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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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13º de servidores do GDF atrasa de novo e vira piada

October 10, 2016 20:48, by Blog do Arretadinho

WHATSAPP/REPRODUÇÃO
Pelo terceiro mês consecutivo, o Executivo não pagou em dia o benefício dos aniversariantes. Assunto foi motivo de brincadeira em grupos do WhatsApp
Pelo terceiro mês consecutivo, o Governo do Distrito Federal atrasou o pagamento do 13º salário para servidores. O dinheiro deveria ter sido creditado na última sexta-feira (7/10), quinto dia útil do mês, para quem fez aniversário em setembro.

O assunto virou piada em grupos de WhatsApp de servidores. Nesta segunda (10), circulou uma mensagem que dizia: “13º já tá na folha”. Logo abaixo, vinha a foto de uma folha de árvore sobre a qual havia o desenho dos números “um” e “três”.

Brincadeiras à parte, as categorias profissionais estão revoltadas com a repetição do atraso. O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), por exemplo, publicou nota na sexta (7). “Nos dois meses anteriores, o governo só depositou o benefício na noite do dia 13, ficando disponível no dia 14. Contudo, desta vez não houve sequer uma previsão de data para o pagamento.”

No GDF, o 13° é pago no mês seguinte ao do aniversário do servidor. Mensalmente, o Executivo local gasta R$ 75 milhões com o benefício. Em setembro, o pagamento só foi efetuado no dia 13. Em agosto, o atraso foi de sete dias.

Às 19h50 desta segunda (10), o Palácio do Buriti informou à reportagem que o 13º dos aniversariantes será depositado até a próxima sexta (14). Segundo o governo, a Secretaria de Fazenda ainda está consolidando o valor total do gasto com essa despesa. Em setembro, ao menos 10 mil pessoas foram prejudicadas.

Insatisfação
A demora no recebimento do benefício aumenta ainda mais a insatisfação do funcionalismo público do DF. Servidores têm se mobilizado para pressionar o governo a pagar a terceira parcela do reajuste concedido ainda na gestão Agnelo Queiroz (PT). Os percentuais, que deveriam ter sido incorporados aos vencimentos ainda em 2015, até agora não foram aplicados nos contracheques.

Na última sexta-feira (7), os servidores subiram o tom contra o GDF e promoveram uma paralisação geral. No dia 26, sindicatos promoverão nova assembleia para discutir os rumos do movimento, que pode culminar em uma greve geral. Algumas categorias já cruzaram os braços. É o caso dos agentes penitenciários, que suspenderam as atividades nesta segunda-feira (10).

fonte Portal Metrópoles



Que tipo de governo paga um banquete para aprovar uma PEC de gastos públicos?

October 10, 2016 20:37, by Blog do Arretadinho

Boca livre para aprovar teto de gastos públicos
Não há problema de comunicação capaz de ser resolvido pelo governo Temer.
Por Kiko Nogueira no DCM

Ele não é apenas ilegítimo, mas absolutamente incapaz de ver as contradições em que recai constantemente, sobretudo pela incompetência e pelo fato de que, como chegou ao poder através de um golpe, não é necessário dar satisfação de nada.

Que sentido há em organizar um banquete com dinheiro público para tentar garantir a aprovação de uma PEC que limita os gastos públicos?

Não havia um idiota para levantar essa questão quando algum outro idiota teve essa ideia? Quanto custou a “recepção”?

A assessoria se recusa a abrir, obviamente. Mas façamos uma conta de padaria (com todo o respeito aos padeiros).

Eram cerca de 500 convidados no Palácio do Alvorada. Os deputados foram com seus “familiares”.

O cardápio incluiu carne com risoto de funghi, salmão, salada e massa. Mais o vinho — em torno de 80 reais a garrafa, segundo um ex-funcionário do cerimonial.

Dois economistas, José Márcio Camargo, da PUC-RJ, e Armando Castellar, da FGV-RJ, fizeram exposições com power point.

Acrescentemos a passagem dos dois, acompanhados, o hotel, e o aluguel do equipamento para o show dallagnolesco.

Por baixo — por baixo —, a coisa saiu em torno de 100 mil reais. E não estou computando o vallet, por exemplo.

