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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Ministra "elege" Temer padrinho das mulheres negras

April 18, 2017 17:04, by Blog do Arretadinho

Foto: Beto Barata/Presidência da República
Coletivo de Entidades Negras publica nota de repúdio após ministra "eleger" Temer como padrinho das mulheres negras

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

A ministra de Direitos Humanos, Luizlinda Valois, foi alvo de muitas críticas de várias entidades do Movimento Negro, após declaração em que ela "elegeu" o golpista, vice decorativo e presidente ilegítimo Michel Temer, como padrinho das mulheres negras do Brasil.

O Coletivo de Entidades Negras, CEN, publicou uma nota de repúdio a ministra, confira:

"Nota de Repúdio à declaração da atual Ministra de Direitos Humanos a Senhora Luizlinda Valois


A Coordenação Nacional de Gênero do CEN – Coletivo de Entidades Negras, repudia veementemente a declaração da atual Ministra de Direitos Humanos a Senhora Luizlinda Valois, a qual demonstrando total desconhecimento do pensamento da maioria das mulheres negras brasileiras, elege em seu discurso, o padrinho das Mulheres Negras Brasileiras, o Sr. Michel Temer.

Ministra, fale pela Senhora, não fale por mim, não fale pelas minhas primas, irmãs, amigas e companheiras de militância.

O presidente Golpista Michel Temer NÃO É MEU PADRINHO, ele até pode ser o padrinho da Senhora, ministra… porém não é nosso.

Nós mulheres negras não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar, muito menos V. Exma. que em uma tentativa insana, tenta rasgar a história das mulheres negras deste país.

Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral.

Nossos passos vêm de longe Ministra.

A discriminação sofrida por nós, mulheres negras, ao longo desses anos, a discriminação e o racismo que nos retira direitos básicos que vão desde o direito de viver e de ter vivos nossas/os filhas/os, às péssimas condições de saúde e educação que nosso povo enfrenta até os dias atuais, não te dá o direito de eleger TEMER como nosso padrinho.

A falta de vagas no mercado de trabalho, os direitos que nos tem sido negado, o desrespeito as nossas especificidades, só reforçam que este homem branco e até a sua companheira (mesmo sendo ela uma mulher) não me representam.

No dia que uma mulher branca e um homem branco abram mão dos privilégios, pensando na nossa raça, talvez eu possa vislumbrar uma possibilidade de representação e permissão de que falem por mim, coisa que acho difícil para não dizer IMPOSSÍVEL.

Com certeza a Senhora sabe o que é ser mulher negra num país como o Brasil e na Diáspora Africana. Não é possível que tenha esquecido, assim como a senhora também sabe que não deveria eleger esse Sr. Como padrinho de uma mulher negra.

Por favor, Senhora…

Nos respeite, respeite nossa luta, respeite nossa ancestralidade.

Iraildes Andrade
Mulher Negra, Mãe, Avó
Coordenadora Nacional de Gênero do CEN

Ekede da Casa Oxumarê
Facilitadora da Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia
Bacharela em Estudos de Gênero e Diversidade"



Papa recusa convite para visitar o Brasil

April 18, 2017 14:09, by Blog do Arretadinho

Papa Francisco recusou convite de Temer para visitar Brasil
Papa Francisco envia carta a Temer e recusa convite para visitar Brasil
Pontífice pediu a presidente brasileiro que evite medidas que agravem situação da população carente do país; Francisco diz que "problemas de agenda" impediriam visita

Em uma carta na qual recusa um convite para visitar o Brasil, o papa Francisco cobrou o presidente Michel Temer para evitar medidas que agravem a situação da população carente no país.

A correspondência foi uma resposta a outra enviada pelo mandatário no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.

"Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo jornalista Gerson Camarotti, da Globo News.

"Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira", acrescentou.

Sobre o convite, o papa disse que, devido a sua intensa agenda, não poderia visitar o Brasil neste ano. Ainda de acordo com Camarotti, Jorge Bergoglio afirmou rezar pelo país e que acompanha "com atenção" os acontecimentos na maior nação da América Latina.

Citando sua exortação apostólica "A Alegria do Evangelho", Francisco também lembrou que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado", em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores.

Em setembro passado, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano, o Pontífice já havia dito que o Brasil passava por um "momento triste". Um mês antes, Francisco enviara uma carta não oficial em apoio a Dilma Rousseff, que na época ainda não tinha sofrido o impeachment.

Contudo, Bergoglio sempre evitou se posicionar publicamente sobre a crise política enfrentada pelo país e que culminou na derrubada da presidente petista. 

fonte Ópera Mundi



Negro Gato Jenis Bragança e Manoel Pretto

April 18, 2017 9:26, by Blog do Arretadinho



Belo Horizonte será sede do 55º Congresso da UNE

April 17, 2017 20:56, by Blog do Arretadinho

Capital mineira recebe pela terceira vez o maior fórum da entidade estudantil

A capital do estado de Minas Gerais será, pela terceira vez, palco do Congresso da UNE, maior fórum da entidade que acontece a cada dois anos para definir sua nova diretoria, presidência e os rumos do movimento estudantil. O Congresso está em sua 55ª edição e acontece entre os dias 14 e 18 de junho.

