Juiz deixa salário de R$ 24 mil em busca da profissão ideal
febrero 5, 2017 9:30Fato inusitado: Juiz deixa toga e salário de R$ 24 mil para sair em busca da profissão ideal
Um fato inusitado aconteceu em Aragarças-GO, divisa com Barra do Garças: um juiz de 30 anos de idade que está há um ano no judiciário pediu exoneração e informou que está à procura da profissão ideal. Raul Batista Leite, que assumiu em outubro a comarca aragarcense, surpreendeu a todos ao anunciar no início do mês a sua decisão de abandonar a magistratura.
Com salário de R$ 24 mil, Raul dá adeus a uma profissão cobiçada por muitas pessoas e comentou com alguns amigos que não se identificou com a função de juiz.
Por telefone, ex-juiz que se formou em Goiânia-GO, disse ao Olhar Direto que vai continuar participando de concursos públicos à procura de outra carreira. E participar de concursos públicos realmente é o forte de Raul. Antes de ser juiz, ele passou no concurso público para promotor e policial federal.
“Eu vou continuar participando de concursos”, salientou. Raul, citando que gostaria de ser professor universitário. Perguntado sobre a questão financeira, porque um professor no nível máximo (com doutorado) ganha R$ 10 mil, bem abaixo do que ele ganhava, o ex-juiz disse que dinheiro não é tudo e que a pessoa precisa se sentir bem na função.
O salário de um magistrado em Goiás gira em torno de R$ 18 mil, mais adicional pelo Eleitoral, totalizando R$ 25 mil por mês. Com o pedido de exoneração de Raul, a comarca aragarcense está sendo dirigida provisoriamente por Flávia Morais Nogato de Araújo Almeida, titular de Piranhas.
Aguarda-se a nomeação de outro magistrado para Aragarças por parte do Tribunal de Justiça de Goiás.
*Matéria do dia 29/09/2015, servindo aqui apenas como curiosidade
Fonte: Olhar Direto
Moro intima Lula no dia do velório de D. Marisa
febrero 4, 2017 17:05![]() |
| Ex-presidente Lula Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
No dia do velório de da esposa, Lula recebe intimação de Moro para depor
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A ditadura militar tinha como uma das suas principais armas de "convencimento" para obter informações de quem estava preso, a tortura física.
A ditadura militar foi vencida, mas a tortura permanece até hoje. Os torturadores agora não aplicam mais choques elétricos nos órgãos genitais das pessoas, mais mutilam de uma uma forma muito mais cruel.
No momento em que é obrigado a sentir a dor da perda de sua companheira de mais de 40 anos, o ex-presidente Lula foi submetido à uma dose de tortura psicológica de forma hedionda.
O juizeco de primeira instância, que recebeu treinamento nos porões da agência de espionagem estadunidense CIA, expediu uma intimação para Lula depor no próximo dia 17/2. A informação é da jornalista Mônica Bérgamo, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo neste sábado (4).
Numa tentativa de não diminuir a pressão sobre o ex-presidente, talvez com a intenção de dar a ele o mesmo destino da esposa, o juiz da repúbliqueta de Curitiba quer o depoimento de Lula no processo do ex-senador Delcídio do Amaral que afirmou em delação, já desmentida pelo ex-senador ao juiz Moro, que Lula tentou comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Como o tucano, que por acaso é juiz, sabe que não vai encontrar nada que o autorize a prender o ex-presidente, fica claro que a intenção é debilitá-lo física e emocionalmente para uma possível candidatura à presidência ano que vem, porque eles sabem que Lula sairia vitorioso.
Segundo informações da Revista Fórum Lula não foi intimado neste sábado (4), a data do depoimento já havia sido marcada anteriormente.
De qualquer forma, a pressão sobre Lula vai continuar, não tenho dúvidas.
Editado às 17:05h
Segundo informações da Revista Fórum Lula não foi intimado neste sábado (4), a data do depoimento já havia sido marcada anteriormente.
De qualquer forma, a pressão sobre Lula vai continuar, não tenho dúvidas.
Editado às 17:05h
Recado para Marisa
febrero 4, 2017 10:18![]() |
| Ricardo Stuckert/Instituto Lula |
por Dora Martins - Juíza da Vara de Infância.
Cara Marisa, os médicos anunciaram que você partiu, seu cérebro morreu. Assim, já liberta dos tubos e aparelhos do hospital, sei que você agora, de onde está, pode me ouvir. Saiba que tem muita mulher triste com sua partida! Você muito significou para o Brasil e para as brasileiras ao estar sempre junto ao seu marido, quando sindicalistas e presidente da república.
Porém, mais que isso, você significa a mulher brasileira, nascida em família simples, bem perto da terra e que desde jovem pegou no batente, sem medo de viver e lutar pela vida! E você viveu. E você lutou. Você foi nossa exemplar “mulher do presidente”, você bem ocupou um palácio e deu a ele um jeito de lar brasileiro.
Reclamaram que você não dava entrevista. Compararam você com outra, que tinha diplomas vários. Que bobos! Nem sabem o canto que diz que “quando canta o sabiá/sem nunca ter tido estudo/eu vejo que Deus está/por dentro daquilo tudo“!
E você Marisa, como toda mulher, viveu, amou e sofreu, amargou perdas, sangrou no corpo e na alma. Dizem os mais perplexos que você foi assassinada. Não por incidente aéreo qualquer, mas pela pressão que fizeram sobre sua vida, sua paz caseira, seu jeito simples de ser mãe, companheira de seu homem, amiga de seus amigos.
É verdade que atormentaram muito você! É verdade que até alguns indivíduos chegaram a vociferar contra você, sua vida e dignidade, mesmo quando você foi socorrida ao hospital! Não considere isso, querida Marisa! Estão equivocados, são néscios e mal educados, sobretudo. E, eu sei, e concordo, que este nosso Brasil anda meio sem jeito, desandado que é só, até perigoso, mesmo safado. Falam mal, julgam e condenam, sem justiça ou piedade.
Mas, o que emociona e merece celebração, Marisa, é que você, afinal, não morreu! Seu coração será doado, e você vai ficar por aqui, batendo segura num peito brasileiro. E alguma mulher ou homem irá, por mais um tempo bom, no tum tum de seu coração, reverberar você e seus sorrisos alegres, sua simplicidade de viver e mais que tudo, sua dignidade e autêntica fidelidade ao seu marido, sua família e a este Brasil, ora tão carente de afetos sinceros.
Aos que por atroz desumanidade regozijarem-se com sua partida, daremos o perdão a ser dado aos ignaros e aos brutos. E esses, querida Marisa, por certo não sabem nada de poesia, não conhecem versos e ignoram que “para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre/Para a participação da poesia/Para ver a face da morte/De repente nunca mais esperaremos…/Hoje a noite é jovem;/ da morte, apenas/Nascemos, imensamente”.
publicado na Carta Maior



