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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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SindSaúde lança "O Vendedor de Ilusões"

September 11, 2017 21:13, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
SindSaúde acaba de lançar a mais nova produção cinematográfica do DF: O Vendedor de ilusões. Estrelando . . . tchan tchan tchan tchan!! Assista!





A mais nova produção cinematográfica do Distrito Federal
Filme: O Vendedor de ilusões
Protagonista: Rodrigo Rollemberg
Roteiro: SindSaúde Produções
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Do Gama Livre: Governador você falou em construir a UPA do Gama. Conclua, se não o povo daqui pode dizer que você...



PCdoB: Lutar contra o retrocesso e construir uma frente ampla

September 11, 2017 21:00, by Blog do Arretadinho

A Comissão Política Nacional do PCdoB divulgou nota, nesta segunda (11), na qual reitera a importância de agregar amplas forças políticas e sociais para tirar o país da crise. Para o partido, cabe à esquerda construir convergências para liderar a criação de uma frente ampla, capaz de reconduzir o país à democracia e ao desenvolvimento, com força e programa para vencer as eleições presidenciais. 

O documento aponta as duas grandes tarefas do partido: prosseguir na linha de frente da resistência contra o retrocesso do governo golpista e empenhar-se ainda mais pela realização exitosa de seu 14º Congresso. Confira abaixo a íntegra:

Lutar contra o retrocesso e intensificar esforços ao êxito do 14º Congresso do PCdoB

O governo golpista de Michel Temer, embora rechaçado por mais de 90% da população, mantém-se na ofensiva, solapando o patrimônio e a soberania da Nação e cortando direitos do povo, da classe trabalhadora. Com tal conduta, Temer procura adquirir o respaldo, o salvo-conduto do grande empresariado, do monopólio midiático e do imperialismo, para sobreviver até 2018. 

Essa ofensiva também procura ocultar a realidade de um governo infame, envolto na teia de uma quadrilha, cujo último crime desbaratado é um apartamento abarrotado de malas de dinheiro, de uso atribuído a Geddel Vieira Lima – ex-ministro, homem de confiança de Temer.

Crise institucional se agrava, economia além de estagnada, desnacionaliza-se

A crise institucional se deteriora. A ruptura democrática rompeu o equilíbrio entre os Poderes da República e os expôs a choques e lutas intestinas, resultando em desmoralização crescente de todos eles. Tem sequência a mutilação da democracia e do Estado Democrático de Direito.

A Operação Lava Jato sofreu reveses e, para se recompor, exacerba seu ativismo. Alveja vários parlamentares, atinge, corrosivamente, a atividade político-partidária, mantendo, todavia, o foco contra a esquerda em geral, em especial, contra o PT, o ex-presidente Lula e a ex-presidenta Dilma. Incisivamente atua para excluir Lula da eleição presidencial. O PCdoB renova ativa solidariedade a ambos e denuncia que essa sórdida caçada ao ex-presidente Lula, grande liderança do povo brasileiro, na verdade é uma tarefa que resta do Golpe de Estado consumado em agosto de 2016.

Impactada por essa prolongada crise político-institucional, pela queda dos investimentos públicos que caíram ao menor patamar desde 2008, a economia segue praticamente estagnada, depois de dois anos de recessão, com altos índices de desemprego, além de sofrer um forte processo de desnacionalização.

A Nação e a classe trabalhadora sofrem ataque

A criminalização e a negação política como um todo, e a onda de intolerância e de ódio que serviu de combustível ao golpe, fizeram emergir o desalento e um caldo de cultura fétido que, na sua resultante, gestam um ambiente perigoso no qual aparecem atores políticos de matiz fascista e aventureiros neoliberais autoritários que se vestem com a trapaça de “não políticos”. 

A chamada Reforma da Previdência é o próximo capítulo da escalada brutal contra os direitos trabalhistas. Foi anunciado um programa criminoso, lesa-pátria, de privatizações. Além da entrega da riqueza do pré-sal às multinacionais, o governo ilegítimo pretende levar a leilão, por uma bagatela, o sistema Eletrobras. Nesta linha de entreguismo desbragado, por decreto, foi extinta a Reserva do Cobre e Associados (Renca) com o fito de vender jazidas estratégicas da Amazônia.

