Imprensa Proletária: A Classe Operária
October 30, 2016 10:17A Classe Operária, o jornal do Partido Comunista do Brasil, que circula desde 1º de mai 1925 é um jornal que nasceu para ser um instrumento de difusão das ideias do Partido, de seu programa, e também como ferramenta de estruturação partidária.
Seu surgimento, há tantas décadas, correspondeu a uma sugestão da Internacional Comunista que, em 1º de Julho 1923, escreveu ao Partido recomendando a transformação da revista Movimento Comunista, criada por Astrogildo Pereira em 1922 para ser um instrumento de articulação para a fundação do Partido Comunista do Brasil.
A proposta da Internacional Comunista era transformar a revista em um jornal operário de massas com o título histórico, A Classe Operária.
Os obstáculos com que o jornal se defrontou em sua longa existência foram o retrato da falta de democracia no país e da truculência governamental contra a organização dos trabalhadores. Enfrentou perseguições policiais no ambiente de escassas liberdades democráticas da República Velha e da República Nova que nasceu com a revolução liberal 1930; viveu períodos de clandestinidade durante as ditaduras do Estado Novo (1937-1945) e de 1964.
Nos anos de chumbo da ditadura militar 1964, A Classe Operária chegou a ser escrita no exílio e transmitida ao Brasil através da Rádio Tirana. Cabia aos militantes gravar estes conteúdos e transformá-lo em jornais impressos, muitas vezes precariamente, em mimeógrafos ou mesmo através de máquinas de datilografia.
Mesmo precárias, eram edições que transmitiam o conteúdo politicamente consistente do combate à ditadura, levando as orientações partidárias para cada rincão onde houvesse um comunista em atividade.
Teve entre seus editores, sobretudo nos períodos heroicos de enfrentamento da repressão policial das ditaduras, alguns gigantes da luta operária no Brasil, como Otávio Brandão, Maurício Grabois, Pedro Pomar, João Amazonas, Carlos Danielli, entre outros. A consulta à coleção de A Classe Operária aqui disponível é, além de muito instrutiva e informativa sobre a história dos comunistas e da luta operária no Brasil, uma homenagem a estes heróis que foram autores práticos dessa história e a registraram, por escrito, nas páginas do jornal comunista.
Nos tempos de abertura democrática, A Classe Operária sempre circulou abertamente; no passado, foram períodos democráticos curtos. Hoje, quando o Brasil vive seu mais longo período histórico de consolidação democrática, o Partido Comunista do Brasil reconquistou sua legalidade em 1985 e, com ele, A Classe Operária pode sair da clandestinidade e voltar à luz do dia. O jornal vive hoje uma fase de fortalecimento de sua vocação original de se dirigir diretamente aos trabalhadores e ser um instrumento de estruturação partidária.
A Classe Operária nunca se afastou de sua característica fundamental de ser um jornal comunista e revolucionário, instrumento da organização de classe e partidária dos trabalhadores. Seu jornalismo se distingue justamente pela consciência dessas imposições de classe, consciência que é um dos pressupostos do jornalismo comunista que se desenvolve em torno de três balizas principais: a política do Partido; o programa do Partido; a filosofia do Partido, que é o marxismo leninismo.
Esta apresentação eletrônica da coleção de A Classe Operária contém os exemplares que sobreviveram à fúria repressiva através das décadas. Ela foi possível graças ao historiador e militante comunista José Luiz Del Roio, ao IAP (Instituto Astrojildo Pereira) e ao CEDEM (Centro de Documentação e Memória da UNESP), instituição fez o tratamento da coleção sendo, atualmente, depositária para consultas. A Fundação Maurício Grabois registra aqui seu agradecimento ao emprenho e à autorização de todos para a reprodução eletrônica deste conteúdo histórico fundamental. Muito obrigado, camaradas e amigos!
Esta apresentação eletrônica da coleção de A Classe Operária contém os exemplares que sobreviveram à fúria repressiva através das décadas. Ela foi possível graças ao historiador e militante comunista José Luiz Del Roio, ao IAP (Instituto Astrojildo Pereira) e ao CEDEM (Centro de Documentação e Memória da UNESP), instituição fez o tratamento da coleção sendo, atualmente, depositária para consultas. A Fundação Maurício Grabois registra aqui seu agradecimento ao emprenho e à autorização de todos para a reprodução eletrônica deste conteúdo histórico fundamental. Muito obrigado, camaradas e amigos!
José Carlos Ruy - Editor de A Classe Operária
Maranhão é o 2º estado com menor taxa de mortes violentas do NE
October 30, 2016 9:50O Maranhão é o segundo estado do Nordeste com menor taxa de mortes violentas intencionais (MVI), segundo o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última sexta-feira (28).
De acordo com o relatório, o estado apresenta 33,8 homicídios por 100 mil habitantes e só fica à frente do Piauí na região.
Os números, referentes ao ano de 2015, são baseados em informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do próprio Fórum Brasileiro de Segurança.
No relatório, o Maranhão também figura entre os estados do Grupo 1, com maior qualidade de dados registrados. Os estados do Grupo 2 apresentaram menor qualidade de informações, e os do Grupo 3, trouxeram dados cuja qualidade não pode ser atestada.
Juntamente com o Maranhão, fazem parte do Grupo 1: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal.
No Grupo 2 da análise do Fórum Brasileiro de Segurança, estão: Acre, Amapá, Paraíba, Rondônia e Tocantins. No Grupo 3, apenas o estado do Amazonas.
