Mulheres marcham contra Trump
enero 22, 2017 11:45![]() |
| WashingtonREUTERS/SHANNON STAPLETON |
Mulheres marcham em Washington e em várias cidades do mundo contra Trump
Em apoio à manifestação em Washington, outras marchas de mulheres estão sendo realizadas em várias cidades dos EUA e do mundo, como Londres, Amsterdã, Atenas, Genebra, Roma e Estocolmo
por Opera Mundi
Milhares de pessoas participam neste sábado (21), no centro de Washington, capital dos Estados Unidos, da Marcha das Mulheres contra Donald Trump, novo presidente norte-americano, e suas anunciadas políticas contra os direitos das mulheres e outras minorias sociais, como imigrantes.
Motivada pelas reiteradas declarações machistas de Trump e de seus colegas do Partido Republicano e pelas propostas do governo de diminuir o acesso de mulheres a direitos reprodutivos como contracepção e aborto, a manifestação também se opõe à intenção do atual presidente de anular o Obamacare, programa de saúde de seu antecessor, e aos retrocessos em temas como mudanças climáticas.
Em apoio à manifestação em Washington, outras marchas de mulheres estão sendo realizadas em várias cidades dos Estados Unidos e do mundo, como Londres, Amsterdã, Atenas, Genebra, Roma e Estocolmo. As líderes do movimento estão convidando não apenas as mulheres, mas pessoas de todos os gêneros e idades a participar do movimento.
O primeiro ato de Donald Trump, que tomou posse nessa sexta-feira (20), foi a retirada do "ônus econômico" do plano de assistência médica à população dos Estados Unidos, que tinha sido aprovado pelo ex-presidente Barack Obama.
Além da marcha pela capital norte-americana, as líderes do movimento estão promovendo shows de artistas e discursos de personalidades artísticas ou políticas que se destacaram em defesa de causas sociais ou direitos civis. Esses discursos e shows estão ocorrendo em uma área próxima ao Capitólio, prédio do Congresso norte-americano, mesmo local onde Trump tomou posse. A marcha começa nesse local e prossegue até as imediações da Casa Branca.
Austrália e Nova Zelândia
Milhares de cidadãos de várias cidades da Nova Zelândia e da Austrália iniciaram neste sábado (21/01) o movimento mundial de apoio às mulheres norte-americanas, que realizam hoje em Washington uma marcha contra Trump.
A maior manifestação foi realizada em Sidney, na Austrália, onde milhares de pessoas se reuniram neste sábado para marchar pela cidade. Os organizadores da Marcha das Mulheres em Sidney afirmam que a passeata não é apenas contra as políticas de Trump e sim contra qualquer violação dos direitos das mulheres e das minorias.
*Com Agência Brasil
A Globo já decidiu pelo fim da Lava Jato
enero 22, 2017 7:29O funeral midiático de Teori Savaski tem servido não só para render homenagens em alguns casos sinceras ao ex-ministro, mas fundamentalmente para dar sinais claros que a pizza do que resta da Lava Jato será servida sobre o corpo ainda quente do antigo relator do caso.
Não interessa mais a ninguém, em especial a Globo, que a operação continue arrastando para a cadeia a elite nacional e ao mesmo tempo acabe com o PSDB.
Mesmo que isso custe não prender Lula, que começa a se tornar a hipótese mais plausível, mas apenas deixá-lo inelegível.
As delações da Odebrechet, Camargo Correia e quetais esquentaram demais o jogo e avançaram para o terreno da imprevisibilidade total.
Há esquemas tucanos aos montes nessas delações e por um bom tempo havia uma clara orientação de Marcelo Odebrechet de também tratar do esquema de propinas da mídia. No MP, havia rejeição a inclusão deste capítulo.
O esquema de propinas com as vestais da mídia funcionava assim. A empreiteira fazia uma grande obra. A titulo de exemplo, o Rodoanel. E o governador ficava com um caixa para operar. O dinheiro não precisava ser depositado na conta de um laranja, de um cunhado ou seja lá quem fosse. De repente um assessor de confiança deste político ou o próprio ligava para o responsável pelo caixa e dizia: faz um negócio lá com o jornalão dos fulano.
E esse dinheiro era debitado da conta.
Como a Odebrechet fazia para legalizar a propina é que o pulo do gato. Ela publicava imensos cadernos falando de sustentabilidade e coisas do gênero. E ainda dava um jeito de elogiar o governo do pagador da propina.
Marcelo Odebrechet tinha mandado que na delação esse esquema fosse revelado com todas as provas. E elas eram muito claras de que não se tratava de uma operação comercial padrão.
Quando a mídia, em especial a Globo, viu que a lama da Lava Jato poderia atingi-la e que já partia para cima de setores como o dos frigoríficos e dos bancos, passou-se a avaliar formas de como iniciar o fim da operação.
