Lindbergh escapou de ser assassinado ontem
September 26, 2016 21:34![]() |
| A vida por um fio |
Lindbergh escapou de ser assassinado ontem por um fanático de direita.
Lindbergh escapou de ser assassinado ontem por um fanático de direita.
Por Paulo Nogueira
no Diário do Centro do Mundo
Nunca, nas hostilidades contra pessoas do PT, o agressor mostrou tamanho ódio e tanto ímpeto destruidor.
Um novo degrau foi escalado.
Tivesse o ofensor uma arma, e estaríamos enterrrando hoje Lindbergh.
Ele parecia um cão doido, com todo o respeito pelos animais. Insultava, insultava, insultava. Ficou absolutamente indiferente a algo que poderia refreá-lo: o celular com o qual Lindbergh gravou o atentado.
Parecia se orgulhar da própria selvageria. Tirou a camisa como se estivesse possuído.
Não bastasse a própria fúria, recebeu o incentivo delirante da mulher, vestida de preto e formando com ele um par perfeito.
Ela parecia bêbada, hipótese que ganha força pela circunstância de o incidente ter se dado na noite, na saída de um restaurante.
Foi assustador.
Qual a origem de tamanha raiva? Esta questão é fácil. O radical foi bombardeado estes anos todos com um noticiário segundo o qual o PT é a essência do mal.
Vive no Rio, base da Globo. É o típico brasileiro de classe média exposto ao Jornal Nacional, à Globonews, à CBN, ao Globo: às múltiplas mídias dos Marinhos.
Virou um perfeito idiota, um analfabeto político, um homem-bomba.
Um entre tantos criados pelo jornalismo de guerra da imprensa brasileira.
Ontem um enorme sinal amarelo se acendeu para a sociedade.
Por muito pouco Lindbergh escapou de ser morto pelo crime de pertencer ao PT.
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
O cheiro dos pobres e o sinal dos tempos
September 24, 2016 17:46Quando disse que quase vomitou com o cheiro de um pobre que tentou ajudar colocando-o em seu carro, o candidato a prefeito de Curitiba pelo PMN, Rafael Greca, apenas disse em voz alta o que muitos sentem, mas não dizem neste Brasil esquisito que está surgindo.
Por *Terza Cruvinrl no Brasil 247
- Eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro – disse Greca num debate. Depois, alegou que a frase foi descontextualizada.
De fato, como disse em artigo sobre esta confissão insólita o jornalista José Carlos de Assis, nunca pensamos que Justo Veríssimo, o personagem politicamente incorreto de Chico Anísio, iria nos aparecer um dia na pelo de um candidato real. “Detesto pobre. Pobre tem que morrer”, dizia Justo Veríssimo lá pelos anos 80. Ele era a síntese do politicamente incorreto porque o Brasil era outro. Havia saído da ditadura e tentava ser um país melhor. Uma nova Constituição lançara as bases de um Estado de bem-estar social. Longe de fortalecer preconceitos, pelo contrário, os absurdos ditos por Justo Veríssimo fortaleciam a rejeição ao elitismo e estimulavam o sentimento construtivo da fraternidade.
Uma parte dos brasileiros começou a externar sua ojeriza aos pobres justamente quando um presidente, agora também perseguido, implantou as mais aguerridas políticas de combate à pobreza que o pais já teve. E aí começaram as lamúrias da classe média conservadora contra os pobres. Ganhavam Bolsa Família e não queriam mais trabalhar. Ascendiam socialmente e entupiam os aeroportos, entrando esmolambados e de chinelas nos aviões, sentando-se na poltrona errada. Com o Pro-Uni, deram para ingressar em faculdades privadas. Com as cotas, os pobres e negros, pois uma coisa anda junto com a outra, passaram a disputar com favorecimento vagas nos concursos e nos vestibulares. Deram para frequentar os shoppings, e com esta invasão de produtos chineses, para desfilar com falsas bolsas da Chanel e da Louis Vitton. Com a isenção do IPI, compraram seus carrinhos e contribuíram para infernizar o trânsito. Ah, estes pobres metidos a besta. E estas domésticos, exigindo jornada de oito horas e FGTS regulamentados pela Dilma...
O que Greca verbalizou foi este sentimento coletivo difuso contra os pobres, que deixou de ser politicamente incorreto.