A história da UNE deixa suas marcas na capital mineira ainda em 1966, quando estudantes realizaram um congresso clandestino nos porões de uma igreja, despistando a repressão característica dos anos de chumbo. Já em 1999, Belo Horizonte recebeu o 46º congresso da entidade que contou com a presença ilustre do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.

No ano de 2012, o projeto da UNE intitulado Caravana Brasil +10 fez uma parada em Belo Horizonte. Com a missão de elaborar um diagnóstico sobre o futuro do país, estudantes discutiram a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Confira o vídeo:



Agora, em 2017, o Congresso abre as comemorações de 80 anos da UNE – a entidade alcança a marca octogenária em 11 de agosto – com milhares de estudantes dos mais diferentes cantos do país reunidos para pautar a situação das universidades brasileiras e o futuro da política em meio ao golpe e a retirada de direitos.

”Realizar o Congresso em Belo Horizonte novamente, após uma edição clandestina em meio à ditadura e a recente morte de Fidel, será muito simbólico. O espírito da resistência latino-americana com toda a certeza estará presente em nossas mentes e corações para construirmos um fórum cheio de representatividade e luta”, falou a presidenta da UNE Carina Vitral.

Confira o discurso de Fidel durante o 46º Congresso:



SOBRE BH
Belo Horizonte foi uma das primeiras cidades planejadas do país, projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897. Hoje, é uma das capitais mais populosas com a terceira maior concentração urbana do país. A cidade  tem também grande destaque na arquitetura brasileira. Foi ali que Oscar Niemeyer ensaiou os traços que definiriam Brasília, em parceria com o então prefeito Juscelino Kubitschek.

Berço de Fernando Sabino, a capital também exala a poesia dos mineiros Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava. Na música, o aclamado Clube da Esquina com as vozes de Milton Nascimento e Lô Borges, é referência quando falamos em música popular brasileira.

Sua culinária abriga clássicos do cardápio de Minas como o feijão tropeiro e o famoso pão de queijo. No futebol, uma das maiores rivalidades: Atlético Mineiro e Cruzeiro protagonizam dérbis de grande destaque nos campeonatos regionais e nacionais.

Recentemente, diversos movimentos de ocupação do espaço público transformaram Belo Horizonte. Duelo de MCs, a emblemática ”Praia da Estação”-  evento em que foliões e ativistas participam com trajes de banho, esteiras, cangas e guarda-sóis em meio ao centro da cidade – e o carnaval de rua levam festa e cultura para as ruas.

”Belo Horizonte é um encontro de tudo, onde a tradição mineira se mostra cada vez mais rica. Vamos receber a todos e todas com muito amor e a hospitalidade do nosso povo”, falou Luana Ramalho, presidenta da UEE-MG.

INSCRIÇÕES
Para participar do 55º Congresso da UNE, você pode se increver por meio do site http://inscricao.une.org.br/. Até o dia 15 de maio, a taxa de inscrição para delegados será de R$ 75. Entre os dias 16 de maio e 10 de junho a taxa passa a ser de R$125. Após essa data o valor sobe para R$175 e não serão mais aceitas inscrições virtuais e o cadastro só poderá ser feito pessoalmente no local do Congresso.

Para participar como observador, os valores são de R$ 100 até o dia 15 de maio, R$ 150 entre os dias 16 de maio e 10 de junho e R$ 200 no dia do evento.

Os delegados são estudantes eleitos de forma direta para representar as suas universidades durante o Congresso. Além de participar de todas as atividades, eles têm direito a voto na plenária final. Os observadores também têm acesso a todos os debates, mas não possuem direito a voto.

Estudantes cotistas e prounistas terão 30% de desconto no pagamento do primeiro lote da taxa de credenciamento dos delegados, observadores e suplentes. Para conseguir o desconto, o estudante deve anexar um documento que comprove a condição de bolsista.

fonte UNE



Exposição faz etnografia da margem

April 17, 2017 20:33, by Blog do Arretadinho

Em cartaz no Galpão Videobrasil, mostra reúne obras de artistas consagrados como Miguel Rio Branco, Claudia Andujar e Virginia de Medeiros

“Museu do Amanhã? Eu quero saber do agora”. A frase é de uma das várias prostitutas entrevistadas pela artista Virgínia de Medeiros. Em 2015, a baiana foi até a Praça Mauã, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, registrar o processo de modernização do local. Ali, conversou com as prostitutas que perdiam espaço devido à valorização da praça. O resultado está no vídeo Cais do Corpo, que conjuga imagens dessas mulheres dançando e falas narradas pela voz em off da própria artista.

O vídeo de Medeiros é uma das principais obras da exposição Nada Levarei Quando Morrer, Aqueles que Me Devem Cobrarei no Inferno, em cartaz na Associação Cultural Videobrasil. Com curadoria de Gabriel Bogossian e Solange Farkas, a mostra reúne trabalhos de nove artistas como Claudia Andujar, Miguel Rio Branco, Rodrigo Braga e Runo Lagomarsino.

