CLDF promulga liberação da faixa exclusiva
diciembre 27, 2016 16:33| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
Câmara do DF promulga liberação da faixa exclusiva e micro-ônibus em condomínios
Leis tinham sido vetadas pelo Executivo, mas foram restauradas pelos distritais. Faixas valerão apenas em 'horário de pico'. Micro-ônibus funcionarão em esquema similar aos das antigas vans.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal promulgou, nesta terça-feira (27), uma série de leis polêmicas que tinham sido vetadas pelo Palácio do Buriti. Os vetos foram apreciados e derrubados no início do mês, durante o esforço concentrado para encerrar o ano legislativo. As novas leis incluem a flexibilização da faixa exclusiva e a criação de rotas de micro-ônibus nos condomínios.
Com a mudança, as faixas exclusivas para ônibus, táxis e veículos oficiais só ficam reservadas nos horários de pico – entre 6h30 e 9h, e entre 17h30 e 19h30, de segunda a sábado. Nos outros horários, aos domingos e em feriados, as faixas estarão liberadas para todo tipo de veículo. A lei prevê que o Palácio do Buriti emita um decreto de regulamentação em até 45 dias.
Em nota, a Secretaria de Mobilidade informou que pediu à Procuradoria-Geral do DF que entre na Justiça para declarar a lei inconstitucional. Segundo a pasta, a mudança é um "retrocesso para a mobilidade" e a ideia do governo é "ampliar ainda mais as faixas exclusivas e não reduzir o horário de uso, como sugerido".
"A faixa exclusiva é uma ferramenta muito importante, porque reduz o tempo de viagem, traz mais conforto e comodidade ao usuário. Não podemos priorizar o automóvel em detrimento ao transporte coletivo, que atende a maior parte da população", diz o texto da secretaria.
O DF tem faixas exclusivas na EPTG, na EPNB, no Setor Policial Sul e na W3 Sul e Norte. Em entrevista ao G1 no início do mês, a autora do projeto, Celina Leão (PPS), disse que a medida é de iniciativa popular.
“Muitas pessoas me procuraram denunciando isso. A gente fez um estudo que mostra que 80% da frota circulam no horário de pico. Os outros 20% estão pulverizados durante o dia”, afirmou. O projeto foi aprovado em 2012, mas vetado pelo governo Agnelo Queiroz à época.
Hoje, descumprir e trafegar em uma faixa exclusiva é considerado infração gravíssima. O motorista ou motociclista recebe multa de R$ 293,47 e leva sete pontos na carteira de habilitação. Só estão liberados ônibus, vans e táxis. A frota total do DF é de 2,6 mil ônibus.
Micro-ônibus
A Câmara do DF também resgatou e promulgou uma lei que autoriza micro-ônibus privados a rodar em áreas que não são atendidas pelos ônibus do serviço convencional – por exemplo, nas áreas internas dos condomínios de Sobradinho e do Jardim Botânico. O texto também permite que cooperativas participem de licitações, se houver mudança nas bacias de transporte público.
O projeto foi aprovado, inicialmente, no esforço concentrado feito no fim de 2015. Na época, um grupo de cinco deputados se opôs ao tema, porque a versão original da proposição – apresentada pela ex-distrital Eliana Pedrosa em 2012 – poderia resultar no retorno das vans às ruas da capital.
Autor da versão atualizada da proposta, Rodrigo Delmasso (Podemos) afirma que as vans estão descartadas, e que o serviço de micro-ônibus poderia funcionar em esquema similar ao dos táxis atuais.
"A lei fala que deveria-se criar esse sistema, que deve ser feito por licitação. Acho que a grande questionamento da época das vans não era nem quem operava as vans, mas era a forma com que eles andavam. Muitas vezes, fechando ônibus, aquela coisa. Além disso, operava em linhas concorrentes ou semelhantes ao transporte básico. Ou seja, pela lei, [os novos micro-ônibus] não podem utilizar as vias por onde passa o transporte básico. É algo complementar", diz.
Diferentemente dos táxis, no entanto, os motoristas das vans não teriam a opção de revezar entre espaços mais lucrativos ou disputados – setores hoteleiros, Aeroporto JK e rodoviárias, por exemplo.
Delmasso diz que a lei aprovada não prevê a adoção de uma tarifa técnica e nem de subsídios, mas admite que, em alguns locais, esse serviço pode ser inviável do ponto de vista econômico.