Agora, tudo está voltando ao normal, devem dizer aliviados para seus próprios botões. O desemprego colocou muitos pobres em seu devido lugar. A recessão levou de volta para as casas das famílias muitas domésticas que haviam conseguido emprego no comércio, na indústria e na construção civil. Estes programas sociais, mais dia, menos da, vão ser restringidos na era da austeridade fiscal.
O que Greca disse – que preferiu transferir para a Igreja Católica a gestão de um abrigo social – está sendo dito com eufemismos pelos novos donos do poder político: O Estado tem que ser mínimo e deixar que estes problemas sejam resolvidos pelo mercado. No máximo, pelas Igrejas, as Ongs e outras organizações que gostam de pobres e não vomitam ao sentir o cheiro deles.
*Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País
Serra manda tirar bandeira do Mercosul da frente do Itamaraty
September 24, 2016 16:35| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
Não há mais a bandeira do Mercosul diante do Palácio do Itamaraty, em Brasília; a determinação partiu do chanceler José Serra, que jamais escondeu sua aversão pelos países vizinhos
por Brasília 247
Não há mais a bandeira do Mercosul diante do Palácio do Itamaraty, em Brasília.
A determinação partiu do chanceler José Serra, que jamais escondeu sua aversão pelos países vizinhos
Também deixaram de ser realizadas reuniões para tratar da região.
Uma das primeiras medidas de Serra foi a implosão do bloco, ao agir, em sintonia com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para impedir que a Venezuela assumisse a presidência temporária.
O que Serra busca é uma reaproximação com os Estados Unidos.
Mostra Brasília do 49º Festival de Cinema tem exibições gratuitas
September 24, 2016 14:08![]() |
| JOSÉ VARELLA/DIVULGAÇÃO |
Troféu Câmara Legislativa será disputado por 12 filmes no Cine Brasília, no sábado (24) e no domingo (25)
O sábado (24) marca o primeiro dia da Mostra Brasília, no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A seleção é feita apenas para produções filmadas no Distrito Federal e será exibida no fim de semana, no Cine Brasília (106/107 Sul). Seis curtas-metragens e seis longas concorrem ao Troféu Câmara Legislativa, criado para fomentar o mercado cinematográfico da cidade.
A competição traz a primeira exibição de “A Repartição do Tempo”, estreia na direção de longas-metragens de Santiago Dellape. Os dois curtas dele, “Nada Consta” e “Ratão”, foram premiados no Festival de Brasília em edições anteriores. O longa trata de uma repartição pública na qual o chefe usa uma máquina do tempo para duplicar os funcionários e aumentar o rendimento da equipe.
As sessões são às 11h, 14h e 16h30, no sábado (24/9) e no domingo (25/9), com exibição de um curta seguido por um longa. Todas as entradas são gratuitas.
Os prêmios da mostra somam R$ 200 mil, divididos nas categorias melhor filme de longa-metragem (R$ 80 mil), curta (R$ 30 mil), direção (R$ 12 mil), ator (R$ 6 mil), atriz (R$ 6 mil), roteiro (R$ 6 mil), fotografia (R$ 6 mil), montagem (R$ 6 mil), direção de arte (R$ 6 mil), edição de som (R$ 6 mil), trilha sonora (R$ 6 mil) e, no júri popular, para melhor filme de longa (R$ 20 mil) e de curta-metragem (R$ 10 mil).
Os troféus serão entregues antes da premiação da mostra competitiva do festival, na terça-feira (27), em solenidade exclusiva para convidados.