A boca livre teve selfie com Marcela Temer e discurso do marido. “Todos nós precisamos revelar que nós temos responsabilidade, porque todos nós estamos cortando na carne”, disse ele, enquanto os apaniguados metiam a faca no peixe.

Os parlamentares estavam “dando o exemplo” de estar em Brasília num domingo à noite, “algo que geralmente não costuma ocorrer”, apontou. Como se aquilo fosse algum sacrifício cívico e não uma mordomia a mais.

No dia seguinte, Temer viria com uma chantagem explícita. Em entrevista à rádio Estadão, ameaçou com aumento de impostos se a proposta não passasse. “Nós estamos fazendo tudo, você percebe, para não falar em recriar a CPMF”, afirmou.

Ao final da festança, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, arrematou: “O Judiciário brasileiro tem a absoluta noção da responsabilidade histórica desse momento que vivemos”.

Embora o Brasil já tenha virado uma piada, esse bando será sempre capaz de nos surpreender.



Categoria comemora o Dia do Professor ao som de Paula Toller

October 10, 2016 20:26, by Blog do Arretadinho


Vários professores(as) e orientadores(as) educacionais celebraram o Dia do Professor com uma grande festa. Ao som de Paula Toller, a categoria presente na já tradicional Festa do Professor, realizada no Net Live Brasília, cantou e dançou com os sucessos da cantora, que ganhou projeção como vocalista da banda Kid Abelha. Também se apresentaram a dupla sertaneja Bonni e Belluco e os DJs Black Roque, Groover e Thaís Katze, que animaram a categoria até a madrugada na tenda eletrônica.


Apesar do clima de alegria e congraçamento, o sentimento era de muita luta contra toda tentativa de retrocesso que a educação e os educadores têm sofrido no Brasil. “O momento é de muita luta, mas também de comemorar o nosso dia. 

Por Luis Ricardo em sinprodf.org.br

Apesar de estarmos vivendo um momento muito difícil, a categoria tem muito que comemorar porque é uma categoria guerreira, que não foge à luta. É uma data para reforçarmos este espírito de luta e de coletividade que vamos precisar para enfrentar este momento. Esta festa é também uma forma de mobilização”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Thaís Romanelli.

Após embalar a categoria com vários sucessos da carreira a cantora disse que ficou muito feliz por ter sido convidada para fazer a Festa dos Professores, em comemoração ao Dia do Mestre. “Tive alguns professores que marcaram toda a minha vida e foram tão importantes como meus pais, meus avós. O magistério é uma profissão nobre. O professor deve ser valorizado. Qualquer país desenvolvido tem nos professores um valor muito grande. Acho que tudo que fizermos no Brasil para valorizar esta categoria é maravilhoso e aí sim, teremos um belo futuro pela frente”, ressalta Toller.



Não me encha os pacová

October 9, 2016 23:56, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas Fotografia®
Foto Joaquim Dantas Fotografia®
Não me encha os pacová
Joaquim Dantas

Fico por aí
vendo passarinho
avuando
e me escandalizo
com tanta gente 
doida
que diz 
que eu disse
coisas
que eu, sequer, pensei.
O poeta anda devagar
porque já teve pressa,
mas eu ando
de saco cheio
dessa gente
que inventa ser
quem nunca foi,
que não é grande
nem pequena
e que
em versos 
tenta e não consegue
ao menos
ser obscena.
Bora descomplicar
a vida
e viver
que nem passarinho:
voando quando quer voar,
comendo quando quer comer,
passarinhando quando quer passarinhar
e ser
somente
e nada mais
nem nada menos
o que a gente é...
Foto Joaquim Dantas Fotografia®
@joaquimdantasdf



O ultimatum de Putin aos EUA

October 9, 2016 10:53, by Blog do Arretadinho

Rússia exige, além de desculpas, que EUA mudem toda sua política 
Depois do decreto do presidente Vladimir Putin, pelo qual a Rússia suspendeu a implementação do acordo com os EUA sobre o descarte de plutônio enriquecido para ser usado em armas, e depois de Putin enviar à Duma o correspondente projeto de lei, veículos das mídia-empresas puseram-se a questionar se o movimento estaria relacionado à ruptura da cooperação na Síria. 