"Para fazer a implementação do sistema, é preciso ter o estudo de viabilidade econômica. Se quiser implementar, o governo terá de fazer esse estudo de impacto de trânsito, de viabilidade econômica.
Quantos ônibus vão em cada linha, qual o trajeto, enfim. Isso não é responsabilidade do Legislativo, mas do Executivo. Se o governo não quiser implantar, não implanta", afirmou ao G1.
Questionada sobre o tema, a Casa Civil do DF não fez comentários específicos sobre esse projeto, e disse apenas que vai ajuizar ação de inconstitucionalidade "nos casos em que entender que há inconstitucionalidade na lei como vício de iniciativa ou mesmo contrariedade à Constituição Federal".
Por Mateus Rodrigues, G1 DF
PMDB rachado e sem projeto de poder para 2018
diciembre 27, 2016 8:48![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
Castigo ao golpe: PMDB rachado e sem projeto de poder para 2018
Por Tereza Cruvinel
no 247
Quando Michel Temer e a cúpula do PMDB resolveram trair Dilma, romper com seu governo e embarcar no golpe do impeachment, calculavam que tomando o governo uniriam o partido em torno de um projeto próprio de poder para 2018. Após seis meses de um governo desastroso, o partido está novamente rachado e destinado a continuar sendo linha auxiliar na próxima disputa presidencial.
O racha na bancada do Senado foi escancarado nesta segunda-feira pela postagem do presidente do partido e líder do Governo, Romero Jucá, negando que pretenda disputar a presidência da Casa e dizendo haver consenso em torno do nome do atual líder do partido, Eunício Oliveira. Jucá ouviu de Renan Calheiros uma proposta para que se lançasse candidato a presidente com seu apoio, cedendo-lhe a presidência do partido, posto que daria mais cacife a quem vai trocar o alto da Mesa pela planície do plenário. Jucá não apenas recusou como foi à rede social explicitar sua posição, que é apoiada por Temer. E com isso, restará a Renan o posto de líder da bancada, mesmo assim se conseguir a maioria de votos para ser eleito.
Na Câmara a situação não é muito diferente. A maioria da bancada votou contra Temer no projeto de renegociação das dívidas estaduais, suprimindo a exigência de contrapartidas. Uma parte da bancada, alinhada com o Centrão, é contra a candidatura de Rodrigo Maia, do Democratas, a um segundo mandato na presidência da Câmara. A disputa de fevereiro promete aprofundar as fissuras que começam a aparecer na ampla base de apoio a Temer, a tábua de salvação em que se agarra, diante da impopularidade, do evidente colapso econômico e das denúncias da Lava Jato.
Mas ainda que Temer sobreviva no cargo até 2018, como um pato manco, arrastando as correntes da impopularidade e da fragilidade, o projeto de poder do PMDB já foi para o espaço.
Temer vacilou muito quando os peemedebistas que hoje compõem o núcleo duro de seu governo (Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel e Henrique Alves, que já caíram), em longas tertúlias no Jaburu, buscavam convencê-lo de que “o cavalo estava passando selado” em sua porta e era preciso montá-lo. Ou seja, dar o golpe, tomar o governo e viabilizar o tal projeto próprio de poder. Pois, afinal, depois da Constituinte, o papel do partido foi dar sustentação a governos de outros partidos, exercitando com maestria a arte do fisiologismo, da troca de apoio por nacos do Estado. Assim foi com Fernando Henrique, com Lula e com Dilma. As duas candidaturas presidenciais do PMDB, a de Ulysses Guimarães em 1989 e a de Quércia em 1994, sofreram derrotas humilhantes. Mas com o golpe, esta sina poderia mudar. Temer finalmente foi convencido e um dos primeiros movimentos reveladores de que entrara na conspiração foi aquela carta dos queixumes a Dilma. Em seguida Romero Jucá, como presidente do partido, comandou o desembarque do governo. Este foi o verdadeiro dia do golpe.
Pouco antes, o documento “Ponte para o Futuro” fora elaborado para dizer ao país que o PMDB tinha programa para concluir o governo de Dilma e seguir no comando do país. Seis meses depois, não há ponte, apenas uma pinguela, segundo FHC. O futuro é um grande ponto de interrogação pairando sobre o país que se desmancha.
