Ir al contenido

Blog do Arretadinho

Full screen Sugerir un artículo

Postagens

abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
Licensed under CC (by-nc-sa)

Amor que não se mede

julio 2, 2016 22:19, por Blog do Arretadinho

Amor que não se mede Joaquim Dantas
Amor que não se mede
Joaquim Dantas

Lembranças deveriam 
ser feitas
de gratidão,
deveriam ser retas
e vernaculizadas,
como as que tenho
no coração.

Lembranças dos cuidados
e dos mimos que recebi 
daquela que me gerou,
protegeu, cuidou e,
por isso hoje e para sempre
e por toda a eternidade
eu amarei,
Cristina Medeiros



Lesbofóbico agride feminista no DF

julio 2, 2016 20:44, por Blog do Arretadinho

Um homem agrediu uma militante feminista do Levante Popular em um bar no DF

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

A onda de intolerância que assolava alguns setores da sociedade abastada no Brasil, acaba de chegar à periferias de Brasília. 

Em uma bar na cidade satélite de Samambaia, no DF, Diego Oliveira da Rocha agrediu com dois socos no rosto e xingamentos a ativista lésbica feminista Mayra de Souza, militante do movimento social Levante Popular da Juventude, na última quarta-feira (29/06).

Segundo testemunhas que acompanhara a jovem à delegacia, enquanto o homem esmurrava Mayra, gritava "Bolsonaro 2018".

O Levante Popular da Juventude e inúmeras outras entidades, assinaram uma nota em repúdio à agressão, confira:

NOTA EM REPÚDIO À AGRESSÃO LESBOFÓBICA
Precisamos contar essa história por acreditarmos e querermos outra sociedade. Um ataque fascista, carregado de lesbofobia e misoginia, aconteceu na madrugada desta quarta-feira (29/06), em um bar na Samambaia/DF. Diego Oliveira da Rocha agrediu, com xingamentos lesbofóbicos e dois socos no rosto, a estudante e ativista lésbica feminista Mayra de Souza, militante do movimento social Levante Popular da Juventude, enquanto gritava “Bolsonaro 2018”.

Diego usa as redes sociais para destilar ódio às feministas, fazer piadas em relação a estupros, depreciar mulheres e criminalizar os movimentos sociais de esquerda. Já havia se referido à jovem como "sapatão do caralho", quando no dia 29/06 partiu da violência pela internet para a violência física. A estudante estava com quatro amigas em uma mesa, quando foi abordada por Diego Oliveira da Rocha, que começou a xingá-las, chamando de “vadias” e ameaçando com frases como “pau no cu” e "você vai ver, vem aqui que te mostro".

Todas as mulheres da mesa são lésbicas e bissexuais e não receberam proteção do estabelecimento onde estavam. Nesse sentido, as entidades que assinam esta nota afirmam que o enfrentamento à violência contra as mulheres e em defesa da livre sexualidade e da liberdade política é uma responsabilidade de toda a sociedade, que deve estar alerta ao avanço do conservadorismo - uma ameaça ao direito à vida a partir da intolerância extrema que desemboca nas múltiplas expressões da violência.

Após vários pedidos das jovens para que Diego Oliveira da Rocha se afastasse da mesa, ele foi ficando mais exaltado, gritando cada vez mais alto e repetindo: “Bolsonaro 2018”, um dos deputados que votaram “sim” ao golpe político em curso no Brasil e cujo voto foi precedido de uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, escrachado pelo Levante Popular da Juventude em 2014. Denunciamos que contra o avanço do fascismo, que impossibilita uma democracia real em nosso país, é imprescindível a unidade popular contra o machismo, a lesbofobia, a bifobia, a homofobia, a transfobia, o racismo e a exploração de classe: o retrocesso de direitos que presenciamos na atual conjuntura política implica e naturaliza o aumento da violência em todas as esferas da vida.

Quando Mayra foi fumar um cigarro, Diego deu o primeiro soco, no olho esquerdo dela. A ativista caiu no chão e, ao se levantar, ele deferiu um segundo golpe no queixo. Durante toda a agressão continuava gritando: “Bolsonaro 2018". Após as agressões, Diego Oliveira da Rocha covardemente fugiu, apoiado por pessoas do bar para que "se livrasse" do flagrante.

Após fazer um Boletim de Ocorrência e o exame de corpo delito, resta a insegurança: "Estou me sentindo vulnerável, ele não agrediu só a mim, agrediu a uma mesa de mulheres lésbicas e bis, pode agredir outras a qualquer momento, em grupo ou sozinhas", relatou a estudante. Os índices de violência contra a mulher no Distrito Federal são altíssimos e toda a militância feminista está alerta para denunciar este caso e a impunidade frequente que dá brechas para casos de feminicídio como o da estudante da UnB, Louise Ribeiro, morta no laboratório de anatomia da Universidade de Brasília em março deste ano.

