A MENSAGEM NA QUEDA DE PARENTE
June 1, 2018 19:53
por Ricardo Cappelli
Quem derrubou o presidente da Petrobras?
Pedro Parente é um tucano histórico. É da turma dos “alquimistas”, profetas neoliberais que continuam professando uma fé já abandonada até mesmo pelo Banco Mundial.
Sua queda embute uma mensagem objetiva. O neoliberalismo tardio e anacrônico do PSDB não passa nas urnas. É uma política antinacional, antipovo, serviçal de interesses estranhos ao povo brasileiro. O “executivo competente” levou Temer ao isolamento. Sua queda era a consequência natural.
A política de preços da Petrobras desagradou setores importantes da economia. Transportadoras, caminhoneiros autônomos e o agronegócio se levantaram, para citar apenas os atores mais visíveis.
A irresponsabilidade de vincular o preço dos combustíveis à variação internacional do preço do barril e do câmbio desorganizou setores inteiros da economia. A esperada previsibilidade, regra do mercado, foi para o espaço. No meio da crise, o anúncio de mais um aumento da gasolina foi a gota d’água.
A esquerda festeja a derrubada. Não deixa de ser uma boa notícia, estamos carentes delas. A paralisação dos petroleiros foi um ingrediente a mais na crise. Olhando friamente o que ocorreu, há mais recados do que motivos para festas.
A greve não foi comandada pelas centrais sindicais ou pelos partidos de esquerda. É forçar a barra dizer que expressa uma virada na conjuntura.
O movimento começou como um locaute. Entre seus líderes, Emílio Dalçóquio, dono de 600 caminhões ligado a Bolsonaro. É fato que foi um movimento heterogêneo, os caminhoneiros têm características diversas, origens e realidades distintas. Apesar da infiltração de setores fascistas, seria um exagero também afirmar que a resultante empurra o país para extrema direita.
A reflexão principal está na análise dos setores econômicos e sociais que deram sustentação ao movimento, o que os motivou, que interesses forjaram a unidade?
Ficou claro que o neoliberalismo clássico representado por Alckmin não encontra eco na sociedade brasileira. O agronegócio, que já foi Lula, rechaçou a política do PSDB para Petrobras. Uma parte flerta com Bolsonaro. Vão todos com o fascista?
O poderoso setor de transporte de cargas teve a mesma posição. Vai com quem nas eleições?
O Datafolha foi categórico. O apoio ao movimento foi de 87%. Quando veio a conta do acordo proposto pelo governo, os mesmos 87% se posicionaram contra cortes no orçamento e contra o aumento de impostos.
Outro tapa na cara da agenda fiscalista tucana. A sabedoria popular foi clara. Só há uma saída para aumentar gastos sem aumentar impostos ou fazer cortes nas políticas públicas: o Brasil voltar a crescer.
Por que setores que rejeitam a agenda neoliberal perderam a referência na esquerda? Como apresentar um projeto nacional de desenvolvimento que seja capaz de atraí-los novamente?
Na incapacidade de um candidato de centro direita neoliberal representar estes interesses, eles podem migrar para o nacionalismo fascista do “Capitão”?
A queda de Parente expressa a falência da agenda Tucana, mas não necessariamente o triunfo da pauta progressista. Esse raciocínio mecânico é uma ilusão.
A Copa do Mundo está chegando. A esquerda voltar a disputar a bandeira nacional, se vestir de verde e amarelo, seria uma demonstração de que está compreendendo corretamente o que está em curso no país. Não precisa abandonar o vermelho. É só deixar claro que a bandeira nacional é nossa e não vamos abrir mão dela.
Homem pede divórcio 15 minutos após casar
June 1, 2018 19:12Por se sentir humilhado pelo genro, homem pede divórcio 15 minutos após casar
Quinze minutos. Essa foi a duração de um casamento, que foi desfeito em Dubai, nos Emirados Árabes, depois de um desentendimento entre o noivo e o sogro. O motivo foi a suposta pressa do pai da noiva em receber o dinheiro do dote, estipulado em 23 mil euros (cerca de R$ 100 mil).
Ansioso, ele teria pressionado o genro antes e depois da cerimônia, realizado no Fórum de Sharia. Conforme o Daily Mail, o noivo pagou 50 mil dirhams, metade do valor acertado antes da assinatura do documento civil. E pagaria o restante, segundo combinado, quando saíssem. O pai da noiva quis receber logo após a assinatura.
