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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Boechat detona e delibera: ‘Gilmar tem que ser preso’

August 30, 2017 19:36, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
O jornalista Ricardo Boechat, sempre firme e enfático, detentor de grande credibilidade, fez um comentário em seu programa na Bandnews FM que está se tornando uma verdadeira sensação nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

Boechat faz talvez a mais dura crítica ao ministro Gilmar Mendes, em razão fundamentalmente do fato do ministro ter concedido liminar num habeas corpus em favor do empresário Jacob Barata, que ele classifica de ‘criminoso notório’.

Abaixo, veja a transcrição do que foi dito pelo inigualável jornalista Ricardo Boechat:

'GILMAR É UM INFILTRADO DO STATUS QUO

Ricardo Boechat

Temos um Ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime organizado. Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio de Jacob Barata. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus contatos.

Esse senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda a cúpula da política fluminense e a Fetranspor. O Sr. Barata roubou 10, 20 centavos 4, 6 vezes por dia da população mais pobre do RJ, por anos a fio.

A suspeição da Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a bênção no casamento, foram coincidências.

Mas como ele não se declarou suspeito, mesmo quando o “rabo abanou o cachorro” e com todas as manifestações do MP, demonstrando cabalmente que os elos são pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em que se posicionou de forma imoral.

Jacob Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona. O judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial, com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes.

As últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução intencional da justiça, mandando às favas qualquer resquício de moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.

Está muito claro que Gilmar é um infiltrado do status quo para explodir os esforços anti-corrupção e redirecionar os entendimentos do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus “afilhados e amigos”.

Derrubar Gilmar Mendes é atravessar uma das últimas muralhas de proteção do sistema corrupto que moveu a política brasileira nos últimos, pelo menos, 30 anos. Os brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada atuação do ministro, mais gente desacredita no país e faz questão de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.

Gilmar Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica. Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o Alien parasita no organismo brasileiro.

Gilmar Mendes, mais do que Lula e Aécio (que são mortos vivos fedendo no noticiário), é a próxima fase de todas as lava-jatos do passado, e a primeira de todas as lava-jatos do futuro. Ou é ele, ou é a nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em nossas salas. Tem que entregar Gilmar.

Acreditem. Gilmar convence os brasileiros a não lutar para tirar o Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar seriamente sair do país. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.

Amigos, entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre nós e a esperança. Assinem tudo, reverberem tudo, tudo o que for contra Gilmar. Esse cara quase torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária.'



Coisa Nova: Nem todos que usam cocar por aí são índios. Cuidado!

August 30, 2017 19:11, by Blog do Arretadinho

Realmente o Acre não é para os desavisados. Principalmente o Acre indígena. Nesta semana veio a público uma matéria envolvendo a prisão de um indígena, na cidade de Feijó. Prisão esta que desencadeou manifestações de todos os tipos: das mais sensatas às  mais estapafúrdias possíveis. É o assunto do momento no palco virtual das emoções, onde todos têm sempre uma opinião, geralmente desprovida de mais conteúdo do que “eu acho que”.

Durante a semana, enquanto voava sopapos de todos os lados, como crianças brincando de ‘guerra’, jogando bolotas de lama enquanto escondem-se atrás da cerca, um amigo, a quem prezo muito questionou-me porque ainda não manifestei minha opinião sobre o caso todo.
Bem… acontece que não posso ainda expressar minha opinião sobre isso, pois, por questões de ética profissional, não poderei me manifestar até o término das apurações – para quem não sabe, o indigenismo, além de um caminho escolhido há muito tempo, também é minha ocupação profissional.

Na verdade, até fico feliz desta restrição, pois, tenho como princípio esperar a comida esfriar um pouco antes de comê-la, a fim de que não passe mal depois.

Se não ia escrever sobre o assunto, então porque citou?

Porque quis e porque posso. Para os que possuem a capacidade de refletir – pois, da águia admiram a visão em vez de sua capacidade de voar alto –  entenderão que já expus minha opinião nos parágrafos acima.

Mas o papo de hoje, apesar de não versar sobre este problema especificamente,  tem certa transversalidade com essa confusão toda. Porém, o cerne da crônica são os ‘índios fake’ ou, como prefiro dizer: os ‘coisanawa’.