Na disputa de 2018, mesmo que Temer não caia antes, estarão no jogo o PT com Lula, o PSDB, possivelmente com Aécio Neves, Ciro Gomes, pelo PDT, Marina Silva, pela Rede, e os outsiders que fatalmente vão aparecer, como Bolsonaro e semelhantes, pela direita ou pela esquerda. Ao PMDB, restará apoiar os tucanos. A Lava Jato não deixará ninguém em condições de disputar a presidência, nem mesmo como um candidato figurativo no primeiro turno, para barganhar apoio no segundo.
Eles se enganaram com Temer, superestimaram sua dimensão e sua capacidade para liderar um país em crise política, econômica e ética. Subestimaram os setores que resistiram ao golpe e conseguiram difundir a narrativa sobre a verdadeira natureza do impeachment de Dilma. Sacrificaram a democracia e estão sacrificando a economia nacional por nada. Não há projeto de poder para o PMDB no horizonte de 2018.
“Negociado sobre legislado” pode reduzir salários e estimular corrupção
diciembre 26, 2016 20:22Governo propõe que acordos entre empresas e sindicatos prevaleçam sobre a lei.
Conheça negociações que colocavam os trabalhadores em risco e foram derrubadas pela Justiça
Jornadas de trabalho de 24 horas ininterruptas, revistas íntimas na entrada de empresas, redução de salários e até a prisão de sindicalistas acusados de receber vantagens para aprovar medidas contrárias aos interesses dos trabalhadores.
Essas são algumas das consequências de acordos já celebrados entre sindicatos e empregadores no Brasil. Problemas que podem se multiplicar se for aprovada uma das principais mudanças defendidas pelo governo Michel Temer na reforma trabalhista.
O “negociado sobre o legislado”, como é conhecida a medida, consiste em deixar as negociações coletivas prevalecerem sobre o que está escrito na lei trabalhista. A medida já era defendida no documento “Uma ponte para o futuro” – espécie de programa de governo lançado pelo PMDB em outubro do ano passado, quando o impeachment de Dilma Rousseff já era uma possibilidade concreta. E pode virar lei graças a dois projetos que tramitam na Câmara dos Deputados: o projeto de Lei (PL) 4193/12, do deputado Irajá Abreu (PSD–TO), e o PL 4962/2016, de Júlio Lopes (PP–RJ).
Mais trabalho e menos salário
O desrespeito à jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais é uma das infrações mais comuns em acordos coletivos feitos nos últimos anos Atualmente, muitos são anulados pela Justiça justamente por contrariarem a legislação trabalhista. Mas o Judiciário tende a ficar de mão atadas com a prevalecia do negociado sobre o legislado.
A prefeitura de Itatiba (SP) “inovou” ao estabelecer com o sindicado dos servidores municipais uma jornada que poderia durar 72 horas por semana
Sindicatos e empregadores já podem negociar a compensação de horas, desde que isso não aumente a carga horária total, segundo a Constituição. Ou seja, os acertos podem prever o aumento da jornada em determinados dias, mediante a diminuição em outros. Mas a negociação entre empresas e sindicatos nem sempre respeita esse que é um dos direitos mais básicos da lei trabalhista.
Em Itatiba, interior de São Paulo, a prefeitura municipal “inovou” ao estabelecer com o sindicado dos servidores municipais um acordo coletivo prevendo jornadas de 24 horas seguidas para os bombeiros da cidade, acompanhadas por 48 horas de descanso. Assim, na melhor das hipóteses, trabalha-se 48 horas por semana. No pior cenário, a jornada chega a durar 72 horas por semana – muito além do limite de 44 horas semanais. O caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que, em 2014, confirmou que o acordo era ilegal.
Em 2013, o tribunal também se posicionou contra um acordo que permitia a redução do intervalo entre um dia e outro de trabalho para os funcionários de uma indústria no Porto de Vila do Conde, Pará. Acordo feito entre a companhia e o sindicato dos portuários, o descanso era de apenas seis horas. Arranjo que oferecia risco a saúde e segurança dos funcionários, segundo o Ministério Público do Trabalho, que pediu a anulação do acordo. Segundo a lei, o intervalo entre jornadas deve ser, no mínimo, de 11 horas.
No Ceará, uma convenção coletiva endossou a realização de revistas íntimas nos funcionários
A diminuição de salários é outra disputa comum nos tribunais. A prática é inconstitucional, salvo se negociada em acordos sindicais que, segundo decisões anteriores da Justiça, precisam oferecer contrapartidas para justificar a redução. Foi justamente a falta delas que levou o TST a anular um acordo do gênero em outubro de 2016. Ele previa uma diminuição de 12% no salário dos empregados de uma indústria instalada no Rio de Janeiro.
