EMPRESA CRIA TÊNIS USANDO CHICLETE RECICLADO E OBTÊM RESULTADO INCRÍVEL
May 6, 2018 16:49
POR NATÁLIA PEREIRA EM CURIOSIDADES
Muitas pessoas pensam em ajudar o planeta e tentam desenvolver formas de se reciclar criando algo completamente único e incrível ao mesmo tempo. Mas, para ser bem sincero, poucos realmente fazem isso e conseguem atingir o seu objetivo. E, sem dúvida alguma, o Gumshoe alcançou o seu objetivo. Eles pretendiam solucionar um problema evidente nas ruas de Amsterdã e essa foi a maneira que encontraram para fazer isso.
O chiclete tem sido um grande problemas nas áreas urbanas e você provavelmente sabe do que é que estamos falando. Afinal, quem nunca teve problemas com eles na rua? Para aqueles que não sabem, o processo de decomposição do chiclete pode levar até 5 anos, o que acaba representando um grande problema quando pensamos em quantos deles então jogados por aí. O projeto surgiu como uma forma de conscientização, além de passar uma imagem mais limpa de Amsterdã.
O tênis feito de chiclete reciclado
O tênis, que recebeu o nome de Gumshoe, surgiu de uma parceria entre a fabricante de calçados Gumdrop - da Holanda, e a empresa de designer Explicit Wear. Além disso, a sua conceituação e divulgação tem sido feita pela agência Publicis One. A matéria prima utilizada para a sua fabricação, o chiclete, tem sido retirado das próprias ruas de Amsterdã, o que torna tudo ainda mais interessante. Elas possibilitam a formação do composto Gum-Tec,que é tem sido utilizado na sola do sapato.
Todos os detalhes do sapato tem sido feita com o maior cuidado e riquezas de detalhes possíveis. Para se ter uma ideia, como o projeto que deu origem ao tênis pretendia conscientizar as pessoas sobre o descarte inapropriado de chiclete e ainda dar uma nova visão para a cidade de Amsterdã, eles usaram a sola do sapato, que é feito de Gum-Tec, para ilustrar um mapa da cidade. Além disso, membros do projeto afirmam que cerca de 1,5 mil toneladas de goma acabam sendo jogadas nas ruas todos os anos. E que, para retirá-los, a cidade acaba tendo que gastar milhões de dólares em limpeza.
Sobre a produção
Como você podê ver, as ruas de Amsterdã são uma ótima fonte de matéria prima para esse tênis. Cada um dos sapatos produzidos leva 20% dos chicletes reciclados em sua composição, que ficam restritos a sua sola. Aparentemente, cerca de 1 kg de chiclete é o bastante para produzir quatro pares de sapatos. A diretora e designer do Gumdrop, Anna Bullus, diz que eles teriam descoberto que a goma é feita de borracha sintética e que, ao quebrar suas propriedade, poderiam produzir um novo tipo de borracha. Já existem duas versões do tênis, uma completamente rosa e outra nas cores preto e vermelho. Cada par custa cerca de 190 euros, aproximadamente U$ 232,00. Seu valor em reais pode chegar a R$ 800.
Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
Manoel Filho participa de debate em São Sebastião
May 6, 2018 10:55![]() |
| Professor Manoel Filho (esquerda) participa de debate em São Sebastião Foto arquivo pessoal |
Pré Candidato à Deputado Federal
EU SOU PORQUE NÓS SOMOS!
Debate em São Sebastião e lançamento da pré-candidatura de Léo Matheus, em Ceilândia
Neste sábado (5), dia em que comemoramos os 200 anos de nascimento de Karl Marx e Dia das Comunicações, lembrando Marechal Rondon, participamos de importantes eventos no Distrito Federal.
Uma deles foi o lançamento da pré-candidatura do camarada Leonardo Matheus, com uma deliciosa feijoada em sua casa em Ceilândia. O Léo, como carinhosamente o chamamos, tem o apoio da União da Juventude Socialista (UJS) e do movimento estudantil do DF. Temos certeza que ele irá representar muito bem nossos jovens na Câmara Distrital.
Em minha fala durante o ato que precedeu a feijoada, destaquei a importância de sua pré-candidatura, da luta dos jovens por um Brasil melhor, a luta pelos direitos que vêm sendo retirados pelo governo golpista e lembrei o genocídio da juventude, com as milhares de mortes sobretudo de jovens negros e da periferia.