Estamos assistindo ao avanço e ao descaramento de ideologias perigosamente conservadoras, machistas, lesbofóbicas (e todas as outras LGBTfobias), racistas e fascistas em um contexto local, nacional e mundial de ascensão da extrema-direita, de modo que somente pela organização, formação e luta unitária de todas as forças progressistas poderemos barrar o retrocesso de direitos e de liberdade que está em andamento.

A violência cometida por Diego Oliveira e o deputado por ele exaltado Jair Bolsonaro (réu por incitação ao estupro) são símbolos desse avanço conservador, acompanhado da: sub-representação de mulheres, negros, jovens, LGBTs, trabalhadores e camponeses no Congresso Nacional; da invisibilização, ridicularização e criminalização crescente dos movimentos sociais e da luta política; do aumento da violência, das ameaças e da cultura do medo. Não calarão nossas denúncias acerca das desigualdades estruturais que vivenciamos todos os dias.

Em defesa aos direitos das mulheres, afirmamos que Mayra não está sozinha, exigimos apuração e reparação da violência. Exigimos a punição do agressor, mas não só: precisamos de uma política de mudança cultural e redistribuição de poderes político e econômico, voltada para a transformação social, para vivermos em uma sociedade em que não haja espaço para opressões, explorações e violência. Precisamos falar sobre sexualidades e gênero nas escolas, para desconstruir essa sociedade em que o paradigma de superioridade é o masculino, sempre associado à violência.

Os golpes que atingiram Mayra naquela madrugada de quarta-feira atingiram a todas nós. Diego Oliveira da Rocha não agrediu apenas aquela jovem, mas a todas e todos que lutam por uma nova sociedade em que a emancipação humana seja possível e vamos cobrar justiça!

“Em los jardines humanos
Que adornan toda latierra
Pretendo de hacerun ramo
De amor y condescendencia
Es una barca de amores
Que va remolcando mi alma
Y va anidando em los puertos
Como una Paloma blanca” (Violeta Parra)
Mexeu com uma: mexeu com todas!
‪#‎Lesbofóbicos‬, machistas, golpistas, fascistas: não passarão!
‪#‎Visibilidade‬ Lésbica ‪#‎Resistência‬ Sapatão
Na sociedade que a gente quer: basta de violência contra a mulher!
--
Assinam esta nota de repúdio:
Levante Popular da Juventude
Coturno de Vênus – Brasília/DF
Consulta Popular
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD)
Centro de Estudos e Pesquisa Ruy Mauro Marini
Central de Movimentos Populares (CMP)
Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
Frente Brasil Popular DF (FBP)
Movimento Nacional pela Soberania Frente à Mineração (MAM)
Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF)
Comitê de Trabalhadoras e Trabalhadores das Secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos pela Democracia
PartidA DF
Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL)
Associação de Defesa à Liberdade de Gênero do Vale do São Francisco (ADELG)
Grupo Flor de Bacaba – Bacabal/MA
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP - DF)
Coletivo Maria Baderna - Advogadas Feministas
Rede Nacional de Negras e Negros LGBT
Fórum de Mulheres do DF e Entorno
Rede de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Minas Gerais
Coletivo Democracia Corinthiana
Homofobia Não



Holanda usa plantas vivas para garantir a iluminação pública

julio 2, 2016 20:01, por Blog do Arretadinho

Através da substituição do DNA comum das plantas pelo das bactérias luminescentes que pertencem aos vagalumes e águas-vivas, o designer garante que as plantas podem brilhar no escuro
Um designer holandês chamado Daan Roosegaarde tem dedicado seu tempo no estudo da bioluminescência, característica genética responsável por fazer algumas espécies de cogumelos e águas-vivas brilharem naturalmente. Há alguns meses, o designer firmou uma parceria com a empresa de tecnologia BIoglow e Universidade do Estado de Nova York, com o objetivo de aplicar a mesma característica em plantas comuns.

“Quando uma água-viva vai ao fundo mar, ela cria sua própria luz. Não há bateria, painel solar ou conta de energia. Ela simplesmente brilha. O que podemos aprender com isso?”, questionou Daan, em entrevista ao site Dezeen. Após realizar uma série de testes, a equipe de pesquisadores veio a público anunciar as primeiras plantas modificadas geneticamente que podem brilhar no escuro.

De acordo com o designer, a solução baseia-se no princípio de substituição dos DNAs comuns das plantas pelo das bactérias luminescentes, fazendo com que elas adquiram a nova característica. Desta forma, as plantas passam a emitir uma luz similar à mesma encontrada em vagalumes e águas-vivas.

Com a nova fórmula encontrada, o designer concentra-se agora na aplicação em larga escala dessas plantas em espaços públicos como ruas e praças, substituindo o sistema de iluminação tradicional. Com isso, a ideia é de que os cientistas passem a trabalhar com o mesmo processo de modificação genética em árvores.

