...Eu Chorei o Dia Inteiro Calada...
June 22, 2016 9:14Espetáculo homenageia a todas as mulheres mortas na Ditadura Militar
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
"...os que vão lutar te saúdam! o povo, o teu povo te saúdae inscreve no peito em secreta caligrafia o teu nome que é VIVOe SEMPRE!"Em homenagem a todas as mulheres mortas na Ditadura MilitarO Mito das Mulheres que Viravam Borboletas
A ditadura militar, que se instalou no Brasil de 1964 à 1985 fez, oficialmente, 434 vítimas nesse período, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, CNV. Entre os mortos e os desaparecidos não existe um consenso de quantas mulheres compõem essa estatística porém, estima-se que sejam mais de 150 vítimas.
Entre essas mulheres vítimas da ditadura está Zuleika Angel Jones, ou apenas Zuzu Angel, que foi uma das mais importantes estilistas da história da moda no país, além de incansável oponente da violência do governo militar.
Mãe de Stuart Edgar Angel Jones, torturado e assassinado pela ditadura, Zuzu passou anos denunciando as arbitrariedades da repressão até morrer em um "acidente" de carro suspeito em 1976.
Para homenagear essas valorosas mulheres o Instituto de Artes da UNB apresentará nos dias 28 de junho e 2 de julho, sempre às 19h, o espetáculo Eu Chorei o Dia Inteiro Calada, que contará com a atuação dos alunos do IDA. A direção é de Jemima Bracho e a entrada é gratuita.
CL/DF adia votação do projeto que legaliza o Uber
June 22, 2016 3:30Câmara Legislativa do DF adia votação do projeto que legaliza o Uber
A Câmara Legislativa do Distrito Federal adiou para esta quarta-feira (22) a votação que decide o futuro do aplicativo Uber no DF. Após mais de seis horas de debates sobre o texto enviado pelo Executivo, os deputados distritais não conseguiram chegar a um acordo. A proposta sobre o aplicativo tramita desde novembro na Câmara.
Entre os itens sem consenso estão a limitação do número de licenças e a forma de pagamento de tributos ao governo do DF. O artigo mais polêmico do projeto é a proibição do Uber X, uma modalidade que prevê carros comuns para o transporte de passageiro, e, se for aprovado, manteria no mercado somente carros considerados de luxo.
Dois textos
O relator do projeto, deputado Professor Israel (PV), diz que foram propostos dois textos substitutivos. Segundo ele, os parlamentares voltam a se reunir com técnicos nesta quarta-feira pela manhã para afinar o texto final e que o projeto volta ao plenário para votação amanhã à tarde.
"Nós não queremos limitação do número de licenças se não vamos transformar o serviço de aplicativos em serviço de táxi. Algo que avançou na discussão é a questão da permissão de uma cobrança por quilômetro rodado pelos aplicativos e isso vamos deixar o Executivo provavelmente decidir. Agora não queremos que seja muito alta essa taxa para não afetar o preço de serviço”, disse.
O deputado Chico Vigilante (PT) defende que o texto deve volte ao Executivo. “Como é que vamos fixar uma taxa se a gente não sabe com que base vamos fazer isso? A responsabilidade é dele [do governo], sob pena de que qualquer modificação profunda que se fizer aqui na câmara, o Ministério Público entrar com uma ação questionando a constitucionalidade, porque o substitutivo colocado tem muito detalhamento, inclusive criando modalidade de transporte e deputado legalmente não pode fazer isso."
Conflito
E a falta de consenso não existe apenas dentro da Câmara. Do lado de fora da Casa, taxistas e motoristas do Uber chegaram a entrar em conflito nesta terça-feira. Um taxista foi flagrado atirando fogos de artifício contra um grupo do Uber. Outro homem foi detido por policiais militares portando um rojão. Foi necessário montar um cordão de isolamento com policiais separando os dois grupos.
O taxista Francisco Lima é contra o projeto. “Nós taxistas somos todos legalizados, cumprimos com todos os critérios exigidos pelos órgãos fiscalizadores e, para ser taxista, para você trabalhar com o transporte individual de passageiro, requer inúmeras exigências e nós cumprimos todas elas, e eles, não.”
Motorista do Uber desde 2015, Alberto Aguiar é a favor da proposta. “O Uber hoje é aprovado por 98% da população do DF. É um serviço de qualidade, com preço acessível e que a população consegue pagar e está gostando e muita gente, com essa crise atual do estado, usa o Uber até para botar dinheiro dentro de casa.”
do Radiojornalismo da EBC
Moradores de rua querem ir para albergues no frio
June 22, 2016 3:00![]() |
| Estação Vivência, na Rua Pedro Vicente, zona norte de São Paulo Foto Laís S. Araújo/ Brasil de Fato |
Por que nem todos os moradores de rua querem ir para albergues no frio?