No início da noite participei de um importante debate em reunião com a militância do PC do B de São Sebastião e Mangueiral, ocorrida na Casa de Paulo Freire, conduzida pelo camarada Elias, importante liderança local, que também é pré-candidato a deputado distrital.
Após uma avaliação do camarada Alan Bueno sobre o atual momento eleitoral com base em recente pesquisa de intenções de votos no DF, iniciou-se o debate. Ao fazer minha intervenção, destaquei a importância da unidade das forças democráticas e progressistas para fazer frente ao avanço da direita golpista e dos fascistas.
Neste domingo (6) pela manhã, a luta continua com panfletagem pelo Lula Livre na praça do Bicalho, em Taguatinga.
Carta aberta a Michel Temer
May 6, 2018 10:25![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Há algum tempo, depois de viver por mais de seis anos na Europa, decidi voltar a morar no Brasil, a pátria que amo e o país em que nasci, neta de sírio-libaneses, assim como o senhor.
Voltando a viver aqui, há alguns anos, fui descobrindo um Brasil mais inclusivo, com muitos problemas ainda, mas com milhões de pessoas deixando a fome e a miséria desumanas, com jovens negros tendo a chance de estudar em uma universidade pública, uma senhora que havia trabalhado na casa da minha mãe na minha infância e de quem eu gosto imensamente, comprando sua casa própria, as pessoas tendo mais sonhos e sendo atendidas com dignidade pelo programa Mais Médicos.
Celebrei a chegada das cotas universitárias porque acredito que temos uma dívida social histórica para com os jovens negros, celebrei programas sociais como o Bolsa Família, semelhantes a programas que vi na Itália e que dão dignidade a milhares de italianos muito pobres (sim, eles existem e são muitos), percebi, com alegria, a mudança que esses programas brasileiros significavam para os nossos irmãos mais pobres.
Mesmo que ainda tivéssemos injustiças abissais e uma mentalidade escravocrata e bastante segregadora por parte de muitas pessoas com quem eu convivi, o Brasil estava lentamente mudando, combatendo a desigualdade social e olhando sem medo para os seus filhos mais sofridos.
Como alguém que sonhava desde criança com um Brasil em que outras meninas tivessem as mesmas oportunidades que eu tive e que via um oceano de mudanças sociais pela primeira vez, eu acreditei que ninguém mais poderia nos deter, ninguém poderia nos impedir de avançar, e ninguém poderia nos conduzir de volta ao passado.
Eu estava errada.
Quando descobrimos o Pré Sal, eu estava em Roma por algumas semanas, entrevistando algumas mulheres para o livro que estava escrevendo, quando um amigo italiano com quem eu almoçava na Piazza di Spagna, me disse:
- Lucia, ninguém mais segura o Brasil, o gigante do Hemisfério Sul, um país que está combatendo a desigualdade social, rico em biodiversidade, em minério de ferro e agora também com petróleo! Ninguém pode deter o Brasil, o futuro pertence a vocês!
Ao ouvir as palavras de meu amigo romano, muito mais velho e mais experiente que eu, uma esperança imensa, daquelas que chegam devagarinho pelas bainhas da alma e logo inundam o corpo inteiro, foi semeada em meu coração.
Alguns anos anos depois daquela tarde em Roma, quando o senhor, Michel Temer, já havia executado ao lado de Eduardo Cunha, o Golpe que o levou ao poder, recebi uma mensagem de meu amigo italiano perguntando se era verdade que o Brasil iria abrir mão do Pré Sal e leiloar nossa reserva petrolífera para que empresas estrangeiras a explorassem.
Tomada por uma imensa tristeza, disse que era verdade, que o Brasil estava vendendo a preços irrisórios uma das maiores reservas de petróleo do mundo, que havíamos chegado a mais de um milhão e seiscentos mil barris de petróleo por dia e a produção continuava crescendo, mas que estávamos entregando tudo às multinacionais.
Ele parecia tão perplexo e tão triste quanto eu.
Os italianos, que sempre amaram o Brasil como um país que acolheu milhões de calabreses, sicilianos e napolitanos em suas terras, agora haviam aprendido também a respeitar o Brasil como uma futura potência energética.
