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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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‘Negra não é objeto sexual e todo ser humano merece respeito’

February 19, 2017 10:36, by Blog do Arretadinho

Por João Negrão no Manga com Leite

Mulheres do mundo inteiro estão se mobilizando para uma greve mundial no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, contra a desigualdade e a violência doméstica. A ideia é uma paralisação geral em todos os países.

Para repercutir o tema entre as minhas amigas e colegas, lancei nos vários grupos de WhatsApp dos quais participo o pedido de opinião das mulheres (e homens também) sobre o evento.

A primeira a responder foi a professora Silvina Jana Gomes, formada em Letras, com habilitação em Francês, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Silvina, de 30 anos, é natural de Guiné-Bissau, país de língua portuguesa da África Ocidental. Ela veio para o Brasil faz oito anos, para estudar por meio de programa do governo brasileiro com países africanos.

Pertencente às etnias papel e balanta, dois dos 19 grupos que atualmente (já foram 32) formam a população de pouco mais de 1,5 milhão de habitantes de Guiné-Bissau, Silvina continuou no Brasil depois de formada inicialmente para ministrar aulas para refugiados, especialmente haitianos.

Desde estudante se engajou em movimentos contra o racismo e de mulheres, defendendo as culturas africana e afro-brasileira. Ela é membro do IMUNE (Instituto de Mulheres Negras), uma das mais atuantes entidades do movimento negro em Mato Grosso.

Eis o meu bate-papo com ela:

Silvina, como você vê este movimento internacional das mulheres?

Muito importante. As mulheres vão mostrar a sua capacidade de mobilização internacional e marcar posição contra o machismo, que é mundial.

Pra você, o que representa o 8 de março?

Nossas antecessoras viram que era necessário as mulheres fazerem a reivindicação contra a exploração, porque elas trabalhavam 15 horas por dia e recebendo um salário miserável. Vinte e cinco delas foram carbonizadas lutando pelos seus direitos como mulher e também como seres humanos. A morte delas não foi em vão. Plantou esta semente de nossa luta.

É uma luta ainda atual?

É. Acredito que todos os dias são dias de mulheres, mas essa data representa dia de luta pelos direitos igualitários. Nossa luta continua, porque está tendo muito retrocesso nos dias atuais.

Você é de Guiné-Bissau. Como é o 8 de março lá?

Em Guiné Bissau, quando eu era criança não entendia o porquê deste dia 8 de março. Os homens colocavam as roupas “espera” e iam nos mercados fazer as compras e era o dia para eles fazerem as comidas em casa. Eles ocupavam as tarefas que eram das mulheres. Só depois de adulta que fui pesquisar e entender o quê desta data.

E qual a sua compreensão hoje?

Hoje eu vejo que todo ser humano merece respeito, porque além da mulher, muita gente sofre desrespeitos, independente de ser mulher ou homem. Mas a mulher é um alicerce não apenas da família, mas da sociedade. Por isto, o desrespeito com a mulher é o desrespeito com todos da sociedade. Por isso eu acho que não devemos lembrar somente no dia 8 de março, mas todos os dias, que sejamos reconhecidas e amadas.

Apesar de muitas lutas e conquistas, a desigualdade continua. Como você sente isto?

Eu sinto que os homens machistas que vêm a mulher como objeto sexual. E em relação à mulher negra eu vejo que somos mais oprimidas e sofremos mais em relação às outras em termos de direitos e de machismo. Um exemplo: quando ando na rua passa homem e diz “que negona gostosa”. Isso já mostra bem claro que o desejo daquele homem é sexual. Isso me incomoda porque eu sou mulher guerreira, batalhadora e sonhadora e penso igual uma mulher de qualquer outra raça. Sinto que a mulher negra é visto mais como símbolo sexual. Eu sirvo só para sexo?

Como vai ser o 8 de março aí em Cuiabá?

As mulheres estão se mobilizando, debatendo e o IMUNE com certeza vai marcar posição nesta data.



Carta aberta a um vassalo do capital

February 19, 2017 8:53, by Blog do Arretadinho

(Em desagravo a Raduan Nassar)

Senhor Roberto Freire
A ausência do Excelência credite ao fato de excelente o senhor não ter absolutamente nada. O senhor é o meu reconhecimento à sua senilidade, à sua decrepitude.

Eu poderia abordar diversos aspectos da sua biografia e do seu comportamento, a começar pela contradição do senhor ter sido funcionário público de confiança dos generais, em plena Ditadura Militar, ao mesmo tempo em que membro do Partido Comunista e líder nas Ligas Camponesas, de Miguel Arraes.

Não é possível que o aparato de informações das Forças Armadas, que sabiam até das cores das nossas cuecas, em nossas gavetas, não soubessem disso.

