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abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
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Sarau Cotiar: Música, Política e Poesia

junio 3, 2016 11:58, por Blog do Arretadinho

Quem Vai?



Venha para o teatro, venha para a luz

junio 3, 2016 10:00, por Blog do Arretadinho

Estréia de mais um sucesso garantido na Semente Cia de Teatro vai agitar o Gama em junho
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Zeca Baleiro cantou que "o cara mais underground que eu conheço é o diabo" [Heavy Metal Do Senhor - Zeca Baleiro], pode até ser, mas na cena teatral esse cara chama-se Valdeci Moreira, premiado diretor de teatro da Companhia Semente, na República Democrática e Popular do Gama.

A primeira vez que tive o privilégio de ser contemplado com a obra deste transgressor de cenas, textos, cenários e do modo de ver a vida, foi com a peça Infinito Vazio, que me fez enxergar que o amor que a sociedade contemporânea busca ávidamente é caricato e descartável.

Desde então procuro estar sempre na primeira fila toda vez que Valdeci coloca uma obra nova em cena, como foi na apresentação da peça Miguilim Inacabado, de Guimarães Rosa, vencedor do prêmio Sesc de Teatro Candango na categoria figurino e com a indicação de Ator Revelação para Matheus Trindade, pela interpretação de Miguilim, em 2015.

Agora o mestre que foge dos padrões normais e conhecidos pela sociedade, não só na cena teatral, mas em sua vida pessoal também, vem presentear a todos nós com a peça Faça-se Luz, que ilumina a vida à nossa volta e que preferimos manter na escuridão, Valdeci descortina a realidade periférica do cotidiano e joga um canhão de luz nas coisas que a sociedade hipócrita finge não enxergar. Imperdível!

Serviço:
Faça-se Luz
Os seres invisíveis estão entre nós. São putas, michês, garis, moradores de rua... É no marginal caminho que esses seres se deparam com a bestialidade, enquanto a humanidade caminha em direção à luz.
Mas nem toda luz clareia, algumas cegam.
Por que uns vão e outros permanecem estagnados na ignorância?
Quem é capaz de dar a mão e apontar caminho?
Em “Faça-se luz”, quatro personagens estão no limiar do humano. Como em um jogo de cartas, uma delas precisa ser descartada para que haja a vitória.
Qual dos personagens envolvidos na trama você descartaria?
O caos humano foi instalado.
É o jogo da vida.
E você ? Vê alguma luz?

10 a 19 de junho de 2016
Sexta e Sábado às 21h/ Domingo às 20h
Meia entrada R$ 15,00 / Inteira R$ 30,00
Espaço Semante - Setor Central do Gama - Ao lado da Roodoviária

Direção de Palco: Valdeci Moreira
Direção Geral: Ricardo César
Atores/Atrizes: Jullya Graciela, Jussy Nascimento, Luiz Lukas Copaseut, Marcelo Roberto.
Dramaturgia: Colaborativa
Cenógrafo: Adalto Serra
Iluminação: Valdeci Moreira
Operadora de Luz: Bruna Nayara
Figurinista: Ricardo César
Sonoplastia: Valdeci Moreira
Operador de Som: Mateus Lima
Produção e Assessoria de imprensa: Marli Trindade
Assistente de Produção: Jéssica Ximenes
Mídias: F.F, Luana Raíssa, João Camargo, Luiz Alves e Matheus Trindade
Artes: Elfus Mickemball e Wilton Oliveira
Apoio Semente Cia. de Teatro



Os bastidores da eleição da Mesa Mediadora do FComGama

junio 2, 2016 21:33, por Blog do Arretadinho

Opinião
Editorial do Blog do Arretadinho sobre o processo eleitoral da Mesa Mediadora do Fórum Comunitário e de Entidades do Gama, FComGama.
por Joaquim Dantas

Todo processo eleitoral é construído com articulações, tentativas de desconstruções, alguma truculência implícita e as vezes até explicita mas, acima de tudo, com a defesa dos interesses dos envolvidos no processo. Não podia ter sido diferente com a eleição da Mesa Mediadora do FComGama no último dia 28 de maio no Centro de Ensino Médio 2, CEM 2.

