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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Movimentos sociais fazem manifestação pela democracia em várias cidades

March 25, 2016 10:37, by Blog do Arretadinho

Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite desta quinta-feira (24)
 contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff
Foto Daniel Mello/Agência Brasil
A Frente Nacional de Mobilização Povo sem Medo e o coletivo Ocupa Carnaval promovem desde o fim da tarde desta quinta-feira (24) o evento cultural Festival pela Democracia, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. 
Entre os artistas, grupos e blocos de carnaval anunciados estão BNegão, Otto, Gregorio Duvivier, Tico Santa Cruz, Grupo Maracutaia, Unidos do Baque Virado, Sarau do Escritório, Nada Deve Parecer Impossível de Mudar, Forró de Rabeca, Comuna que Pariu, Primavera das Mulheres, Centro de Teatro do Oprimido, Poesia Viral, Manifesto dos Escritores, Mario Lago Filho e DJ Fukô, entre outros. As duas entidades deixaram claro que não apoiam o governo federal.

O clima é de festa e reúne centenas de pessoas em frente à Câmara de Vereadores. O ato deve ir até a meia-noite no palco principal cedido pela organização da Paixão de Cristo, evento religioso que ocorrerá no local na segunda-feira (28). Uma das frases gritadas pelos organizadores é: "Golpe nunca mais. Eu tô nas ruas por direitos sociais". A frente usa as hashtags #saídapelaesquerda, #contraoimpeachment e #pelademocracia e distribuiu um manifesto, em que propõe uma “saída pela esquerda”. Segundo seus integrantes, a solução proposta pela direita representaria um “aprofundamento dos ataques a direitos sociais e trabalhistas”.

“Por isso não temos disposição de ir às ruas em defesa deste governo. Mas também não ficaremos calados e acovardados ante as ameaças ao que temos de democracia no Brasil. O ataque não é somente contra o PT. É contra o que quer que seja de esquerda neste país. Querem aniquilar o movimento social. Querem impor um ambiente de intolerância e linchamento, onde não há espaço para o pensamento e a ação críticos”, diz o manifesto.

Integrante do Ocupa Carnaval, Manu da Cuíca disse que o ato artístico é uma forma de diálogo com a política. "Os problemas que se apresentam hoje não são de agora. São problemas que têm tudo a ver com o sistema capitalista que a gente tem que enfrentar, tem que superar”, disse. Para a ativista, o festival é uma forma de colocar isso adiante, dentro dessa conjuntura. “Nós somos absolutamente contra o impeachment, e afirmamos que a saída é pela esquerda, com todas as pautas que colocamos aqui: contra o ajuste fiscal, conta a presença do exército na favela, pela legalização do aborto. Enfim, uma série de pautas acumuladas pela esquerda em toda a sua história e que precisam urgentemente ser colocadas em prática".

A professora municipal Raquel Nascimento, integrando dos coletivos Magdalena Nastácia e Cor do Brasil, ambos de Teatro do Oprimido, participou de uma performance do gênero no meio do público. Em cena, atores, a maioria negros, questionam os caminhos que um possível golpe levaria o país.

"O teatro do oprimido pensa a arte como forma de militância, a gente está aqui hoje não só para manifestar, mas para fazer pensar os rumos dessa sociedade. A gente sabe que hoje a gente já vive estado de exceção, principalmente nas favelas. A gente que é preto sabe, eu já fui detida pela polícia. A gente pode, a qualquer momento, ser visto como suspeito. Mas a gente sabe que, com esse iminente golpe, tudo pode ser muito pior. Então a gente tira o questionamento para pensar junto, mas a gente sabe que nó seremos um dos setores mais afetados".

O cientista social Yuri Rafael Freire da Silva afirma que há um golpe em marcha e, por isso, é preciso ir às ruas e "dar a cara a tapa". "Eu, como uma pessoa de esquerda, que defende um processo democrático, que defende o resultado de uma eleição presidencial, que foi feita de forma amplamente democrática, não posso cruzar os braços e assistir a um impeachment, que seria nada mais do que um golpe branco, um golpe dado dentro da esfera institucional", afirmou.

Outras cidades como São Paulo, Fortaleza, Uberlândia e Brasília também ocorreram atos com o mesmo objetivo. Pela manhã, a Frente Povo sem Medo fez uma manifestação no shopping Rio Sul, em Botafogo.

