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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Comida de má qualidade no Restaurante Comunitário do Gama

April 5, 2016 18:28, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Mudança da empresa que administra o Restaurante Comunitário do Gama, tem causado transtornos aos usuários

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Embora tenha resolvido um antigo problema que atormentava os frequentadores do Restaurante Comunitário do Gama, a invasão de pombos na hora do almoço, a empresa que passou a administrar o restaurante popular da cidade este ano, tem causado inúmeros transtornos aos frequentadores do local.

Um dos principais transtornos causado, ao que parece, pela falta organização da empresa, é a falta de um ou mais itens durante o atendimento ao público, o que ocasiona uma imensa fila que atrapalha a volta ao trabalho ou à escola da inúmeros estudantes e trabalhadores que frequentam a unidade. Este fato não é pontual, acontece com frequência, como foi o caso nesta segunda e terça-feira (4 e 5).

Segundo o artista plástico do Gama, Mário Salluz, hoje inúmeras pessoas reclamaram, o que acontece recorrentemente, da má qualidade da alimentação. O frango servido no almoço, segundo Mário, estava anunciado hoje no cardápio como "frango assado", entretanto, estava tão duro que não foi possível consumir o produto, fato que gerou uma reclamação generalizada.

A quantidade de sal na feijoada, que é servida às sextas-feiras, também é outro problema que parece estar longe de ser resolvido, porque se repete toda semana, segundo informação de inúmeras pessoas. O que me faz crer que essas reclamações sejam verdadeiras é o fato de eu ter ido ao restaurante no mês de fevereiro e ter constatado que a feijoada estava muito salgada, retornei na última sexta-feira (1) e não consegui comer nem 20% do almoço, de tão salgada que estava a iguaria.

Além do usuário estar pagando mais caro pela refeição e deixar a população insatisfeita, a péssima prestação de serviço que essa empresa vem oferecendo a quem vai almoçar no restaurante, tem provocado outro fato que é muito mais grave, o desperdício de alimento. É comum perceber na devolução das bandejas uma grande quantidade de alimento que não foi consumido, principalmente, pelos motivos aqui colocados.

A falta de respeito do GDF com a população, que paga o preço total da alimentação e os salários de quem deveria fiscalizar essa empresa, já superou todos os limites. Se já foi dada à empresa todas as condições de melhorar o serviço, mas continua ruim, que o governo troque a empresa!



Juízes trabalhistas divulgam manifesto em defesa da democracia

April 5, 2016 5:00, by Blog do Arretadinho

Juízes trabalhistas de todo o país divulgaram uma carta, no último dia 31 de abril, em favor da democracia brasileira e pela legalidade da justiça brasileira. 
Na declaração, os juízes afirmam que, em uma sociedade verdadeiramente democrática, não há espaço para Juízos arbitrários nem mesmo para o tangenciamento dos direitos e garantias fundamentais. "O compromisso constitucional de buscar sempre a efetividade dos processos, sem expor a vida privada de nenhum cidadão à execração pública, pois justiça não é - e jamais será - instrumento de vingança ou retaliação. Juízes não são justiceiros!"

Todos que assinaram a carta assumiram o compromisso cívico de alertar os cidadãos e jurisdicionados de que soluções extremadas e apaixonadas assumem na história a qualificação de prática de injustiça absoluta, com grave retrocesso político, institucional e social. "No Direito do Trabalho, tal injustiça, certamente, alcançará, num futuro muito próximo, os direitos e as garantias trabalhistas duramente conquistados e agasalhados na Carta Política de 1988."

A carta começou com 24 assinaturas e já ultrapassa a casa dos 100. O manifesto está sendo atualizado todos os dias, com as novas assinaturas, através do Facebook. Além de juízes, há desembargadores e uma ministra do TST no grupo.

Confira na íntegra:

CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS BRASILEIROS EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LEGALIDADE, DA CONSTITUIÇÃO E DOS DIREITOS CONQUISTADOS.

Os signatários desta carta aberta, Juízes e Juízas do Trabalho, preocupados com a gravidade do momento histórico e institucional do país e, particularmente, com a possível ruptura do Estado Democrático de Direito, vêm a público ponderar, advertir e assumir compromisso com a democracia brasileira e com a implementação das promessas constitucionais de construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

1. PONDERAMOS aos cidadãos que, na busca da efetividade das decisões judiciais, os magistrados tomam diariamente decisões que relativizam a proteção da intimidade e da privacidade das partes. Todavia, no exercício imparcial e sereno da atividade jurisdicional o Juiz do Trabalho, consciente de seu dever constitucional de guardar e bem utilizar as informações obtidas, sigilosas ou não, jamais expõe o conteúdo das provas colhidas e das informações que não envolvam diretamente a construção da solução do caso concreto, ainda que público o processo. Outra não pode ser a orientação do Judiciário comprometido com o rigoroso respeito às garantias fundamentais expressas no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, que declara invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (inciso X).

