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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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O uso do celular e da internet como mecanismos de defesa contra a violência de gênero

July 30, 2018 18:36, by Blog do Arretadinho

Informação é poder, por isso gostaria de compartilhar algumas reflexões que tenho feito a partir da minha prática profissional e que podem ser úteis. 

As vezes as mulheres não buscam ajuda institucional imediatamente após sofrerem violência. As vezes as marcas físicas aparecem só na hora ou somem em poucos dias. As vezes depois de certas situações, a única coisa que ela quer é tomar um banho e arrancar aquilo do corpo delas. As vezes a coragem pra encarar uma delegacia vem só dias, meses depois.

O acolhimento a mulheres vítimas de violência no âmbito do sistema de justiça criminal frequentemente deixa a desejar. É comum as mulheres não serem adequadamente orientadas sobre como fazer exame de corpo de delito, sobre como fazer a representação para que o agressor seja investigado e processado, sobre como requerer as medidas protetivas de urgência, etc.

Se alguém te xingar ou ameaçar por mensagem, tire print da tela na hora porque pode dar tempo da pessoa apagar. Tire com o nome do contato, depois apague o número da sua agenda e tire de novo, para aparecer o número da pessoa. 

Se aquela ligação telefônica tomar um rumo estranho, grave.

Se alguém te agredir fisicamente, fotografe as marcas imediatamente após a violência acontecer. Se conseguir registrar o momento em que a violência efetivamente ocorreu, busque enviar o registro o quanto antes para uma pessoa de confiança se correr risco de o agressor apagar o vídeo, a foto ou o áudio do seu celular.

Salve esses arquivos numa nuvem, pois se você perder seu celular você não perde os arquivos. Se for dolorido de manter esses registros com você e der vontade de apagar a conversa inteira, envie para uma amiga de confiança antes de apagar. 

Muitas vezes as soluções que o judiciário oferece para vitimas de violência de gênero não trazem a responsabilização e a reparação que as mulheres precisam. O sistema de justiça criminal é extremamente revitimizador, e buscar indenização na esfera cível é algo trabalhoso e o judiciário ainda é muito patriarcal e está engatinhando na compreensão de questões como violência emocional, psicológica, patrimonial, por mais que a lei Maria da Penha tenha reconhecido a existência dessas modalidades de violência.

Por isso, e muitas vezes pelo próprio calor da emoção, muitas mulheres têm optado por expor a violência que sofreram e seus agressores nas redes sociais. Eu sou a última pessoa a dissuadir uma mulher de fazer isso, mas precisamos falar sobre como a “justiça” tem lidado com essas questões. Mulheres que expõem seus agressores citando-os nominalmente, possibilitando através de seus relatos que o agressor seja identificado, vêm sendo processadas tanto na esfera criminal quanto cível, sob a machista alegação de que a exposição feriria a honra de quem é exposto. Já vi alguns casos em que o judiciário manda a rede social tirar o relato contendo a exposição do ar, e isso já na liminar, antes mesmo da mulher ter a oportunidade de se defender.

Um dos caminhos para se defender de alegações de calúnia, difamação e de pretensões de obter indenização por danos morais em razão da exposição são provas das várias modalidades de violência. Por isso, mulheres, se resguardem. Exponham se for importante pra vocês, porque as vezes o que a gente precisa é o reconhecimento de que não estamos loucas, de que aquilo que foi feito a nós realmente aconteceu. E quando uma mulher expõe a violência que sofreu, ela se encontra com outras que passaram por situações parecidas.

Mas se forem expor, o façam cientes de que a justiça é patriarcal e de que as consequências podem ser desagradáveis e se estenderem por meses. Mas nós advogadas feministas estamos aqui pra isso, pra comprar a briga de que expor faz parte do direito das mulheres a uma vida livre de violência, pra orientar e acompanhar as vítimas para que o caminho do sistema de justiça seja menos tortuoso.

É possível registrar boletim de ocorrência de ameaça, calúnia, injúria ou difamação até 6 meses após o recebimento da mensagem. Lesão corporal, mesma coisa, prazo decadencial de 6 meses. Isso significa que você pode registrar um boletim de ocorrência até 6 meses depois de o fatos acontecerem, e da data do registro da ocorrência, você tem mais 6 meses pra representar, que basicamente significa manifestar seu desejo de que o agressor seja processado criminalmente.

O ciclo da violência é real, depois dos momentos de tempestade vem momentos de calmaria, rolam pedidos de desculpas, reconciliação, as vezes parece que não vai acontecer de novo. 

Mas se acontecer, já sabe: organize seu relato antes de ir na delegacia, situe os acontecimentos no tempo e no espaço e lembre que tudo o que aconteceu até 6 meses antes de quando você for registrar no boletim de ocorrência tem que entrar. Se o histórico do boletim de ocorrência não incluir todos os fatos que você relatou, peça à autoridade policial para reescrever até ficar satisfeita. Evite ir sozinha à delegacia e vá sabendo que o atendimento pode demorar e não ser acolhedor, pelo contrário.

Ter provas te coloca numa posição menos desconfortável do que não ter. Só que, por outro lado, até a coisa desandar de vez, as pessoas não olham pra situação com esse olhar. Então é útil a gente entender como funcionam as regras do jogo antes de precisarmos jogar.

Usemos então a tecnologia a que temos a nosso favor. Para nos conectar com outras mulheres, para registrar tudo aquilo que pode servir como prova de um contexto de violência, para, se for o caso, expor de forma que isso nos traga reparação e ao mesmo tempo não nos comprometa. E se a coisa desandar, consulte uma advogada, de preferencia feminista. Precisando, estamos aí!