Que esse mundo dos nawa (não-índio) está uma loucura todo mundo sabe. Tem horas que dá vontade de fugir para um local bem distante (no meu caso , frio também), onde  racionalidade reinasse, e o caos social e político não fosse a ordem do dia.

É muito comum passarmos por momentos de negação total, como refúgio para nos mantermos minimamente sãos. Quantos não acordam pela manhã com aquela sensação desconfortável de ter que enfrentar o mundão ao sair do quarto? Se algum dos leitores não sente isso, parabéns!  Vocês fazem parte de um seleto grupo de bem-aventurados, que exibem sorrisos radiantes, com a certeza de que o dia se passará sem nenhum sobressalto, tal qual a execução de um minueto de Bach.

Infelizmente não sou assim, os pensamentos afloram dois segundos após abrir os olhos pela manhã e, nas labutas diárias, apesar da satisfação de fazer o que faço, fico sempre à espera de algum sobressalto, tal qual um dos saltitantes minuetos de Mozart.

A busca pela sanidade e o equilíbrio são uma constante em minha vida. ‘Rotas de fuga’ e auto-terapias (como a jardinagem e a música) fazem parte de minha vida. E dentro destas rotas, claro, o ápice restaurador é a cultura indígena, a vida em aldeia, conviver e viver o cotidiano monótono da passagem do tempo, que vai desacelerando à cada dia de imersão na comunidade.

E assim, lá se vão mais de quatro décadas de vida nessa toada, e, dentro destas dezenas todas, duas de contato e vivência com estes povos. Mas, nisso tudo, tem um detalhe muito importante, essencial até: não sou indígena. Nunca serei.

Posso sim (e sou) considerado ‘parente’ por povos indígena aqui do Aquiry, membro da comunidade, com nome indígena e tal (em dois casos, com direito preparação e tudo, após anos de contato e meses na comunidade, sem essa onda fake de ser ‘batizado’ de qualquer jeito, após algum ritual de cipó estilo ‘ sagrado gourmet’). Tombaria junto com estes povos em qualquer trincheira de luta.

No entanto , tenho total clareza para entender perfeitamente o local que me cabe nessa história toda. Sentir-me indígena não me dá o direito de reivindicar uma identidade que, por alguma decisão cósmica que não consigo entender, não me veio com o nascimento, infelizmente.

Digo isso pois fico olhando certas figuras que, em alguns casos sem nem um centésimo do que eu vivi, assumiram para si uma falsa identidade indígena, criando toda uma história de vida para justificar essa identidade. São figuras conhecidas até, fáceis de achar no facebook ou nas ‘rodas de conversa’ dos fóruns, ‘zaps’ ou páginas diversas.

Estes ostentam um ‘nome’ indígena que, em geral, nada tem a ver com o processo de ‘nomeação’ tradicional no povo a que dizem pertencer. Ostentam uma parafernália de enfeites estranhos, e muitas vezes exagerados, geralmente ‘chupados’ de diversas culturas indígenas mais conhecidas (pois raramente conhecem a fundo detalhes das culturas que dizem pertencer).

Essas estranhas figuras geralmente se dividem em dois tipos: Uma versão black bloc, onde sempre estão envolvidos nas mais diversas presepadas que envolvam violência, depredação e protestos por causas tão bizarras quanto eles mesmos e; os xamãs/pajés, que alardeiam os poderes fodásticos que possuem, e que fazem o possível para que todos saibam que ele é ‘pajé’, procurando falar de coisas espirituais, e ostentar nas redes sociais frascos com ayahuasca, rapé, ou cocares estranhos, imagens de bichos e o escambau. Em geral, os que se passam por xamã/pajé constituem a maioria dessa estranha ‘fauna’.

O interessante que não existe nem um único ‘coisanawa’ que queira ser Guarani-Kaiowá, e se coloque na frente de batalha fundiária deste povo, sob o risco de levar chumbo de jagunços ou ter as mãos decepadas. Claro que não! Como gosta de dizer meu querido amigo egípcio Ali: Não dá rock!