O Estado brasileiro sofre rápido processo de desmonte. O fim da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), o enfraquecimento do BNDES e os efeitos danosos da Emenda do Teto do Gasto são evidências desse desmonte, bem como a política externa de subserviência ao imperialismo estadunidense. O Sistema Único de Saúde (SUS), vale dizer a saúde do povo, e a Educação pública – as universidades e os institutos de pesquisa –, de imediato, já enfrentam as trágicas consequências do corte substancial de recursos.

Defesa do pluralismo político-partidário e do financiamento público de campanha

As forças democráticas, progressistas, no âmbito do Congresso Nacional, travam neste momento importante batalha para reduzir danos da antidemocrática e restritiva Reforma Política que entrou em fase conclusiva. Ante uma correlação de forças extremamente adversa, a Bancada do PCdoB atua para preservar o princípio do pluralismo político partidário, batalhando contra o fim das coligações e também para que a cláusula de desempenho que está sendo imposta seja a menor possível. 

Luta, do mesmo modo, para impedir o retorno do financiamento empresarial de campanha – raiz, em grande medida, dos escândalos de corrupção – e pela instituição do financiamento público de campanha.

Frente Ampla para retirar o país da crise

Diante desse cenário de regressão em toda a linha, de desconstrução do País, o PCdoB reafirma a convicção de que, no curso da jornada da resistência democrática, é imperativo reunir, agregar, as mais amplas forças política e sociais, com base em um programa que aponte saídas e alternativas para o Brasil superar a presente crise.

Cabe à esquerda, ante uma realidade de fragmentação política, construir convergências em seu âmbito para que seja capaz de liderar a construção de uma Frente Ampla. Uma Frente centrada no compromisso de reconduzir o país à trilha da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento e do progresso social. Uma Frente que empreenda a resistência, e arregimente, no correr da luta, uma nova maioria política e social. Enfim, uma Frente que tenha força, programa, atributos para disputar e vencer as eleições presidenciais. 

Esse caminho é a principal proposta do 14º Congresso do PCdoB ora em andamento.

Desse modo, neste momento, o PCdoB tem duas grandes tarefas: Prosseguir na linha de frente da resistência democrática, contra o retrocesso do governo golpista, e empenhar-se ainda mais pela realização exitosa de seu 14º Congresso.

O PCdoB mais forte, mais estruturado, autossustentado – organizado desde as bases, desde os municípios, mais vinculado ao povo e às suas lutas, enraizado na classe trabalhadora, unido em torno de seu Programa Socialista, atuando pela unidade da esquerda e coeso na ação pela construção da Frente Ampla –, é no atual cenário uma grande obra que se impõe aos comunistas brasileiros para ajudar o Brasil a sair desta nefasta crise.

Revigorar empenho pelo êxito do 14º Congresso

O 14º Congresso adentra à sua etapa decisiva. Em quarenta dias, estarão concluídas as conferências municipais e estaduais, e estão por se finalizar as assembleias de base cujo desafio é a marca de seis mil organizações. Ao mesmo tempo, já tiveram início as conferências das cidades que abarcam um quantitativo de quase dois mil municípios, entre os quais devem ter prioridade as capitais e os municípios estratégicos.

Na atual etapa, devemos ampliar o número de debates públicos, inclusive com a participação de aliados, do Projeto de Resolução, das teses. Esse processo democrático congressual do Partido integra a luta geral do povo brasileiro para retirar o Brasil da grave crise à qual foi empurrado pelo golpe de Estado. Nesta quadra adversa, as ideias que estão sendo apontadas pelo PCdoB são uma mensagem de esperança ao povo, posto que oferecem saídas ao país.