No Ceará, uma convenção coletiva assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Laticínios chegou ao ponto de endossar a realização de revistas íntimas nos funcionários. “A pretexto de resguardar o empregado contra revista íntima efetuada por pessoa do sexo oposto, a convenção terminou por autorizar as empresas a realizarem tal revista (por empregado do mesmo sexo), procedimento proibido por lei”, alertou a procuradora regional do Trabalho Evanna Soares na ação que conseguiu a anulação da cláusula. Revistas íntimas são aquelas em que os trabalhadores têm o próprio corpo vistoriado, em alguns casos até mesmo sendo obrigados a tirar suas roupas. A prática já foi considerada ilegal em diversos julgamentos do TST.
Corrupção nos acordos sindicais
Em casos mais graves, paira sob acordos considerados prejudiciais aos trabalhadores a sombra de acusações criminais. Um exemplo ocorreu em 2008, quando a Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante dois dirigentes sindicais e uma advogada ligados ao Sindicato dos Rodoviários de Campinas. Monitorados por um mês através de gravações sigilosas, eles foram acusados de solicitar propina de R$ 100 mil do plano de saúde aprovado na convenção coletiva da categoria. “Os investigados deixaram claro que, se fosse paga a quantia, eles militariam em prol dos interesses da empresa, até aumentando os valores do convênio médico”, afirmou à época o promotor de Justiça Luiz Alberto Bevilacqua.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a ação judicial relacionada ao caso segue tramitando na 1ª instância, em segredo de Justiça. Procurado, o Sindicato dos Rodoviários de Campinas não se manifestou.
Há até mesmo acordos coletivos que são cancelados por terem sido aprovados sem o aval dos trabalhadores da categoria. É o caso de uma convenção firmada entre o sindicato dos vigilantes (Sindivigilante) e as empresas de segurança privada do Rio Grande do Norte. “O sindicato não realizou a convocação dos trabalhadores para a discussão. O que se viu foi a criação de uma convenção coletiva sem a participação deles, sem a realização de uma única assembleia ou reunião”, afirmou em 2012 a procuradora Regional do Trabalho Ileana Neiva. A convenção foi anulada naquele ano pelo Tribunal Regional do Trabalho no estado.
“Os investigados deixaram claro que, se fosse paga a quantia, eles militariam em prol dos interesses da empresa”
Em 2009, outro caso semelhante envolveu os funcionários das empresas de transporte coletivo no Ceará. Segundo o Ministério Público do Trabalho, embora existissem cerca de 15 mil trabalhadores no setor, somente 43 participaram da assembleia que aprovou a convenção coletiva – sendo que a maioria eram membros da diretoria da entidade. Um acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, no entanto, reverteu a decisão de instâncias inferiores que anulavam o documento. O Tribunal entendeu que ele representava a vontade da categoria, “ainda que se pudesse questionar a observância rigorosa dos requisitos e formalidades para aprovação da convenção.”
“Existe um grande número de ilegalidades que são cometidas nesses acordos”, avalia o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando da Silva Filho. Para ele, a proposta do governo que prevê nova lei privilegiando o negociado sobre o legislado será uma forma de legalizar essas situações, ignorando que a precariedade de representações sindicais “é uma realidade para muitas e muitas categorias do país”.
Reforma via judiciário
Enquanto a mudança na lei não vem, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que abrir mais espaço para as negociações coletivas é uma tendência na mais alta corte do país. Em setembro, numa decisão do ministro Teori Zavascki, o STF reverteu acórdão do TST que condenava uma empresa por deixar de pagar horas in itnere – o tempo gasto pelo empregado em transporte fornecido pelo empregador até local de trabalho de difícil acesso. A postura da empresa baseou-se num acordo firmado com o sindicato. No ano passado, o ministro Roberto Barroso já tinha validado um acordo coletivo em outro caso semelhante, no qual um banco havia feito acordo prevendo quitar dívidas com trabalhadores que não entrassem na Justiça após o pagamento.
“O que se viu foi a criação de uma convenção coletiva sem a participação deles, sem a realização de uma única assembleia ou reunião”
Para Valdete Severo, juíza do Trabalho na 4ª Região, decisões como estas vão impactar a forma como casos semelhantes serão julgados a partir de agora pela Justiça do Trabalho. Ela ressalta ainda que o STF tem colocado em pauta para julgamento, precisamente agora, diversos processos que abordam temas relacionados à reforma trabalhista encampada pelo governo. “Me parece difícil sustentar que isso não seja uma vontade de promover uma reforma trabalhista por meio do STF”, avalia a magistrada.