Reafirmamos, assim, o compromisso constitucional de buscar sempre a efetividade dos processos, sem expor a vida privada de nenhum cidadão à execração pública, pois justiça não é - e jamais será - instrumento de vingança ou retaliação. Juízes não são justiceiros!

2. ESCLARECEMOS que a atividade jurisdicional, especialmente aquela voltada à construção dos direitos sociais em suas várias dimensões, apoia-se no arcabouço constitucional, sem que magistrados possam prescindir do respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à defesa ampla.

A magistratura trabalhista atua sempre como pacificadora social, diante dos mais diversos conflitos, nas suas variadas dimensões. Jamais opta por se afastar do cumprimento das regras que regem o processo judicial, a exemplo da relativização de garantias fundamentais de todo cidadão, sob o argumento de gravidade dos fatos ou extensão do dano. O país dispõe de uma Constituição Federal e de um complexo de leis que possibilitam a resolução dos conflitos de maneira justa e equilibrada. 
Nossa formação e atuação cotidiana reafirmam aquilo que o Ministro Teori Zavaski, do STF, declarou recentemente: "o papel dos juízes é o de resolver conflitos, não é o de criar conflitos". A paz social é nosso norte!

3. SALIENTAMOS que a estruturação de um sistema de justiça só se torna possível com a garantia da independência dos magistrados, pedra angular do sistema constitucional de 1988. Entretanto, a independência não pertence singularmente a qualquer magistrado. Ela é atributo do Juiz Constitucional, que cotidianamente assume a tarefa, tão elevada quanto crítica, de guardar a Constituição da República em todas as suas dimensões, a despeito das suas conjecturas e sentimentos pessoais.

O Juiz Constitucional é independente para que a população possa exercer sua liberdade, inclusive quando pressionado pelos choques emotivos e convulsionais criados pelo poder econômico, que controla os grandes meios de comunicação social e manipula as informações ao sabor de seus interesses.

4. ENFATIZAMOS que não é da índole dos Juízes Constitucionais a utilização do processo como forma de espetáculo. As investigações e os julgamentos impõem serenidade e imparcialidade de seus condutores. Numa sociedade verdadeiramente democrática, não há espaço para Juízos arbitrários nem mesmo para o tangenciamento dos direitos e garantias fundamentais. Urge que cada cidadão reflita sobre o tipo de Juiz que deseja encontrar numa sala de audiências ou Tribunal quando tiver um interesse jurídico a ser tutelado ou um conflito a ser resolvido pelo Poder Judiciário.

Juízes decidem de acordo com suas convicções pessoais, porém, dentro dos limites da estrita legalidade, especialmente em matéria criminal. Não há como, em Direito, justificar os meios com os fins pretendidos e, menos ainda, albergar simpatias e antipatias político-partidárias em decisões judiciais. A corrupção é uma chaga que assola o nosso país há séculos, deve ser combatida, de forma intransigente, por todos os brasileiros, que devem propagar a ética, a justiça social e a moral, acabando com a injustiça e com o desvio do dinheiro público. Contudo, não há combate válido à corrupção fora das regras do devido processo legal e dos princípios morais da ética, que não podem ser distorcidos. Juízes Constitucionais não precisam do "apoio" da opinião pública ou da sociedade em geral para decidir ou impulsionar processos; ao revés, devem desconsiderar estes apelos sempre que se apresentarem em clara e manifesta contrariedade às normas e garantias constitucionais. A independência é nosso valor ético supremo, o que nos assegura a posição de decidirmos contrariamente ao pensamento da grande mídia e da maioria das pessoas, porém, de acordo com o Direito e a ordem jurídica.

5. ASSUMIMOS o compromisso cívico de alertar os cidadãos e jurisdicionados de que soluções extremadas e apaixonadas assumem na história a qualificação de prática de injustiça absoluta, com grave retrocesso político, institucional e social. No Direito do Trabalho, tal injustiça, certamente, alcançará, num futuro muito próximo, os direitos e as garantias trabalhistas duramente conquistados e agasalhados na Carta Política de 1988.