É preciso foco, concentração, para que sejam alcançados os objetivos estipulados. O recadastramento digital dos(as) filiados(as) e militantes no maior número possível e a arregimentação, o engajamento massivo destes(as) e ainda de simpatizantes, eleitores(as) e amigos(as) no processo de discussões. Revigorar o coletivo militante com novas filiações que, aliás, estão ocorrendo em todo o país, inclusive de expressivas lideranças populares. Fortalecer e renovar as direções partidárias desde as organizações de base, passando pelos comitês distritais, municipais e estaduais.

É de igual importância que se tenha êxito na campanha de contribuição militante para que o PCdoB dê passos para conquistar a autossustentação material-financeira. Dar sequência ao conjunto de medidas que visam a assegurar a vitória do projeto eleitoral de 2018: protagonismo nas eleições presidenciais, reeleição do governador Flávio Dino, eleição de expressiva bancada na Câmara dos Deputados, manter representação no Senado Federal e eleger deputados, deputadas para as Assembleias Legislativas.

Fortalecer a resistência e a mobilização de massas

Desde o Comitê Central aos comitês estaduais e municipais, as organizações locais, o elenco das direções, o coletivo militante, devem aplicar todos esforços, todas as energias, para garantir o êxito do 14º Congresso e, ao mesmo tempo, para o Partido prosseguir nas ações e mobilizações pela salvação do Brasil, pela restauração da democracia, retomada do crescimento econômico, geração de empregos e preservação dos direitos.

Nesse sentido, se destacam, entre outras iniciativas, o manifesto de um coletivo de centrais sindicais, da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em defesa da indústria nacional, do crescimento econômico e da geração de empregos; além de um elenco de atos e mobilizações, agendados para ocorrer em setembro, organizados pelos partidos de oposição e pelos movimentos sociais: Ato Contra as Privatizações, na Câmara dos Deputados; Dia Nacional de Luta dos Metalúrgicos; Congresso da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM); “Primavera de Lutas” em defesa dos direitos, e, ainda, no início de outubro, Dia Nacional Contra as Privatizações, no aniversário da Petrobras.

Fora, Temer!

Em defesa do Brasil, da democracia, do desenvolvimento e do progresso social

Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

São Paulo, 11 de setembro de 2017



Ataque do MBL cancela mostra de arte

September 11, 2017 20:47, by Blog do Arretadinho

Obra da mostra Queermuseu que chocou a direita chucra
80 anos depois dos nazistas, o MBL consegue cancelar mostra de “arte degenerada”.

Por Kiko Nogueira no DCM

O Brasil emburrece e caminha para o abismo a passos céleres graças a uma extrema direita canalha, violenta e cada vez mais barulhenta e intolerante.

A intimidação promovida pelo MBL, pelo prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan e por fanáticos religiosos sobre o Santander conseguiu o cancelamento da exposição “Queermuseu”, que deveria ficar aberta até 8 de outubro.

A mostra, de temática LGBT, foi alvo de protestos reais e virtuais de cidadãos de bem, supostamente preocupados com o que enxergaram como apologia à pedofilia e a outras coisas que ameaçam a família brasileira e que querem eliminar da face da Terra.

Entre os 85 artistas, havia nomes consagrados como Alfredo Volpi e Cândido Portinari. O curador Gaudêncio Fidélis não foi consultado sobre o fechamento. É um escândalo que o Santander tenha se dobrado a fascistoides, fingindo não saber o que tinha contratado.

“Entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo”, afirmou a instituição numa nota. “Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos”.

O MBL, que vive alertando para os perigos de uma “ditadura bolivariana”, comemorou a “vitória da pressão popular”.

Num vídeo, membros do grupo falam que “só tem putaria, só tem sacanagem”. O prefeito Nelson Marchezan Jr., do PSDB, que se cair de quatro não levanta, denunciou “imagens de zoofilia”.

É preciso parar de achar que a sombra nazista sobre o Brasil é uma redução ao absurdo.

Em junho de 1937, o ministro de Propaganda do Terceiro Reich, Joseph Goebbels, encarregou o presidente da Câmara de Artes Plásticas, Adolf Ziegler, de vasculhar todos os museus em busca de “arte decadente”.

