JAIRO MENDONÇA É PRESENÇA GARANTIDA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL EM SALVADOR
March 14, 2018 19:55![]() |
| Professor Jairo Mendonça no FSM em Salvador Foto Jairo Mendonça |
A 13° edição do FSM (Fórum Social Mundial) iniciou na última terça-feira 13/03, com uma grande marcha no centro de Salvador e vai até o próximo sábado (17/03).
por Pensa DF
Com o lema "Resistir é Criar, Resistir é Transformar", o fórum apresenta uma vasta programação de debates que tem seu território principal, o Campus de Ondina, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Vários outros locais espalhados pela cidade também serão espaços de convergência de 60 mil participantes, oriundos de 120 países e de 1500 coletivos, organizações e entidades sociais.
"O objetivo do FSM é buscar alternativas e traçar estratégias de enfrentamento ao Neoliberalismo que avança a passos largos desmontando e golpeando democracias e direitos trabalhistas e humanos, em vários países da América Latina e do mundo", explica o diretor do Sindicato dos Professores e pré-candidato a deputado distrital pelo PCdoB, Jairo Mendonça.
Também estão incluídas na programação do FSM, atividades autogestionadas, nas quais as organizações e entidades ficam responsáveis pela definição de nomes dos palestrantes e suas presenças em Salvador. Elas acontecem por meios próprios e o seu formato de atividade ocorre na linha do "nada sobre nós, sem nós".
As atividades são divididas em 19 eixos temáticos. Vão de "Mídia Livre" passando por "Migrações e Vidas Negras Importam". A novidade dessa edição de 2018 é unir "Eixos, Lemas e Bandeiras" com o intuito de contribuir com o processo de mobilização e articulação das resistências entre si. Elas são abertas e podem ser propostas por "Redes, Plataformas, Organizações e Movimentos Sociais".
Para o professor Jairo essa é uma oportunidade imperdível de trocar experiencias, sugerir novas vivências, caborar e deliberar sobre a melhoria da qualidade de vida da população mundial. "A vida não é mercadoria. Cidadania sem fronteiras! Nada sobre nós, sem nós! Sigamos!", conclamou.
Temer vai acabar com Bolsa Família
March 11, 2018 16:35![]() |
| Foto: Agência Brasil |
Ministro anuncia que Temer vai acabar com o Bolsa Família até abril
Jornal GGN - Mais um ativo dos governos eleitos pelo povo será queimado na gestão Michel Temer, segundo informação divulgadas por um de seus ministros, Osmar Terra, responsável pela Pasta que gerencia o Bolsa Família. De acordo com reportagem de O Globo, o programa criado por Lula será rompido até o final de abril, quando Terra abandona o cargo para disputar a eleição.
A desconfiguração, segundo a notícia, será total. A começar pela criação de condicionantes que dificultarão o acesso das famílias ao benefício.
Pela ideia do governo Temer, o beneficiário de colocar os filhos em um estágio em empresas privadas no segundo turno escolar. Quando criado, o programa condicionava as famílias apenas a manter as crianças estudando, com comprovante de frequência. Além da questão da renda mínima, cobrava, também, acompanhamento dos pequenos na área da saúde.
Além de exigir que as crianças trabalhem, o governo Temer quer que os pais façam trabalho voluntário para compensar o recebimento da bolsa.
Para dizer que promove algum avanço no projeto, o governo Temer quer aumentar em R$ 20 o valor da bolsa. O programa mudará de nome e passará a se chamar "Bolsa Dignidade".
Com essas mudanças, Temer espera propagar que acabou com o caráter "assistencialista" do Bolsa Família.
O governo Temer planeja acabar com o programa social que beneficia 13,8 milhões de famílias e alterar seus princípios. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, o novo nome será “Bolsa Dignidade” e as famílias deverão receber R$ 20 a mais, desde que realizem trabalho voluntário.
Uma reunião na próxima terça-feira (13) deverá decidir sobre as mudanças. Como o ministro deixará o cargo até abril para buscar sua reeleição à Câmara dos Deputados, tudo deverá ser concluído neste mês. As informações são do jornal O Globo.
Além do trabalho voluntário, o governo planeja que os beneficiários só recebam a bolsa se cumprirem condicionantes. Uma delas é que os filhos dos beneficiários façam estágio em empresas privadas no segundo turno escolar.
Assessores do Planalto estariam animados com desfiguração do Bolsa Família, que deixaria de ser “assistencialista”. O novo programa terá como objetivo “comprar o ócio do beneficiário, em vez de pagar o ócio”, nas palavras deles.
