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abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
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Eugênio Aragão fala sobre o desmoralizado STF.

enero 16, 2017 21:47, por Blog do Arretadinho

A repórter Maressah Sampaio entrevistou o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. 
Confira as opiniões do ex-ministro sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil dos integrantes do Ministério Público Federal (MPF), as 10 medidas contra a corrupção e mais.




GDF quer fechar a Obstetrícia do HRG

enero 16, 2017 21:12, por Blog do Arretadinho

HRG — http://photos.wikimapia.org/
Cresce a mobilização contra o fechamento da Obstetrícia do HRG. Nesta terça (17/1) à tarde o SBT fará reportagem no local

Por Taciano no Gama Livre

A ameaça do GDF fechar a Obstetrícia do Hospital Regional do Gama (HRG) começou a provocar reação da comunidade. As entidades e os moradores perceberam o risco que há, e por isso deram início a uma mobilização.

Nesta terça, dia 17 de janeiro, a reportagem do SBT estará às 15 horas em frente ao PAI, Pronto Atendimento Infantil que, juntamente com a Pediatria, foi fechada em 2016. Devem ser ouvidos líderes comunitários e familiares de pacientes da Obstetrícia. E, se espera, administradores do hospital. Os moradores que porventura tenham disponibilidade de tempo estão convidados a comparecerem.

No dia seguinte, quarta (18/1), o Conselho Regional de Saúde do Gama se reune também para discutir a Obstetrícia do HRG.

Então lembre-se:
Nesta terça (17/1) às 15 horas em frente ao PAI, Pronto Atendimento Infantil, reportagem do SBT sobre a Obstetrícia do HRG.

Clique aqui e saiba mais sobre o risco de fechamento da Obstetrícia do HRG.



Quem vamos invadir a seguir

enero 16, 2017 21:01, por Blog do Arretadinho

No documentário "Where to Invade Next", o cineasta Michael Moore revela as mazelas do sistema econômico americano, como eles produziram um país rico, mas que não figura entre os 10 primeiros em educação, que tem expectativa média de vida 5 anos menor que italianos e portugueses, em que as pessoas só tem 20 minutos para almoçar, não tem férias, vivem estressadas e deprimidas, onde mais de 40 milhões de pessoas não têm qualquer acesso básico a saúde e onde só quem nasceu rico tem acesso ao ensino superior.

Esse filme se torna especialmente importante em um momento em que parte  do Brasil quer convencer a maioria que os EUA são o padrão que devemos perseguir, com o desmonte do patrimônio público, das leis trabalhistas e do sistema de aposentadoria.

O  documentarista norteamericano viaja para a Itália, Noruega, Alemanha, França, Finlândia e Islândia fazendo uma comparação interessantíssima com a nação do norte.
O filme também está disponível no Netflix.

por Aurélio Maias




CNTE tem nova diretoria

enero 16, 2017 20:41, por Blog do Arretadinho

O terceiro dia do 33º Congresso Nacional da CNTE foi marcado pela eleição da nova diretoria da entidade. Mais de 2 mil delegadas e delegados credenciados foram às urnas eletrônicas optar por uma das três chapas que se apresentaram à disputa.

Por Juliana Maciel em Sinprodf.org.br

Com 86,85% dos votos, a chapa 30, Resistência e Luta, foi declarada vitoriosa após cinco horas de votação. Quatro professores do DF integrarão a nova direção da CNTE: Rosilene Corrêa, Antônio Lisboa, Berenice Darc e Gabriel Magno. Para Rosilene, a unidade da categoria é tarefa prioritária para o próximo triênio: “O golpe é contra o povo, os ataques aos nossos direitos e à soberania nacional tendem a se aprofundar”, ela avalia. “Para reagir à altura, precisamos que as entidades da classe trabalhadora estejam fortes, profundamente enraizadas na base e com uma plataforma de ação unitária”.
  
Antes da eleição, a plenária final aprovou resoluções políticas sobre conjuntura nacional, internacional e política sindical (que em breve estarão disponíveis no site da CNTE). A posse da diretoria recém-eleita está prevista para este domingo, ao término da plenária final, que votará as resoluções de política educacional, balanço, políticas permanentes, plano de lutas e estatuto; além das moções.



Filosofia de segurança pública é a mesma 25 anos depois do massacre do Carandiru

enero 16, 2017 20:33, por Blog do Arretadinho

Rebelião em Natal: "sistema não está em crise, está operando
 como sempre operou... As mortes acontecem todos
 os dias”, diz assessor da Pastoral
FRANKIE MARCONE/FUTURA PRESS/FOLHAPRESS
No momento em que o emblemático episódio ocorrido em São Paulo, em 1992, completa 25 anos, encarceramento em massa, maus-tratos e torturas continuam sendo a tônica do sistema prisional do país

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – A atual grave crise do sistema penitenciário brasileiro, na verdade, não é uma crise. A realidade de massacre, morte e violência é inerente ao sistema. A afirmação de que há um colapso nesse sistema é “falaciosa”. A posição sobre o tema é da Pastoral Carcerária Nacional.

