'Querem não uma pátria de tolerância, mas de um bando de carneiros'
julio 25, 2016 19:49![]() |
| foto Oliver Kornblihtt |
Presidenta critica ataques a direitos e diz que projetos como Escola sem Partido servem para “treinar, não educar”. “Não vamos desistir de lutar”, diz, sobre tentativa da mídia de dar golpe como consumado
por Redação RBA
São Paulo – Em discurso na tarde de hoje (25) no "Ato contra o golpe, em defesa da democracia", em Aracaju, capital de Sergipe, a presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar a intenção do governo interino de Michel Temer de reformar a Consolidação das Leis do Trabalho. “O que eles propõem aos trabalhadores? A reforma das leis trabalhistas que quer impor o negociado sobre as leis conquistadas pelos trabalhadores nos últimos 100 anos de muito luta”, disse. “Eles acham que a saída para o Brasil é reduzir direitos individuais e coletivos e, além disso, têm uma pauta superconservadora.”
Dilma atacou duramente as propostas de “Escola sem Partido”, que se espalham em forma de projetos de lei por legislativos federal, estaduais e municipais por todo o país. “Querem que a educação seja amordaçada. Não pode ter professor critico na sala de aula. Querem educação sem posição, sem visão política, sem crítica e debate. Trata-se não de educação, mas de treinamento. É o coroamento dessa visão que transforma o Brasil não numa pátria onde prevalece a tolerância, mas querem nos transformar num bando de carneiros.”
Ela voltou a mostrar confiança na reversão do impeachment no Senado e conclamou a população a se manter mobilizada. “Podem esperar sentados, porque eu não desisto dessa luta. Somos capazes de convencer, a razão e a democracia está de nosso lado. Eles não têm como se defender do crivo da história e dos contemporâneos. Vou lutar para reverter o julgamento no Senado. A mobilização a força e a firmeza são cruciais daqui até o dia da votação definitiva do mérito no Senado.”
Dilma reforçou também que o grupo que chegou ao poder é “ilegítimo e golpista”, trabalha para transformar o país sem que reste “nenhum direito em pé” e lembrou a ditadura instaurada em 1964.
“Eles têm horror de ser chamados de golpistas. Na ditadura acontecia uma coisa muito estranha: nós estávamos encarcerados. E saía nos jornais que não havia preso, que não havia tortura. Eles fazem um esforço terrível para esconder que é um impeachment sem crime”, disse, acrescentando: “Estamos num momento em que as pessoas não podem se omitir, fingindo que não viram que estamos vivendo um golpe, A melhor arma é a arma da nossa força conjunta”.
Acompanhando a presidente em Aracaju, o coordenador do Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que se os setores do Parlamento levarem o golpe adiante haverá paralisações pelo país, falando em "greve geral". O dirigente disse apostar na mobilização popular como forma de reverter o impeachment. "Não aceitaremos o governo golpista de Michel Temer", disse. "Vamos visitar a senhora no final de agosto, no Palácio do Planalto."
Stédile chegou a pedir à presidenta afastada que não participa da cerimômia de abertura da Olimpíada, em 5 de agosto. Antes, pela manhã, Dilma havia anunciado em entrevista a uma emissora estrangeira que não irá.
Ataque com faca no Japão deixa 15 mortos e 45 feridos
julio 25, 2016 19:35A polícia japonesa informou hoje (25) (terça-feira no Japão) que pelo menos 15 pessoas foram mortas e mais de 45 ficaram feridas em um ataque com faca em um centro para deficientes na cidade de Sagamihara, a oeste de Tóquio.
O suspeito de executar o ataque é um rapaz de cerca de 20 anos, que entrou no prédio durante a madrugada, por volta das 2h30. Investigadores disseram que ele se entregou à polícia pouco depois do ataque.
Segundo algumas fontes, o suspeito é ex-funcionário do centro.
Da Sputnik Brasil
Droga que dissolve coágulos de AVC tem eficácia comprovada
julio 24, 2016 10:07Cientistas da Austrália, China, Nova Zelândia e Brasil se uniram numa pesquisa e confirmaram a eficácia do trombolítico de rtPA (ou Alteplase), no tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral.