O governo Temer parece desconhecer estudos como o da socióloga Walquiria Leão Rego e do filósofo italiano Alessandro Pinzani, que entrevistaram 150 mulheres beneficiárias do programa. O resultado está no livro Vozes do Bolsa Família (editora Unesp). Segundo os pesquisadores, o programa enfraqueceu o coronelismo e rompeu a cultura da resignação. Outro aspecto positivo foi transformar a vida de milhares de mulheres, que são quem recebe o cartão.
O Bolsa Família é uma das principais marcas do governo Lula, criado em 2003. Outro reflexo positivo foi ter levado o Brasil a sair do Mapa da Fome das Nações Unidas. O Brasil reduziu em 82,1%, entre 2002 e 2014, o número de pessoas subalimentadas. O programa já foi elogiado pela ONU, o Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.
Pedro Casaldáliga: 90 anos de vida, 50 do “bispo do povo”
March 6, 2018 20:26![]() |
| Pedro Casaldáliga JOAN GUERRERO |
Tão mistificado por sua luta pelos pobres brasileiros como prisioneiro do “irmão Parkinson”, o espanhol mais admirado do mundo católico vive recluso em Mato Grosso
por TOM C. AVENDAÑO no El País Brasil
A última vez que Pedro Casaldáliga, o bispo do povo segundo seus numerosos partidários e o bispo vermelho para seus cáusticos inimigos, apareceu diante de uma multidão poucos esperavam vê-lo. Era julho de 2016 e não estava claro se dessa vez o religioso claretiano, de 88 anos, iria participar da Romaria dos Mártires da Caminhada, um evento quinquenal que ele criou em 1986, quando era bispo desta região selvática do Estado de Mato Grosso. A Romaria é realizada a 268 quilômetros de São Félix do Araguaia, o município onde ele vive, e não se sabia se aguentaria os incômodos de tamanha viagem. Mas havia aceitado a contragosto ir de avião, e não de ônibus, como até então costumava viajar pelo país (para ir, segundo suas palavras, "à altura do povo"), de modo que aí estava esse catalão, discretamente disposto a ver a cerimônia de inauguração. Banhado em aplausos e flashes de celulares, o morador espanhol mais célebre do Brasil não disse uma palavra. Em parte, pode-se imaginar, porque não tinha ido dar uma homilia; em parte, pelos estragos que foi causando em suas habilidades motoras o que ele chama de "o irmão Parkinson". Vendo-o, frágil, calado, prostrado em sua cadeira de rodas, qualquer coisa que tivesse dito teria soado como uma despedida.
Desde então, o mundo soube pouco dele, como ele do mundo. "A política local, a estatal ou a nacional, ele já não acompanha muito", admite por telefone o padre Ivo, um dos quatro agostinianos que se organizam para atender nas 24 horas do dia o bispo emérito em sua casa de São Félix do Araguaia. Mantêm-no em forma com a rotina: cuidados físicos pela manhã e leitura do correio –eletrônico ou tradicional– pela tarde. "Não responde todas as mensagens porque já lhe custa muito falar, mas as pessoas as mandam, cheias de carinho, sem esperar uma resposta. São quase como uma deferência", acrescenta Ivo.
Assim, meio custodiado e meio mistificado, faz aniversário esta semana um dos homens espanhóis mais admirados do mundo católico. Em sua casa de sempre em São Félix do Araguaia, um município de pouco mais de 10.500 habitantes ao qual só se chega depois de 16 horas de estrada de terra desde o aeroporto mais próximo, o de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Aqui se encontra este sacerdote de Montjuïc desde que chegou ao Brasil como missionário em 1968, fugindo de uma Espanha congelada pelo franquismo. Em 1971 foi nomeado primeiro bispo da diocese e converteu sua casa, pequena, rural e pobre, na sede.
Foi entre essas quatro paredes que Casaldáliga começou a dar mostras de sua espetacular adesão aos ensinamentos do Evangelho, sobretudo o de se identificar com os mais desfavorecidos. E neste lado do Brasil selvático os mais desfavorecidos são centenas de milhares de camponeses sem-terra, pobres, analfabetos e oprimidos por coronéis e políticos. Assim, ele rezava missa para os moradores no quintal de sua casa, entre as galinhas, e à noite, deixava sua porta principal aberta para o caso de alguém sem casa precisar usar uma cama que sempre estava disponível. Andava de jeans e chinelos e tinha duas mudas de cada roupa. Quando tinha que se reunir com o Episcopado em Brasília, ia de ônibus, em uma viagem de três dias, porque era o meio de transporte de sua gente. Seu lema era inegociável: "Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar".