Milhares de peças produzida depois de 1910, que não se adequavam ao ideal de beleza nacional socialista, foram reunidas em Munique numa exposição chamada “Entartete Kunst”, “Arte Degenerada”.

Goebbels na exposição de “arte degenerada” em Munique
“Os senhores veem à nossa volta essas abominações da loucura, da insolência, da inépcia e da degeneração. O que os olhos percebem, nos causa, a nós todos, choque e repulsa”, falou Ziegler na abertura, antecipando a turma gaúcha.

Expressionistas como Emil Nolde, Käthe Kollwitz e Ernst Barlach, alemães, foram jogados no lixo. Vassily Kandinsky, Marc Chagall e Pablo Picasso foram proibidos.

“Praticamente não houve resistência”, escreveu a perita em história da arte Anja Tiedemann, da Universidade de Hamburgo. As obras que não foram destruídas acabaram vendidas no mercado negro para financiar o regime.

Oitenta anos mais tarde, repetimos essa tragédia com a cumplicidade de uma entidade financeira — e da sociedade porto alegrense, que assiste essa excrescência em silêncio.

O belíssimo documentário “Arquitetura da Destruição”, sobre a Alemanha hitlerista, sua estética e a “Entartete Kunst”, ajuda a entender o que aconteceu lá e está se repetindo aqui.




Florestan Fernandes Jr : Ligando os pontos

September 11, 2017 20:22, by Blog do Arretadinho

Ligando os pontos. 
Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo. 

Por Florestan Fernandes Júnior em sua página do Facwbook

Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares. 


Em 30 de outubro de 2009, o WikiLeaks uma organização transnacional com sede na Suécia publica em sua página informações “vazadas” de governos e empresas assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência promovida pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.

Em 2013, uma semana após notícias de que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, o ex-consultor da agência de inteligência americana Edward Snowden indicou que os EUA espionavam também a Petrobras. Em junho de 2013 a “Operação Lava Jato” tem início com o monitoramento das conversas de doleiros no Paraná. Em março de 2014 é deflagrada a primeira fase ofensiva da operação que iria derrubar a presidente da República, paralisar a Petrobras, a economia do país e, sucatear os estaleiros responsáveis pela construção de plataformas e as fabricas de sondas de perfuração. Tudo com a cobertura massificante dos nossos meios de comunicação.

Lá se vão 4 anos de uma lavagem que levou para o ralo, milhões de empregos, milhares de empresas públicas e privadas e quase todos os avanços sociais e econômicos. O "novo" velho governo já extingui uma reserva ambiental em território de quase quatro milhões de hectares para atividades privadas de mineração.

 Anunciou a venda da gigante de energia elétrica Eletrobras, da Casa da Moeda e pasmem, vai oferecer ao mercado em leilões que pretende realizar a partir de 2018 campos de óleo e gás da Petrobrás. Ao todo, 21 áreas, com descobertas de petróleo e gás serão liberadas para petroleiras internacionais. Parte destes poços estão localizados nas três bacias produtoras mais nobres da empresa brasileira - Campos, Santos e Espírito Santo. Nesta quarta-feira 6, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou em seu depoimento ao juiz Sergio Moro que a descoberta do pré-sal fez mal para o Brasil.

 Como o pre sal, responsável por mais da metade da produção brasileira poderia fazer mal ao país? A afirmação é um claro sinal de submissão aos interesses estratégicos das forças que patrocinam a venda da empresa brasileira. Para que o Brasil permaneça de joelhos é necessário agora impedir a chegada ao poder de grupos desenvolvimentistas comprometidos com a defesa das nossas riquezas. Por isso a eleição de 2018 é incerta e temerosa. Como disse está semana o ex-ministro Bresser Pereira: "O Brasil está se condenando a ser uma economia de propriedade dos países ricos. E nós seremos todos empregados".