Não é possível que, com toda a esquerda sabendo disso, não tivesse aparecido um traidor para denunciá-lo, um indiscreto ou leviano, para comentar, entregando-o, algum camarada que não tenha resistido à tortura, citado-o como camarada.

O que não tenho notícia é de algum militar justiçado por camponeses, com a recíproca não sendo verdadeira, com muitos camponeses morrendo por pedir reforma agrária. 

Lembrei-me disso quando o ouvir gritar, em plena cólera: “esse histrionismo oposicionista está com os dias contados.”, frase perfeita na boca do General Médici, do Coronel Ustra, e de outros da escola onde o senhor se formou, travestido de comunista.

Os do seu partido, PPS, linha auxiliar do PSDB/Dem, simples puxadinho, se ufanam do senhor não estar nas delações da Lava Jato.

Verdade, de um depoente entre setenta e sete depoentes, o único do qual sabemos o teor do depoimento, faltando que saibamos dos outros setenta e seis, o senhor não aparece, mas os seus correligionários têm memória curta, o seu nome está no Mensalão do Dem, o que talvez o tenha credenciado a fazer parte desse governo.

Mas, apesar do espaço até aqui gasto, o que me motivou a escrever-lhe foi o episódio de ontem, na premiação do escritor Raduan Nassar.

O senhor reparou onde se deu a premiação, e com um número muito restrito de convidados?

Na varanda da casa do premiado, única maneira de homenageá-lo, já que avesso às pompas e circunstâncias, à exposição pública, aos holofotes da mídia, ao contrário dos políticos.

Depois, homem sensível, de intelecto apurado e afinado, Raduan fez da própria premiação um ato político, transformando o discurso de agradecimento pelo prêmio num manifesto, um libelo contra o golpe.

E o senhor falou depois, questionando o prêmio.

Lembro-lhe que não foi um júri de políticos que julgou a obra dele, mas de literatos brasileiros e portugueses, e ele venceu por unanimidade.

A mesma unanimidade que o governo do qual o senhor faz parte está quase alcançando, com mais de 80% de rejeição.

Logo, coerente com a linguagem neoliberal, para o qual tudo soa e tisne tom metálico, de moeda: vidas, destinos, pátria, moral e caráter, o senhor se referiu ao “prêmio pecuniário dado pelo governo brasileiro.”

Mais que uma demagogia barata, a sua afirmação foi hilária, típica das limitações dos que pensam com cifras.

Antes de comentar o valor alardeado, uma pequena biografia do laureado: Raduan escreve muito, tem publico cativo e poderia viver da sua obra e de atividades paralelas (palestras, tardes e noites de autógrafos, textos para jornais e revistas...) mas, sensível, decepcionou-se com a sociedade e o sistema, percebendo que há mais Robertos Freires que Paulos Freires e Gilbertos Freires, decidiu deixar de escrever e ir para o campo.

Comprou uma fazenda com terras degradadas, extremamente ácidas e tomadas por gramíneas invasoras, imprópria ao gado.

Fez seguidas calagens e adubações, por anos, tornando-as férteis e implantando diversas culturas, conseguindo produtividade acima da média nacional.

Poderia fazer o que é regra na agroburguesia, aplicar o próprio capital no mercado financeiro, contrair empréstimos subsidiados, entrar para a UDR e a SNA, apoiar a Bancada do Boi, mas, ao invés, aplicou na própria fazenda, reinvestindo, e nas pequenas propriedades vizinhas, de agricultores pobres, por doação.

Já com idade, fez convênio com uma universidade pública e transformaram a fazenda num campo avançado, para estudos de agronomia.

Agora, aos oitenta anos, pegou um pedaço da fazenda e deu para o seu funcionário mais antigo, o que começou com ele e permaneceu fiel, e o resto da fazenda ele doou para a universidade, com o compromisso dela formar agricultores familiares, produzir pesquisas para a agricultura familiar. 

Sr. Roberto Freire, os que lhe cercam quando foram governo nunca construíram uma única universidade pública, e agora querem privatizar as que os outros construíram, acabando com a universidade pública no Brasil.

Os que Raduan defendeu construíram 18 universidades e 55 campi.

Vamos agora ao valor pecuniário que o governo deu, segundo as suas palavras.

Primeiro que governos não dão nada, são a ponte entre a fonte, o tesouro nacional, o erário público, o dinheiro do cidadão contribuinte, do povo brasileiro, e o destinatário, nem sempre chegando ao destinatário, como bem demonstra a lista da Odebrecht, onde os do governo ao qual o Sr. pertence são maioria.

Segundo que este dinheiro não foi dado por iniciativa do atual governo. Este prêmio, Camões, foi criado há muitos anos, por iniciativa do governo português, em parceria com o governo brasileiro, com 12 brasileiros já tendo vencido.