A forma como os italianos viam o Brasil havia mudado nos últimos anos, com as mudanças sociais efetivas, com uma postura menos subserviente aos EUA e meu amigo, um experiente jornalista romano, não conseguia entender como o Brasil, depois do Golpe, podia ter retrocedido tanto em tão pouco tempo.
Conversamos sobre a tragédia que isso significava para as futuras gerações e me lembro, como se fosse hoje, do que ele me contou sobre a Noruega, país onde vivera por 8 anos.
'Lúcia, a Noruega foi sempre um dos mais pobres do continente, até que, nos anos 70, ela descobriu petróleo no Mar Negro. Os noruegueses administraram bem essa descoberta, rejeitando todas tentativas dos americanos de explorar as reservas norueguesas. O lucro que eles obtiveram com os nove bilhões de barris de petróleo foi investido em escolas, universidades e em oportunidades para os noruegueses mais pobres e hoje a Noruega tem uma das melhores qualidades de vida e o melhor IDH do mundo. A Noruega não nasceu como você a conhece hoje, era um lugar com imensos problemas sociais. A Noruega fez a coisa certa, mas a Nigéria, que entregou suas reservas para os EUA, mergulhou na mais profunda miséria'.
Jamais esquecerei daquela tarde em Roma porque foi o momento em que eu percebi de fato que o senhor e seus asseclas, um grupo de homens mesquinhos e denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro, haviam sequestrado o Brasil e que o resgate teria um preço altíssimo, seria um processo longo e poderia nos levar ao caos em que nos encontramos hoje.
Eu ainda não conhecia todos os aspectos de sua escorregadia personalidade e ainda não conhecia todos os crimes dos quais o senhor seria acusado meses depois. Corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça.
Mas já havia visto o suficiente de suas limitações e pequenas covardias, como não comparecer ao encerramento das Olimpíadas por medo de ser vaiado, e já havia ouvido o suficiente de suas mesóclises medievais e seus discursos machistas e vazios, para, como escritora, mulher e brasileira, sentir uma imensa vergonha do senhor.
Enquanto o senhor afirmava e que jamais havia praticado atos ilícitos, o empresário Joesley Batista afirmava, em sua delação que realizou entre 2010 e 2017, a pedido do senhor, pagamentos que chegavam a 3 milhões de reais em propinas. Outras denúncias vieram, mas o pior ainda estava por vir.
O senhor conseguiu aprovar um insano congelamento dos gastos públicos com Educação e Saúde por 20 anos, uma medida inédita no mundo, o senhor extinguiu programas como o Ciência Sem Fronteiras, o Farmácia Popular, que fazia uma diferença imensa na vida de muitos brasileiros, o senhor esquartejou a FUNAI, mudando com a ajuda do STF, o procedimento para a demarcação de terras indígenas, como se não bastasse todo o sofrimento imposto aos nossos irmãos indígenas ao longo da nossa histórias.
O senhor tirou mais de 300 mil famílias do Bolsa Família, um programa social elogiado pela ONU, para depois aumentar de forma ínfima o valor do benefício.
A Reforma Trabalhista, que, segundo o senhor geraria milhões de empregos, resultou em quase 13 milhões de desempregados, numa maior concentração de renda e em mais injustiça social.
Como se tudo isso não bastasse, o senhor tentou realizar o ataque mais cruel a Amazônia dos últimos 50 anos, tentou liberar uma região que abrange nove áreas protegidas, como o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, para a exploração e mineração privadas. Uma região preciosa não apenas pelos recursos minerais mas pelas imensas comunidades indígenas, formadas por humanos como nós, pelos quais o senhor parece não ter empatia.
O ataque foi impedido a tempo, mas sua biografia, que já vinha acumulando evidências de covardia, deslealdade e indigência moral, foi jogada para sempre no limbo da História.
O senhor conspirou contra uma presidente honesta, a quem jurou lealdade, e chegou a confessar, numa entrevista em rede nacional, que participou de um Golpe.
O senhor vive uma situação paradoxal e como um personagem de uma tragédia shakespeareana, descobriu que, mesmo tendo o poder em suas mãos, está profundamente só, refém de si mesmo e do rio de ódio que ajudou a irrigar, e não pode mais sair às ruas.