Como o pai insistia para que alguém da família recolhesse o restante do pagamento no carro, e trouxesse para o fórum, o noivo sentiu-se insultado e humilhado e acabou por pedir o divorcio de imediato.
De acordo com o jornal britânico, um outro casamento foi desfeito ainda mais rapidamente no país, segundos após ter sido assinado, em 2012. O motivo teria sido o fato de o pai da noiva ter insistido para que ela mantivesse o emprego.
Fonte: www.noticiasaominuto.com.br
"A revolução será transexualizada": conheça JuPat uma rapper trans
June 1, 2018 18:42![]() |
| A rapper JuPat está em processo de transição há cerca de seis anos e relata os preconceitos contra as pessoas trans / Anna Júlia Santos |
"A revolução será transexualizada": conheça JuPat uma rapper trans
Processo de mudança de gênero e a luta para se mostrar como mulher para o mundo são os temas do álbum de estreia
por Juca Guimarães no Brasil de Fato
O rap é o ritmo musical mais indicado para manifestações ideológicas e confronto de discursos conservadores. Libertário, o hip-hop foi a linguagem que a rapper JuPat, de 34 anos, encontrou para se expressar em relação a sua mudança de gênero ocorrida nos últimos seis anos, coincidindo também com o fim um relacionamento hétero que durou dez anos. O resultado é o álbum "Toda Mulher Nasce Chovendo", lançado nesta sexta-feira (1º de junho), dia em que acontece a 1ª Marcha do Orgulho Trans, em São Paulo.
JuPat nasceu em Ribeirão Preto e mora em Piracicaba. Ela conta que começou a ouvir rap aos 13 anos, como todo garoto que gostava de skate e saia de rolê com os amigos. A transição de gênero foi acontecendo em diversas camadas e ritmos diferentes.
"Fui aos poucos transformando minhas roupas e meu corpo, bem gradualmente, num processo lento, me sentindo mais livre em relação à expressão de gênero, à medida que ia afirmando minha identidade. depois fui trabalhando essa transição com outras pessoas próximas, amigos, família. Até que no começo do ano passado veio um movimento mais forte de efetivamente me posicionar como mulher", diz.
O posicionamento corajoso de se revelar como realmente sente abriu caminho para a processo de criação do álbum. Antes ela fazia alguns raps, estava atenta aos lançamentos e evolução do ritmo. No entanto, a necessidade também de se expressar foi ficando mais forte.
"O rap foi minha muleta, foi a forma que eu encontrei de extravasar toda a existência que estava transbordando e que precisava ir para algum lugar", diz.
Nessa mudança toda, a rapper encontrou apoio da ex-companheira Denise, que a acompanhou o passo a passo do processo. A família de JuPat também foi compreensiva de certo modo. "Com a família foi mais delicado. Parte compreendeu e hoje apoia. Outra parte, tem mais dificuldade e ainda está processando e trabalhando no seu ritmo. Tenho consciência que não passei pela realidade enfrentada pela maioria da população trans, que é o completo abandono por parte da família", diz.
Vivendo no país onde mais se mata trans, a rapper JuPat tem consciência que, mesmo com as músicas mais intimistas e pessoais, está falando sobre questões que refletem uma árdua luta por reconhecimento de amplos direitos para uma parte significativa do país. Como mulher, ela também luta contra o machismo.
"É uma luta diária por existir. Mas não me vejo em outro caminho que não seja este. Existir da forma mais plena, livre e fiel a si mesma", diz.
A rapper já lançou u vídeoclipe da música "Transe". O álbum tem 13 faixas, que misturam vários estilos e influências, como "introbiografia", "Maré Alta", "A terra quer meu corpo", "Corpo Inabitável", e "O Circo".
Segundo dados de ONG europeia Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais no mundo. Entre 2008 e 2016, 868 travestis e transexuais foram assassinados.
Governo França restringe passe livre estudantil nas regiões metropolitanas
June 1, 2018 16:13![]() |
| Print da página da EMTU onde aparecia orientação aos estudantes sobre restrição do passe livre |
Governo França restringe passe livre estudantil nas regiões metropolitanas
Beneficiários só vão poder utilizar os créditos no mesmo período do dia em que ocorrem as aulas
por Rodgomes (RBA)
São Paulo – A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que opera o sistema de ônibus intermunicipal nas regiões metropolitanas do estado de São Paulo, impôs uma nova restrição ao uso do passe livre estudantil para este ano. A partir da próxima revalidação, que se encerra em outubro, os estudantes só poderão utilizar os créditos no mesmo período em que ocorrem as aulas.