O FComGama existe há mais de 10 anos e, durante esse período, uma de suas funções principais - cobrar do poder público a solução dos problemas da cidade - ficou entorpecida, quase que em total inércia porque, mesmo que se alardeie que o Fórum é apartidário - e efetivamente ele é - os componentes da Mesa Mediadora defendem posições políticas partidárias ou ideológicas.

Antes das eleições do dia 28 de maio de 2016, a mesa mediadora que conduzia os trabalhos do FComGama tinha uma postura firme na cobrança dos gestores locais, principalmente da Administração Regional do Gama, gerando resultados positivos para a sociedade.

Como o prazo de 180 dias para a eleição dos membros de uma nova Mesa Mediadora já havia expirado, percebeu-se um movimento que teria como objetivo, entre outros, anular as ações mais firmes do FComGama, principalmente no que diz respeito as criticas e cobranças à administração regional.

Às vésperas da eleição um dos pré-candidatos solicitava insistentemente a inclusão de cerca de 20 nomes no grupo do Fórum no WhatsApp, pedido que a Mesa atendeu conforme os nomes iam sendo indicados. Acontece que quanto mais nomes eram incluídos no grupo, mais nomes eram indicados pelo então pré-candidato.

Um dos membros da Mesa, Marcio Carneiro, percebeu que o perfil de todos os perfis que haviam sido incluído pelo pré-candidato e os que ainda esperavam inclusão no grupo, faziam a defesa incondicional da administradora da cidade em outros grupos e redes sociais. Constatado este fato, Carneiro encaminhou aos demais membros da Mesa requerimento solicitando a suspensão da inclusão de novos membros ao grupo virtual durante o processo eleitoral, até que o pleito estivesse definido, para que assim ficasse garantido o equilíbrio do processo, anulando a velha prática de curral eleitoral. A Mesa deferiu o requerimento.

Com boa capacidade de articulação, Carneiro reuniu, com o objetivo de eleger uma mesa independente, representantes de 6 partidos políticos: PT, PDT, PCdoB, PPS, Rede e PSB, além de 4 assessores parlamentares, sindicatos, moradores da área rural, membros de conselhos comunitários locais e parte da Torcida Ira Jovem do Gama. 

Esta nova composição de forças garantiu a anulação das estratégias das forças aliadas à gestão governista atual, além de garantir a eleição, como mais votadas, de duas mulheres extremamente comprometidas com a cidade do Gama, a advogada Júlia Oliveira e a professora Joana D'arc, permitindo a continuidade de uma Mesa Mediadora independente. Os demais componentes da Mesa são o Sr Juarez Carneiro, o estudante de Direito Higor Alves e o contabilista Marcio Carneiro.

Mesmo vivendo tempos em que alguns almejam o retrocesso, temos a certeza de que ainda somos muitos na resistência e na defesa da democracia.

#Evoé

Nova Mesa Mediadora do GComGama. Das esquerda para a direita
 Higor Alves, Júlia Oliveira, Marcio Carneiro, Joana D'Arc
e Juarez Carneiro/Foto Israel Carvalho/Gama Cidadão



HRAN está pronto para atuar em Estado de Guerra

junio 2, 2016 16:56, por Blog do Arretadinho

Pacientes em macas e nos corredores
HRAN já tem atendimento de hospital de campanha, a única coisa que falta é uma guerra de verdade
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Se estivéssemos em guerra, não teríamos que nos preocuparmos com atendimento hospitalar, o Hospital Regional da Asa Norte, HRAN, já faz atendimento de um hospital de campanha em campo de batalha.

Paciente revela como foram os 5 dias que esteve internado no HRAN, na sala de medicação da emergência do hospital. Superlotação, falta de médicos, enfermeiros e medicamentos seria um excelente roteiro para um filme de guerra, mas no caso do moradores do DF, é um filme de horror.

