Câmara convoca secretária de Segurança do DF para explicar denúncias
mayo 3, 2016 4:30![]() |
| DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES |
Márcia de Alencar terá de esclarecer denúncias do Metrópoles de uso de viatura para fins particulares e nomeação de ex-empregada doméstica em seu gabinete
por Ary Filgueira
A Comissão de Segurança da Câmara Legislativa aprovou nesta segunda-feira (2/4) o requerimento para convocação da secretária de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, Márcia de Alencar. Agora, o requerimento terá de ser lido em plenário, quando será definida a data em que a titular da pasta irá à Câmara. Ela vai se explicar sobre as denúncias publicadas pelo Metrópoles na última semana.
Em uma das reportagens, foram flagradas viaturas descaracterizadas usadas para levar e buscar na escola familiares de Márcia de Alencar. Em outra matéria, o portal constatou que a secretária nomeou uma ex-doméstica para trabalhar em seu gabinete.
A convocação de Márcia foi decidida há pouco na reunião da comissão. Por dois votos a favor – de Robério Negreiros (PSDB) e de Bispo Renato (PR) – e um contra, a proposta acabou aprovada. O deputado Roosevelt Vilela (PSB), que é da base do governo e do mesmo partido de Rodrigo Rollemberg, defendeu que Márcia fosse apenas convidada pelo colegiado a prestar esclarecimentos e não convocada.
Com a aprovação do requerimento na Comissão de Segurança, a secretária fica obrigada a comparecer à reunião. Segundo a Lei Orgânica do DF, ela pode responder por crime de responsabilidade caso se recuse a falar.
Convite
Na quarta-feira (27/4), os deputados tentaram aprovar um requerimento no plenário da Casa para convocá-la, mas a proposição, de autoria dos deputados Wellington Luiz e Rafael Prudente, ambos do PMDB, acabou rejeitada. Na ocasião, o líder do governo, deputado Júlio Cesar (PRB), decidiu que a secretária seria convidada a falar com os parlamentares. Márcia de Alencar aceitou o convite e deve ir à Câmara em 5 de maio.
Sérgio Moro manda Gim Argello para presídio estadual do Paraná
mayo 3, 2016 4:00![]() |
| RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES |
Além do ex-senador, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura também serão transferidos
O juiz Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira, 2, que o casal de marqueteiros das campanhas de Dilma e Lula, João Santana e Mônica Moura, o empresário do ABC, Ronan Maria Pinto e o ex-senador Gim Argello sejam transferidos da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o Complexo Médico Penal, presídio estadual do Paraná. No caso de Mônica Moura, ela será encaminhada a um presídio feminino.
A decisão atende a uma solicitação da Polícia Federal para liberar o espaço limitado da carceragem da corporação em Curitiba a eventuais novos presos detidos em flagrante. “De fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos”, assinala o juiz em sua decisão.
Na solicitação encaminhada mais cedo, o delegado da PF Igor Romário de Paula afirmou que permanecem na Custódia da Polícia Federal “somente os réus colaboradores e aqueles que estão em processo de tomada de depoimentos”.
Na semana passada, o juiz da Lava Jato aceitou as duas denúncias contra João Santana e Mônica Moura, acusados de receberem no Brasil e no exterior propina da Odebrecht relativa a contratos da Petrobras e da Sete Brasil e também do “setor de propinas” da empreiteira, que não tinha relação com a estatal petrolífera.
Já Ronan Maria Pinto é investigado por suspeita de ter recebido parte do empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões ao PT feito pelo banco Schahin em 2004 para evitar revelar detalhes sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
O ex-senador Gim Argello, preso em abril, é investigado por suspeita de extorquir a UTC Engenharia e a OAS. Ele teria recebido ao menos R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato para depor perante Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso e no Senado em 2014. Tanto Ronan quanto Argello ainda estão sob investigação e deverão ser denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal.
do Portal Metrópoles
Grafiteiros se unem contra pichação homofóbica no Rio
mayo 3, 2016 3:00Um dia após ter seu grafite na Praça São Salvador pichado com mensagens homofóbicas, a artista visual RafaMon fez nesta segunda-feira (2) nova pintura na porta da papelaria onde, no sábado (30), ela já havia desenhado uma flor gigante e multicolorida para cobrir mensagens de ódio.