Assim, quem estuda de manhã, só pode usar o passe livre até meio dia, por exemplo. A mudança foi mal recebida pelos movimentos estudantis, que a consideram mais um ataque contra as conquistas dos últimos anos.
“O Passe Livre já sofreu diversas mudanças desde que foi instituído. Essa é uma medida nova e prejudicial aos estudantes. Passe livre não é só para estudar, é para o estudante construir sua formação. E isso inclui ir a museus, espaços culturais, parques. Também temos o estágio que muitas vezes é não remunerado e o passe livre seria um apoio importante nesse momento”, explicou a presidenta da União Estadual dos Estudantes (UEE), Nayara Souza.
Ela disse que a organização encaminhou um pedido de esclarecimento à EMTU sobre as mudanças. “Nossa concepção é que o passe livre é uma política ampla. Mas muitas mudanças ocorridas nos últimos anos foram tornando o benefício cada vez mais restrito. Na prática está se tornando um benefício apenas para ir e voltar da escola”, afirmou.
A EMTU retirou de sua página na internet o aviso aos estudantes. A medida não consta de nenhuma resolução publicada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos. A RBA procurou a secretaria, mas não teve retorno.
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), instituiu o passe livre no final de 2014. Já o passe livre do transporte metropolitano foi sancionado pelo ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), em fevereiro de 2015.
A proposta foi dirigida a estudantes de escolas públicas e aos que possuem renda até 1,5 salário mínimo nas escolas particulares. Também vale para beneficiários do ProUni, Fies e programa bolsa universidade e estudantes das Escolas Técnicas Estaduais (Etec) e Faculdades de Tecnologia (Fatec).
No início, o estudante podia realizar duas viagens diárias, como bem entendesse. Com o tempo, tanto a prefeitura quanto o governo estadual foram inserindo restrições nos benefícios. No município, o passe livre beneficia cerca de 500 mil estudantes. Já no estado são cerca de 700 mil.
GDF dispensa a categoria e agora ameaça cortar o ponto
May 31, 2018 19:18| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
O governador Rollemberg (PSB) ameaça os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais de corte de ponto caso não se submetam à Circular nº 35/2018, emitida pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP). O documento, expedido nesta quarta-feira (30), orienta o lançamento de falta para aqueles(as) que não indicarem a reposição para o período em que o governador decretou a suspensão das aulas na rede pública de ensino (25 e 28 de maio).
Segundo a Circular, as escolas que não apresentarem as datas de reposições indicadas pela Circular nº 51/2018, da Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (SUPLAV), deverão assinalar falta na folha de pontos destes funcionários. O documento foi emitido logo após o governador anunciar o ponto facultativo para os servidores públicos do GDF, ponto este que não estava previsto originalmente no plano anual de feriados, recessos e pontos facultativos do governo.
O GDF e toda a imprensa local noticiaram nesta tarde que Brasília estava com 92% dos postos de combustível sem abastecimento. Mesmo assim, são os professores que serão punidos caso não se submetam às decisões do governador Rollemberg (PSB). A forma truculenta e sem diálogo utilizada pelo governador do Distrito Federal é a mesma forma desastrosa como Temer tem conduzido as decisões sobre o preço dos combustíveis, ponto que tem prejudicado milhares de brasileiros.
O Sinpro já havia entrado em contato com o governo desde as primeiras horas das suspensões das aulas para fazer as confirmações. Quando o governo decidiu que as aulas retornariam, o sindicato apresentou ponderações quanto à pertinência do retorno às aulas, já que o desabastecimento ainda era forte na capital federal. Mas o governo optou por manter a decisão de retorno das aulas no dia 29 de maio.
A diretoria colegiada do Sinpro repudia a forma desastrosa como o GDF conduz um momento extremamente delicado e a maneira como trata o magistério público e os estudantes. É importante salientar que ao editar o ponto facultativo, justificando para isto esvaziar o trânsito da cidade, o governador mostra que está usando os professores e os estudantes para poder resolver um problema que não é da educação pública do Distrito Federal.
por Luis Ricardo em http://www.sinprodf.org




