Venezuela reage à carta de Serra sobre comando do Mercosul
agosto 2, 2016 19:24A Venezuela reagiu hoje (2) a um comunicado do ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, sobre a presidência pro tempore do Mercosul, motivo de impasse desde a última sexta-feira (29), quando o Uruguai deu por encerrada sua gestão sem transferir oficialmente o comando do bloco para o país de Nicolás Maduro.
Serra enviou uma carta aos chanceleres dos países do grupo em que critica a saída do Uruguai e diz não reconhecer a Venezuela na presidência do Mercosul. Segundo o ministro, o governo brasileiro “entende que se encontra vaga” a presidência do bloco regional.
Para Serra, a decisão sobre o comando do Mercosul deveria ter sido postergada até que os integrantes do bloco resolvessem o impasse sobre a sucessão, que, segundo ele, não pode caber à Venezuela porque o país bolivariano não cumpriu requisitos e normas internas para tal.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o governo de Maduro informou que “reafirma o seu compromisso com os trabalhadores” apesar das “manobras que precederam a chegada da Venezuela à presidência [do Mercosul]”.
A presidência pro tempore do Mercosul é trocada a cada seis meses, e os países se revezam seguindo a ordem alfabética. Desde a última sexta, quando o Uruguai deixou o posto, a Venezuela reivindica a vaga.
Para o Uruguai, não há argumentos jurídicos que impeçam a transferência da presidência temporária do bloco para a Venezuela, mas Argentina, Brasil e Paraguai se opõem por causa da situação política do país de Maduro.
Em meados de julho, a Cúpula de Presidentes do Mercosul, onde ocorreria a transferência, foi cancelada. Reuniões do conselho do bloco para discutir o impasse também foram convocadas e suspensas por falta de consenso.
Uruguai
Na correspondência aos chanceleres, Serra criticou a “decisão unilateral” do Uruguai de dar por encerrado seu mandato no bloco. Segundo ele, a iniciativa “gera incerteza e impõe a necessidade de adoção de medidas pragmáticas para permitir o funcionamento do Mercosul”.
Serra manifestou apoio à solução proposta pela Argentina, de adotar um “mecanismo transitório de coordenação coletiva”.
Já a Venezuela, que classifica a questão como encerrada, denuncia no comunicado o que chama de “maquinações de extrema direita do sul do continente”. Para os venezuelanos, Argentina, Brasil e Paraguai “vêm atuando de maneira sorrateira por meio de maneiras legalistas para tentar impedir o que lhe pertence de direito”.
da Agência Brasil
Justiça dos Estados Unidos suspende ações contra a Petrobras
agosto 2, 2016 19:17A Corte Federal de Apelações do Segundo Circuito (Second Circuit Court of Appeals) suspendeu a ação coletiva e as ações individuais que estão em curso na Corte Federal de Nova York (District Court) contra a Petrobras.
As ações são movidas por acionistas que se sentiram prejudicados pelas denúncias de corrupção na empresa investigada pela Operação Lava Jato.
A suspensão é válida enquanto não for julgado o recurso da empresa contra a decisão dada em fevereiro pelo juiz distrital em Nova York Jed Rakoff, que autorizou investidores a processarem a Petrobras em conjunto.
Com isso, está suspenso o início do julgamento da ação coletiva e das ações individuais, que estava marcado para começar em setembro. “Nós continuaremos a defender firmemente os nossos direitos”, disse a Petrobras, em nota.
da Agência Brasil
Brasília, a casa da Saci
agosto 1, 2016 21:24![]() |
| Eu, a Saci e o carneiro na panela Foto Fred Vasquez |
Cerveja artesanal fabricada em Brasília já é um sucesso consagrado em todo o DF
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O título desta nota não está errado não, a Hefeweizen Saci é uma cerveja artesanal fabricada em Brasília e que já está fazendo sucesso em várias regiões do DF e do Brasil.
Segundo o fabricante a "loira" candanga é clara e tem "olhos azuis", porque foi inspirada na tradicional tradicional receita da Baviera mas é, ao mesmo tempo, refrescante, uma combinação perfeita para um país com clima tropical.
A Saci não é filtrada e o trigo e a levedura viva envelhecida na garrafa, a tornam naturalmente turva e com um sabor inconfundível.
Fui apresentado à essa Saci, pelas mãos do amigo Fred Vasquez neste sábado (30/07), por ocasião de um encontro entre amigos na casa do poeta pernambucano Paulim Diolinda, quando compartilhamos a Saci, risos, versos e um carneiro com pirão.
Para saber maus sobre ela:
ou cervejasaci@gmail.com
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| A Saci Foto Joaquim Dantas |
Brasileiros gritam: Fora, Temer! Fica, Dilma!
agosto 1, 2016 1:14![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
na Revista Brasileiros
O movimento Frente Brasil Popular, partidos políticos, sindicatos, sociedade organizada, estudantes, mulheres e negros saíram às ruas em todo o país para defender a democracia e pedir a saída de Temer.
No Rio de Janeiro a concentração (neste domingo, 31 de julho) contra o golpe ocorreu na Candelária e os manifestantes saíram em caminhada até a Praça Mauá, onde fica, sugestivamente, o Museu do Amanhã.
Futuro que os brasileiros conscientes insistem em garantir para os seus filhos e netos.
