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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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A negociata da Eletrobras (com Ikaro Chaves)

February 17, 2018 15:32, by Blog do Arretadinho




CTB e movimentos sociais em Brasília se preparam para o Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência

February 17, 2018 15:18, by Blog do Arretadinho

Nesta sexta-feira (16), em Brasília, no auditório do SINPRO-DF, ocorreu a Plenária de Mobilização da CTB e Movimentos Sociais em Defesa da Previdência, com a presença do presidente da CTB nacional, Adilson Araújo. 

O evento, organizado pela direção da CTB-DF, com a participação de movimentos sociais,  entre eles, UJS e Unegro, discutiu estratégias para as atividades de segunda-feira (19), Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência, com atos e paralisações por todo o País. 

Na capital federal as manifestações ocorrerão durante todo o dia, com mobilizações no aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e na Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 8h. Os atos serão finalizados com uma grande concentração de trabalhadores, entidades e movimentos sociais em frente ao Museu da República, às 17h.

"A situação é dramática e precisamos derrotar Temer e sua quadrilha, que junto com os banqueiros querem escravizar nosso povo mais humilde e abandonar a nossa velhice. Só a derrota da votação pode mudar esse jogo", declarou o Secretário de Relações do Trabalho da CTB, Paulo Vinícius (PV), ao convocar todos à luta contra a reforma. 

Para Adilson Araújo, a reforma da Previdência é uma reivindicação do mercado, prontamente atendida pelo governo neoliberal de Temer,  que trabalha para entregar o patrimônio do povo às multinacionais.

"Temos que tomar partido e lutar contra esses desmandos promovidos pelo governo Temer. Estamos diante de um processo de neocolonização do Brasil. Essa agenda ultraliberal coloca o nosso país de cócoras aos interesses do imperialismo norte americano, do grande capital estrangeiro. Essa classe dominante não está disposta a discutir taxação de grandes fortunas. Essa burguesia não tem interesse em preservar o pouco de patrimônio público que se construiu a duras penas. O que eles querem é a liquidação total, é tornar o Brasil um país totalmente subordinado", destacou o dirigente durante a sua fala no evento.

De Brasília,  Ruth de Souza  - Portal CTB



7 frases homofóbicas que as pessoas falam sem perceber

February 17, 2018 10:40, by Blog do Arretadinho

Foram 445 homicídios de LGBTs registrados em 2017, 30% a mais que no ano anterior. O dado é do Grupo Gay da Bahia, que há décadas coleta estatísticas sobre assassinatos de homossexuais e transgêneros no país. O preconceito e a intolerância alimentam essa estatística. Listamos, a seguir, sete frases que são homofóbicas e as pessoas falam sem perceber:

1 — “Eu não sou preconceituoso. Até tenho um amigo gay!”
Começar com “não sou preconceituoso” não anula o preconceito. Dizer que tem um amigo gay é totalmente desnecessário. “É óbvio que todo mundo tem um amigo gay, assim como tem um amigo hétero. Ser gay é tão natural que nem deve ser comentado”, diz Douglas Drumond, militante LGBTI e dono do Chilli Pepper Single Hotel, destinado ao público gay.

2 — “Tudo bem ser lésbica, mas precisa se vestir como homem?”
“Uma mulher heterossexual só pode usar saia também?”, questiona Fabrício Viana, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Além de ser preconceituosa, a expressão interfere no modo do outro de ser. Quer dizer, além de julgar a sexualidade alheia, está embutido na frase um desejo de controlar o que o outro veste.

3 — “Que desperdício!”
Bem comum de dizer ao ver alguém que acha bonito, mas não é hétero. É preciso ponderar: você diz a mesma coisa para uma pessoa comprometida? Ou para uma pessoa que simplesmente não teve interesse em se relacionar com você? Dizer isso apenas para LGBTs mostra uma carga de julgamento e preconceito.

4 — “Eu não tenho problemas com lésbicas. Inclusive, adoro vê-las se pegando”
Toni Reis, diretor presidente da Aliança Nacional LGBTI e diretor executivo do grupo Dignidade, ressalta que, além de preconceituosa, a expressão é também machista. “Muitos homens acabam tendo essa fantasia, que é fruto da visão do corpo feminino como um objeto.”

5 — “Que viadagem!”
Termos como “machão”, “bichinha” ou “mulherzinha” não deveriam ser usados para pontuar uma atitude. Achar que homens só podem usar azul e mulher só cor-de-rosa limitam os comportamentos de todos. Existem LGBTs sensíveis? Claro. Assim como héteros.

6 — “Ser gay, tudo bem. Mas não dê em cima de mim!”
Neste caso, existe ainda uma autoestima elevada demais, por presumir ser irresistível para qualquer orientação sexual ou identidade de gênero. “Já ouvi essa frase algumas vezes. E fui bem direito com meu interlocutor: ‘Mas você não me parece nem interessante pra outras mulheres, muito menos pra mim, não precisa se sentir tanto, não vou mesmo te agarrar!’”, lembra Viana.

7 — “Mas precisa ficar se exibindo assim?”
Viu um casal homoafetivo se beijando? Entenda que é um direito dele, assim como do casal hétero. “Se uma mulher sentar no colo de outra, para muita gente, ainda é absurdo. Mas se uma mulher senta no colo do namorado, é visto de forma natural”, lembra Douglas Drumond.

Mudança de hábito
Ninguém é obrigado a saber de tudo. Na dúvida, cabe o respeito pelo outro. Errou, ofendeu sem querer? Peça desculpas. “Chamou uma travesti de ele, mas deveria ter chamado de ela? Corrija. A gente evolui quando interage com o outro”, fala Viana.

fonte Pragmatismo Político



Intervenção militar no Rio leva o Golpe para novo patamar

February 17, 2018 10:25, by Blog do Arretadinho

Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?

por Rodrigo Vianna, na Revista Fórum

Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na prática, é uma intervenção militar.  A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.

2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.

3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema. Foi voto vencido. O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. Esse nome não está ainda definido. Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia. E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição. Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.

Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas. Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. Está se criando uma onda de baixo pra cima. Com ou sem Lula na urna. Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura). É por isso que o golpismo está alvoroçado. Perderam a Previdência. Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. Ainda que ele venha a conta gotas. Não chegamos ainda a esse ponto. Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.



Só faltou Tuiuti mostrar os jornalistas escravos dos senhores da comunicação.

February 14, 2018 9:44, by Blog do Arretadinho

Alex e Fátima Bernardes
Só faltou Tuiuti mostrar os jornalistas escravos dos senhores da comunicação. Por Florestan Fernandes Júnior

Por Diario do Centro do Mundo

Nada é mais revelador da escravidão do jornalismo brasileiro que o silêncio ensurdecedor no momento em que a última ala da Paraíso do Tuiuti entrou na Marquês de Sapucaí.

Ninguém no estúdio da Globo se atreveu a narrar o que via.

Uma cena patética e constrangedora.

Durante longos minutos, as imagens mostravam uma plateia vibrando com o carro alegórico que trazia em destaque um Temer Vampirizado.

O samba cresceu na avenida nos passos de foliões carregando patos amarelos, passistas desfilando com a camisa da seleção Brasileira sendo manipulados por enormes mãos midiáticas como se estivessem na Avenida Paulista.

Atrás vinham as vítimas do golpe, trabalhadores exibindo a carteira de trabalho queimada pela reforma trabalhista.

Só faltou a Tuiuti mostrar os repórteres escravos dos senhores da comunicação que não têm liberdade sequer para dizer o que todos viram em cores e ao vivo.



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