Segundo Bogossian, uma das inspirações da exposição é a obra de Pier Paolo Pasolini (1922-1975). O diretor italiano começou a produzir logo após a Segunda Guerra Mundial, num período que se costuma chamar de milagre econômico italiano. “A agricultura crescia e muitas práticas tradicionais do campo se perdiam. Tendo isso em vista, Pasolini começou a registrar esses costumes, criando uma espécie de etnografia da face popular da Itália”, conta o curador.

Ele afirma que, guardadas as devidas proporções, é esse olhar do cineasta que norteia a exposição. “Os artistas que escolhemos para a mostra atuam como antropólogos da margem, dando espaço aos que foram excluídos do desenvolvimento econômico e do ideal de progresso”.

Esse viés etnográfico também aparece no filme do fotógrafo Miguel Rio Branco que dá nome à exposição. O vídeo, de 19 minutos, retrata os habitantes do bairro periférico Maciel, no Pelourinho, em Salvador. Gravado na década de 1980, o trabalho mostra crianças, prostitutas e cachorros entre as casas e comércios precários do local. Nas imagens, prazer e dor são faces da mesma moeda.

A diretora do Videobrasil, Solange Farkas, fala sobre o impacto da obra: “É um trabalho que incomoda porque tem sujeira, degradação. Ao mesmo tempo, há uma esbórnia, um desejo que é muito forte”.  Foi essa força do trabalho que, segundo Bogossian, motivou a escolha do título da mostra: “É engraçado porque o nome desagradou muita gente, por falar de inferno, ser algo meio pesado. Mas, para mim, o filme faz uma uma afirmação da vida. Uma coisa do tipo: vou zerar meu saldo aqui no plano terreno, o resto nós acertamos depois”.

O que Bogossian chama de “pulsão da vida” aparece na série de fotos de Cláudia Andujar exibidas na mostra. Consagrada por sua luta em defesa dos ianomâmis, a fotógrafa retrata o cotidiano dos índios. As imagens, projetadas num slideshow, registram ianomâmis em momentos descontraídos, brincando e conversando no meio da mata. Ao lado dessa série, há outra imagem de Andujar de grande impacto: a obra Casulo Humano, que mostra um rito fúnebre, no qual o cadáver é colocado em um casulo que é suspenso em uma árvore, para então ser cremado.

A produção da fotógrafa também é a referência para a videoinstalação Yano-a, de Gisela Motta e Leandro Lima. A obra se baseia em uma foto de Andujar, de 1975, que registra uma maloca ianomâmi incendiada. Essa imagem é colocada pelos artistas em um retroprojetor com um filtro vermelho e a interferência de uma camada de água. Uma segunda projeção sobrepõe à imagem que resulta dessa fusão a animação de labaredas.

Entrevistada pela ARTE!Brasileiros, Motta conta que o objetivo da obra é atualizar a fotografia de Andujar: “ Queríamos reviver o momento no qual a maloca é incendiada. No fundo, essa engenhoca que criamos simula o fogo mesmo, que cada vez tem uma labareda diferente. Então você pode olhar para a imagem ininterruptamente, como se ela estivesse sempre se reconfigurando”, comenta a artista.

A questão indígena também é o tema da instalação Emboaçava, de Rodrigo Bueno. Única obra feita especialmente para a mostra, o trabalho retoma o passado da Vila Leopoldina, bairro onde se localiza a instituição. Durante o período colonial, o local foi um forte construído pelos portugueses para conter o avanço dos índios. Em sua obra, Bueno reúne madeiras antigas da região, além de elementos da cultura nativa. “Ele cria uma espécie de cemitério indígena, evocando a história do bairro”, diz Bogossian.

O artista afirma que a ideia é fazer uma “desmaterialização” do forte: “Eu utilizo madeiras antigas, grades e outros materiais que já foram limites e os coloco em posições elevadas, como se fossem flechas. Há também umas luzinhas que aparecem de vez em quando e representam esse chamado ancestral dos índios. No fundo, a obra funciona como um ritual de homenagem”.

Para Solange Farkas, abordar temas sociais e políticos, apresentando obras que trazem à tona a situação de populações ou tradições culturais que são invisibilizadas pelo chamado “progresso”, é um dos compromissos do Videobrasil. “A exposição é um gesto de tomar partido mesmo. Com tudo que está acontecendo no Brasil, me parece ser impossível fazer uma mostra sem trazer essas reflexões”, pontua.

Serviço – Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno
Até 17 de junho 
De terça a sábado, das 12h às 18h.
Galpão VB | Associação Cultural Videobrasil
Av. Imperatriz Leopoldina, 1150 – Vila Leopoldina, São Paulo – SP
(11) 3645-0516

Link curto: http://brasileiros.com.br/36Wnr

por Mariana Tessitore na Revista Brasileiros



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