O leitor mais curioso deve estar se perguntando, então foi por isso que mataram o Teori?
Por mais que a morte do ex-ministro seja absolutamente vantajosa para que essa estratégia seja bem sucedida, um jornalista com um pingo de seriedade não arriscaria falar isso sem provas para além de uma conversa na mesa de um bar.
Mas é óbvio que a morte de Teori ajuda em muito no enterro da Lava Jato e que a Globo já está operando neste sentido.
Por exemplo, a declaração do ministro Marco Aurélio Mello sugerindo o nome de Alexandre de Morais para o STF não causou espasmos dos comentadores da GloboNews e nem nos bate-paus da mídia tradicional. Foi tratada com naturalidade como se natural fosse para um momento desses o ministro do presidente investigado na operação ser indicado para a vaga de relator do caso.
Alem disso, Morais não tem nenhuma das qualidades que se espera para o cargo. Muito pelo contrário, tem um currículo marcado por denúncias, entre elas a proximidade como advogado com cooperativas que seriam ligadas ao PCC.
É também na gestão dele no ministério da Justiça que o Brasil vive a maior crise do seu sistema prisional.
Mas Morais tem uma qualidade de poucos. É corajoso e não dá bola para a torcida. Se tiver que fazer algo, não se emociona com as críticas.
E é de alguém assim que o atual governo e a mídia precisam para cuidar do enterro da operação que serviu para dar o golpe em Dilma e tornar o PT um partido em frangalhos, que de tão perdido que está decidiu ontem que se permitirá apoiar golpistas na eleição da Câmara e do Senado.
Morais não seria doido de enterrar a Lava Jato na primeira curva, mas cuidaria para que houvesse tempo para a construção de alguns acordos. E quem os conduziria seria quem tem poder hoje no país, a família Marinho. Que é quem pode dizer a Moro e aos procuradores que o momento é de baixar a bola.
A delação da Odebrechet e da Camargo Correia ficariam um pouco no forno. E quando viessem a público teriam tratamento frio. Sem grandes alardes para que a investigação e os processos também fossem sendo tratados em banho maria.
E ainda restariam trunfos para 2018, quando, no momento eleitoral, partes da denúncia poderiam ser seletivamente usadas.
Evidente que esse roteiro pode ser dinamitado pela realidade. Mas ele já vem sendo claramente construído na narrativa do velório de Teori. É só prestar atenção nas frases de ministros de Temer, nas análises de jornalistas que falam pelos patrões, nas caras sérias de tucanos a avaliar o momento.
E se a morte de Teori foi ou não encomendada isso também já não interessa tanto. Interessa dizer que ele foi um grande homem, que era sério, bom amigo etc e tal. E ao mesmo tempo aproveitar essa oportunidade para ir colocando o barco no rumo menos arriscado. Até porque o barco da Lava Jato já foi longe demais para muita gente que achava que não corria o risco de ser abalroado por ele.
por Renato Rovai, editor da Revista Fórum
Fortaleza recebe a Bienal da UNE
enero 21, 2017 17:00![]() |
| Reprodução |
Fortaleza recebe Bienal, o maior festival estudantil da América Latina
A Bienal da UNE, o maior festival estudantil da América Latina, chega à sua 10ª edição e celebra seus quase 20 anos de existência com uma verdadeira ocupação cultural de Fortaleza. Entre quarta-feira, 29/1, e domingo, 1/2, mais de 5 mil estudantes vindos de todas as regiões do País vão se integrar ao povo cearense e fazer do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e da Praia de Iracema a referência da produção artística, dos debates e do pensamento da juventude brasileira.
A 10ª Bienal da UNE tem como tema “Feira da Reinvenção”, em alusão ao potencial criativo do povo brasileiro e à possibilidade de reinvenção de linguagens, estéticas, formas de luta, de resistência e de arte, a partir da imagem das feiras populares. A 10ª Bienal também dará início às festividades dos 80 anos da UNE, comemorados no dia 11 de agosto.
A programação da Bienal apresenta uma extensa lista de convidados, entre pensadores, artistas e ativistas, com o objetivo de reunir as diversas linguagens e expressões culturais, valorizar a identidade nacional e conectar as produções estudantis de todas as regiões do País.
“Para a UNE, é uma honra poder ser recebida em um estado que reserva tanta história, tanta luta e uma cultura tão rica, quanto o Ceará. Acredito que as trocas que serão possibilitadas nesta edição, com o encontro de gente de todo o Brasil, vão criar um ambiente bem diverso e instigante, de reinvenção e muita criatividade”, afirma a presidenta da UNE, Carina Vitral, que já está em Fortaleza, participando de atividades preparatórias para a Bienal.