Eu entendo que a negação sobre si mesmo pode levar alguém a transformar-se, a querer ser outra pessoa. O que acho muito louco nisso tudo é que estes assumem uma identidade indígena, e, em todos os casos que conheço, nenhum destes ‘convertidos’ contribuem positivamente para a luta pelos direitos dos povos originários. Ao contrário, essas criaturas só atrapalham e marginalizam a causa.
O que chama a atenção é que esses caras ainda conseguem arrumar uma penca de desavisados que os seguem e, em alguns casos, chegam a idolatrar os figuras. Isso me intriga, pois, na era da informação em que vivemos, basta umas poucas horas de estudo na internet para desmascarar esses pulhas. Essa é uma questão interessante: seguidores.

Estes, assim como os que assumem uma falsa identidade, também estão em busca de dar sentido às suas vidas, em busca de algo, como uma carência que não tem fim. No entanto esses seguidores, pelo menos no caso dos ‘pajeca coisanawa’ não fazem mal a ninguém, se não a eles mesmos por entregarem-se aos cuidados espirituais de quem não tem condições de cuidar nem de si mesmo.

O que acho mais doido é essa fixação obsessiva, de muitos destes, em se apresentar como indígena da amazônia, em especial do Acre. Eu hein!! Mas tem um detalhe: não qualquer povo do Acre, e sim, os mais conhecidos mundo afora. Advinha quais. Interessante né? Creio que isso é para que se tenha mais status ou talvez, porque esses coisanawa não conhecem muito sobre os povos daqui.

Pareço estar chateado com isso tudo né? Respondo: Tô mesmo. Ou como se pronuncia aqui no Juruá: Tô meeermú! E como não estaria? Eu não tenho nenhum trauma ou inconstância de caráter, que tenha me feito chegar a uma negação igual a desses caras, mas, apesar de não me identificar como sendo índio, eu me identifico e me alinho totalmente com esses Povos, melhor, ainda emanado na reunião que tive sexta com o Biraci Brasil Nixiwaka Yawanawá, ousarei na definição: com estas civilizações. Por isso presepadas como as que estes caras fazem me irritam profundamente.

Dia desses imprimi os  perfis do Facebook  dos caras e mostrei para alguns dos caciques, dos povos que estes dizem fazer parte. Creio ser desnecessário dizer qual a reação destes.

Aproveito este texto de hoje, já que estamos tentando deixar as coisas bem claras para responder um questionamento que vez ou outra me chega, via mensagem ou mesmo através de ligações telefônicas: “Porque você não cita logo os nomes deles”?

Respondo: “Pelo mesmo fato de que não me apresento como indígena, ou seja, por não ter este direito, por não trazer para mim tal poder que não me cabe, em miúdos: por saber qual o meu lugar nisso tudo”. – Respondido? Mas não pensem que a coisa está solta não. As lideranças estão pedindo cópias destes perfis para fazerem manifestações públicas sobre estes, o que, para certos grupos que conheço pelo Sudeste e Sul, vai ser um choque danado.

Já está enchendo a panelinha ver as medicinas e rituais dos povos da amazônia serem macaqueados por falsos índios, pajecas, terapeutas e o escambau, que descobriram uma verdadeira mina de ouro e de possibilidades, e, por isso, infestam (isso mesmo, o verbo infestar é proposital) as redes sociais oferecendo-se para rituais, terapias, ‘sagrado disso ou daquilo’.

Para piorar, descobri que tem um grupinho lá pelo Sul que anda fazendo chá de misturas de plantas que dão ‘barato’ e dizem ser ayahuasca, para enganar os desavisados. Era só o que faltava. Depois morre alguém e sabem que vão culpar? Eu vos digo: o ‘pajé’ indígena que veio do Acre.

É por isso, gente boa, que coisas como a que estão acontecendo hoje aqui pelo Aquiry envolvendo muitos jovens indígenas não vieram ‘do nada’. Fazem parte de uma cadeia de eventos e situações que só contribuem para essa confusão toda. Não se iludam.

Abram os olhos e a mente. Sejam espertos e busquem saber mais sobre estes messias de araque que se auto-promovem por aí. Não se deixem levar para batalhas sem causa justa, nem deixem que esculhambem com seu espírito.

Como bem me ensinou há quinze anos atrás meu compadre Ali Zeilton, um muçulmano egípcio que muito viajou pelas aldeias acreanas: Confia em Alá, mas amarre seu camelo.

O meu está bem amarrado e o de vocês?

ANOTE AÍ! 