O grande impasse para implantar a nova iluminação natural, é que a Holanda, assim como toda União Europeia, não permite o uso de plantas geneticamente modificadas, fazendo com que o designer e sua equipe tenham que realizar suas experiências nos Estados Unidos.

Para resolução do problema, a Bioglow confirmou que está desenvolvendo uma solução alternativa para o continente europeu, através de uma fina camada de tinta que também brilha no escuro. Todo o projeto ainda está em fase de testes e pesquisas, mas a ideia é de que em alguns anos um novo sistema de iluminação público passe a existir.



Beirão, 35 anos de forró

julio 2, 2016 17:17, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas



Borá, o menor município do Brasil

julio 2, 2016 15:53, por Blog do Arretadinho

A cidade fica no estado de São Paulo e tem menos de 1000 habitantes

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Enquanto a capital federal abriga cerca de 2,5 milhões de pessoas, vendo-se obrigada a enfrentar todos os problemas provocados em consequência desse número de habitantes, muitos municípios brasileiros são tão pequenos, que a sua população é o equivalente ao que transportam  dez ônibus do BRT/DF.

O menor município do Brasil, em número de habitantes, é Borá, no estado de São Paulo e em 2015 a sua população era de 836 habitantes. O curioso é que, nas eleições de 2014 o Tribunal Superior Eleitoral, TSE, contabilizou 1066 votos. Ou a população da cidade encolheu em um ano ou muitos eleitores mudaram´se de lá mas transferiram o domicílio eleitoral, o que eu acho mais provável.

Outro dado curioso é que 93% da população com idade maior que treze anos, acessa o Facebook.

Origem
O nome do menor município do Brasil provém, segundo moradores mais antigos, do nome de uma abelha que, por volta de 1910 – portanto muito antes de ser habitada – proliferava na região. 

Em 1918 a família Vedovatti chega ao bairro do Cristal, passando pelas águas de Borá. Iam a Sapezal – a parada do trem da Alta Sorocabana – para comercializar produtos alimentícios. Talvez não soubessem que já guardavam lugar na história de Borá. 

Um ano depois chegaram três portugueses: Manoel Antônio de Souza, Antônio Caldas e Antônio Trancoso, com suas respectivas famílias, vindos da cidade de Inácio Uchôa. Fizeram de residência o acampamento dos engenheiros (das expedições organizadas pelo Governo do Estado no princípio do século para desbravar terras), localizado na fazenda de Dioniso Zirondi. 

Permaneceram no acampamento por quinze dias, enquanto construíam seus ranchos em lotes comprados, hoje fazendas de seus descendentes. 

“O começo da cidade foi feito por pequenas trilhas que as pessoas usavam para chegar até Conceição de Monte Alegre” (Manoel Caldas 80 anos). 

Ao final de 1919, chegaram ali os Italianos João Merci, João e José Bregolato e José Furniel, além da família Leovezete. Vindos de Catanduva, também permaneceram alguns dias no acampamento. 

Essas famílias abriram as primeiras picadas – as atuais estradas – que ligaria Borá ao Distrito de Sapezal e à cidade de Paraguaçu Paulista. 

A primeira medida foi a derrubada das matas para plantio, providenciando também o alargamento das picadas para que pudessem, na época da safra, facilitar a passagem de carroças para o transporte das colheitas.

Coube a Manoel Cação o encargo de transportar, em sua carroça de três burros, as primeiras cargas de arroz, feijão e milho, rumo a Sapezal. 

Com o tempo, vieram Ricardo e Fortunato Pastore, André Wirgues e José da Costa Pinto. 

Em fins de 1923 e início de 1924, essas famílias, todas de orientação cristã, resolveram construir uma capela. 
“A igreja era para ser no sítio, hoje fazenda, Santa Mercedes. Foi levantado um cruzeiro onde eram realizadas as missas. A igreja construíram na cidade... uma igreja de madeira” (Avelino Marconato, 75 anos). 

Reuniram-se então aquelas famílias, para tratar do local pois, junto ao acampamento, já haviam erguido um cruzeiro para as orações. O resultado recaiu na escolha do sítio de José da Costa Pinto, por estar no centro das demais propriedades. 

Honrados pela escolha, Costa Pinto doou um alqueire de terras para a construção da capela, ficando então instituída a Vila de Borá. Esses mesmos senhores incumbiram-se da derrubada de perobas para a construção. 

José Araújo fez o transporte das madeiras com seu carro-de-boi. 
Construída em sistema de mutirão, chamaram-na Capela de Santo Antônio do Borá. Surgia ali a vila. 

“A igreja foi construída por Nelson Zamiga. Era feita de tábuas e muito comprida”( Augusto César Caldas, 72 anos, 45 dias de navio de Portugal para o Brasil ). 

O primeiro Capelão foi Francisco Zandonadi, e o Padre Joaquim Faria, vinha de Sapezal para dizer missas e comandar a festa do padroeiro.

Com informações de Valdirene Marconato