Manifestação em Brasília
Em Brasília, cerca de 70 manifestantes, segundo a Polícia Militar, protestaram contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff caminhando por uma das principais vias do centro da capita federal. O grupo, formado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo, participou do ato, chamado de  Em Defesa da Democracia e de uma Saída pela Esquerda.

Às 17h os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao shopping Pátio Brasil, localizado a cerca de 3 quilômetros do Congresso Nacional. Perto das 19h, o grupo caminhou pela W3 Sul, em direção à W3 Norte, ocupando duas faixas da pista. Nesse momento, o trânsito ficou congestionado para os motoristas que seguiam no sentido Asa Norte.

A marcha seguiu escoltada pela Polícia Militar. Os manifestantes erguiam bandeiras e faixas, além de gritar palavras de ordem. Uma delas era “nossa luta é todo dia, não vai ter golpe vai ter democracia”. A marcha foi curta e os participantes tentaram entrar em outro shopping.

A segurança, no entanto, impediu a entrada do grupo. Alguns dos manifestantes se queixaram de terem sido barrados. Em seguida, foram em direção ao prédio da Rede Globo em Brasília,  ao lado do shopping.

Os protestos contra o que chamam de “golpe”, além de ofensas à emissora, continuaram. A entrada da Rede Globo foi protegida por um efetivo de cerca de 30 policiais. Por volta das 20h, o grupo se dispersou, embarcou em três ônibus e deixou o local.

Manifestação em São Paulo
Em São Paulo, manifestantes saíram em passeata na noite de hoje (24) contra a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ato, que teve concentração no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, foi organizado pela Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais. Com carros de som, bandeiras e camisas vermelhas, os militantes fecharam completamente um dos sentidos da Avenida Brigadeiro Faria Lima e Luís Carlos Berrini. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao discursar no início do protesto falou sobre a atual situação política do país.

“O que nós estamos vivendo hoje no país autenticamente uma tentativa de golpe, como ocorreu no Paraguai, em 2012, e em Honduras, em 2009. Um golpe que busca não só atacar liberdades democráticas, mas também os direitos sociais”, disse ao comparar o processo vivido por Dilma ao enfrentado pelo paraguaio Fernando Lugo e o hondurenho Manuel Zelaya, ambos destituídos da Presidência.

Boulos enfatizou, no entanto, que a manifestação não era uma defesa do governo, mas, sim, contra o golpe e em favor da manutenção dos direitos sociais. “Nós não estamos aqui para defende governo nenhum”, ressaltou. “Não estamos aqui para defender ajuste fiscal, que o povo pague a conta da crise e reformas que vão atuar contra os direitos dos trabalhadores”, acrescentou.

A diarista Jeane Campos (35 anos) levou o filho Iudi, de seis anos, porque acredita que o governo Dilma trouxe melhorias ao país. “Ela ajudou muito nos negócios do trabalho, da escola para as crianças, na saúde”, disse. Ela teme que a situação piore com a saída da presidenta. “Acho que a gente perde muita coisa”, disse a militante do MTST, que veio de Embu das Artes, na Grande São Paulo, para participar do ato.

O medo de retrocessos também foi o que motivou a estudante Iolanda Frutoso (19 anos) a ir ao protesto. “A direita que está tentando tomar o poder sempre nos explorou, pisou em nós. Eu acredito que nós temos que lutar pelos nossos direitos sociais, pelas nossas conquistas”, disse, citando como exemplo os programas de financiamento para o ensino superior.

Nesse contexto de disputa política, Iolanda acha que os meios de comunicação têm tentado influenciar a opinião pública em favor da destituição de Dilma. “A mídia dá um foco maio nessa questão de tirar o PT, para as pessoas acreditarem no impeachment”, destacou.

Impeachment
O presidente do PT, Rui Falcão, disse acreditar que o processo de impeachment contra a presidenta não será aprovado pelo Congresso. “Eu estou confiante de que não haverá impeachment. Não há base legal para o impeachment. A tese das pedaladas [fiscais] já foi praticamente derrotada”, disse em entrevista.

Falcão também defendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. A indicação foi suspensa por uma decisão do ministroGilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O mérito da questão ainda precisa ser analisado pelo plenário da Corte. “Não há nenhuma razão para obstruir uma medida que é de cunho exclusivamente administrativo, que é prerrogativa da presidenta. O Lula é ficha limpa, não há nenhuma razão para ele não ser ministro”.

da Agência Brasil



Flávio combate e Sarney dá o “golpe”

March 25, 2016 10:08, by Blog do Arretadinho

Depois que o ex-presidente Lula procurou o velho oligarca José Sarney em busca de apoio para barrar o impeachment na Câmara Federal, muita gente achou foi bem feito para Flávio Dino e o PC do B, que pagaram o preço do desgaste na opinião pública formada pelo movimento manipulado da maré, por defender o governo Dilma, enquanto o ex-senador que não deu um pio é quem é chamado para salvar a lavoura.