Anos depois se lembraria de como no início, em sua diocese, "faltava tudo: em saúde, educação, administração e justiça; faltava, sobretudo, no povo a consciência dos próprios direitos e a coragem e a possibilidade de reclamar". Decidiu que esse era o caminho a seguir. Construiu escolas, ambulatórios e se colocou ao lado dos camponeses sem-terra. Foi acusado repetidas vezes de interessar-se demais pelos problemas "materiais" dos pobres. Ele respondia que não concebia "a dicotomia entre evangelização e promoção humana".
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| Pedro Casaldáliga JOAN GUERRERO |
Essas ideias progressistas lhe renderam seguidores que o cultuavam nas ruas e um ódio desenfreado em várias instituições. Ele se posicionou em favor dos indígenas da Amazônia, que para os interessados em se enriquecer eram os mais fáceis de expulsar de cada território: aliou-se aos xavante de Marãiwatsédé para retirar grandes produtores rurais de suas áreas e aos tapirapé e os carajá, e isto o levou a se confrontar com os latifundiários e as multinacionais e a ditadura militar. Viu como pistoleiros matavam seus companheiros –a conclusão habitual dos conflitos nesta região– e ele mesmo teve que viver escondido em um mês de 2012 por ameaças de morte. Rejeitou andar com escolta: "Eu a aceitarei quando for oferecida também a todos os camponeses de minha diocese ameaçados de morte como eu", disse.
O Vaticano o convocou em 1988 para que desse explicações por tanta proximidade da teologia da libertação e para que visitasse o Papa João Paulo II, como deveria ter feito uma vez a cada cinco anos, segundo o Código do Direito Canônico. Apresentou-se em camisa, sem anel e com um colar indígena no pescoço. Esclareceu ao Pontífice: "Estou disposto a dar minha vida por [São] Pedro [fundador da Igreja Católica], mas pelo Vaticano é outra coisa". Ao sair do encontro, fez um resumo à imprensa: "Me escutou e não me deu uma reprimenda. Poderia ter feito isso, como nós podemos também fazer com ele". E ponderou: "O Espírito Santo tem duas asas e a Igreja gosta mais de cortar a da esquerda".
Em 2003, Casaldáliga completou 75 anos, idade a partir da qual um bispo pode se aposentar. O Vaticano o substituiu de imediato. "Se o bispo que me suceder desejar seguir nosso trabalho de entrega aos mais pobres, eu poderia ficar com ele como sacerdote; do contrário, procurarei outro lugar onde possa terminar meus dias ao lado dos mais esquecidos", insistiu então. Se a pressa se devia a que fora fácil encontrar um substituto, não deram nenhuma indicação disso. Não voltaram a se manifestar até janeiro de 2005, quando anunciaram que já tinham substituto e que Casaldáliga deveria abandonar a diocese. Ele se negou e ficou trabalhando, com seu substituto e depois com o seguinte.
Pedro Casaldáliga faz 90 anos na casa de sempre e no município de sempre, mas o restante não é o de sempre. A região do Araguaia se transformou, entre escândalos políticos, em uma das principais áreas de plantações de soja do Mato Grosso: ou seja, parte das terras dos indígenas e dos camponeses está nas mãos das grandes produtores agrícolas e de seus produtos químicos. Talvez não se possa fazer nada contra isso. Casaldáliga perdeu essa batalha. Mas quando uma pessoa dedicou sua vida inteira à luta, ganhar ou perder é secundário.
"STJ perdeu "chance de evoluir”"
March 6, 2018 19:09![]() |
| Sepulveda Pertence fez a defesa do ex-presidente Lula no STJ Lula Marques |
Julgamento de Lula: defesa afirma que STJ perdeu "chance de evoluir”
Com transmissão ao vivo, fato inédito na história da Corte marcando a espetacularização dos processos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (5) o pedido da defesa do ex-presidente de conceder habeas corpus preventivo, assegurando que a prisão só após o trânsito em julgado dos recursos contra sua condenação.
Na decisão, os ministros do STJ entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos já na segunda instância da Justiça Federal.
Para advogado Sepúlveda Pertence, jurista e ex-procurador-geral da República que compõe a defesa do ex-presidente, o STJ adotou posição “punitivista” e perdeu a chance de “evoluir” ao negar o recurso de Lula.