Jairo Lima – indigenista acreano gentilmente cede seus relatos, publicados regulamente em seu blog cronicasindigenistas.blogspot.com.br para publicação também aqui na Xapuri. Gratidão, Jairo.

As imagens desta matéria são foram selecionadas por Jairo, e são de peças indígenas descritas como:

1. Cocar Bororo
2. Cocar Irantxe
3. Coroa Ashaninka
4. Faixa Huni Kuin
5. Cocar Karajá
6. Cocar Kayapó
As fotos são todas imagens de divulgação, extraídas da internet. Não foi possível identificar seus autores.

Por Jairo Lima em Xapuri Socio Ambiental



Até 2018 Temer deixará um rombo de R$ 318 bi

August 30, 2017 12:12, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
SESSÃO TUMULTUADA
Comissão de Orçamento permite a Temer rombo de R$ 318 bilhões até 2018
Sessão foi marcada por gritos, protestos e livros atirados entre parlamentares. Alteração de meta fiscal que amplia rombos em 2017 e 2018 vai ao plenário nesta quarta-feira

por Hylda Cavalcanti, da RBA 

Brasília – O Congresso Nacional viveu uma noite e início de madrugada com votações de temas polêmicos, discussões, gritos, livros voando sobre a cabeça dos deputados e senadores e até um protesto conjunto de oposicionistas, que subiram na mesa diretora para pedir direito de fala aos parlamentares de partidos que anunciaram obstrução. A confusão maior foi durante a sessão que teve como objetivo apreciar 18 vetos presidenciais, mas em pouco mais de 10 horas de trabalho foram votados oito.

Após o encerramento da sessão conjunta de Câmara e Senado pelo presidente do Congresso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), com o argumento de falta de quórum entre os senadores, os integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovaram alteração da meta fiscal – de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões para outros R$ 159 bilhões no próximo ano.

O rombo que soma R$ 318 bilhões até o final do próximo ano deve ser votado pelo plenário ainda nesta quarta-feira (30), em nova sessão conjunta que tentará ainda continuar a votação dos vetos. A Câmara prevê também sessão com reforma política na pauta. É tido como certo que o tema seja mais uma vez empurrado para a próxima semana – apesar das declarações do presidente interino da Casa, André Fufuca (PP-MA), de que pretende colocá-la em votação.

Os vetos presidenciais tiveram apreciação incluída na pauta do Congresso diversas vezes e terminaram adiados. Agora, precisam ser votados com urgência para que haja continuidade dos trabalhos legislativos, uma vez que trancam a pauta. Oito vetos discutidos ontem foram destacados pelas bancadas para votação em separado no painel eletrônico. 

LDO e cartão Reforma
O placar ficou da seguinte forma: um foi derrubado e sete, mantidos. Entres estes consta o veto parcial ao Projeto de Lei do Congresso Nacional 2/1016,  que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 (LDO 2017).

Provocaram irritação entre os oposicionistas o veto a um dispositivo que previa auditoria da dívida pública com participação de entidades da sociedade civil e a um trecho relacionado a recursos que não poderiam ser contingenciados, na tentativa dos parlamentares de assegurar uma lista de despesas prioritárias do Orçamento de 2018. Para se ter ideia do caráter polêmico do tema, foram 105 os votos da oposição, contra 158 por parte da base aliada.

Também foi mantido veto ao Projeto de Lei de Conversão 2/2017, que criou o programa Cartão Reforma – para famílias de baixa renda. Foram vetados o artigo que estipulava a reserva de 20% dos recursos a famílias residentes em zona rural e o trecho que atribuía ao governo federal estabelecer os limites da parcela de recursos destinados à assistência técnica.

Outro veto parcial mantido foi referente a Projeto de Lei que reconheceu a profissão de designer de interiores e ambientes, em dois artigos que tratam da exigência de certificado de curso técnico e da formação acadêmica com diploma de nível superior.

Os parlamentares, entretanto, rejeitaram o veto que permitia às empresas contratantes de jovens aprendizes matriculá-los em cursos técnicos na área esportiva. O veto barrou a possibilidade de os estabelecimentos contratantes de aprendizes destinarem o equivalente a até 10% de sua cota de contratação desses jovens à formação técnico-profissional relacionada a práticas de atividades desportivas e à prestação de serviços relacionados à infraestrutura, como construção, ampliação, recuperação e manutenção de instalações esportivas.