Maira Pinheiro é advogada formada na Universidade de São Paulo, atua nas áreas criminal e de direitos das mulheres e é membra no núcleo de atendimento da Rede Feminista de Juristas – Defemde.



MORO É RIDICULARIZADO NA TV!

July 30, 2018 16:39, by Blog do Arretadinho

Professor de Criminologia e Direito da USP, Maurício Dieter, destruiu a decisão do juiz que condenou Lula "sem provas" no caso do triplex da OAS. Para ele, a culpa imputado ao ex-presidente por membros da Lava Jato é fruto "da cabeça deles, porque NÃO TEM BASE MATERIAL NENHUMA!". A entrevista de Dieter foi ao ar pela Rede Minas, com apoio do Jornal El País, no programa Voz Ativa.



Mídia censurou 100 mil pessoas no festival pela liberdade de Lula

July 30, 2018 16:00, by Blog do Arretadinho

A velha mídia censurou o Festival Lula Livre que reuniu 100 mil pessoas, neste sábado (28), nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro.

A censura foi mais uma tentativa em vão da mídia, liderada pela Globo, de apagar Lula da memória do eleitor. As pesquisas dizem que a ideia “Lula” cresce a medida que se aproxima a eleição de outubro.

O evento foi encerrado na noite de ontem por um encontro histórico de Chico Buarque e Gilberto Gil. Os dois artistas encabeçam um manifesto pela liberdade do ex-presidente que ressalta: “inadmissível é mantê-lo (Lula) preso num flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça.”

Chico e Gil sempre estão presentes nos momentos de luta pela democracia e justiça no país e apoiaram a candidatura de Lula à presidência por diversas vezes.

“É muito bonito termos dezenas de artistas para cantar para milhares de pessoas e passar essa mensagem de esperança pela libertação do Lula”, disseram.

Vale lembrar o engajamento dos dois artistas, quando, em 1973, em plena ditadura militar, eles apresentaram a música “Cálice” no Festival Phono 73. Mesmo com letra censurada, juntos eles apresentaram a versão instrumental e, em nítida desobediência civil, Chico cantarolou a letra.

A música Cálice também foi cantada na apresentação dos artistas no Festival Lula Livre, acompanhados pelo público.

Gilberto Gil deixou seu recado para a plateia: “todos nós que aqui representamos, hoje, o desejo nacional de libertação do nosso líder, manifestamos o processo de luta democrática permanente que temos que ter no país e no mundo inteiro. (…) Viva a democracia. Lula livre!!!”

Para encerrar esse grande ato em prol da liberdade e da democracia, todos os artistas se juntaram a Chico, Gil e Beth Carvalho no palco e gritaram: “Boa noite, presidente Lula!!!”

Assista ao vídeo:



do Blog do Esmael



Lula envia carta aos artistas e ao público do Festival Lula Livre

July 30, 2018 10:34, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Em carta lida no palco do Festival, ex-presidente agradeceu a solidariedade e convocou todos para seguirem firmes na luta pela Democracia

O ex-presidente Lula enviou carta aos artistas e ao público do Festival Lula Livre. Ela foi lida pelo ator Herson Capri no alto do palco central.

Confira na íntegra a carta de Lula:

Queridos artistas, estudantes, trabalhadores, meus queridos amigos reunidos nesse sábado. Eu só posso agradecer a solidariedade de vocês.

Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?

Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores vencendo canhões. Que se rebelaram contra o “Cale-se!” imposto pela censura, gritando que era proibido proibir.

Que disseram que o povo da favela só quer ser feliz e andar com tranquilidade e consciência.  Que denunciaram o sofrimento de quem sai do nordeste expulso não pela seca, mas pela miséria e ganância dos coronéis.

Ou que era expulso de sua casa e vê ela ser demolida para passar “o progresso” que não inclui o trabalhador, como cantou Adoniran. Os que sempre estiveram onde o povo está, e que agora, nesta que é mais uma página infeliz da nossa história, se juntam novamente ao povo brasileiro para soltar a voz em nome da liberdade.

Onde querem silêncio, seguiremos cantando.

Vocês não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me ajudado a atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais e mães de família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer comida para casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais

Porque a gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.

Muito obrigado pelo carinho de vocês.

Luiz Inácio Lula da Silva

fonte pt.org.br



Bilionária é presa por ligação com culto que mantinha escravas sexuais

July 30, 2018 8:46, by Blog do Arretadinho

Clare Bronfman é filha de Edgar Bronfman, filha de um empresário
bilionário do ramo de bebidas
Foto REUTERS
A herdeira de império das bebidas presa por ligação com culto que mantinha escravas sexuais

Uma herdeira de uma empresa de bebidas alcoólicas está enfrentando uma acusação de financiar e participar de uma suposta seita sexual que marcava o corpo de seus seguidores com as iniciais de seu líder.

Clare Bronfman, de 39 anos, é acusada de usar sua fortuna para ajudar a financiar as operações da Nxivm (a pronúncia é nexium). Bronfman é uma das herdeiras da empresa Seagram, uma das maiores destilarias de bebidas alcoólicas do mundo.

Investigadores afirmam que a Nxivm era, na verdade, uma organização de tráfico sexual disfarçada de culto. Seis pessoas foram presas durante a investigação. Uma delas é a atriz Allison Mack, conhecida por sua participação na série de TV americana Smallville.

A defesa de Bronfman diz que "ela não fez nada de errado".

O que é Nxivm?
O site da Nxivm descreve o movimento como uma "comunidade guiada por princípios humanitários que busca empoderar pessoas e responder a questões importantes sobre o que significa ser humano". O grupo diz que oferecia oficinas para melhorias pessoas e auto-realização.

por BBC



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