6. FRISAMOS que, dentro do estado democrático de direito, somente se admite o processo de impedimento do Presidente da República se observada a disposição do artigo 85 da Constituição Federal. Sem a prática de crime de responsabilidade não se pode cogitar do afastamento do chefe do executivo democraticamente eleito

7. Por fim, CONVIDAMOS todos os cidadãos, de todas as profissões, à reflexão sobre os últimos acontecimentos divulgados pela imprensa, que revelam uma ruptura do devido processo legal e um linchamento público de pessoas, sem que lhes tenha sido dado, sequer, o direito ao contraditório. Isto não significa, por óbvio qualquer tipo de conivência com práticas ilícitas, as quais devem ser objeto de apuração e punição dentro da estrita legalidade. É necessário resgatar, com máxima urgência, o respeito às leis do país, para que todo cidadão seja julgado com estrita observância das regras constitucionais e infraconstitucionais.

Os magistrados brasileiros no século XXI são garantidores e co-implementadores dos direitos constitucionais da população brasileira, assumindo uma complexa função institucional de interpretar o texto constitucional e o sistema jurídico infraconstitucional em direção ao cumprimento dos objetivos permanentes da República Federativa do Brasil. Desafio tão monumental implica aumentar a cultura de convivência crítica e científica com a sociedade civil, o espírito de cooperação e o esforço institucional e individual para suportar estar em posição contra-hegemônica. Isso pode implicar usar, com maestria, a boca e os ouvidos. Jamais o silêncio.
Campinas, 31 de Março de 2016.

Adriana Goulart de Sena Orsini
Alexandre Franco Vieira
Alexandre Muller
Amanaci Giannaccini
Amanda Barbosa
Ana Paula Alvarenga Martins
André Braga Barreto
André Luiz Machado
Andrea Ferreira Bispo (Juíza de Direito do TJ Pará)
Andrea Guelfi Cunha
Angela Baptista Balliana Kock
Angela Maria Konrath
Angela Maués
Antônio Oldemar Coelho
Aparecido Batista de Oliveira
Átila Da Rold Roesler
Bruno da Costa Rodrigues
Camila Moura de Carvalho
Carlos Alberto Frigieri
Cláudio Olímpio Lemos Carvalho 
Daniel Rocha Mendes
Daniela Floss 
Daniela Muller
Daniele Comin Martins
Danilo Gonçalvez Gaspar 
Delaide Miranda Arantes
Deodoro Tavares 
Derliane Rego Tapajós
Eleonora Bordini Coca
Eliane de Carvalho Costa Ribeiro
Elinay Melo
Elisa Maria Secco Andreoni 
Fábio Capela (Juiz de Direito do TJ Paraná)
Fernando César Teixeira França
Francisca Oliveira Formigosa 
Francisco Luciano Azevedo Frota
Gabriela Lenz de Lacerda 
Germana de Morelo
Gilberto Augusto Leitão Martins 
Giselle Bondim
Glaucia Maria Gadelha Monteiro 
Glener Pimenta Stroppa
Graça Maria Borges de Freitas
Grijalbo fernandes Coutinho
Guilherme Guimarães Feliciano
Hugo Cavalcanti Melo Filho
Igor Cardoso Garcia
Ivan José Tessaro
Jammyr Lins Maciel
Jean Fábio A. Oliveira
Jeferson Alves Silva Muricy
João Baptista Cilli Filho
João Batista Martins César
João Batista Sales Souza
Joaquim Emiliano Fortaleza Lima 
Jônatas Andrade
Jorge Luiz Souto Maior
José Antônio Corrêa Francisco
José Antônio Parente da Silva 
José Augusto Segundo Neto
José Eduardo De Resende Chaves Júnior
Katiussia Maria Paiva Machado
Laura Bittencourt Ferreira Rodrigues
Laura Rodrigues Benda
Leador Machado 
Leandra da Silva Guimarães
Leopoldo Antunes
Lygia Maria de Godoy Batista Cavalcanti
Luciana Vanoni
Luciano Berenstein de Azevedo 
Luiz Alberto Vargas 
Luiz Antonio Magalhães
Luiz Manoel Andrade Meneses.
Marcel Bispo
Marcelo Pallone
Magda Barros Biavaschi
Manoel Antonio Ariano
Marcelo da Veiga Pessoa Bacallá
Márcia Cristina Sampaio Mendes
Márcio Roberto Andrade Brito 
Márcio Tostes Franco
Márcio Tulio Viana
Marcos da Silva Pôrto
Marcus Menezes Barberino Mendes
Maria de Fátima Vianna Coelho
Maria Edilene de Oliveira Franco
Maria Zuila Lima Dutra
Mario Macedo Fernandes Caron
Mário Sérgio Pinheiro
Mônica de Rego Barros Cardoso 
Murilo Carvalho Sampaio Oliveira
Natasha Schneider
Noemia Porto 
Núbia Soraya da Silva Guedes
Olga Pilegis
OScar Krost
Pablo Souza Rocha
Patrícia Maeda
Paulo Henrique Coiado Martinez
Paulo Jakutis
Paulo Nunes de Oliveira 
Pedro Sampaio Garcia
Rafael da Silva Marques
Raquel Braga
Reinaldo Branco de Moraes
Renata Bonfiglio
Renata Conceição Nóbrega Santos
Renata Líbia Martinelli Silva Souza
Ricardo Carvalho Fraga
Ricardo Machado Lourenço Filho 
Rita de Cássia Scagliusi do Carmo
Roberta Correa de Araújo
Roberto Pompa (Juiz da República Argentina)
Rogerio Lucas Martins
Rosaly Stange Azevedo
Rubens de Azevedo Marques Corbo
Sandra dos Santos Brasil
Sayonara Grillo Coutinho L da Silva
Silvana Abramo Ariano
Silvia Burmeister
Sofia Lima Dutra
Tamara Valdivia Abul Hiss
Tarcio José Vidotti
Theodomiro Romeiro dos Santos 
Valdete Souto Severo 
Vanilza de Souza Malcher
Virgínia Bahia
Vladimir Paes de Castro
Witemburgo Gonçalves de Araújo (Juiz de Direito - TJ/RN)
Xerxes Gusmão