Além das questões de higiene e segurança, nem sempre é fácil para essas pessoas se adaptarem às regras dos abrigos
por Laís S. Araújo
Especial para o Brasil de Fato
“Não vão porque não querem, então não podem reclamar”. Esse pensamento é recorrente durante o diálogo sobre a população em situação de rua que não recorre aos abrigos mesmo nos dias em que se registram temperaturas baixíssimas nos termômetros.
De fato, ir para um abrigo não é o desejo de todos que dormem nas vias públicas. As razões variam de reclamações sobre a estrutura física das casas à dificuldade de adaptação às regras destes locais. Para algumas pessoas, a grande rotatividade e a impossibilidade de estar junto a seus companheiros e animais também influenciam na decisão de ir ou não para esses alojamentos.
Muitas vezes, a dificuldade de se adequar não é uma escolha: ter crescido sem um núcleo familiar ou nunca ter morado em residência fixa, por exemplo, torna mais complexa a vida em sociedade, como o trabalho, a escola ou mesmo os albergues em dias frios.
A compreensão de tais nuances é considerada essencial por Robson César Correia, fundador do Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua em São Paulo, para evitar novas mortes.
“Tem casa tão péssima que o morador de rua prefere ficar no frio. Falta higiene, falta preparo dos funcionários, tem muito furto de pertences, apesar da existência dos maleiros, sem contar o medo de doenças quando há aglomeração”, enumerou Correia.
De acordo com a última atualização da Prefeitura de São Paulo, existem 102 pontos de acolhida, entre centros provisórios e fixos, com 9.963 vagas permanentes e 1.517 provisórias, oferecidas durante os dias mais frios. Um desses locais é a casa Arsenal da Esperança, no Brás, que abriga até 1.150 pessoas.
“Consideramos superlotada. Mas se a gente for exigir uma mudança nisso, todas essas pessoas [que lá estão] serão prejudicadas”, pondera Correia.
Estigma
Correia, que mantém uma pequena sala no Anhangabaú, centro de São Paulo, como sede do movimento, é enfático ao lembrar que existe uma caracterização errônea da população de rua, o que dificulta a reivindicação por melhorias.
“Ousam dizer que o morador de rua não quer ir pro albergue porque lá não se pode tomar cachaça e usar droga, ou porque não querem tomar banho. Mas não é bem assim. Se o morador de rua não quisesse tomar banho, por exemplo, não brigaria com a fiscalização para fazer isso nos espaços públicos. Sem banheiro público, ele utiliza a calçada. Isso gera um atrito com a sociedade, que fala que ele está sujando a cidade, mas não lembra de falar da falta de políticas públicas também”, avaliou o militante.
Além do direito à autonomia que essas pessoas têm, um fator costuma ser escanteado pelas discussões sobre as regras e estruturas de abrigos urbanos: cada pessoa é disciplinada de forma diferente, conforme sua trajetória de vida, e isso faz com que alguns tenham mais ou menos capacidade de adaptação a regras.
Daiane Gasparetto, psicóloga e doutoranda da Universidade Federal do Pará (UFPA) e autora da dissertação “Corpos em situação de rua em Belém do Pará: os testemunhos da desfiliação social”, explica que, no cotidiano, as pessoas são inseridas em processos que as condicionam a se adequar a normas tanto de controle individual quanto coletivo.
“A obrigação de ir à escola é um desses processos. Trabalhar, seguir horários e regras de uma residência são outros. A população de rua passa por isso em âmbitos diferentes, como na disputa de territórios públicos –em geral, por meio da repressão. Não poder permanecer em determinadas praças ou obedecer à figura policial são exemplos”, define Daiane.
A pesquisadora explica que essa disciplina adquirida, ao mesmo tempo que pode conduzir o corpo à submissão às regras e obediência ao poder, também é considerada responsável pelas capacidades de produtividade social. Ou seja: os mais envolvidos nestas rotinas podem desenvolver maior aptidão com espaços regrados, como salas de aula, espaços de trabalho e, até mesmo, casas de acolhida. E quanto menos experiências de disciplina, maior é a chance de o sujeito perder os vínculos sociais.