Por André Campos
no http://reporterbrasil.org.br/
Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk
Casa de carne no DF se nega a servir menu infantil a adulto
diciembre 26, 2016 19:52![]() |
| RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES |
No American Prime, Menu Kids é só para menores de 12 anos. Mas “norma da casa” contraria o que determina o Procon
Mãe e filha pequena entram no American Prime Steakhouse, em Águas Claras. A mulher pede ao garçom dois itens do Kids Menu, um para ela, outro para a filha. Porém, é avisada de que o restaurante não serve os pratos infantis para serem consumidos por clientes adultos. “Norma da casa”, resume o atendente.
A reportagem do Metrópoles voltou ao local, fez o pedido e obteve a mesma justificativa, que foi ouvida também em visita a outra unidade da rede, na 405 Sul. No cardápio, realmente, está impresso o aviso de que os itens da seção Kids Menu só serão servidos a menores de 12 anos — por outro lado, a casa não impõe nenhuma restrição em servir um prato “de adulto” para uma criança.
No entanto, a norma do restaurante de carnes contraria o Código de Defesa do Consumidor. “Essa prática é abusiva, pois o fornecedor não pode se recusar a vender bens ou a prestar serviços diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento”, esclarece a assessoria do Procon (Instituto de Defesa do Consumidor).
Em cada lugar, uma regra
Embora haja uma regra estabelecida pelo órgão de defesa do consumidor, a disponibilidade do menu infantil varia de um para outro estabelecimento. No Biion, restaurante natural da 303 Norte, não encontramos nenhuma restrição. O adulto que fizer o pedido será atendido. No Fusion, na quadra 300B do Sudoeste, o garçom informou que no horário do almoço serve sim, no jantar, não.
O presidente do Sindhobar-DF (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília), Jael Antonio da Silva, diz que nunca ouviu nenhuma reclamação sobre o assunto, mas nem vê lógica em um estabelecimento se recusar a vender a um adulto um prato infantil.
“Se o produto está à venda, compra quem quer. Os donos de restaurantes fazem isso para facilitar para um público, o infantil. Mas se um adulto não está com muita fome tem direito de escolher comer menos. Tem até criança que come mais que adulto”, brinca. Ele acredita tampouco que a venda ocasione prejuízo para o dono de restaurante. “Ele já tem o preço do prato calculado”.
No American Prime, por exemplo, o preço médio dos quatro pratos principais do Kids Menu é R$ 27,90, enquanto os pratos adultos vão de R$ 47,90 a R$ 69,90. Resta saber que mal há se, em vez de um Baby Back Ribs a R$ 49,50, por exemplo, o cliente preferir comer bem menos e pagar R$ 27,90 por um prato parecido, com o Prime Kids Ribs.
Em nota o restaurante respondeu a reclamação:
O American Prime lamenta a queixa e ressalta que tem como prioridade qualidade e bom atendimento. A casa foi criada pensando na família. O Menu Kids foi elaborado para atender apenas crianças, os produtos e porções foram desenvolvidos para agradar o paladar da garotada. Mas, para os adultos a rede oferece uma infinidade opções.
do Portal Metrópoles
Lula vai passear
diciembre 26, 2016 18:25![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
Três anos de perseguição de Moro, para prender o “Nine”, como ele trata Lula, referindo-se ao fato de Lula ter uma mutilação em uma das mãos, o que bem define o baixo caráter e a seriedade do rábula de Curitiba.
Mobilizam todo o Ministério Público, toda a Polícia Federal, o Ministério Público, os serviços de informações norte americanos e o máximo que conseguem são convicções, o que é insuficiente para prender alguém, e a melhor prova disso é que 200 milhões estão convictos que Temer é corrupto, o que não o impede de ir à televisão, com cara de todo honesto congregado mariano, para dar votos de boas festas e menos salários.
Lula e os filhos já foram donos da Friboi, e agora sabe-se que é de um trambiqueiro ligado ao Marcone Perillo (PSDB), governador de Goiás.
Depois Lula e os filhos foram donos da Oi, e agora sabe-se, depois da tentativa de negociata de Temer e seus quarenta ladrões, que a Oi é ligada ao PSDB, doada por FHC, e que o senador Tasso Jereissati(PSDB-CE) é um dos acionistas majoritários.