O governo apenas cumpriu compromisso previsto em contrato.

Finalmente o valor pecuniário, jogado na cara do premiado como se fosse uma fortuna: cem mil euros, menos de quatrocentos mil reais, insuficientes para comprar um dos tratores ou colheitadeiras guardadas nos galpões da fazenda de Raduan, vinte e cinco vezes menos que o seu chefe, Temer, recebeu da Odebrecht, cinquenta e oito vezes menos que o seu colega de ministério, José Serra, recebeu da Odebrecht, com a diferença de que o dinheiro recebido por Raduan é lícito, sem necessidade dele golpear a democracia para livrar-se da justiça.

Raduan discursou em nome de milhões de brasileiros, enquanto o Senhor... Sob vaias e gritos de fora Temer, falou pelo ditador.

Francisco Costa
Rio, 18/02/2017.

Na foto, Raduan e Dilma, quando, na iminência do golpe, ele saiu de sua fazenda, o que raramente faz, e foi à Brasília, para dar o seu abraço de solidariedade.



Sob as barbas de Marx

February 19, 2017 7:41, by Blog do Arretadinho

Após a estreia no 67° Festival de Cinema de Berlim,
o filme de Raoul Peck poderá ser visto na Alemanha a partir do início de março
Reprodução/ Trailer
por Deutsche Welle  na Carta Capital

Exibido no Festival de Cinema de Berlim, "O jovem Karl Marx" mostra o intenso período que antecedeu à publicação do Manifesto Comunista, em 1848.

A barba tem de ser cortada, ao menos simbolicamente. Essa foi uma exigência do diretor haitiano Raoul Peck. E a barba em questão é a de Karl Marx. Peck é o diretor de O jovem Karl Marx, filme sobre a juventude do filósofo alemão cuja estreia mundial aconteceu no último domingo (12/02) na 67ª Berlinale, o Festival de Cinema de Berlim.

"A velha barba encobre não somente o rosto de Marx. No ano de 2017, ela também obscurece a possibilidade de uma discussão e uma reflexão cuidadosa", diz Peck, para quem, diante da arrebatadora barba de Karl Marx, esqueceu-se do cerne de sua mensagem. "Isso impede de descobrir a real contribuição deste pensador científico e político, seu extraordinário poder de análise, seus esforços humanísticos, suas preocupações legítimas."

No filme, Peck mostra o curto, mas intenso período que antecedeu à publicação do Manifesto Comunista no ano de 1848. Na época, com pouco mais de 20 anos, Marx conheceu em Paris Friedrich Engels, o filho de um industrial de Wuppertal, que trazia consigo uma rica experiência da Inglaterra. Em Manchester, seu pai tinha uma tecelagem.

Marx e Engels ficaram amigos. Junto a Jenny, esposa de Karl Marx, os jovens desenvolveram o Manifesto Comunista. O texto deveria reunir tudo o que os três consideravam importante observar numa época de grandes mudanças sociais.

"O filme acompanha a juventude de Marx e Engels, delineia a amizade inabalável entre os dois e mostra como um trio único nasce a partir das dificuldades que eles viveram durante a sua turbulenta juventude", descreve Peck a sua obra.

O diretor recriou a atmosfera do período febril da industrialização na Europa dos anos 1840: "Fábricas da indústria pesada na Inglaterra, a miséria extrema e a sujeira nas ruas de Manchester e, em contraste, o calor dourado dos palácios parisienses, a energia de uma juventude que quer mudar o mundo."




Paris e Manchester como cenários
Peck rodou um filme histórico. Karl Marx é interpretado pelo ator alemão August Diehl; Friedrich Engels, por Stefan Konarske, e Jenny Marx, por Vicky Krieps. A Paris do século 19, como também a tecelagem na Inglaterra, servem de cenário para um filme encenado de forma um pouco antiquada, em estilo televisivo excessivamente impecável.

De qualquer forma, talvez o tema do filme seja mais importante que experimentos estéticos e a cinematografia. No 100° aniversário da Revolução Russa e num mundo vivendo um período entre a globalização e novos pensamentos nacionalistas, ocupar-se de Marx vem na hora certa. Mesmo sob a forma de um filme de apelo popular, que mostra a um grande público como se chegou ao famoso manifesto.

Após a estreia no 67° Festival de Cinema de Berlim, na série Berlinale Special, o filme de Raoul Peck poderá ser visto na Alemanha a partir do início de março. No Brasil, a estreia nos cinemas está prevista para meados de junho.