Lula encerra caravana pelo Nordeste

September 6, 2017 20:26, by Blog do Arretadinho

Diante de mais uma multidão, na Praça Pedro II, em São Luís, caravana
se despede dos vários Lulas desse país
RICARDO STUCKERT
#LULAPELOBRASIL
Lula encerra em São Luís caravana 'com cheiro de poeira, de esperança e de sonho'
"Se enganam eles se pensam 'vamos tirar o Lula da jogada e está tudo resolvido'; se pensam que o 'problema' sou eu, é bom tirar o cavalo da chuva porque temos milhões de pessoas que pensam como o Lula"

por Cláudia Motta, especial para RBA 

São Luís – Quase três horas para chegar à Praça Pedro II, no centro histórico da capital. Metade do caminho de balsa, metade de ônibus. Assim Elza Rodrigues saiu da comunidade quilombola de Rio Grande, no município de Bequimão, para chegar ao ato de encerramento da Caravana Lula pelo Brasil, na noite desta terça-feira (5). Foram 20 dias e 4.300 quilômetros passando por mais de 50 municípios nos nove estados do Nordeste. Dona Elza é mais um personagem dessa história que não poderia ser contada sem os milhares de rostos anônimos, principal componente em cada parada pelo caminho, em cada grande manifestação.

São os responsáveis por uma mistura especial de "cheiro de poeira com cheiro de esperança", como definiu Lula em seu discurso de despedida. "Termino dizendo para vocês: queria que todo governante desse país fizesse uma caravana. Que tivessem coragem de conversar com o povo, abraçar pessoas com cheiro de poeira, cheiro de esperança e cheiro de sonho. Pessoas dizendo que estamos perdendo o que conquistamos. Eu diria: não percam a esperança. Quando não acreditarem em ninguém, entrem na política."

Aos 65 anos, Elza estava feliz por estar ali e, mesmo sem saber, fazendo política. "Nunca tinha visto uma coisa assim", dizia a mãe de quatro filhos, avó de 15 netos e uma bisneta. Ela conta que em Bequimão tinha "muita gente pobre". "E no governo de Lula melhorou a qualidade de vida de muitas pessoas. Na associação que nós temos, arranjamos 49 casas nesse projeto. Colocamos o projeto no governo de Lula e recebemos as casas no governo de Dilma", explica a agricultora que ao lado de três dos seus filhos planta milho, mandioca, feijão e já quebrou muito coco babaçu. "Hoje não quebro mais, não."

Essa é a realização de dona Elza: ter sua casa e não quebrar mais coco. E foi à praça para comemorar. Se isso é pouco aos olhos de alguns, para ela é parte importante de sua satisfação com sua terra e sua cultura. As festas na comunidade têm forró de caixa e tambor de crioula, tudo que aprendeu com a avó e com a mãe, e ensina aos filhos e netos.

Lula é uma ideia
Dona Elza respondia à pergunta feita por Flavio Dino, do alto do palco, em frente à sede do governo estadual, o Palácio dos Leões. "Quem construiu as riquezas de São Luís? Quem construiu a riqueza do Brasil? Os negros, índios, os trabalhadores, o povo mais pobre do nosso país. Todos nós sabemos que, estranhamente, nosso país desenvolveu um ódio aos mais pobres. Esse país é racista, preconceituoso e obscenamente desigual. Temos de lutar contra tudo isso."

Era mais uma noite em que, longe dali, o Jornal Nacional dedicava longos minutos a uma denúncia apresentada contra Lula e Dilma pelo procurador-geral Rodrigo Janot, em mais um episódio de perseguição política por uso da Justiça e da mídia – enquanto o telejornal desprezava as provas materializadas em malas de dinheiro em apartamento de Geddel Vieira Lima.

E Lula voltava a pedir que ninguém se desesperasse. "Ninguém pode perder a esperança", reforçou. "Se enganam eles se pensam: vamos tirar o Lula da jogada e está tudo resolvido. Se pensam que o problema sou eu, é bom tirar o cavalo da chuva porque já temos milhões e milhões de pessoas que pensam como o Lula", avisou.

"O Lula hoje representa uma ideia: a ideia de que o povo merece e pode viver bem. Nós aprendemos que não queremos mais morar na senzala, queremos morar na casa grande. Queremos subir o degrau social nesse país. Nosso milagre não está na capacidade do Lula, está na capacidade de vocês."