Veja a programação completa:
Sábado (24/9)
11h – “Das Raízes às Pontas”, de Flora Egécia, 20min, 2015, DF (livre) – “A repartição do Tempo”, de Santiago Dellape, 100min, 2016, DF (14 anos)
14h – “Juraçu”, do Coletivo Broa de Milho, 12min, 2016, DF (14 anos) – “Estrutural”, de Webson Dias, 80min, 2016, DF (14 anos)
16h30 – “Vesti La Giubba”, de Johil Carvalho, 14min40, 2016, DF (12 anos) – “Cícero Dias – O Compadre de Picasso”, de Vladimir Carvalho, 79min, 2016, DF (livre – foto no alto da página)
Domingo (25/9)
11h – “O Luto”, de João Gabriel Caffarelli e Saulo Santos, 2min, 2015, DF (livre) – “#Era dos Gigantes”, de Maurício Costa, 122min, 2016, DF (livre)
14h – “A Festa dos Encantados”, de Masaroni Ohashy, 15min, 2016, DF (livre) – “Catadores de História”, de Tania Quaresma, 75min, 2016, DF (livre)
16h30 – “Rosinha”, de Gui Campos, 14min, 2016, DF (14 anos) – Cora Coralina – Todas as Vidas”, de Renato Barbieri, 74min, 2015, DF (livre – foto acima)
do Portal Metrópoles
Assembleia Geral mostra a unidade da categoria
September 24, 2016 13:58| Assembléia Grtal do Sinpro/DF Foto Joaquim Dantas |
Professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa e aposentados(as) estavam unidos(as) na Praça do Buriti, na manhã desta quinta-feira (22), para a Assembleia Geral. A pauta da Assembleia consiste em reagir aos inúmeros descasos do GDF e ataques do Governo Federal, que visam retirar direitos já adquiridos dos(as) trabalhadores(as) e impedir avanços, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 241 / 2016, que representa uma perda de R$ 345 bilhões para as áreas de educação, saúde e assistência social entre 2017 e 2022.
Por Tomaz Campos em sinprodf
Outra ameaça é o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 257/2016, que propõe o congelamento dos salários de servidores(as) públicos(as) dos estados e municípios. O projeto ainda impõe aumento da alíquota previdenciária do(a) servidor(a) para 14% e estabelece um regime privado para a aposentadoria dos(as) servidores(as).
Já o Projeto de Lei (PL) nº 4330/2006 e a Lei n° 9.637 de 1998, abrem as portas para a privatização das escolas públicas através das Organizações Sociais (OS), com a terceirização de todos(as) os(as) profissionais. Estes novos contratos, sem concurso público e sem vínculo com o empregador, poderão ser feitos sem as garantias trabalhistas (férias, 13º, FGTS, etc).
O fim dos royalties do petróleo para a educação é o que propõem os Projetos de Lei (PL) nº 4.567/2016 e nº 6.726/2013, que tratam da privatização do pré-sal e do fim do regime de partilha na exploração do petróleo e gás natural. Estas mudanças inviabilizam o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação.
Como se todas estas mazelas propostas já não fossem suficientes, o Governo Federal, com a reforma da Previdência, planeja elevar a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres para 65 ou 70 anos, sem diferenciação de sexo e abrangendo os atuais contribuintes que ainda não se aposentaram, além de limitar a aposentadoria rural e de encerrar a aposentadoria especial do magistério.
No Distrito Federal, impera o descaso por parte do governo de Rodrigo Rollemberg, que não cumpre a Lei do Plano de Carreira, e não paga o reajuste dos(as) servidores(as), o reajuste do auxílio alimentação, a pecúnia da licença-prêmio dos(as) aposentados(as) e não nomeia professores(as) e orientadores(as) educacionais. Somente nos anos de 2015 e 2016, 1731 professores(as) e orientadores(as) se aposentaram e desde 2014 não foi nomeado nenhum orientador(a) educacional. O fato mostra o total descompromisso do GDF com a educação.
Diante deste quadro aterrorizador, a categoria provou estar unida para o enfrentamento e não aceitará nenhum direito a menos. As deliberações aprovadas por ela são as seguintes:
Greve geral. Ainda sem data definida, esta grande mobilização nacional está sendo organizada pela CUT e demais centrais sindicais, com o lema “Nenhum direito a menos”.
Dia de mobilização. No dia 5 de outubro, ocorrerão debates nas escolas contra a Lei da Mordaça, pois a categoria repudia qualquer atentado contra a liberdade de ensinar dos(as) professores(as) da escola pública e não admite a ingerência dos deputados e deputadas da CLDF ao tentarem inquirir professores(as) a prestarem esclarecimentos sobre o seu trabalho e suas competências.
Assembleia Geral. No dia 10 de novembro, ocorrerá a próxima Assembleia Geral do Sinpro.
Mobilização permanente. Em virtude de novos ataques que diariamente assolam a vida dos(as) trabalhadores(as) e especialmente da categoria, como a proposta do Governo Federal que pretende, por medida provisória, enxugar o Ensino Médio, a Assembleia definiu que a mobilização da categoria será permanente.
Rechaçar qualquer ingerência da Fundação Itaú Social.
Com a decisão de mobilização permanente, o Sinpro conclama a categoria a permanecer unida para todos os enfrentamentos, rumo à Greve Geral. “Nenhum direito a menos”.