'Facebook ouve nossas conversas até com celular bloqueado'

February 18, 2017 10:07, by Blog do Arretadinho

'Facebook ouve nossas conversas até com celular bloqueado'. Seria invasão de privacidade?
Falo sobre isso há cerca de cinco anos, mas há muitos que ainda tremulam. É uma suspeita desde que percebi alguns aplicativos usando inteligência artificial por voz para direcionar publicidade. Será mesmo que o Facebook, supremo de redes sociais e publicidade digital, ouve nossas conversas pelo smartphone para direcionar publicidade e posts estratégicos? Ele nunca admitiu, mas minha pergunta é: você já testou?

Muitos usuários do Facebook relatam que surgem certas publicidades em sua timeline sem que eles nunca tenham digitado nada a respeito. A hipótese é que o Facebook usa o microfone do seu smartphone para captar todo o áudio do ambiente e identificar conversas sobre setores do mercado, empresas e pessoas. De posse dessas informações, a rede social passaria a nos mostrar anúncios relacionados ou pessoas e conteúdos correlatos. Já imaginou o que ele pode ouvir no seu quarto, na sua sala ou até no seu carro?

O que se sabe hoje é que o Facebook cruza os perfis das pessoas que se falam no WhatsApp, no Instagram e no Facebook Messenger. Ou seja, se você conversa com alguém no WhatsApp, mas não é amigo dessa pessoa no Facebook, é muito provável que o Facebook lhe apresente tal pessoa como sugestão de amizade. Da mesma forma, se você escreve algo sobre uma marca na sua timeline ou para um amigo via Inbox, também é provável que apareçam anúncios interligados.

Esse cruzamento de dados faz do Facebook um grande império de informações, sempre visando lucrar cada vez mais com publicidade segmentada. Hoje em dia, suspeita-se até que o Facebook varra nossa pasta de fotografias no celular em busca de pessoas e cenários, tudo para dar pistas sobre qual a melhor propaganda para exibir. Por isso, nosso smartphone é uma máquina poderosa.

Seria isso invasão de privacidade? O fato é que nós mesmos liberamos para Facebook, Instagram e WhatsApp o acesso a nossa câmera, álbum de fotografias e microfone. Mesmo que a rede social insista em negar o uso desmedido desse material, é curioso sentirmos que isso acontece na prática.

O que fazer, portanto, diante de todas essas suspeitas? Alguns diriam para fugir do Facebook, outros para aproveitar o poder de criar anúncios segmentados e certeiros que ele oferece. Há quem diga que não tem saída e que o melhor é relaxar. A questão que fica não é especificamente o caso do Facebook, mas, sim, o contínuo desconhecimento da população sobre esses avanços tecnológicos, que se capilarizam em nossas entranhas sociais, enquanto achamos que tudo não passa de uma grande coincidência. No mundo da tecnologia, quem tem conhecimento e atitude para aprender e executar vira rei. Assim, ou você é plateia ou está no palco das inovações.

Por W. Gabriel, mestre em marketing, professor e consultor de marketing em mídias digitais

Fonte: o povo



Youtubers elogiam Ensino Médio por R$ 65 mil

February 18, 2017 9:55, by Blog do Arretadinho

Governo Temer paga R$ 65 mil para youtubers elogiarem reforma do Ensino Médio
Governo contrata youtubers por R$ 65 mil para elogiar reforma do Ensino Médio. Apesar de parecer espontâneo, o filme é uma publicidade disfarçada do Ministério da Educação

O governo de Michel Temer contratou dois youtubers por R$ 65 mil para gravar um vídeo com visões positivas sobre a reforma do Ensino Médio, que foi sancionada ontem (16) por Temer.

Apesar de parecer espontâneo, o filme é uma publicidade disfarçada do Ministério da Educação. De acordo com a Folha de S. Paulo, não há indicações no vídeo de que o material é um conteúdo pago.
O vídeo foi publicado no final de outubro do ano passado pelo canal Você Sabia, que conta com 7,1 milhões de assinantes no Youtube e é comandado por dois jovens, Lukas Marques e Daniel Molo.

“Com esse vídeo você aí deve estar dando pulo de alegria. Se eu tivesse que fazer o ensino médio e soubesse dessa mudança eu ficaria muito feliz“, diz um dos apresentadores. Também são destacados aspectos da reforma como a possibilidade do estudante escolher áreas de conhecimento para se aprofundar.

Ainda segundo a Folha, outros dois canais foram sondados pelo governo, mas recusaram a proposta. Molo diz que o vídeo foi uma encomenda de sua produtora. “A gente já ia fazer um vídeo sobre o novo ensino médio. Como recebemos a proposta, decidimos aceitar”

O MEC disse que canais de youtube integram a estratégia de comunicação, e que o pagamento foi feito dentro da legalidade, através de uma agência escolhida por licitação. Entre outubro e janeiro, o ministério gastou R$ 13 milhões em publicidade, um aumento de 51% em relação ao período anterior.

do Jornal GGN e Pragmatismo Político



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