Não passa de uma tolice e ignorância política reduzir a campanha que o governador do Maranhão faz pela Legalidade e a Democracia à uma questão retórica para evitar que a presidente e o ex-metalúrgico respondam pelas acusações de corrupção.

E pior é dizer, por falta de argumento, que o seu ato em defesa do estado de direito deve-se apenas à sua condição de aliado e as benesses que como tal possam ser adquiridas.

É aí a grande diferença de Flávio Dino.

Em primeiro lugar, a sua aliança com a esquerda é ideológica no enfrentamento às desigualdades sociais, e não fisiológica na qual as ações políticas são tomadas em troca de favores.

Em segundo, não é porque o PT de Lula interveio no Maranhão em 2010 para garantir a vitória de Roseana Sarney contra a sua candidatura, que ele iria apoiar as arbitrariedades da Justiça para dar ares de legalidade às manobras da grande mídia – que representa os interesses do grande capital – em injetar na sociedade o sentimento de ódio contra o PT e derrubar um governo legitimamente eleito.

No mais, a história prova que o desenvolvimento do Maranhão não depende do entendimento de Sarney e Lula, que garante apenas ministérios e cargos federais no estado como forma de manter o poder político, sem que signifique qualquer mudança na qualidade de vida da população.

Fonte: Blog do Raimundo Garrone



Por que a elite racista do Brasil quer o golpe

March 25, 2016 10:03, by Blog do Arretadinho



PCdoB, 94 anos: Ontem, hoje, na luta pela democracia, contra o golpe

March 25, 2016 9:41, by Blog do Arretadinho

Neste 25 de março de 2016, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comemora 94 anos de sua fundação conclamando todas as correntes democráticas e progressistas a combaterem o golpe em curso no Brasil. 
Em um ambiente político adverso, a legenda comunista reafirma a defesa das causas democráticas, patrióticas e populares. Assim afirma a presidenta nacional do Partido, deputada Luciana Santos, em mensagem aos comunistas.

Leia a íntegra da mensagem abaixo:

PCdoB, 94 anos: Ontem, hoje, na luta pela democracia, contra o golpe!

A defesa das liberdades democráticas e dos direitos do povo é uma das principais marcas do Partido Comunista do Brasil. Ao completar 94 anos de existência, neste dia 25 de março de 2016, o PCdoB encontra-se, mais uma vez, na linha de frente da resistência e do combate a um golpe que ameaça alvejar a democracia brasileira.

O Brasil vive hoje dias que valem por anos, décadas. O país se encontra polarizado, crivado por uma acirrada luta política. As forças reacionárias da sociedade e do Estado e a grande mídia tentam aprovar na Câmara dos Deputados um impeachment fraudulento, sem nenhum fundamento jurídico, contra a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita.

Um golpe contra o povo e a democracia está em marcha. É preciso enfrentá-lo, e de batalha em batalha derrotá-lo. Apesar da adversidade, o PCdoB tem a convicção de que a união e a luta de amplos setores democráticos, a mobilização do povo, que crescem e se elevam, poderão sim vencer o golpismo e preservar a democracia conquistada à custa de muitas lutas e vidas.

A história de nossa República é toda ela marcada por esse confronto que hoje se trava no país: Democracia versus ditadura, Estado Democrático de Direito versus Estado de Exceção, respeito à soberania do povo versus imposição da vontade e dos interesses das elites.

O PCdoB, ontem e hoje, sempre esteve até as últimas consequências comprometido com a democracia, base para a soberania nacional e para a garantia dos direitos do povo e dos trabalhadores.

PCdoB sempre do lado da democracia

Nos primeiros anos de existência do Partido, durante a República Oligárquica, os comunistas advogaram a anistia e o voto secreto, extensivo às mulheres e aos analfabetos. Lembramos que naquele momento a grande maioria do nosso povo estava excluída do direito democrático de eleger os seus governantes.

Nos anos 1930 foram pioneiros em alertar a nação sobre os perigos representados pelo crescimento do fascismo. Por isso, participaram com destaque da constituição da Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente antifascista que foi perseguida e banida pelo governo do presidente Getúlio Vargas.