O trabalho foi para avaliar a segurança do tratamento com drogas trombolíticas – medicamentos para dissolver coágulos – que era colocado em cheque pelo risco de sangramento no cérebro.
No Brasil, o estudo foi coordenado pelos professores Octávio Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e Sheila Cristina Ouriques Martins, coordenadora do Programa de AVC do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.
Além de confirmar a eficácia do medicamento no tratamento do AVC, as pesquisas mostraram que uma dose mais baixa do medicamento – 0,6 mg/kg de peso, ante 0,9 mg/kg de peso que é a dose padrão – leva à redução de aproximadamente um terço dos casos de complicações hemorrágicas.
E, após 90 dias de tratamento com dosagem menor da medicação, os cientistas observaram ainda redução da morte de pacientes.
“Esse benefício adicional em segurança com a dose reduzida só foi ofuscado por um pequeno aumento dos casos que permanecem com sequelas residuais do AVC em 3 meses”.
Os pesquisadores relatam que para cada mil pacientes tratados com a dose reduzida, 41 apresentaram mais sequelas residuais do AVC (ajuda para se vestir ou andar) em comparação com a dose padrão.
Porém, 19 pessoas a menos morreram com esta dose reduzida. “Por este motivo, a dose convencional, 0,9 mg/kg, deve continuar sendo a mais utilizada na rotina”, avaliam.
Segurança
Mesmo com os problemas enfrentados com a dose reduzida, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma ainda mais segura de tratar os pacientes com AVC.
“Um dos achados secundários do estudo foi que o risco de sangramento parece ser maior em pacientes que já estavam usando remédios antiplaquetários como a aspirina. Nestes casos, o uso da dose reduzida seria uma opção mais segura e com eficácia semelhante em relação a dose convencional”, relata Pontes-Neto.
Para os pesquisadores, estes resultados podem ampliar a segurança e favorecer a administração do tratamento trombolítico para AVC no País.
“Atualmente menos de 2% dos pacientes com AVC isquêmico são tratados com trombolíticos no Brasil, e o acesso a este tratamento precisa ser ampliado. Com os resultados do estudo multicêntrico, a dose convencional ainda deve continuar sendo a padrão, porém agora temos a opção de oferecer este tratamento com ainda mais segurança em pacientes que apresentam alto risco de sangramento”, afirma Pontes-Neto.
Custo
O professor lembra que, com a utilização de menor dose do medicamento para parte dos pacientes, o custo do tratamento diminui, “facilitando a utilização em maior escala no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em países onde o tratamento ainda é muito caro.”
Os coordenadores brasileiros também são pesquisadores da Rede Nacional de Pesquisa em AVC.
O estudo teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde e foi conduzido totalmente independente da indústria farmacêutica.
A coordenação mundial do estudo foi do professor Craig Anderson, do George Institute da Austrália. Os resultados acabam de ser publicados no principal jornal científico na área médica no mundo, o New England Journal of Medicine.
Com informações do HCFMRP e Jornal da USP
Estilo de vida causa catarata, diz pesquisa
julio 24, 2016 9:33Pesquisa mostra que além do envelhecimento, o estilo de vida do brasileiro causa catarata e está por trás da maior incidência entre mulheres apontada pelo IBGE.
Envelhecer é inevitável, mas a catarata, doença que torna o cristalino do olho opaco e é apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de cegueira reversível no mundo, pode ser adiada.
O problema é que uma recente pesquisa online realizada com 814 participantes pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, mostra que o estilo de vida do brasileiro facilita o crescimento da doença. Só para se ter uma idéia, além de aparecer cada vez mais cedo por falta de prevenção, surgem 120 mil novos casos ao ano no país. "É verdade que o envelhecimento da população impulsiona a doença no Brasil, mas este não é o único fator", comenta.