O senhor foi hostilizado ao tentar conversar com as mais de 150 famílias que moravam no edifício de propriedade da União, que por puro descaso e desumanidade, desabou no Centro de São Paulo na madrugada de terça-feira.
Não sabemos ainda quantas vidas humanas se perderam naquela noite, como o fogo começou, quando sofrimento poderia ter sido evitado e nem o que acontecerá com tantas crianças, idosos e mulheres que tiveram seus sonhos destruídos.
Mas sabemos algumas coisas. Sabemos que o senhor teve que deixar o local em poucos minutos sob gritos e xingamentos que entristecem um país inteiro.
A imagem daquele prédio em chamas é a metáfora de um Brasil em chamas, um país que está sendo incendiado, destruído da maneira mais triste e que hoje tentanos resgatar de todas as formas.
Enquanto o ódio e da intolerância se intensificam em um país que já foi famoso por sua cordialidade e seu respeito às diferenças, o senhor continua destruindo uma parte de nossa história a quem der mais. Destruindo direitos humanos e fundamentais e destruindo até mesmo uma estatal como a Embraer, uma empresa nascida na mesma região que eu, o Vale, no interior de São Paulo, e um das maiores do mundo na aviação.
Uma estatal fundada por um grande esforço da Aeronáutica brasileira (antes da Ditadura), do ITA e de grandes engenheiros da minha região, pessoas que eram amigas de meus pais e cujas histórias eu cresci ouvindo.
A Embraer recebeu inúmeros prêmios internacionais, criou empregos e sonhos para milhares de pessoas e foi a responsável por projetos como a fabricação do KC-390, o maior avião produzido na América Latina.
A decisão de um governo como o seu, sem legitimidade nenhuma, de manter uma ação que permite vetar a transferência do controle acionário da Embraer é vergonhosa e é uma imensa traição à soberania nacional.
Meus avós, senhor Temer, partiram do mesmo porto de Beirute do qual seu pai partiu e do qual partiram milhões de árabes em busca do Novo Mundo, fugindo da Grande Fome que assolou o Monte Líbano e parte da Síria depois I Guerra Mundial, da queda dos Otomanos e da decisão dos franceses e ingleses dividir os espólios do Oriente Médio.
Todos partiram do mesmo porto, acalentando os mesmos sonhos.
Mas o senhor tem muito pouco em comum com os corajosos imigrantes sírios - libaneses que um dia partiram de Beirute, sonhando em prosperar, e sonhando em construir um país. Ao contrário da grande maioria dos homens árabes que conheço, conhecidos no mundo por sua coragem, honra e lealdade aos seus princípios, o senhor chegou ao poder traindo uma presidente que não havia cometido crimes, e traindo projetos sociais aos quais o senhor havia jurado lealdade.
O escritor francês Michel de Montaigne tem um frase de que gosto muito para definir a covardia.
"A covardia é a mãe de todas as crueldades".
A covardia parece algo pequeno e sem consequências, mas acaba gerando imensas injustiças para todos.
A covardia e a traição não beneficiam a ninguém, nem mesmo ao traidor.
LÚCIA HELENA ISSA
Jornalista, escritora e ativista pela paz. Foi colaboradora da Folha de S.Paulo em Roma. Autora do livro "Quando amanhece na Sicília". Pós- graduada em Linguagem, Simbologia e Semiótica pela Universidade de Roma e embaixadora da Paz por uma organização internacional. Atualmente, vive entre o Rio de Janeiro e o Oriente Médio.
A direita brasileira e o complexo de 'onimpotência'
May 6, 2018 8:02
FASCISMO
A direita brasileira e o complexo de 'onimpotência'
A direita brasileira e o complexo de 'onimpotência'
Tiros contra acampamento de Lula mostra sinais de impotência dentro de um debate perdido
por Flavio Aguiar na RBA
No 1º de maio em Berlim houve manifestação pró-Lula-livre. Dentro da tradicional manifestação da central alemã, Deutschen Gewerkschaftsbundes, a DGB. Foi um sucesso. Muita curiosidade dentro do tema. Pessoas recolhendo a carta, por nós distribuída, da seção do IG Metall (Sindicato dos Metalúrgicos), de Wolfsburg, sede da Volkswagen, em solidariedade ao nosso ex-presidente. Barulho, gritaria: "Lula livre! Fora Temer! Marielle - presente! Anderson - presente!" e outras mais.