“Todos nós temos direitos sociais, um lugar de cidadania que deveria ser garantido. Mas se você vive na rua, por exemplo, perde o direito de entrar em certos espaços, por razões como as suas vestes e a sua aparência. E isso é a desfiliação. Parte da cidade é negada a você”, argumenta a psicóloga.
Como deveriam ser as políticas públicas?
Daiane lembra que todos os projetos, antes de buscar respostas de pesquisadores, deveriam ouvir as urgências da própria população. “É importante refletir se em algum momento já houve integração social dessas pessoas, porque há os que estão em situação de rua desde a infância, por uma série de violações de direitos. Então, é importante ter atenção para a singularidade das histórias”, afirmou.
Também é preciso lembrar que a população de rua, como qualquer outro segmento social, é heterogênea. “Chamamos de moradores de rua os que vivem sob as marquises, viadutos. As pessoas em situação de rua aquelas que procuram ou moram em abrigos. Os trecheiros estão sempre se mudando, às vezes por causa de trabalho, e permanecem na rua ou em ocupações e depois mudam de cidade. E também tem os escondidinhos, em geral ex-presidiários sem empregabilidade que se camuflam junto aos moradores de rua”, categoriza Correia, do Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua em São Paulo.
Para ele, somente com o entendimento dessas diferenças, que não são as únicas, é que seria possível criar medidas efetivas.
“As medidas paliativas são necessárias, mas é preciso criar portas de saída. São Paulo acha que um prato de comida e uma cama resolve o problema do morador de rua. Não resolve. Mesmo projetos para proporcionar habitação fixa podem fracassar. Tem que ter um acompanhamento. Se faz curso de capacitação, é preciso pensar na empregabilidade. Se vai para uma casa fixa, no desenvolvimento da autonomia, da capacidade de sustento. Este processo é essencial”, analisa o militante do movimento.
É o que Cláudio*, 51, atualmente abrigado na Estação Vivência, no Pari (zona norte), pensa também.
Um bom exemplo
A Estação Vivência, na Rua Pedro Vicente, é um abrigo que começa a receber interessados na pernoite no começo da tarde. Eles fazem fila ao lado do portão azul até às 16h, quando começam a ser recebidos.
Há 150 vagas no total - além de dez vagas extras durante o período mais frio - e, do lado de dentro, 55 homens têm o direito de permanecer por todo o dia. Eles recebem o direito à estabilidade por respeitarem as regras do local e terem bom comportamento, e quem tem limitações de saúde tem prioridade.
Um destes homens é Cláudio, que entrou na casa no final de abril. Ele tem planos de voltar a ter uma residência fixa e trabalhar até o final deste ano e, por isso, pediu para não ser identificado durante a entrevista. Não quer ser estigmatizado.
“Tem gente que acha que as pessoas estão na rua porque querem, mas cada um tem uma história. Quem sempre morou na rua tem muito mais dificuldade de integração em uma escola, em um albergue. É preciso um acompanhamento muito mais complexo, que às vezes não acontece. A rotina é algo difícil de manter se você nunca teve pai e mãe, se quase não foi à escola”, afirma.
Cláudio nasceu na Bahia e tem ensino superior completo. Conta que não tinha uma boa relação familiar e que, ainda jovem, teve que ir embora de sua cidade após ameaças de um irmão. A situação o desestabilizou e, apesar de ter trabalhado e sido voluntário em diferentes áreas, passou longos períodos na rua. Tenta restabelecer contato com a família quase diariamente com ajuda da psicóloga do abrigo.
“Eu acho aqui um lugar bom. Me dá o suporte que preciso agora. A gente tem muito contato com a psicóloga, os assistentes sociais. É limpo e tem comida. Mas já teve lugares em que eu cheguei na porta e não quis ficar. Tem lugar em que não somos bem tratados”, comparou.
A casa de acolhida foi visitada pela reportagem sob supervisão da Prefeitura de São Paulo. O local possui uma sala para depósito de objetos pessoais, beliches, área de convívio e alimentação, que é oferecida três vezes ao dia. Uma pequena decoração de festa de aniversário permanece no local e é utilizada mensalmente em comemoração coletiva.
A responsável pelo apoio psicológico explica que o serviço oferecido visa estimular a autonomia e a possibilidade de garantir trabalho e residência. Há quem consiga estabilidade em torno de seis meses, mas não há um limite de tempo para aqueles que seguem a rotina do local.
Como em todos os centros de acolhimento, bebidas não são permitidas e é preciso respeitar os horários: a saída ocorre às 8h e a entrada, entre as 16h e as 20h. Para Cláudio, esse é o único momento de tensão no local, porque novas pessoas chegam e ele não sabe quem conhecerá.