Em novembro de 1937, um golpe de Estado instaurou a ditadura do Estado Novo. Os partidos políticos foram proibidos, o parlamento fechado e a imprensa censurada. Mesmo na clandestinidade, os comunistas continuaram lutando contra a fascistização do país. Foram força destacada no processo de mobilização popular que levou o Brasil a romper relações diplomáticas e declarar guerra às potências do Eixo nazi-fascista em 1942. Centenas de jovens comunistas se alistaram na Força Expedicionária (FEB) para combater nos campos da Itália.

A derrota da Alemanha hitlerista e de seus aliados – para a qual o Brasil deu sua contribuição – ajudou a acelerar o fim do Estado Novo. Os comunistas, as forças democráticas e patrióticas conquistaram a anistia e a convocação da Assembleia Constituinte que, acreditavam, conduziria o país no caminho da democracia.

O papel positivo desempenhado pelos comunistas nos sombrios anos do Estado Novo foi reconhecido por amplas parcelas do povo, especialmente os trabalhadores. O PC do Brasil obteve 10% dos votos para presidente da República na eleição de 1945, elegendo um senador e 14 deputados federais. Essa façanha foi obtida com apenas poucos dias de campanha.

Na Constituinte, foi a bancada que mais se empenhou em ampliar a democracia e defendeu com vigor a liberdade sindical e de greve. Novamente defendeu o voto dos analfabetos, que representava a maioria da população. Apresentou a emenda que garantia a liberdade religiosa, que beneficiou especialmente os cultos afro-brasileiros.

O início da Guerra Fria desencadeada pelo imperialismo acarretou mudanças na situação política. Aumentou a ofensiva conservadora contra o movimento democrático e popular. Começaram as provocações das forças reacionárias para isolar e golpear os comunistas. As manifestações públicas e greves eram reprimidas com violência insana. Sedes do partido eram invadidas e militantes presos.

Neste clima de caça às bruxas, em maio de 1947, o Tribunal Superior Eleitoral, por 3 votos contra 2, decidiu pela cassação do registro do PCB. Imediatamente suas sedes foram fechadas pela polícia. Alguns meses depois, em janeiro de 1948, o projeto de cassação dos mandatos foi aprovado na Câmara dos Deputados. A jovem democracia brasileira recebia os seus primeiros golpes.

Novamente na clandestinidade – tendo seus principais dirigentes ameaçados por mandados de prisão –, os comunistas mantiveram alto as bandeiras da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo, ameaçadas pelo governo autoritário e entreguista do general Dutra.

As correntes direitistas continuaram atuantes, constituindo-se um dos principais fatores de instabilidade política no Brasil. Inúmeras vezes, através de golpes de mão, elas buscaram interromper o processo democrático. Lembremos apenas da sórdida campanha que levou ao suicídio o presidente Getúlio Vargas (1954); as tentativas de impedir a posse e de derrubar o presidente Juscelino Kubitscheck (1956-1957); ou de impedir a posse de João Goulart e a imposição do parlamentarismo (1961). Por fim, o golpe militar de 31 de março de 1964 que implantou uma nefasta ditadura de 21 anos.

O regime militar perseguiu, exilou, prendeu, torturou e assassinou seus opositores. O arbítrio enfrentou obstinada resistência na qual o PC do Brasil jogou importante papel. 


O Partido participou de todas as frentes de luta contra a ditadura militar: do parlamento, da mobilização do povo à luta armada na região do Araguaia. Esteve presente ao lado dos estudantes, dos operários e da intelectualidade progressista nas grandes campanhas pela liberdade. Levantou bem alto as bandeiras da anistia, da Constituinte e pelo fim das leis de exceção. Foi um ativo participante da Campanha pelas Diretas Já!, e contribuiu com todas as suas forças para a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, o que permitiu colocar um fim à ditadura e reconquistar a democracia que temos. Processo, em grande parte, concluído com a promulgação da Constituição cidadã de 1988.

Nos anos de obscurantismo ditatorial o PCdoB foi a organização política que mais heróis e mártires deu à causa da liberdade. Ainda hoje os corpos de mais de 60 militantes assassinados continuam desaparecidos.

Derrotar o golpe, preservar a democracia

Contudo, desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em outubro de 2014, o país vive grave crise política que agora chega ao seu estado crítico. A direita neoliberal não aceitou o resultado das urnas e desencadeou uma escalada reacionária e golpista para derrubar um governo legitimamente eleito. 