A segunda pergunta era a razão pela qual a Rússia, sabendo que os EUA já não estavam cumprindo a parte deles do acordo, só reagiu vários anos depois. 

Alguns peritos nucleares dizem que o acordo beneficiava a Rússia. É possível; não sou especialista e não sei dizer se estariam sendo objetivos. Além disso, o que é lucrativo para a indústria nuclear pode ser prejudicial para a segurança. 

Embora acredite que a Rússia não tem problemas especiais de segurança, o país tem suficiente poder nuclear para aplicar golpe mortal aos EUA, e Washington já admitiu isso. Há suficiente material para fabricar novas ogivas. No caso de ataque mútuo simultâneo, de nada serviria produzir outra fornada de ogivas, à parte a evidência de que seria impossível. O problema seria preservar o que tenha restado da civilização depois de o planeta ser devolvido fisicamente à Idade da Pedra. 

Quanto à questão síria, não é a primeira vez que os EUA assinam acordos e, em seguida, os quebram. A resposta da Rússia não podia claramente ser comparada a os EUA recusarem-se a manter a cooperação. 

Embora Putin tenha retirado a Rússia do acordo de reprocessamento, ele anunciou que a associação poderia ser reiniciada, se atendidas algumas condições, dentre as quais o cancelamento de todas as sanções contra a Rússia; Moscou ser compensada por perdas resultantes não só daquelas sanções, mas também das contrassanções russas; o cancelamento da Lei Magnitsky; a redução da presença militar americana em países da OTAN próximos da fronteira da Rússia; e o fim da política de confrontação com Moscou.  

As exigências de Putin só podem ser definidas como um ultimato. 

Coisa semelhante só aconteceu uma vez, em 1861, quando a Grã-Bretanha apresentou um ultimato a Washington em relação ao Trent Affair, durante a Guerra Civil Americana. Naquele momento, embora enfrentasse severas dificuldades, os EUA só atenderam parcialmente às demandas britânicas, embora nada houvesse nelas de humilhante. Os EUA haviam violado o Direito Internacional ao prenderem pessoas em navios (britânicos) neutros, agredindo a soberania da Grã-Bretanha, quase provocando uma guerra. Depois de desautorizar o capitão e libertar as pessoas presas, os EUA recusaram-se a pedir desculpas. 

Agora Putin exige não só pedido de desculpas e a libertação de um par de prisioneiros, mas, como se isso não fosse muito, e além de uma compensação, também uma mudança de toda a política dos EUA. É demanda insultante e sem praticidade alguma, de rendição incondicional, numa guerra híbrida que Washington ainda não considera irreparavelmente perdida. 

Antes, só a Grã-Bretanha exigira algo semelhante dos aos EUA, antes do fim da Revolução Americana, quando ainda era súdito rebelde. Nos últimos cem anos, ninguém jamais pôde sequer imaginar que falaria a Washington desse modo. 

Putin humilhou claramente intencionalmente os EUA: mostrou ao mundo que, sim, há quem possa falar e fale aos EUA, no mesmo tom com que os EUA falam ao resto do mundo. 

Putin estava reagindo a quê? Respondendo a quê? Será que algum dia supôs que os EUA cumpririam o acordo entre Kerry e Lavrov sobre a Síria? Estaria realmente gravemente desapontado? A Rússia sempre soube há vários anos que  Washington já não respeitava o Pacto do Plutônio, mas havia aí algum benefício para a própria indústria nuclear russa, que praticamente se tornou monopólio global; e o país pouco se importava com as limitações técnicas que impediam os EUA de se desfazerem do seu plutônio enriquecido para uso em armamento militar, como determinada o acordo. 

A resposta dura e quase imediata da Rússia surgiu depois de o Departamento de Estado dos EUA ter-se posto a dizer que a Rússia logo estaria despachando da Síria sacos de cadáveres russos, vendo explodir seus aviões e que as cidades russas começariam a ser atacadas por terroristas. 

Imediatamente depois dessa declaração, o Pentágono anunciou estado de prontidão para um ataque nuclear preventivo contra a Rússia. E o ministro russo das Relações Exteriores disse que Moscou sabe da intenção dos EUA de começar guerra aérea contra tropas sírias e contra os russos legalmente presentes na Síria. 

