PGR recebe quase 18 mil reclamações e decide apurar conduta de Bolsonaro
April 21, 2016 4:00![]() |
| Foto Renato Araújo/ABr |
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu investigar a conduta do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) após receber 17,8 mil reclamações de cidadãos que criticaram a conduta do parlamentar durante a votação da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no último domingo (17).
Em breve discurso antes de votar a favor da abertura do impeachment, Bolsonaro exaltou o coronel Carlos Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da ditadura militar brasileira, falecido no ano passado.
As reclamações foram recebidas em todo o país por meio de um serviço eletrônico do Ministério Público Federal (MPF) que permite aos cidadãos denunciar qualquer tipo de crime.
O procedimento aberto pela PGR será analisado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, porque Bolsonaro é deputado. Como parlamentar, ele também tem direito ao foro de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
da Agência Brasil
Codhab oferece serviço de assistência em casa de assessor de distrital
April 21, 2016 3:30![]() |
| LEONARDO ARRUDA/METRÓPOLES |
No lote, de propriedade de um assessor lotado no gabinete do deputado Lira (PHS), funciona um posto de atendimento da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal.
Ao lado, há uma confecção onde há propaganda do parlamentar
por Ary Filgueira
no Portal Metrópoles
Vizinhos de porta, uma confecção e um posto da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) chamam a atenção de quem passa no Conjunto C, na QR 3, Vila Buritizinho, em Sobradinho 2. O lote onde funcionará a agência da Codhab é de propriedade de Jedson da Silva Nascimento, lotado no gabinete do parlamentar do distrital Lira (PHS). Já na loja, um cartaz enaltece a atuação do deputado: “Trabalhando pelo povo”.
A unidade da companhia integra um programa que visa promover melhorias habitacionais a famílias carentes residentes em áreas regularizadas ou em fase de regularização fundiária. Segundo a Codhab, os locais onde estão instalados os postos não recebem qualquer ajuda financeira ou pagamento de aluguel. Tudo é feito por meio de parcerias com lideranças comunitárias.
Foi justamente o que fez Jedson. O funcionário que trabalha para o deputado Lira ofereceu parte do lote em que vive para a montagem da unidade da empresa pública. A companhia, por sua vez, cedeu profissionais de arquitetura para auxiliar os moradores da região. Procurada pela reportagem, a Codhab informou que o programa não tem vínculo político, apenas conta com o apoio de líderes comunitários “para tratar de assuntos de interesse da população a fim de minimizar o déficit habitacional do DF”. O posto começa a funcionar na próxima terça (26).
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| A previsão é que o posto inicie as atividades na próxima terça-feira (26/4) |
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Também por meio da assessoria, o deputado Lira (PHS) afirmou que desconhecia a existência do posto da Codhab no lote de um dos seus assessores. Apesar disso, disse não ver qualquer irregularidade no fato do funcionário, que é líder comunitário na região há vários anos, ceder parte do lote onde vive para ajudar os moradores de Sobradinho 2.
Vulnerabilidade
O programa da Codhab prevê a instalação de pontos de assistência técnica pública e gratuita nas áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia para o projeto e a construção de habitação de interesse social. A instalação desses postos segue regras determinadas pela Lei nº 11.888, de 2008.
Os serviços são custeados por recursos de fundos direcionados à habitação de interesse social (Fundhis), por recursos públicos orçamentários ou por recursos privados contratados pelo interessado. A seleção dos beneficiários deve ocorrer por meio de critérios que priorizam atendimento às famílias mais carentes e em situação mais vulnerável de habitabilidade.
A vergonha mundial ainda protege o Brasil
April 21, 2016 3:00
Por Fernando Brito
No Tijolaço
No Tijolaço
Xico Sá faz uma observação preciosa hoje: “a imprensa brasileira não contava com a imprensa mundial”.
De fato, além da silenciosa imobilidade dos militares, o mundo é um dos maiores (e como o mundo é grande) obstáculo a que o espasmo golpista ainda não tenha consumado sua obra nefasta.
Você certamente está vendo como aquilo que chamamos aqui de Circo dos Horrores , ainda no princípio da votação, está repercutindo pelo planeta.
Posto, ao final do post, a análise do comentarista da TV SIC (Sociedade Independente de Comunicação, emissora privada de Portugal), Miguel Sousa Tavares afirma que “nunca viu o Brasil descer tão baixo”.