“Foi um resultado unânime no qual o tribunal preferiu manter-se na posição punitivista em grande voga no país e perdeu a oportunidade de evoluir e voltar a dar à garantia constitucional da presunção de inocência o seu devido valor”, declarou após o julgamento.
Na tribuna do STJ, Pertence afirmou que a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região não apresentou os motivos que demonstrassem a necessidade da prisão após a condenação.
“O acórdão do Tribunal Regional é despido de qualquer ensaio de fundamentação concreta, salvo a invocação impertinente da decisão plenária do STF. Assinale-se que a decisão do TRF além da falta de fundamentação da necessidade cautelar da prisão, além de violar a presunção de inocência, ofende a exigência de motivação de qualquer decisão judicial”, disse Sepúlveda.
Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro no caso do triplex no Guarujá, mas pode recorrer em liberdade. No recurso apresentado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), os desembargadores reafirmaram a condenação e determinaram a prisão logo após a conclusão da tramitação, no próprio tribunal, dos recursos da defesa.
Com o placar, cabem somente os chamados embargos de declaração, recurso que não tem o poder de reformar a decisão. A previsão é de que o recurso, se apresentado, seja julgado até o final de abril.
A Quinta Turma do tribunal é formada pelos ministros Felix Fischer, Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornick.
Do Portal Vermelho
Morre Tônia Carrero
March 4, 2018 11:26![]() |
| Tônia Carrero tem passagens marcantes pela TV, cinema e teatro Foto: Reprodução da internet |
Morre Tônia Carrero, um ícone do cinema, teatro e televisão
Atriz de 95 anos passava por uma cirurgia numa clínica particular quando teve uma parada cardíaca e não resistiu
por JC Online
Faleceu, na noite deste sábado (3), no Rio de Janeiro, a atriz Tônia Carrero, uma das mais consagradas artistas brasileiras, com passagens marcantes pelo cinema, pela televisão e pelo teatro. Segundo familiares, Tonia Carrero estava passando por cirurgia numa clínica particular da Gávea, quando teve uma parada cardíaca e não resistiu. Ela tinha 95 anos de idade.
Atriz de uma beleza clássica, Tônia Carrero foi a grande estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que marcou época na cinematografia brasileira. Atuou em filmes como “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros; “Tico-tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi.
Na televisão atuou por muitos anos na TV Globo, onde se destacou em papéis como o da sofisticada Stella Fraga Simpson de "Água Viva" (1980), novela de Gilberto Braga, e "Louco Amor" (1983), também de Braga, onde interpretou Mouriel. Também participou de "Senhora do Destino", "Um Só Coração", "Esplendor", "Sangue do Meu Sangue", "Kananga do Japão", "Sassaricando", "Cara a Cara", "Uma Rosa com Amor"
Foi do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e depois montou sua própria companhia, ao lado do amigo Paulo Autran e do então marido, Adolfo Celi. A Tônia-Celi-Autran celebrizou-se pela montagens de grandes clássicos do teatro.
Biografia
Seu nome de batismo era Maria Antonietta Portocarrero Thedim e ela nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1922. Tônia era filha do general Hermenegildo Portocarrero, chamado de Barão por causa de um título dado à sua família em gerações anteriores. Engenheiro, o general foi por muitos anos diretor do Colégio Militar. Seus dois filhos mais velhos eram militares como ele.
Mas o general era também um homem das artes, admirador do teatro e amigo de Procópio Ferreira, Walter Pinto, Jaime Costa, Carlos Machado, Oscarito, Dulcina de Moraes e tantos outros nomes célebres. Desde cedo a pequena Maria Antonietta demonstrou interesse pela a dança e o teatro e isso contrariava muito a sua mãe, Zilda, uma dona de casa severa que achava que a filha devia viver para casar e constituir família, como ela e a maioria das mulheres de sua geração.
Tônia formou-se em educação física. Casou-se muito cedo com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, com quem começou a namorar aos 14 anos e com quem teria seu único filho, Cecil Thiré. Com Carlos Arthur Tônia morou em Paris, onde estudou artes dramáticas. Foi no retorno ao Brasil que sua carreira engrenou.
Com a saúde debilitada, há cerca de nove anos ela havia perdido a fala e os movimentos das mãos e das pernas. Em 2000 ela foi diagnosticaca com hidrocefalia oculta e vivia reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio. Além do filho, Cecil, Tônia deixa quatro netos. Três deles são atores, como ela e Cecil: Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré.