As palavras de ordem dos cariocas incluíram Fica Dilma, o Petróleo é Nosso, Fora Temer e os golpistas. Alguns e algumas coxinhas velhas acenavam negativamente com o polegar, mas muitos apoios vinham dos carros e ônibus nos cruzamentos.
Minutos antes pude ouvir um carro de som dos apoiadores de Bolsonaro-presidente tentando inflamar seus seguidores, em Copacabana, afirmando que a Força Nacional é “bolivariana”, “não é o Exército”. Tenha paciência!
Ao som de olê, olê, olá Dilma, Dilma! Assim, a marcha caminhava.
Lula, que pediu à ONU para intervir no processo jurídico brasileiro, sofreu uma represália sem tamanho. Manchetes requentadas trataram de “revelar” uma suposta reforma na cozinha do sítio de Atibaia.
Além disso, um juiz suspeito de atrapalhar as investigações da Operação Zelotes, aceita o indiciamento de Lula por “supostamente” obstruir a Justiça. Mas Eduardo Cunha continua solto e Temer trabalha na surdina para impedir a sua cassação na Câmara dos Deputados.
A injustiça contra Lula só é admitida na imprensa estrangeira. Os meios de comunicação brasileiros escondem a opinião divergente. Não publica sequer as opiniões de uma senadora de direita como Kátia Abreu quando sai em defesa de Dilma. A agenda da presidenda afastada é solenemente ignorada. Só resta a ela e aos seus apoiadores a militância no ambiente virtual, mais conhecida como MAV.
A democracia brasileira corre riscos. É o que afirmam políticos, juristas e jornalistas nacionais e internacionais. Um tribunal internacional condenou o golpe parlamentar/jurídico/midiático no Brasil. Mas isso foi apenas um detalhe para o jornalismo empresarial brasileiro.
Os senadores têm até o dia 29 de agosto para decidir se Dilma fica, ou sai. A esperança de que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o mérito desse impeachment é depositada em apenas um ministro, Marco Aurélio. O STF faz parte do golpe?
Mas o pior de tudo isso é o que ainda pode acontecer caso Temer vá até 2018 como presidente golpista.
Os direitos das minorias, a venda definitiva do pré-sal – já iniciada –, as reformas trabalhistas, o corte nos programas sociais não sobreviverão à sanha neoliberal que toma conta das elites e da imprensa oligopolizada.
As esquerdas brasileiras ainda não tomaram consciência dos riscos que correm junto com o futuro do país.
A direita conservadora, por sua vez, joga todas as cartas para impedir que Lula seja candidato em 2018, depois de se lambuzarem de todos os benefícios oferecidos pelos governos lulistas e dilmistas.
A traição de Temer, aliada à fome de poder dos tucanos, fará com que os brasileiros que elegeram Dilma engulam o programa derrotado.
Em Salvador, manifestantes pedem volta de Dilma Rousseff
agosto 1, 2016 1:06![]() |
| foto Oliver Kornblihtt 7 |
Manifestantes que defendem a volta de Dilma Rousseff à Presidência da República participaram de uma passeata, neste domingo (31), em Salvador.
O ato começou no Campo Grande, centro da capital baiana e seguiu, pela Avenida Sete de Setembro, até o Farol da Barra, onde ocorreu, pela manhã, outro ato a favor do impeachment de Dilma.
“Hoje estão ocorrendo manifestações em várias cidades do Brasil contra o golpe, porque entendemos que agosto é decisivo pela votação no senado. E, além de barrar o afastamento da presidenta Dilma, nós queremos impedir as medidas que o governo golpista vem adotando, que são claramente contra os interesses dos trabalhadores e do povo”, diz um dos coordenadores da Frente Povo Sem Medo, Walter Takemoto.
Durante todo o percurso, manifestações artísticas e culturais foram a tônica da manifestação, como apresentações teatrais e uma banda que puxou o microtrio ao som de paródias de músicas populares com letras criticando Michel Temer e pedindo a volta de Dilma. “Queremos a volta da presidenta Dilma para que ela cumpra até o fim do seu mandato, cargo para o qual ela foi eleita”, diz Takemoto.
“Volta querida” e “Fora Temer” foram as principais palavras de ordem dos manifestantes, que chegaram ao Farol da Barra por volta das 18h. No local - onde são comuns os atos contra Dilma – representantes das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, junto com integrantes de partidos políticos, centrais sindicais e sociedade civil se revezaram entre falas que defendiam a suspensão do processo de impeachment e criticavam as ações do governo interino de Michel Temer.
O professor universitário, Edson Balmonte, esteve na manifestação acompanhado do companheiro. Além da motivação política, ele diz que participou por acreditar que o governo interino representa a perda de direitos. “O Fora Temer significa fora golpe, pela retomada dos direitos e da normalidade. Porque ele [Temer] e o grupo que, juntos, tomaram o poder, o que representa um ataque a direitos conquistados”, diz.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas participaram da caminhada. Também esteve no evento a candidata à prefeitura de Salvador, Alice Portugal, apoiada pelos manifestantes e cuja chapa foi oficializada na manhã de hoje (31) pelo PCdoB.
Os organizadores do ato informaram que diversas caravanas irão a Brasília no dia da votação do impeachment, no plenário do Senado, como forma de pressionar os senadores a votarem contra o impedimento de Dilma.
da Agência Brasil