fonte http://justificando.com/



'Golpe perde força com o abandono da Folha'

April 5, 2016 4:30, by Blog do Arretadinho

'Golpe perde força com o abandono da Folha', avalia Vannuchi
Em editorial, jornal reconhece não haver crimes de responsabilidade por parte de Dilma, mas passa a adotar a tática de forçar a renúncia da presidenta

por Redação RBA

São Paulo – A mudança de posição do jornal Folha de S.Paulo que, agora, defende a renúncia de Dilma Rousseff, e não mais o impeachment da presidenta, é uma mudança importante e enfraquece o golpe. Essa é a avaliação do analista político Paulo Vannuchi em sua coluna na Rádio Brasil Atual nesta segunda-feira (4).

Para Vannuchi, o discurso pró-impeachment perde um de seus suportes. "Você pode discordar da Folha, que agora atua na campanha da renúncia, mas deve reconhecer que o golpismo perde um pilar importante."

O analista político afirma que o jornal reconheceu que o impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, mas que, ao mesmo tempo, "a posição da Folha é importante". "É um quadro completamente diferente, porque se você abandona esse impeachment, abandona o golpe, que quer quebrar o Estado democrático de direito."

Vannuchi também comentou sobre o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Fortaleza, no sábado (2), e as denúncias reveladas pelos vazamentos dos chamados  Panama Papers.

Ouça a análise na íntegra:



Lula: Povo brasileiro está mostrando o quanto valoriza a democracia

April 5, 2016 4:00, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Milhares de pessoas se manifestaram ontem, em todo o Brasil, a favor da democracia e do mandato da presidenta Dilma Rousseff, em mais uma demonstração de repúdio à "forma absurda de querer tirar um governante que foi eleito pelas urnas democraticamente", como destacou a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, citada pela Agência Brasil.

No dia que marcou os 52 anos do golpe militar que mergulhou o país em 21 anos de ditadura, cerca de 150 mil ativistas, segundo números da Polícia Militar, de diferentes classes econômicas e políticas ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras em defesa do ideal democrático e contra a suposta tentativa de golpe que vem sendo organizada por grupos que pedem o impeachment da chefe de Estado do Brasil.

Da mesma opinião da especialista e dos manifestantes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não participou presencialmente do ato de ontem em Brasília, como era esperado, publicou um vídeo nas redes sociais enfatizando o caráter democrático das manifestações contrárias à saída precoce de Dilma Rousseff, lembrando que a presidenta "não cometeu nenhum crime de responsabilidade". De acordo com Lula, "o povo brasileiro está mostrando o quanto valoriza a democracia, e se manifesta em defesa da Constituição, do Estado de direito e das conquistas sociais".

"Eu tenho certeza que essa energia nova, que vem do coração do Brasil, vai dar o impulso necessário para o País vencer a crise e retomar o caminho do desenvolvimento. Viva a liberdade, viva a democracia", concluiu o ex-presidente.