Que outras razões haverá para o ultimato de Putin? 

Há seis meses, foi realizado na Rússia um Exercício de Defesa Civil, treinamento para defesa aérea e das Forças de Mísseis Estratégicos para repelir ataque nuclear contra a Rússia, incluindo um lançamento sob ataque. Exercícios do Ministério Russo para Situações de Emergência (envolvendo até 40 milhões de civis) estão anunciados para os próximos dias, a fim de verificar a prontidão dos aparelhos de defesa civil em caso de ataque nuclear e informar a população das medidas que devem tomar em caso de emergência nuclear. 

Se colocarmos tudo isto junto, vemos que os EUA há muito tempo dedicam-se a tentar intimidar os russos com a ameaça do conflito nuclear. E Moscou sempre fez saber que estava pronta e não recuaria. 

Agora, os falcões de Washington decidiram elevar a aposta durante os últimos meses da presidência Obama, incertos quanto à vitória de Clinton. Chegaram a ponto extremamente perigoso, quando o conflito começa a desenvolver-se por suas próprias forças internas, independentemente. Nesta etapa, o Armagedon nuclear poderia ocorrer a qualquer momento, sobretudo se se considera a baixa qualificação técnica e a inadequação funcional do pessoal do Pentágono e da Casa Branca. 

Moscou tomou a iniciativa e elevou a aposta, transformando a própria natureza do conflito. 

Diferente dos EUA, Moscou não ameaça com guerra; dá, isso sim, uma resposta política e econômica duríssima, que, em vez de tornar realidade o sonho de Obama, ameaça arruinar a economia dos EUA, caso a "nação excepcional" comporte-se mal. 

A ação da Rússia minou gravemente o prestígio internacional dos EUA, mostrando que os norte-americanos podem ser derrotados com as próprias armas deles: assim como EUA batem, assim os EUA apanham. Se se mantém essa sequência de eventos, logo o Tribunal de Haia estará lotado com centenas de representantes das elites norte-americanas, não só ainda em vida de nossa geração, mas, sim, antes do final do primeiro mandato do próximo presidente dos EUA.

Os EUA que escolham: ou que façam o que ameaçam e disparam o primeiro tiro da guerra nuclear, ou que deem jeito de conviver com o fato de que já não há mundo unipolar, e agir conforme a realidade o dite. 

Não sabemos o que Washington escolherá. Há gente estúpida, ideologicamente motivada, em número suficiente no establishment político norte-americano, pronta a imolar-se num incêndio nuclear, levando consigo toda a humanidade, apenas porque se recusa a aceitar o fim da hegemonia dos EUA. 

Agora, eles terão de escolher, porque quanto mais Washington continuar a fingir que nada aconteceu, mais os seus vassalos (chamados de aliados, mas efetivamente subalternos) aprenderão a ignorar as ambições norte-americanas e desertarão rumo ao novo poder multipolar. 

Não só africanos, asiáticos e latino-americanos, mas também europeus vingar-se-ão do antigo poder hegemônico, por tantas humilhações passadas. E esses não são tão atenciosos quanto a Rússia de Putin. 

Finalmente, o ultimato de Putin foi resposta a todos que perguntavam, indignados, por que tanques russos não haviam capturado Kiev, Lvov - e Varsóvia e Paris - ainda em 2014, e especulavam sobre qual seria o plano de Putin. 

Escrevi então que se se está obrigado a confrontar o poder hegemônico, é indispensável ter certeza de que se poderá responder a qualquer coisa que ele faça. A economia, os militares, o governo, toda a sociedade tem de estar preparados. Se não se está preparado logo à primeira provocação, então é necessário tentar ganhar tempo e trabalhar muito. 

Mas agora, sim, está tudo pronto. As cartas estão sobre a mesa. Veremos como os EUA respondem. 

De qualquer modo, o quadro geopolítico nunca mais será o mesmo. O mundo já mudou. Rússia lançou a luva e os EUA até agora não tiveram coragem de apanhá-la.*****1

fonte Pravda.ru/Federação Russa
7/10/2016, Rostislav Ishchenko, (RIA Novosti, ru.), trad. ru.-ing. Julia Rakhmetova em Russia Insider



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