No último dia 27 José Lourenço (nome fictício a pedido do paciente) chegou à emergência do hospital por volta das 16h, com um quadro de saúde que mereceu durante a triagem a fita vermelha, que representa risco iminente de morte. Este procedimento é conhecido como Protocolo de Acolhimento com Classificação de risco.

Na sala de espera externa do hospital, na hora em que Lourenço chegou, haviam cerca 50 pessoas aguardando ser encaminhadas para a triagem, aquele procedimento onde um enfermeiro analisa a gravidade do estado de saúde do paciente e o classifica com uma fita colorida no pulso

VERMELHO
Prioridade zero - emergência , necessitam de atendimento imediato 
AMARELO
 Prioridade 1 - urgência , atendimento em no máximo 15 minutos 

VERDE
Prioridade 2 - prioridade não urgente, atendimento em até 30 MINUTOS

AZUL
Prioridade 3 - consultas de baixa complexidade - atendimento de
acordo com o horário de chegada – tempo de espera pode variar até 3 horas de acordo
com a demanda destes atendimentos, urgências e emergências. 
Cena comum no HARAN
O paciente que me fez este relato esperou por cerca de duas horas para ter o seu estado de saúde classificado e, ao invés de ser encaminhado ao atendimento imediato como manda o protocolo, foi orientado a voltar  para a área externa, juntamente com outros pacientes que também já haviam passado pela triagem, sob a alegação de que a área interna estava lotada.

Profissionais de enfermagem se desdobram em mil para atender os pacientes
Por volta das 22h Lourenço e todos os demais que haviam passado pela triagem ainda estavam aguardando atendimento na área externa, enquanto chegavam mais pessoas em busca de atendimento e que haviam feito uma verdadeira Via Crucis em busca de de atendimento médico. Segundo relato de inúmeras pessoas, naquele dia não havia nenhum médico no Hospital de Base de Brasília, bem como nos Hospitais do Guará e Núcleo Bandeirante.
Corredores com pacientes por falta de leito
No HRAN apenas uma médica, aparentemente chilena, desdobrava-se para atender àquelas pessoas e as que eram trazidas pelo SAMU vítimas dos mais diversos tipos de acidentes. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, naquela sexta-feira, às 23h, haviam mais de 70 pessoas na área externa aguardando atendimento, destas, cerca de 25 pessoas já haviam passado pela triagem e na área interna haviam cerca de 40 pessoas aguardando atendimento, sem contar com 2 pacientes em estado gravíssimo e os dez pacientes que lotavam o box de atendimento. Todo esse cenário para apenas uma médica fazer o atendimento.
Sala de espera lotada e consultório médico vazio
Nosso personagem principal conseguiu ser atendido pela médica por volta de 1 hora da manhã, na madrugada de sábado (28), Ao perceber a gravidade do estado de saúde de Lourenço, a médica resolveu interná-lo imediatamente, recomendando a imediata medicação do paciente. O problema é que as áreas destinadas aos pacientes internados estavam todas lotadas e o Lourenço juntou-se as mais de vinte outras pessoas também internadas na sala de medicação da emergência do hospital.
Acompanhantes de pacientes improvisam cadeira
Daí para frente o enredo que o personagem seguiu  foi o mais absurdo possível, a começar pelo cumprimento do horário da medicação. Apenas 1 profissional de enfermagem trabalhava na sala de medicação de emergência e este profissional não tinha a responsabilidade de medicar os pacientes "internados", apenas os da emergência. Já os profissionais que tinham a responsabilidade de medicar os pacientes "internados" em locais denominados Alas, também eram 1 por setor e estavam sobrecarregados, quando podiam ir à sala de medicação da emergência para atender aos pacientes "internados", o horário estabelecido para a aplicação do medicamento já havia ultrapassado até duas horas de atraso.