Já passaram pelas diversas edições da Bienal até aqui artistas como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Ariano Suassuna, Abdias Nascimento, Alceu Valença, Ziraldo, Tom Zé, Martinho da Vila, Augusto Boal, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Lenine, Naná Vasconcelos, Criolo, Pitty e muitos outros personagens.
Trabalhos inscritos: arte, conhecimento, pensamento
Ao longo de seus quase 20 anos, a Bienal da UNE se caracterizou como principal instrumento de mapeamento e difusão da produção artística desenvolvida por jovens estudantes brasileiros. Esse reconhecimento se dá pela realização de uma grande mostra estudantil, ponto central do festival.
Para seleção dos trabalhos, foram abertas inscrições, com estudantes de todos os estados podendo participar, inscrevendo trabalhos em sete áreas: artes cênicas, literatura, música, artes visuais, audiovisual, ciência e tecnologia e projetos de extensão. Para participar, o único requisito foi estar matriculado em uma instituição de ensino no ano letivo de 2016.
Já os estudantes que não forem apresentar trabalho podem se inscrever online, no site www.bienaldaune.org.br, até 25 de janeiro, como participante. O procedimento é o mesmo, mas haverá a cobrança de uma taxa R$ 150,00 (após esta data, só serão aceitas inscrições pessoalmente no local do credenciamento, no Dragão do Mar). O valor dá direito a alojamento e acesso a todas as atividades da Bienal. Estudantes do ProUni e cotistas têm desconto de 30%. O desconto é valido para inscrições feitas pelo site.
"Feira da Reinvenção"
A Bienal da UNE, criada em 1999, tem como norte a investigação e celebração dos elementos mais intrínsecos da brasilidade, algo como o DNA do Brasil, a formação do seu povo. Em meio a um dos momentos mais graves da história democrática brasileira, após o golpe de 2016, a UNE leva para a sua 10ª Bienal o tema “Feira da Reinvenção”, evocando o potencial criativo do povo brasileiro frente às adversidades, e a imagem e o conceito da feira livre na cultura nacional.
A Bienal é, portanto, uma espécie de desafio criativo para o movimento social e cultural do país, permitindo um espaço de exposição e trocas baseado na reinvenção.
História da Bienal da UNE
Em 1999, com a realização da 1º Bienal em Salvador (BA), a UNE retomou com vigor o seu trabalho cultural, que teve destaque na década de 1960 com o famoso Centro Popular de Cultura (CPC). Na segunda edição, realizada em 2001 no Rio de Janeiro, esse projeto cresceu com a criação do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), uma rede de produção e fomento à arte nas universidades do País.
Posteriormente, a UNE deu continuidade ao caráter itinerante das Bienais e norteou o festival para temas que representam algum dos elementos formadores do povo brasileiro. Já foram discutidos a cultura popular (Recife, 2003), a integração do Brasil com a América Latina (São Paulo, 2005), as relações do país com a África (Rio, 2007), as raízes do Brasil (Salvador, 2009), o samba (Rio, 2011), a influência da cultura nordestina (Recife, 2013) e as diferentes formas de linguagem no País (Rio, 2015).
Serviço:
10ª Bienal da UNE
De 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2017, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza
do Portal Vermelho
Mercado macabro celebra morte de Teori
enero 21, 2017 12:23É simplesmente inacreditável que o mercado financeiro veja como positiva a morte de Teori Zavascki.
A explicação, dada pela jornalista da Globo, assusta pela completa falta de humanismo diante de um acidente trágico.
Segundo a justificativa "fria", os analistas do mercado veem como positiva a morte dado que daria tempo para o governo se preparar para lidar com as denúncias de corrupção, ao passo que criaria melhor ambiente no Congresso para emplacar medidas, tais como a reforma da previdência. Só vendo para acreditar. Observem a partir de 1 minuto e 20 segundos. A jornalista chega a embargar a voz ao ter que explicar o injustificável.
Para além da indecência moral de se comemorar a morte de alguém, o que se vê é uma postura complacente com a corrupção. A demora no julgamento dos envolvidos na Lava Jato ajuda politicamente o governo. Escárnio é pouco!
Cabe chamar a atenção também ao fato de que os graves problemas do país são explicados pela subserviência das políticas econômicas ao mercado financeiro. 45% dos recursos da União têm por destino o pagamento da dívida pública, que enriquece investidores às custas da manutenção da precariedade social. Vejam: aqueles que exigem reforma da previdência, o congelamento dos gastos sociais pelos próximos vinte anos, corte nos direitos trabalhistas são os mesmos que comemoram hoje a morte de Teori Zavascki.
fonte #MandatoIvanValente