Confusão até o final
A sessão foi tumultuada do início ao final, por conta da insistência do presidente do Congresso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), em tentar reduzir o tempo de fala dos parlamentares. 

O tempo esquentou quando Eunício cortou o microfone da deputada Erika Kokay (PT-DF), o que resultou em vaias, gritos e protestos. “Não vai ser com gritos que vocês vão me ganhar”, afirmou o presidente. “O regimento ampara o uso da palavra pelos parlamentares. Temos a ação política nesta Casa e a ação de obstrução dos partidos. A ação política não pode ser proibida por conta de ações de obstrução”, protestou a deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS).

Em novo momento tenso, quando cortou a fala de parlamentares do PDT, deputados oposicionistas que subiram à mesa diretora, onde são presididos os trabalhos, para protestar. Policiais da segurança legislativa fizeram um cordão ao redor de Eunício Oliveira, como se ele precisasse ser protegido dos colegas.

“Achamos lamentável isso. Está havendo uma ditadura da mesa contra o regimento aqui. É uma violência querer calar os parlamentares”, criticou Davison Magalhães (PCdoB-BA). A nova sessão conjunta do Congresso está programada para 13h.

Com Agência Senado



Plantação dos Jaminawa é cortada e envenenada

August 29, 2017 16:13, by Blog do Arretadinho

Plantação dos Jaminawa é cortada e envenenada em disputa por terra com fazendeiros. Na fronteira do Acre com o Amazonas, população pobre é contratada por invasores para expulsar indígenas: "é luta de pobra contra pobre", resume agente do Cimi.
#CampoemGuerra



Dilma é inocente no caso Pasadena, diz TCU

August 29, 2017 14:42, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
O relatório dos analistas do TCU e do Ministério Público de Contas contraria a versão dos delatores.

Da Redação do Portal Fórum

Os auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) isentam o Conselho de Administração da estatal, à época presidido por Dilma Rousseff, de ter cometido qualquer “ato de gestão irregular” no episódio da tomada de contas especial que investiga a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006,

As informações são do Painel da Folha. A coluna diz ainda que o TCU traça um histórico do que é considerado o pior negócio já fechado na história da estatal. O caso deve ser avaliado pelo plenário da corte nesta quarta.

O tribunal já havia isentado Dilma de responsabilidade no episódio em 2014. De lá para cá, porém, Nestor Cerveró, que conduziu o negócio dentro da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral fecharam acordos de delação premiada com a Lava Jato e disseram que a ex-presidente chancelou o negócio sabendo de todos os seus problemas.

O relatório dos analistas do TCU e do Ministério Público de Contas contraria a versão dos delatores.

A polêmica começa em 2006, quando a Petrobras faz o pagamento de US$ 360 milhões por metade da refinaria de Pasadena, adquirida um ano antes pela empresa belga Astra Oil por US$ 42,5 milhões.

Em dezembro de 2007, a Petrobras e a Astra firmam uma carta de intenções, na qual a estatal brasileira se comprometia a comprar o restante da refinaria por US$ 788 milhões. O documento é assinado por Cerveró, à época diretor da Área Internacional da empresa. Em 2008, o Conselho de Administração negou ter dado aval à ideia, e o caso foi parar na Justiça.

Neste episódio, técnicos do TCU endossam a versão de que, inicialmente, o Conselho de Administração da estatal, presidido por Dilma, recusou a negociação e depois adiou posicionamento sobre o assunto, não tendo deliberado “no mérito” sobre a aquisição dos 50% restantes de Pasadena.

“Note-se que a carta de intenções não era vinculante para a companhia porque o Conselho de Administração não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena”, diz o texto dos auditores. “Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros nestes autos”.

A ex-presidente sempre afirmou que a primeira etapa da compra, em 2006, só ocorreu porque o Conselho de Administração não tinha todas as informações a respeito do trato.

Ao relator do caso, o ministro Vital do Rêgo, os analistas do TCU recomendam a responsabilização, entre outros, de Cerveró e do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e propõem que ambos sejam inabilitados a ocupar cargo ou função pública por oito anos.

*Com informações do Painel da Folha



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