Diz, sem meias palavras: “Foi uma assembleia geral de ladrões, presidida por um ladrão”.
Coisa que dezenas de comentaristas políticos deste país acham e que nenhum deles tem coragem de dizer.
É preciso que venham blogueiros para chamas as coisas pelo nome que chamei: suinocracia.
É bem verdade que alguns deles agora, com a overdose de provincianismo canalha daquela noite estejam se dizendo chocados. Até Joaquim Barbosa vem agora dizer que “é de chorar de vergonha” e patético o que se passou.
Ora, passou-se porque a imprensa estimulou e a Justiça deixou, porque não só há as ações quanto os motivos para Eduardo Cunha já ter sido apeado, há muito tempo na presidência da Câmara e, em consequência, daquele escárnio que assistimos.
Embora aquela chusma de canalhas tenha responsabilidades das quais não poderão fugir, a verdade é que são simples agentes de pessoas muito bem postas e que não clamam a Deus nem ao amor de seus filhinhos, mas ao dinheiro.
Foi esta gente, que, se servindo do bando de energúmenos eleito por um sistema eleitoral comandado pelo dinheiro, colocou o Brasil nesta impensável situação de um retrocesso que reduz um dos maiores países do mundo à condição de “banana republic” centroamericana.
Repito o escrito ainda na madrugada da vergonha: “Nada, nenhum argumento político ou jurídico será mais desmoralizante, aqui ou lá fora, para o golpe no Brasil que o comprometimento e o comportamento de seus agentes executores.”
Mas repito tudo, porque eles são mesmo apenas os agentes executores. Os seus autores, as elites brasileiras, sua mídia e uma Corte Suprema que sabia e sabe perfeitamente com quem lidava ao autorizar a consumação daquela tragédia é que são seus autores.
Esta é a razão que os impede de usar a frase simples, direta, cristalina, que não se ouve aqui sem o sotaque de português: Dilma está sendo derrubada por uma assembléia geral de ladrões presidida por um ladrão”.
Vídeo emocionante sobre a votação do Impeachment
April 20, 2016 16:44![]() |
| Foto Joaquim Dantas |
O canal Vai Ter Luta, no You Tube, divulgou um emocionante vídeo onde retrata, desde o acampamento da Frente Brasil Popular no Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, até a frente do Congresso Nacional, onde uma multidão acompanhou a votação da admissibilidade do Impeachment da presidenta Dilma.
Livro sobre crianças torturadas na Ditadura
April 20, 2016 16:03Câmara de Campinas faz lançamento de livro sobre crianças torturadas na Ditadura
O livro Infância Roubada: crianças atingidas pela Ditadura no Brasil, elaborado pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, será lançado na Câmara de Campinas, nesta terça-feira, 14, a partir das 14h30. O livro reúne relatos de crianças presas, torturadas e exiladas durante a ditadura no Brasil.
Resultado de audiências “Verdade e Infância Roubada” realizadas durante uma semana de maio de 2013, o livro contém histórias de mães e filhos de presos políticos, perseguidos e desaparecidos da ditadura.
O evento, promovido pelo vereador Pedro Tourinho (PT), terá a presença do deputado estadual e ex-presidente da Comissão, Adriano Diogo, além de Ñasaindy Barret e Ernesto Nascimento, vítimas da ditadura ainda na infância.
Ernesto Nascimento foi torturado quando tinha por volta de dois anos de idade, e chegou a ser considerado, nesta época, um preso político pelo regime ditatorial promovido pelos militares. Tudo porque seu pai era integrante da VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, organização política de combate à ditadura, liderada pelo capitão Carlos Lamarca. Ernesto foi uma das quatro crianças trocadas com outros 40 presos políticos, como resgate do sequestro do embaixador alemão, Ehrenfried von Holleben, em 1970.
No livro, os filhos de combatentes da ditadura, hoje adultos na faixa dos 40 a 50 anos, contaram as suas lembranças da prisão, do exílio, do desamparo, de questionamentos em relação às suas identidades, assim como o medo, a insegurança, isolamento, solidão e vazio que vivenciaram e que, em muitos casos, são traumas não superados. (Com informações de divulgação)