A alta confiabilidade dos dados do Maranhão, apontada pelo relatório, deve-se também ao fato do estado ter incluído no levantamento do ano passado os dados de 80 cidades que não eram computadas até 2014.
Investimentos em segurança
Desde 2015, o governo estadual tem investido em segurança pública para buscar a diminuição dos índices de homicídio, sobretudo na Região Metropolitana de São Luís, que despontou como uma das mais perigosas capitais brasileiras no Mapa da Violência referente ao ano de 2014.
Mediante a instituição do Pacto Pela Paz, um conjunto de ações na área de segurança que envolvem aquisição de equipamentos, investimentos em tecnologia, contratação de policiais e estreitamento das relações com a comunidade, houve redução em 20% do número de homicídios no primeiro semestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2014.
O fortalecimento da segurança também implicou em maior resolutividade das investigações de homicídio, com aumento de 300% da média de casos elucidados em até três dias. A variação corresponde a uma comparação dos sete primeiros meses de 2016 com o mesmo período de 2014.
Também cresceu o número de apreensões de armas e drogas, trazendo um prejuízo de mais R$ 6 milhões para o narcotráfico, segundo dados da SSP. Por meio do Pacto Pela Paz, o governo do estado contabiliza a contratação de 1.500 novos policiais, 450 novos veículos, entre viaturas e motocicletas, além da modernização dos sistemas de monitoramento e radiocomunicação da polícia
fonte maranhaodagente.com.br
A PUTA
October 30, 2016 8:37
A PUTA
Ela é uma puta, só uma puta, não mais.
Pasto para repasto de todos, não mais.
De carnes devidamente tarifadas
E sexo cronometrado, é desaguadouro
De instintos, talvez necessidades
Que perambulam libidos e camas.
Execrável porque exemplo de pior estirpe,
Quase delito inscrito em pouca roupa
E maquiagem, talvez disfarce, esconderijo.
Ontem resolvi seguir a puta.
Curioso do humano, do que se esconde
Onde colam rótulos, resolvi seguir a puta,
Descobrir em que meandros palmilha
As horas fora do expediente.
Ela despediu-se das amigas,
Parceiras e concorrentes nas calçadas,
E se encaminhou para o terminal dos ônibus.
Desceu em subúrbio onde mora a miséria
E a morte faz incursões diárias
Para casamentos continuados,
Com a aids, as diarréias, as balas perdidas.
Entrou no supermercado, ar de preocupada,
E saiu com duas bolsas, materialização
De gemidos, obscenidades, esperma e cio
Em comida, material de limpeza e outros.
Caminhou bom pedaço de muitos metros
E chegou em casa, atravessando a porta.
Não bastou. Incursão interrompida
É só passeio, não se justifica.
Era preciso eu saber mais, ver mais,
E sorrateiramente caminhei para a janela.
Em redor da puta crianças brincavam,
Felizes, vasculhando as bolsas,
Farejando novidades para os paladares.
Numa poltrona rasgada, toda manchada,
Em trajes domésticos e não maquiada,
A puta tinha no colo uma contradição,
Talvez fruto de um amor proibido
Ou distração na hora em que trabalhava.
Doce e despida do rótulo,
Absolutamente doméstica,
Longe dos clientes e das calçadas,
Uma mãe amamentava.
Francisco Costa
Ela é uma puta, só uma puta, não mais.
Pasto para repasto de todos, não mais.
De carnes devidamente tarifadas
E sexo cronometrado, é desaguadouro
De instintos, talvez necessidades
Que perambulam libidos e camas.
Execrável porque exemplo de pior estirpe,
Quase delito inscrito em pouca roupa
E maquiagem, talvez disfarce, esconderijo.
Ontem resolvi seguir a puta.
Curioso do humano, do que se esconde
Onde colam rótulos, resolvi seguir a puta,
Descobrir em que meandros palmilha
As horas fora do expediente.
Ela despediu-se das amigas,
Parceiras e concorrentes nas calçadas,
E se encaminhou para o terminal dos ônibus.
Desceu em subúrbio onde mora a miséria
E a morte faz incursões diárias
Para casamentos continuados,
Com a aids, as diarréias, as balas perdidas.
Entrou no supermercado, ar de preocupada,
E saiu com duas bolsas, materialização
De gemidos, obscenidades, esperma e cio
Em comida, material de limpeza e outros.
Caminhou bom pedaço de muitos metros
E chegou em casa, atravessando a porta.
Não bastou. Incursão interrompida
É só passeio, não se justifica.
Era preciso eu saber mais, ver mais,
E sorrateiramente caminhei para a janela.
Em redor da puta crianças brincavam,
Felizes, vasculhando as bolsas,
Farejando novidades para os paladares.
Numa poltrona rasgada, toda manchada,
Em trajes domésticos e não maquiada,
A puta tinha no colo uma contradição,
Talvez fruto de um amor proibido
Ou distração na hora em que trabalhava.
Doce e despida do rótulo,
Absolutamente doméstica,
Longe dos clientes e das calçadas,
Uma mãe amamentava.
Francisco Costa
Não foi por falta de aviso...
October 29, 2016 16:03Hoje um amigo dos Correios me disse que lá a barra esta pesada.Estão fechando regionais, terceirizando até entrega de correspondência, foi aberto um PDV cruel e quem não quiser vai ser transferido ou demitido.É a privatização que está vindo. E um monte deles protestaram contra a Dilma. SIfu....
MBL é expulso de escola em MG
October 29, 2016 15:48Ao som de "sai da minha escola", MBL é expulso da Escola Estadual Central de Minas Gerais por estudantes.



