo, o que é tão importante como fazê-los entender, pela ciência, a realidade do mundo – observou Cristovam, na discussão da matéria em Plenário.

da Agência Senado