O problema é que uma recente pesquisa online realizada com 814 participantes pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, mostra que o estilo de vida do brasileiro facilita o crescimento da doença. Só para se ter uma idéia, além de aparecer cada vez mais cedo por falta de prevenção, surgem 120 mil novos casos ao ano no país. "É verdade que o envelhecimento da população impulsiona a doença no Brasil, mas este não é o único fator", comenta.
O oftalmologista conta que 68% dos participantes afirmaram viver sob estresse. Isso eleva a produção de radicais livres e a oxidação das células do cristalino, acelerando sua opacificação. Na mulher, observa, este processo é intensificado pela dupla jornada de trabalho e oscilação dos hormônios sexuais que fazem o organismo produzir uma quantidade maior dos hormônios cortisol e adrenalina que oxidam as células.
Por isso, ressalta, a chance da população feminina ter catarata é maior e explica o diagnóstico da doença em 31,9% das mulheres contra 24,6% dos homens, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Falta cultura alimentar
O especialista diz que outro fator de risco é a falta de cultura alimentar. Para se ter uma idéia, só 10% dos participantes afirmaram que as folhas verde escuro que contém luteína protegem os olhos da catarata. O oftalmologista ressalta que este é o principal grupo de alimentos para preservar a transparência do cristalino. Isso porque, a luteína é capaz filtrar a luz azul que danifica suas células. O especialista destaca que nenhum alimento ou suplementação evita a catarata, mas podem proteger os olhos dos radicais livres. Os principais elementos indicados pelos estudos internacionais são:
- Vitamina A/ Betacaroteno - Ovos, laticínios, cenoura, pimentão vermelho, manga e folhas de verde intenso
- Vitamina E - Amêndoas, semente de girassol
- Vitamina C - Frutas cítricas, mamão, tomate, brócolis
- Zinco - Mariscos, ostras, feijão, lentilha, nozes
- Luteína - Gema de ovo, folhas verdes, ervilha
- Zeaxantina - Milho, pimentão amarelo, laranja, abóbora.
Proteção solar
Queiroz Neto adverte que a falta de proteção solar aumenta em 60% o risco de contrair catarata e só 45% dos participantes da pesquisa usam lentes com filtro solar durante o ano todo. A radiação ultravioleta emitida pelo sol só é segura para os olhos quando esta abaixo de 6. No Brasil este índice é ultrapassado inclusive no inverno Em saúde a prevenção ainda é o melhor remédio conclui.+
do Pravda.ru
Vigília lembra os 23 anos de chacina na Candelária
julio 24, 2016 9:14![]() |
| Foto Fernando Frazão/ABR |
Os 23 anos da cacina da Candelária foram lembrados neste sábado (23) por ativistas que se reuniram na praça em frente a tradicional igreja, no centro do Rio, onde, em 23 de julho de 1993, oito meninos foram assassinados enquanto dormiam.
O episódio se converteu em um ícone da violência contra jovens negros e pobres no Brasil.
Como tem ocorrido ao longo dessas mais de duas décadas, parentes das vítimas desse e de outros crimes do tipo voltaram a cobrar mudanças nas políticas de segurança pública. Irmã de um dos sobreviventes da chacina, Vagner dos Santos, hoje vivendo fora do Brasil, Patricia Oliveira disse que marcar presença ali é uma forma de luta.
“Acontece tanta chacina no Rio de Janeiro que uma nova acaba acobertando a outra. Então, todos os anos fazemos questão de estar aqui lembrando, para que as pessoas não esqueçam”, disse Patrícia. Mães que perderam filhos em outras situações de violência também participaram da vigília.
Norte-americanos
Uma delas era Maria de Fátima Silva, mãe de Hugo Leonardo, assassinado em 2012. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, mas ela afirmou que foi uma execução.
“Já faz quatro anos e até agora nada foi resolvido. Deram um tiro na barriga dele, que estava de joelhos, com a camisa na boca e as mãos para cima. E deram outro tiro de misericórdia, na cabeça”, acrescentou.
Este ano, a vigília contou com a presença de ativistas norte-americanos do movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam), que luta contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos. O ato foi encerrado com uma caminhada do movimento Candelária Nunca Mais.
da Agência Brasil



