Mulheres Rodadas ridicularizam o machismo em bloco no Rio
February 10, 2016 20:39![]() |
| O bloco, criado no ano passado, foi notícia no New York Times, segundo uma das fundadoras Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil |
Da marchinha ao funk, foliãs feministas foram nesta quarta-feira (10) protagonistas do bloco Mulheres Rodadas, que saiu nesta Quarta-Feira de Cinzas, no Largo do Machado, zona sul do Rio de Janeiro.
Criado no carnaval do ano passado como reação a atitudes machistas nas redes sociais, o bloco cresceu e ganhou centenas de colaboradores e uma banda com mais de 100 músicos, formada majoritariamente por mulheres.
Da marchinha ao funk, foliãs feministas foram hoje (10) protagonistas do bloco Mulheres Rodadas, que saiu nesta Quarta-Feira de Cinzas, no Largo do Machado, zona sul do Rio de Janeiro. Criado no carnaval do ano passado como reação a atitudes machistas nas redes sociais, o bloco cresceu e ganhou centenas de colaboradores e uma banda com mais de 100 músicos, formada majoritariamente por mulheres.
Uma das fundadoras do bloco, Débora Thomé, se surpreendeu com a repercussão do bloco, que originalmente era apenas virtual, e acabou virando matéria de jornais internacionais, como o New York Times. “Vimos uma postagem de uma página chamada Jovens de Direita que dizia 'Não mereço mulher rodada". Criamos então um evento no Facebook, de brincadeira. No dia seguinte mais de mil pessoas haviam confirmado presença. O jeito foi sair com o bloco”, disse.
A música que inaugurou o cortejo foi "Geni e o zepelin", do compositor Chico Buarque. Mas a "Geni rodada", em vez de pedras, recebeu confetes e serpentinas na nova versão. A homenageada deste ano foi a atriz Leila Diniz, personificada foliã de pernas de pau Raquel Potí.
“Leila Diniz é um ícone da liberdade, coragem e da transgressão em relação aos costumes da mulher no Brasil e no mundo”, afirmou Raquel, que ."Esta foi a última fantasia que ela vestiu em vida em 1972, na Banda de Ipanema. A fantasia tem estrelas no peito e ela as tirava para amamentar a filha ainda bebê na época. É uma fantasia bem representativa”, ressaltou Raquel. Leila Diniz quase foi presa por desacato ao pudor, em plena ditadura, por amamentar a filha em público.
Autora de frases como “Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra”, Leila é um ícone ainda não superado disse uma das fundadoras do bloco, a jornalista Renata Rodrigues. Ela lamentou que o machismo continue limitando os direitos das mulheres, como apontou pesquisa recente do Instituto Data Popular, em que quase metade dos entrevistados disse que bloco de carnaval não é lugar para mulher “direita”.
“O que estamos fazendo é político, é subversivo. É uma brincadeira lúdica de ridicularizar o machismo, mas também é séria, pois os números estão aí, desigualdade de gênero, violência, desentendimento sobre os direitos das mulheres", exemplificou.
“Ano passado uma integrante do bloco levou um soco ao tentar defender uma menina que sofria assédio. Precisamos sair da Idade Média, se não der para chegar no século XXI, que pelo menos a gente consiga chegar no século XX”, disse ela. “Porque temos o direito de celebrar o nosso corpo, de ser sensuais na rua. E ninguém tem direito ao seu corpo, de te agredir física ou verbalmente”.
Renata destacou que o grupo tem o apoio da ONU Mulheres em ações relacionadas ao fim do assédio no carnaval e à garantia de direitos das mulheres, dentre elas o serviço telefônico 180 sobre direitos e serviços públicos para a população feminina.
A festa teve sósias de Fridas Kahlo, ciganas, pombas-gira, Carmens e dezenas de mulheres purpurinadas, floridas, com bambolês e pernas de pau, todas "rodadas", com palavras de ordem pela discriminalização do aborto e igualdade de gênero. Os homens "rodados" também participaram, como um dos batuqueiros do bloco, Alexandre Flores.
“Sou pai de uma menina e espero que ela cresça em um mundo menos machista ou, de preferência, sem machismo. Estou lutando também pela minha filha, porque o machismo não tem nada a ver”, disse. “Ano passado, eu só assisti e, este ano, pintou uma vaga na bateria e vim com o maior prazer”.
O cortejo foi até o Aterro do Flamengo, zona sul, com canções referentes ao universo feminino e à “rodação”, como “É hoje”, de Ludmilla, “Crazy in love”, de Beyoncé, “Eu também quero beijar”, de Pepeu Gomes e “Tieta”, de Caetano Veloso.
Da Agência Brasil
Da Agência Brasil
PCdoB-Minas: Prefeito de Chiador, Moisés Gumiere, é assassinado
February 10, 2016 17:42![]() |
| Moisés da Silva Gumieri era prefeito de Chiador, em Minas Gerais, e se filiou ao partido no ano passado |
O prefeito de Chiador, Moisés da Silva Gumieri (PCdoB-MG), foi assassinado na noite desta terça-feira (9) em um clube da cidade.
Segundo a polícia, o prefeito estava com seu filho de 9 anos quando foi atingido por cinco tiros efetuados por dois autores que o aguardavam na porta do clube.