O movimento golpista age em conluio com a grande mídia e setores do aparato jurídico-policial – a serviço da oposição conservadora e de interesses do imperialismo. Não se intimidam em colocar o país diante do perigo de grave conturbação social. Disseminam o ódio, a intolerância entre o povo e incentivam a violência sectária contra a esquerda. Sedes do PT e do PCdoB são alvos de atos criminosos de vandalismo. Movimentos sociais e entidades históricas como a União Nacional dos Estudantes (UNE), também, são agredidos.

A força motriz do atual golpismo é a “Operação Lava Jato”, comandada pelo juiz Sérgio Moro. São processos típicos de Estado de exceção, como os vazamentos seletivos de informações, desvirtuamento dos procedimentos da prisão provisória e da delação premiada. Chegou-se ao absurdo da ilegal condução coercitiva do ex-presidente Lula para prestar depoimento e das escutas ilegais evolvendo a atual presidenta Dilma e seu antecessor, tudo encoberto pelo falso manto do combate à corrupção.

Ainda que seja plenamente favorável a todas as iniciativas de combate aos desvios de dinheiro público, os comunistas do Brasil reafirmam que não se faz justiça afrontando o Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro. Tampouco solapando a soberania nacional e destruindo empresas essenciais ao projeto de desenvolvimento.

Que não haja dúvidas: além de mutilar a democracia, o golpe tem por objetivo acabar com as conquistas que o povo e a Nação obtiveram nos últimos 13 anos. A agenda política e econômica dos golpistas é um neoliberalismo selvagem de agressão aos direitos dos trabalhadores e à soberania do país.

Por isso, o PCdoB comemora mais um aniversário conclamando sua militância e todas as correntes democráticas e progressistas, mesmo aquelas que têm divergência com o governo, a combaterem decididamente o golpe em curso e a defenderem a democracia ameaçada.

Não vai ter golpe! Viva a democracia.

Recife, 24 de março de 2016
Deputada Federal Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil – PCdoB



Como um brasileiro vê o Brasil

March 24, 2016 20:23, by Blog do Arretadinho

Vejo que estamos vivendo um momento muito delicado para a nossa tão jovem e frágil democracia.
Vejo uma geração criada a danoninho, que cresceu sem nenhuma militância ou participação política, que estudou nas melhores escolas particulares e se formou nas melhores universidades publicas do Brasil ou foi se formar no exterior, quase sempre com o dinheiro fácil vindo da exploração do trabalho alheio, que agora em postos chaves do Serviço Publico brasileiro, posa de paladinos da justiça e moralidade e tenta assumir o controle da Nação.

Por José Antônio Lourenço

Vejo esta geração, exatamente por não ter engajamento político, agir como marionetes nas mãos das raposas da política e principalmente das grandes corporações midiáticas, corporações estas que cresceram patrocinadas pelo tio sam e pelos generais que precisavam delas para falar mal dos adversários e glorificarem algumas de suas ações, escondendo desta forma os horrores que praticavam.

Vejo um povo sendo enganado por estes três grupos (raposas da política, grande mídia e geração danoninho), e incitado ao ódio, violência, racismo, discriminação e a todo tipo de intolerância, e aceitando manobras que vão desembocar na entrega de nosso patrimônio ao grande capital.

Vejo um poder judiciário que, diferentemente do que disse nosso Ex-Presidente, não está acovardado, está sim é mancomunada com o golpe, pois, caso contrário, já teria posto um freio nas peripécias deste Moro (de vontade de ser presidente), ou teria visto entre outras coisas (eu que sou burro vi), que a ligação entre a Presidente e o Ex-Presidente teve origem no gabinete presidencial, ficando caracterizado um crime contra a Segurança Nacional.

Diante desta visão, chego à conclusão que nós que apostamos em outro modelo de país, um país com inclusão e justiça social, com valorização do trabalho, com protagonismo no cenário mundial, entre outras conquistas, necessitamos urgentemente adotarmos um símbolo que possa indicar para estes vendilhões da soberania, que chegou ao limite, que não mais aceitaremos esta tentativa de golpe travestida de salvação da pátria.

Diante da gravidade da situação e do estrago, que por não agirmos a mais tempo, deixamos fosse feito em nosso tecido social, vejo que temos de agir rápida e organizadamente mobilizando o maior contingente possível para o embate ideológico e demonstração de força, buscando manter as conquistas que tivemos, ou só nós restará a opção de adotarmos o infalível Símbolo Anti Golpe criado pelo Sargento Mikhail do glorioso exercito vermelho.



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