Nesta sexta-feira, cerca de 3 mil pessoas foram às ruas em São Paulo para protestar contra todos os nomes de destaque do atual cenário político brasileiro, defendendo a realização de novas eleições gerais. Essa manifestação, convocada pela central sindical Conlutas (ligada ao PSTU), que também se opõe ao impeachment, tem como objetivo, segundo os organizadores, mostrar que o Brasil pode ter outras opções além de PT, PMDB, PSDB e seus respectivos membros.

"As outras manifestações não tiveram a participação da classe trabalhadora. Quando você vai na base, você vê que o 'fora todos' é o verdadeiro sentimento do trabalhador brasileiro", declarou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, citado pela Folha de S. Paulo.

Segundo Braga, que é professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCas), embora o contexto atual seja diferente do de 1964, o simbolismo desse último 31 de março teve um grande peso para expressar que as milhares de pessoas que foram protestar não aceitam a "reprise de um golpe às instituições democráticas".

Fonte: Patrialatina.com.br



Defesa de Dilma vai apontar vingança de Cunha

April 5, 2016 3:30, by Blog do Arretadinho

Erika: 'Dilma não cometeu crime de responsabilidade
fiscal, nem de improbidade e não tem contas na Suíça'
Foto AGÊNCIA PT/DIVULGAÇÃO
Deputados e senadores aguardam com ansiedade início da sessão e já fazem discursos em plenário sobre o tema. Advogado-geral da União fará sustentação oral e entregará de peça de cerca de 100 páginas

por Hylda Cavalvanti, da RBA

Brasília – A pouco mais de duas horas para a abertura da sessão da comissão especial do impeachment, que vai receber oficialmente hoje (4) a defesa da presidenta Dilma Rousseff, o clima é tenso entre os parlamentares. Vários deputados e senadores já deram declarações de apoio à linha a ser defendida pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, de pedir o arquivamento do processo por falta de fundamento jurídico e desvio de finalidade na aceitação da denúncia. Segundo Cardozo, o acolhimento do processo pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se deu por vingança contra o governo, pelo fato de terem sido travados vários embates entre Cunha e a base aliada na Casa e por divergências que culminaram com o anúncio de afastamento do presidente da base aliada do governo, no ano passado.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) fez uma comparação entre a situação da presidenta Dilma Rousseff e o personagem do romance O Processo, de Franz Kafka. E lembrou que assim como o personagem de Kafka, que foi alvo de um julgamento sem existirem provas materiais contra ele, a presidenta também é vítima de uma denúncia infundada. “Ela não cometeu crime de responsabilidade fiscal, nem de improbidade e não tem contas na Suíça”, disse a deputada, alfinetando o presidente da Câmara.

Para o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), os integrantes da base aliada estão tranquilos e confiantes. Segundo ele, prevalecerá a conscientização dos parlamentares sobre a inocência da presidenta. Por parte dos deputados da oposição, o intuito é contar prazos.

O líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), disse que não viu novidades na defesa a ser apresentada pelo advogado-geral da União (divulgada no final da manhã). Ele afirmou que, embora as pessoas tenham ido às ruas na última quinta-feira (31) para protestar contra o impeachment e demonstrar apoio à presidenta, não avalia que tais atos públicos, assim como as conversas para recomposição da base aliada, possam reverter a posição prioritária que, para ele, é de aprovação do impeachment.

Inscritos para perguntas
Mais de 20 parlamentares já estão inscritos para fazer perguntas, durante a apresentação da defesa. Já se sabe que Cardozo fará uma sustentação oral sobre a situação da presidenta e apresentará uma peça de aproximadamente 100 páginas.

Ele argumentará que não existiram operações de crédito entre a União e bancos públicos no repasse de recursos de programas sociais, as chamadas pedaladas fiscais. E destacará que nas pedaladas, não ocorreu a atuação direta da presidenta Dilma Rousseff, sendo que a participação direta da presidenta é um dos requisitos constitucionais para a sua responsabilização.

A sessão promete ser cheia e demorada, porque os parlamentares não abrem mão de fazerem perguntas a Cardozo e muitos deles já aguardam o início dos trabalhos.

A previsão é de que até quinta-feira (7), o relator, deputado Jovair Arantes (PDT-GO), apresente seu parecer à comissão, o que será submetido ao crivo dos parlamentares e poderá, também, ser objeto de pedido de vistas. A votação deste relatório, caso tudo ocorra dentro do previsto, poderá vir a ser programada para alguma data após o próximo dia 13.



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