Moisés da Silva Gumieri tinha 36 anos e se filiou ao PCdoB no ano passado. Ainda segundo a polícia, os suspeitos fugiram em uma motocicleta, mas precisaram abandonar o veículo e continuaram a pé.
Informações nas redes sociais dão conta de que um dos assassinos deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento na região após cair da moto usada para fugir do local do crime. A polícia investiga.
Equipes da PM procuram os assassinos, que estariam em uma mata fechada, entre as cidades de Chiador e Santana do Deserto. Até a manhã desta quarta-feira (10), ninguém tinha sido localizado.
O deputado federal e presidente do PCdoB-Minas, Wadson Ribeiro, emitiu uma nota nesta quarta-feira (10) em sua página no Facebook, lamentando o ocorrido.
Leia a nota abaixo:
“É com grande pesar que, em nome do PCdoB-Minas, manifesto a irrestrita solidariedade dos comunistas mineiros à família do prefeito da cidade de Chiador, Moisés da Silva Gumieri, assassinado na noite da última terça-feira (9).
Em dezembro do ano passado, o prefeito Moisés oficializou seu ingresso às fileiras partidárias do PCdoB. A trajetória política de Moisés em defesa da população de Chiador honra as nossas históricas bandeiras de luta por um mundo melhor.
O PCdoB-Minas se une neste momento de grande tristeza para exigir a apuração de todos os fatos que culminaram neste de inexplicável ato de violência. Camarada Moisés presente!”
Com informações de agências
Ministros discutem novas tecnologias de combate ao Zika
February 10, 2016 17:17O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, reuniu-se no início da tarde desta quarta-feira (10) com os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, para discutir novas tecnologias de combate ao vírus Zika.
Segundo a Casa Civil, os ministros também debateram o alinhamento de ações conjuntas com institutos americanos de pesquisa para o desenvolvimento de uma vacina.
Na semana passada, Castro disse que técnicos do Centro de Controle e Combate a Doenças dos Estados Unidos chegarão ao Brasil no dia 11 de fevereiro para definir um cronograma para o combate ao vírus Zika.
A cooperação entre os dois países foi acertada entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O ministro da Saúde brasileiro e a secretária de Saúde americana, Sylvia Burbell, também estão em contato.
Mobilização nacional
No próximo sábado (13), uma mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti convocada por Dilma vai levar cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica às ruas. Os militares irão distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito. O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.
A meta é visitar três milhões de residências. A mobilização vai abranger 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, e as capitais do país.
da Agência Brasil
Volta para casa é tranquila em Fortaleza
February 10, 2016 16:12![]() |
| No aeroporto de Fortaleza o movimento é tranquilo nesta quarta-feira Edwirges Nogueira / Agência Brasil |
O movimento no Aeroporto Internacional Pinto Martins e na Rodoviária Engenheiro João Thomé, em Fortaleza, é intenso nesta Quarta-Feira de Cinzas (10), mas a volta para casa de quem veio passar o carnaval no Ceará ocorre sem transtornos.
No fim desta manhã, o fluxo de carros na plataforma de embarque do aeroporto de Fortaleza era organizado por um agente de trânsito e os veículos transitavam normalmente.
Do lado de dentro, as filas para check-ins estavam tranquilas. A bancária Camila Simão e o marido Bruno Antônio voltavam para Barbacena (MG). “Esta é a primeira vez que visitamos Fortaleza. Chegamos e estamos voltando de avião, e o voo está no horário.”
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), dos 43 voos que chegam e saem do Aeroporto Pinto Martins, três foram cancelados e um estava atrasado até as 14 horas (horário de Brasília).
Na Rodoviária de Fortaleza, havia muitos táxis na entrada. No embarque, a fila andava rapidamente. “Cheguei e estou voltando de ônibus. Tudo está certo e dentro da hora”, disse o soldador Jesse da Silva, que saiu de Maceió (AL) passar o carnaval em Fortaleza.
Nas estradas federais, que passam pelo Ceará, o movimento começou a ficar intenso no começo desta tarde. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há um pequeno congestionamento na BR-222, próximo à cidade de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A PRF divulga amanhã (11) um balanço da Operação Carnaval.
da Agência Brasil
Justiça nega recurso de Azeredo contra condenação a 20 anos de prisão
February 10, 2016 16:01A Justiça de Minas Gerais negou recurso apresentado pela defesa do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, contra condenação a 20 anos e dez meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
A decisão foi proferida no dia 2 de fevereiro pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, na ação penal que ficou conhecida como mensalão mineiro.
No recurso, a defesa do ex-parlamentar alegou que houve omissões na sentença anunciada em dezembro do ano passado. A suposta omissão é em relação às declarações de testemunhas que inocentavam Azeredo.
Ao analisar os argumentos dos advogados, a juíza entendeu que o magistrado não é obrigado a mencionar todas as provas produzidas, mas somente as necessárias a seu convencimento. Além disso, a ela entendeu que não há obscuridade ou contradição na sentença.
Azeredo foi condenado por crimes cometidos na campanha eleitoral por sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Ele respondeu pelos crimes de peculato, ou seja, desvio de bens por servidor praticado contra a administração pública, e de lavagem de dinheiro. Ele pode recorrer da sentença em liberdade.
da Agência Brasil