Uma amiga minha estava voltando para casa, levando a mãe, que também comparecera, uma senhora idosa, em cadeira de rodas, quando um incidente aconteceu.
Elas estavam na Potsdammer Platz, esperando o sinal para atravessar a rua. De repente minha amiga sentiu uma pancada nas costas, ali onde ela portava um cartaz com a foto de Lula e a inscrição "Lula livre". Ela pensou que fora um esbarrão. Voltou-se e deparou com um cidadão irado, com uma mulher ao lado, perguntando se ela sabia de quem se tratava. Pensando que ela fosse alemã, ou estrangeira de outra nacionalidade, ele falou em inglês.
Ela, que tem cidadania alemã, se identificou como brasileira, pois nasceu em nossa pátria, e também tem o passaporte. A fúria do cidadão cresceu. Disse um monte de impropérios para ela, que respondeu calmamente que ele podia colocar seus argumentos, e ela poria os dela. O cidadão ficou mais furioso ainda, e disse que por causa do Lula ele "deixara o Brasil". Ela repetiu a generosa oferta do diálogo, mas que caiu em ouvidos moucos. Nesta altura, a senhora dele começou a puxa-lo para trás, até que ambos se foram, e minha amiga, mais sua mãe cadeirante, puderam continuar seu caminho para casa.
O incidente me despertou uma série de reflexões, que já compartilhei com minha amiga e agora compartilho com @s leitor@s:
O cidadão, típico coxinha, perdeu a noção de limite. Você pode odiar o Lula, mas não agredir fisicamente alguém por causa disto.
Mais: ele agrediu, pelas costas, com um tapa, uma mulher, que levava uma senhora idosa cadeirante. Covardia. Misoginia. Direita brasileira…
Ele confundiu minha amiga com uma cidadã alemã. Agrediu-a assim mesmo.
Outra perda da noção de limite. Fosse minha amiga esquentada, ela teria chamado a polícia, e ele seria detido: agredindo mulher, com tapa, no meio da rua, ela começando a atravessa-la, e levando uma senhora idosa cadeirante. Vários agravos. Um processo complicado, no mínimo.
O episódio é muito significativo. O cidadão se acha sem argumentos, é óbvio. Sinal de impotência. Só lhe resta o argumento do tapa. Esteja onde estiver. Contra quem for. Sinal de onipotência. Resultado: o complexo de "onimpotência" que atualmente assola a direita brasileira. Este é um conceito de minha lavra, com pedido de perdão a Freud, Jung, Reich, Karen Horney, Lacan etc.
Querem outro sinal?
Assisti o vt do cara assassino disparando contra o acampamento pró-Lula em Curitiba. O que vejo? O cara se aproxima do acampamento. A seguir ele aparece. Recuando. Disparando, E dispara a correr, fugindo. A imagem é clara: ele dispara, mas foge, "onimpotência". Único argumento: a bala.
Não pensem que estou dizendo que esta canalha (incluindo o coxinha de Berlim) é fraca. Pelo contrário. O sentimento de "onimpotência" a torna mais perigosa. Felizmente a única "arma" que o irado brasileiro em Berlim levava era sua esposa, que acabou entrando pra turma do deixa disso e empurrando-o pra longe. Imagine se ele tivesse uma 9mm.
A síndrome dos golpistas, todos eles, do mais reles deputado da vergonha de abril de 2016, até o presidente (?) escorraçado das ruas de S. Paulo ao visitar os escombros do incêndio no Largo Paissandú, passando pelos procuradores e juízes de Curitiba, da PGR, do Congresso Nacional, da PF, é que eles não têm mais volta. Se a roda da fortuna gira, e eles se veem desapegados do poder, estão perdidos. Ou seja: vão se tornar mais agressivos, mais destrambelhados, mais sem sem noção de limites.
Como o cidadão que agride duas senhoras, uma delas cadeirante, num sinal de tráfego de Berlim.
Bom, ele falou uma única coisa sensata. Seja lá por que motivo for, saiu do Brasil. Espero que definitivamente.