“Uma resposta fácil é dizer que as facções são responsáveis pela violência, mas esses grupos só surgem por conta do encarceramento em massa, que é a característica do sistema nos últimos 25 anos. O encarceramento em massa, os maus tratos, as torturas e as sevícias produziram esses grupos e suas ações. O sistema não está em crise, está operando como sempre operou. Essas mortes estão tendo essa ampla cobertura da mídia com seus números exorbitantes, mas as mortes acontecem todos os dias”, diz Marcelo Naves, assessor da Pastoral.

O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) destaca um aspecto que considera grave, revelado por uma simples leitura de comentários em redes sociais. “A política no Brasil já há muito tempo é a negação de uma política de ressocialização e recuperação das pessoas. É a política do extermínio dos encarcerados. Mas, pior, conta com respaldo de parte da opinião pública. E é uma opinião talvez majoritária.”

Na mesma linha, ao comentar o papel do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no atual processo, Naves diz que a proposta de segurança pública do titular da pasta não tem possibilidade de conter a violência. “A proposta política do governo é menos do que um paliativo, ela tenta resolver o problema usando o mesmo problema. Mas numa sociedade punitiva como a nossa, talvez ele esteja respondendo a uma parcela da sociedade. No nosso ponto de vista, a resposta que ele está dando vai produzir mais e mais violência e violação de direitos.”

“Se estivéssemos num país desenvolvido culturalmente, ele (Alexandre de Moraes) não seria ministro da Justiça. É um homem de concepções reacionárias, retrógradas, e acha que tudo se resolve na truculência. Não tem concepção de segurança pública minimamente contemporânea”, acrescenta o deputado do Rio.

Os números corroboram a posição da Pastoral de que o problema é estrutural ao longo das últimas décadas. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, em 1990 os presos no sistema carcerário brasileiro eram 90 mil. Em 2014, o número saltou para 622 mil, com um enorme crescimento de 575%. Mas a expansão continua. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2017 já são entre 640 mil a 650 mil os presos em regime fechado. Naves lembra que 25 anos depois do massacre do Carandiru, a filosofia de segurança pública continua a mesma.

Trazendo os números para um período mais recente, é possível constatar que o Brasil está no caminho inverso do de outros países. Entre 2008 e 2014, o país aumentou em 33% a população carcerária. No mesmo período, Estados Unidos (8%), China (9%) e Rússia (24%), países com números absolutos superiores ao Brasil em população carcerária, vêm diminuindo o número de presos.

Guerra às drogas
 A principal responsável por essa situação é a atual política de drogas, regulada pela Lei 11.343/2006, “extremamente encarceradora”, como diz Naves.

A Pastoral defende o fim da chamada Guerra às drogas e a descriminalização do uso e comércio das chamadas drogas ilícitas. “Essa lei foi combustível do encarceramento da população jovem, a maioria negra, que trabalha no pequeno varejo.”

A guerra às drogas também é a principal causa do grande crescimento do número de mulheres presas. Em 2000, eram 5.601, e em 2014 elas eram 37.380, um aumento no Brasil de 567%. Se em termos absolutos o número parece pequeno, o crescimento é muito significativo, observa Marcelo Naves, assim como a causa dessa expansão.

“De 2006 para cá houve um boom ligado à lei de drogas: isso se deve às mulheres que têm no comércio de drogas o recurso pelo fato de o companheiro ter sido preso ou morto, como uma questão de renda.” Segundo Naves, no estado de São Paulo, 70% das mulheres presas estão nessa situação por crimes ligados a drogas. A maioria são rés primárias.

Na opinião de Marcelo Naves, a questão sobre se a crise dos presídios pode “transbordar” os muros das prisões e se alastrar pelas ruas é uma falsa questão. “Na verdade, já transbordou, porque é uma situação que está para além da segurança pública, do debate da questão penitenciária. Está ligada ao projeto de sociedade e ao nosso sistema político e econômico, que produz pessoas excluídas que ficam à margem da sociedade, e precisa eleger seus inimigos entre as camadas pobres e violentadas pelo processo histórico e de colonização pela expansão do capitalismo no Brasil”, diz o assessor da Pastoral.

Chico Alencar lembra que numa sociedade civilizada, o Estado deveria ter a responsabilidade máxima sobre a vida dessas pessoas. “Só que com a política que desenvolve, ele se ‘desresponsabiliza’. As pessoas se desumanizam a ponto de se trucidar, e o Estado não se incomoda. A não ser que tivesse algum preso da Lava Jato lá, aí ia ser um escândalo”, ironiza o parlamentar. “Mas os anônimos são considerados não-pessoas. E o senso comum diz que ‘são bandidos e têm que morrer’.”