Nesta cadeira pacientes passam
cinco dias ou mais por falta de leitos
Na sala de medicação não há leitos, mas uma espécie de cadeira para que os pacientes recebam atendimento e fiquem em observação provisoriamente, acontece que àquelas mais de 20 pessoas que estavam "internadas" permaneceram ali por cinco dias ou mais, com uma dificuldade imensa para dormir, seja pelo desconforto da cadeira, dos gritos de dor dos que chegavam em ambulâncias a noite toda, ou ainda pelo choro incontido dos que viam que seu ente querido sairia daquela emergência de hospital para o Campo da Esperança.

Durante todo o dia de sábado, domingo e segunda-feira, nenhum médico foi à sala de medicação da emergência para fazer o acompanhamento dos pacientes "internados" e a justificativa para a ausência desses médicos era sempre a mesma, não tem médicos no HRAN. Segundo o relato de uma profissional de enfermagem que preferiu não ser identificada, "médico tem, o problema é que eles não gostam de trabalhar aos finais de semana, preferem a balada", disse ela.

Apenas na terça-feira (31) apareceram dois médicos para assistir aos  mais de 60 pacientes "internados" nas 3 Alas e na sala de medicação da emergência. Segundo relatou Lourenço o médico levou cerca de 5 minutos "entrevistando" cada paciente.

Diante de um quadro como esse relatado aqui e que certamente se estende à todas unidades hospitalares do DF, pode-se perfeitamente chegar a conclusão de que o GDF está está abandonando a Saúde Pública para poder "justificar" a privatização do setor



Temer e o "crime de lesa-gramática"

junio 2, 2016 2:06, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Presidente interino e golpista proíbe a EBC de utilizar a expressão "presidenta" e internautas se manifestam sobre o assunto.
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O presidente interino e golpista, Michel Temer, proibiu a Empresa Brasil de Comunicação, EBC, de utilizar a expressão "presidenta" para referir-se a PRESIDENTA afastada e legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiros, Dilma Vana Rousseff.

Dilma sempre fez questão do uso da palavra no feminino como uma forma de eternizar o fato de ela ter sido a primeira mulher eleita presidenta do país.

A EBC comunicou a decisão aos jornalistas através de email. "Por orientação da gerência executiva, informamos que a TV Brasil passa a adotar a forma presidente, independente do gênero. Deixamos, portanto, de usar presidenta”, informou a agência de notícias.

Embora admita que  os dois termos podem ser aplicados uma vez que são previstos nas normas da língua portuguesa, a EBC acatou a "orientação" dos superiores. A agência finaliza a nota afirmando que “sendo assim a EBC decidiu utilizar a terminologia presidente para adequar à linguagem que vem sendo praticado pelos demais veículos de comunicação do país”.

Entre as inúmeras manifestações nas redes sociais, destaco a da professora Dayse Silva.

confira:

Adorei o Temer temendo nossa PRESIDENTA , SOBERANA kkkk : Temer pretende mudar a gramática? 

O feminino de presidente não foi inventado por Dilma. Ela apenas exigiu que a forma gramatical fosse usada corretamente, como modernamente se corrigiu o uso do feminino de "elefante" para "elefanta", que antes era ensinado de forma errada. 

Ressalto na gramática, sobre substantivos que trocam o "e" por "a", o feminino em questão: CITAÇÃO 1 (edição de 1980, quando Dilma nem sonhava ser presidenta): página 82: masculino "presidente", feminino "presidenta". 

CEGALLA, Domingos Pachoal, "Novíssima gramática da língua portuguesa", 21. ed., São Paulo: Ed. Nacional, 1980. CITAÇÃO 2: página 84: presidente - presidenta (também aparece invariável). BECHARA, Evanildo. "Moderna gramática portuguesa.", 25. ed., São Paulo: Ed. Nacional, 1980. CITAÇÃO 3: página 155: presidente - presidenta. FARACO, Carlos Emílio, MOURA, Francisco Marto. "Gramática". 10. ed, São Paulo: Ed. Ática, 1997. Dilma não inventou absolutamente nada! Temer, em sua obsessão de apagar a presença de uma política honesta, eleita legitimamente e querida, vai cometer, além de seus crimes de lesa-pátria, lesa-democracia, um crime de lesa-gramática."