* Nome fictício
Onça é morta após solenidade olímpica no AM
June 21, 2016 10:10Em Manaus, onça que participou do revezamento da Tocha Olímpica é morta com tiro de pistola.
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Ao que parece a falta de preparo e a desorganização dos órgãos que promoveram as solenidades da passagem da Tocha Olímpica em Manaus, capital do Amazonas, levaram à morte de uma onça pintada, conhecida como Juma, que participou do desfile.
O revezamento da Tocha Olímpica aconteceu na manhã desta segunda-feira (20), na capital amazonense, que contou com a participação do animal que estava sob a responsabilidade do zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS, de onde o animal escapou após o desfile.
A informação da morte da onça foi confirmada no mesmo dia, através de nota enviada pelo Comando Militar da Amazônia, CMA. Segundo o Comando "no dia 20 de junho de 2016, no final da manhã, uma onça veio a escapar no interior do Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS, que no momento do ocorrido se encontrava fechado, vazio e em segurança".
O CMA informou ainda que o animal foi recapturado por veterinários que, mesmo após ter sidi atingido por tiros de tranquilizantes, avançou em direção a um dos militares que estava no local, motivando o tiro de pistola que matou o felino.
Para justificar o disparo de arma de fogo o CMA disse em nota que "como procedimento de segurança, visando proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores, foi realizado um tiro de pistola no animal, que matou Juma”.
Íntegra da nota do CMA:
NOTA À IMPRENSA
1. O Comando Militar da Amazônia (CMA) informa que, no dia 20 de junho de 2016, no final da manhã, uma onça veio a escapar no interior do Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), que no momento do ocorrido se encontrava fechado, vazio e em segurança.
2. Uma equipe de militares composta de veterinários especializados no trato com o animal foi ao seu encontro para resgatá-la. O procedimento de captura foi realizado com disparo de tranquilizantes. O animal, mesmo atingido, deslocouse na direção de um militar que estava no local. Como procedimento de segurança, visando a proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores, foi realizado um tiro de pistola no animal, que veio a falecer.
3. O Comando do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) já determinou abertura de processo administrativo para apurar os fatos.
Atenciosamente,
SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO COMANDO MILITAR DA AMAZÔNIA
“A força do povo brasileiro defendendo a Amazônia”
Piauí terá projeto para reeducar agressores de mulheres
June 21, 2016 8:50A promotora Amparo de Sousa Paz, coordenadora do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), anunciou que o Piauí vai implantar um projeto piloto para combater a reincidência de violência contra a mulher.
Batizado de Reeducar, ele vai iniciar em julho com 10 homens que foram enquadrados na Lei Maria da Penha e que cumpriram pena por lesão corporal, ameaça e injúria contra mulheres.
Para a promotora, a ideia é que os agressores recebem informações e evitem praticar novos atos de violência. "O projeto vaio trabalhar a educação e reflexão, principalmente sobre as atitudes dos agressores para evitar reincidência nos crimes", pontua Amparo.
A promotora explicou que o modelo é semelhante a um que existe no Rio Grande do Norte e, no Piauí, acontece em parceria com a Coordenadoria Municipal de Política das Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça. Dentro do projeto, os agressores irão receber abordagem sobre igualdade de gênero, Lei Maria da Penha, sobre saúde do homem e relação homem e mulher.
Segundo a promotora, os índices de violência contra a mulher vem crescendo no Estado e são dados assustadores. No ano passado, os casos de agressões contra as mulheres foi maior do que o número de acidentes de trânsito.
Abrigo Feminino
Com relação à Casa Abrigo Mulher Viva, a promotora Amparo Paz afirmou que já ajuizou ação civil pública em que denuncia diversas irregularidades nas instalações do espaço e disse que o último informe é que o juiz João Gabriel Furtado pediu uma posição do governo sobre o abrigo e aguarda uma resposta. Após a defesa do estado, o Juiz proferirá a sentença.
A casa abriga, além das mulheres, os filhos que também estavam expostos à situação de violência doméstica. O espaço tem capacidade de acolher dez pessoas por vez, entre mulheres e crianças e se encontra em péssimas condições, segundo visita técnica do Ministério Público.
A Casa Abrigo é a única disponível no estado para o acolhimento de mulheres e filhos, recebendo casos do interior e da capital, e já funciona há 11 anos.
Flash de Yala Sena
Redação: Diego Iglesias
Recacao@cidadeverde.com