Benjamim Alves, 15 anos, é um dos Lulas. O estudante estava na praça por que sempre conviveu com a desigualdade social. "Para mim, esse ato é um grito de democracia. O que a gente está vivendo hoje é uma espécie de ditadura camuflada. Esse ato é o grito da classe dominada, que somos nós. Representa toda a luta de um povo. Agora querem chegar e tomar a liderança, mas não vão. Eles só ganham no grito, a gente ganha na urna."

Definindo Lula como um grande orador, Benjamim ainda estava por ali quando o ex-presidente falou da caravana. "Defendemos a democracia, o respeito à Constituição, o direito de termos um presidente que conhece a alma do povo, o que pensam negros, índios, LGBT, a sociedade diversa." Mas ressaltou: "A democracia que eu quero é diferente da democracia que a elite quer. Na democracia deles, você pode gritar que tá com fome, mas não pode comer. Tem direito de dizer que quer trabalhar, mas não se preocupam com seu emprego. Por isso, o Temer está destruindo todas as conquistas dos trabalhadores", criticando as mudanças impostas após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e o projeto político eleito para governar o Brasil.

Agradecimentos
Lula aproveitou o ato de encerramento da caravana em São Luís para agradecer aos governadores e prefeitos que receberam a comitiva em seus estados, suas cidades. Também agradeceu ao MST, à CUT, à Contag, aos sindicatos locais, "pela dedicação extraordinária para que pudéssemos colher carinho e sugestões do povo".

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), incentivou seus sindicatos filiados às noves federações locais no Nordeste a se envolver na caravana. "Está sendo uma oportunidade muito boa de a gente discutir com a população o que está acontecendo com o Brasil. O Lula não traz apenas esperança, traz também consciência, para que as pessoas entendam o que está acontecendo com o Brasil e a gente possa sair desta situação", observou o presidente da Contag, Aristides Santos.

A secretária nacional de combate ao racismo da CUT, Júnia Nogueira, chegou à caravana durante esta passagem pelo Maranhão. "Minha participação está se dando no meu estado natal, mas acompanho a caravana pelas redes sociais e Lula acertou em ter construído essa caravana que, no Nordeste, tem sido um sucesso total. O objetivo principal dela é o presidente dialogar com a sociedade local e, acima de tudo, ouvir o que a população nordestina, que tanto se beneficiou das políticas sociais do governo Lula, está pensando e querendo", disse.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, destacou: "Não podemos apenas vir aqui e bater palmas para o Lula. Como militantes e representantes do povo brasileiro, temos que arregaçar as mangas e lutar. A luta é para amanhã, e depois, e só termina 1º de janeiro de 2019. O Brasil tem jeito. O Brasil tem futuro. O Brasil tem um povo lutador. E nós temos vontade política. Em 2018, vamos colocar de volta nosso companheiro Lula. A direita está perdida porque eles não representam o povo, não têm líderes do povo. Eles só têm uma forma de impedir que o povo volte ao poder, que é impedir o companheiro Lula".

Stédile anunciou que os movimentos sociais estarão novamente solidários ao ex-presidente na ocasião de seu próximo depoimento ao juiz de primeira instância Sérgio Moro, no dia 13, em Curitiba. "O Judiciário tem que estar com o povo e não contra, como estão", disse.

O ex-presidente encerrou o último ato de sua viagem com uma saudação especial ao movimento social: "Termino essa caravana muito grato ao movimento social, porque fizeram acontecer a caravana que mexeu com o coração do povo brasileiro, apesar de a grande imprensa não ter dado uma única notícia em todos esses dias".

Em entrevista aos jornalistas da mídia alternativa, Lula já tinha criticado a postura dos jornais, revistas e emissoras de TV e rádio comerciais. "Se a elite não sabe fazer, por favor, não se escondam atrás de mentiras. Disputem as eleições pra gente recuperar o Brasil para os brasileiros. Eles que se cuidem porque o povo brasileiro vai voltar a governar esse país." 



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