A representação parlamentar tem que ser legítima
May 6, 2018 7:49![]() |
| Rapper MV Bill participou de debater no FestiPOA na manhã desta quinta (3) | Foto: Joana Berwanger/Sul21 |
MV Bill: ‘Quando não há representatividade, depositamos as esperanças em quem não vive os problemas’
Uma das principais atrações da 11ª FestiPoa Literária, o rapper e escritor MV Bill participou na manhã desta quinta-feira (3), no Salão de Atos da UFGRS, de um painel do rapper gaúcho Rafa Rafuagi. A pauta, porém, era a política, a necessidade de representatividade e de as centenas de jovens que lotaram o local, muitos deles ainda secundaristas vindos em excursões, ocuparem mais espaços e não deixarem para membros de outros setores da sociedade os representarem em governos e parlamentos.
Nascido Alex Pereira Barbosa no Rio de Janeiro, em 1974, MV Bill ganhou notoriedade nacional pelas suas letras calcadas em temas sociais no final dos anos 1990. Paralelamente, na década seguinte, desenvolveu uma carreira de escritor, sendo autor e co-autor de livros como “Cabeça de Porco” e “Falcão – Meninos do Tráfico” (oriundo de um documentário de mesmo nome), obras que muitos dos presentes na fila para autógrafos e fotos que se formou ao final do evento levaram para que ele assinasse.
Em uma rápida conversa após passar quase uma hora posando para fotos com fãs, MV Bill se disse feliz de participar de um debate em uma feira literária com uma plateia composta majoritariamente por jovens negros e negras e poder falar um pouco sobre a importância da participação política para essa nova geração. “Eu acho que é muito simbólico a gente estar aqui nesse teatro, dentro de uma feira literária, acho que a ocupação de espaços é uma forma de ultrapassar as barreiras que às vezes a música, o hip hop e a arte impõem, e partir para um outro campo, que é o campo do encontro com quem consome aquilo que a gente produz. Acho muito bom falar para uma geração que é quem vai começar a votar, falar para eles da importância do voto, mas também de se colocarem à disposição da política partidária, para que de alguma forma se auto-representem e a gente não precise mais de uma representação de fora”, disse MV Bill.
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| Fala de MV Bill atraiu excursões de alunos secundaristas | Foto: Joana Berwanger/Sul21 |
O músico e escritor defendeu que é preciso renovar os quadros políticos, mas que essa renovação precisa trazer novos grupos sociais para os parlamentos e governos, não apenas substituir velhos conhecidos dos eleitores por mais jovens, com os mesmos sobrenomes. “A gente já passou há muito tempo da fase de continuar depositando a esperança em quem reproduz esse modelo falido de política. A gente tem mais de 30 partidos no Brasil, parece muito e é muito em quantidade, mas se você for ver nos afazeres, é mais do mesmo. Quando a gente não tem representatividade para homossexuais, para lésbicas, para as pessoas pretas, para os brancos pobres, para os indígenas, a gente tem que depositar a nossa esperança em quem não vive o problema. Acho que o problema está muito mais próximo de ser solucionado se quem estiver assinando essa pasta for uma pessoa de baixo”, afirmou. “A gente quer outras pessoas. Se elas vão acertar, é uma grande incógnita, mas eu apostaria nisso”.
Perguntado sobre a razão para ainda haver uma grande falta de representatividade da população negra na política — apenas 22 dos 513 parlamentares eleitos para a Câmara em 2014 se declaravam negros, 4,3% do total, e outros 15,8% se declararam pardos –, o rapper considerou que uma das barreiras é que muitas pessoas não querem se envolver com a “sujeira” da política. “É um grande desafio botar mais pessoas do povo dentro da política, porque as pessoas que têm algum tipo de aptidão ou que têm vontade de fazer têm medo de com quem tem que se envolver. O sistema e a estrutura política são preparados para a corrupção, para o errado, para o governar somente para os mais ricos, e os pobres ficam cada vez mais esquecidos”, disse.
Questionado se ele próprio não pensava em participar da política, MV Bill disse que essa possibilidade, por enquanto, não está nos seus planos, pois prefere focar na mobilização social e em incentivar uma maior participação na política a partir da conscientização de que é só com isso que as condições de vida podem ser melhoradas.
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| Foto: Joana Berwanger/Sul21 |
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| Foto: Joana Berwanger/Sul21 |
fonte Sul 21