Depois Lula e os filhos tornaram-se donos de uma fazenda enorme, cuja sede, faraônica, no tamanho e na beleza, é tombada pelo patrimônio histórico nacional, e descobriu-se que é a Esalq – Escola de Agricultura Luiz de Queirós.
E vieram os iates do Lula e dos filhos do Lula, na verdade dois pedalinhos comprados por dona Marisa Letícia, para os netos, por pouco mais de mil reais, cada um, com as cópias das notas fiscais em poder de Moro.
E veio o sítio e o proprietário do sítio mostrou toda a documentação a Moro, que tem as cópias.
E veio o triplex em Guarujá, onde dona Marisa Letícia se inscreveu, para comprar, EM PRESTAÇÕES, a construtora não deu conta, Dona Marisa declinou do negócio, conforme documentação em poder de Moro, e está processando a imobiliária, que não lhe devolveu o dinheiro já pago.
Note que o triplex está avaliado em 1,8 milhão e Lula tem uma aposentadoria de aproximadamente 30 mil, como presidente da república, o que equivale, matematicamente, a um sujeito que ganhe dois mil reais comprar um apartamento de 120 mil reais, em prestações, fato comumíssimo, inclusive no Minha Casa Minha Vida, que para quem ganha dois mil reais, financia apartamentos de maior valor.
E vieram as palestras, com a Globo afirmando, em todos os telejornais, que não existiram, eram para justificar fortuna, apesar dos vídeos no Youtube, das palestras.
Moro exigiu dos pagadores de Lula, pelas palestras, os recibos e contratos comprobatórios, e a Fundação Roberto Marinho, da GLOBO, a contragosto foi uma das primeiras a mostrar.
Procurando o triplex do Lula encontraram o triplex dos irmãos Marinho, onze vezes mais caro, construído em área de preservação ambiental, com heliporto não homologado na Anac e praia particular, o que a Constituição veda.
Rastreando possíveis contas secretas, com o auxílio dos serviços de inteligência norte-americano, encontraram do Aécio, FHC, Álvaro Dias, Eduardo Cunha... Empresas offshore de diversos empresários e tucanos, e do Lula... Nada.
Sem nada material nas mãos, prova nenhuma, Moro partiu para a subjetividade, e Lula se tornou réu por obstrução à justiça (deve ter estacionado mal e algum carro do Judiciário não conseguiu passar, o caminho ficou obstruído).
Agora a sede do Instituto Lula, a calúnia da hora. Vejamos.
A título de propina, a Odebrecht comprou um terreno para Lula, onde seria construído o Instituto Lula, só que o terreno teve e tem um único proprietário, e no local funciona uma revenda de automóveis, de construção recente.
Que provas Moro tem contra Lula?
Lula um dia esteve interessado no terreno, para de fato construir o Instituto Lula, e, no sítio de Lula foi apreendido um projeto de construção de um prédio, supostamente no endereço onde está a revendedora de automóveis.
Se todos os imóveis que ambicionei e sondei tivessem passado para minha propriedade eu não estaria trabalhando mais, e quanto ao projeto... Primeiro, sonhar não custa nada, Lula pode ter manifestado um desejo e mandou desenharem, ou sendo verdadeiro e não sonho, seria construindo onde? Quando? Porque necessariamente no endereço alegado por Moro?
Finalmente... Ainda que toda essa micareta curitibana fosse verdadeira, o Instituto Lula é uma entidade jurídica, com CNPJ e administração autônoma. Lula tem CPF, é pessoa física. A quem interessa confundir?
Num quadro assim, só a denúncia num foro internacional, o que Lula fez, com a colaboração de Moro, o maior fornecedor de peças de defesa de Lula.
A penúltima, já nos autos do processo, é o colóquio, quase sexo explícito, entre Moro e o de maior número de delações na Lava Jato, Aécio Neves, em evento onde foram premiados diversos outros delatados, a começar por Temer, todos com uma poderosa banca de defesa na Lava Jato, onde se destacam Dalagnol e o próprio Moro.
Está chegando a hora disso tudo vir à tona.
E quando o povo perceber que o xerife da área não prende nem mata ninguém, só intimida inocentes, será execrado, reduzido a X-9, só um cachorrinho de poderosos, no exterior, e aí o STF, até agora Pilatos, vai cobrar.
Pensando bem, como está sendo conduzida, a Lava Jato é o maior trunfo eleitoral do Lula, que em 2017 vai passear.
Francisco Costa
Rio, 26/12/2016.