A artista voltou hoje ao local com o colega Bili Gebara e disse que outros grafiteiros já se dispuseram a “entrar na briga” contra as pichações homofóbicas. A nova arte mostra mãos coloridas entrelaçadas. “A gente quer passar uma mensagem de amor agora, que tivesse algum significado, mesmo sem escrever. As mãos entrelaçadas mostram que a gente está junto. Ninguém precisa ser homossexual para defendê-los. Estamos juntos inclusive contra essa pressão fascista. Se picharem de novo, vou pintar de novo.”
De acordo com Bili, a ideia é buscar o diálogo com os pichadores que escreveram os xingamentos para que o vandalismo não ocorra novamente. “Existe um código não escrito em que os pichadores tendem a respeitar o grafite. Mas existe provocação, todo tipo de coisa. Nesse caso não é pichação, ele escreveu uma mensagem. É uma expressão dele, não concordo, mas respeito. O nosso desenho provoca o diálogo, pensamos em algo que abafe o conflito, queremos unir.”
O dono da papelaria, Luiz Veltri, 92 anos, disse que a pichação feita no dia 18 de abril foi a primeira em 46 anos da loja. “Apareceram uns dizeres que repercutiram mal na comunidade. As meninas vieram e conversaram comigo [sobre o grafite] e eu aceitei, participei com o dinheiro das tintas. No sábado eu vi a pintura e achei maravilhosa, tinha gente parando carro para tirar foto. Foi uma coisa que agradou. Agora picharam de novo, falei que não valia a pena pintar de novo, mas resolveram pintar.”
O segurança noturno, contratado pelos bares da região, disse não ter visto o autor das pichações, segundo Veltri.
Reação
A advogada Geórgia Bello, integrante do Coletivo À Esquerda da Praça, diz que a mensagem de ódio pode estar relacionada com o trabalho que o coletivo faz na praça, de promover debates sobre questões como direitos das mulheres e minorias.
“Acho que isso tem a ver com esse momento de ódio que o país vive, as pessoas são desrespeitosas. No domingo, um senhor me dirigiu ofensas porque eu estava com um adesivo “Fora Cunha”. Passamos por situações de ódio gratuito porque a gente defende um governo que a gente acredita. Qual o sentido de pichar a porta de um senhor de 92 anos, conhecido no bairro? Isso tem a ver com esse momento político e com o trabalho que a gente faz na praça, que acaba sendo uma formação política.”
No próximo sábado (8), cinco bares da região terão as portas grafitadas, “para colorir a praça”, de acordo com os ativistas.
da Agência Brasil
Polícia Militar entra ilegalmente em prédio ocupado por estudantes em São Paulo
mayo 3, 2016 0:30![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Arquivo |
A Polícia Militar do Estado de São Paulo entrou na tarde de hoje (2) ilegalmente no Centro Paula Souza (CPS), que foi ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (28), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, pois não havia mandado judicial para cumprimento de nenhuma ordem.
Diversas figuras políticas estiveram no local reiterando a ilegalidade da ação, entre elas a deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), o ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP). O CPS é o órgão responsável por administrar o ensino técnico em São Paulo.
“Um país que se anuncia sob a ordem do direito deve respeitar os parâmetros definidos pelo sistema jurídico e não pela vontade casuística e personalíssima de agentes que se encontram no poder”, disse a decisão do juiz Luis Manuel Fonseca Pires.
O juiz determinou ainda a imediata suspensão de qualquer ato por parte da Segurança Pública do Estado de São Paulo para ingressar no imóvel, onde fica a sede do CPS. “Que o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo [Alexandre de Moraes] esclareça, no prazo de 72 horas, se foi responsável por 'adiantar' o cumprimento da ordem judicial com a determinação do ingresso da Polícia Militar no imóvel sem mandado judicial”, decidiu o juiz.
Por telefone, a PM disse que não foi necessário mandado judicial para entrada no prédio por se tratar de local público, o que autorizaria, segundo a corporação, o ingresso dos policiais. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que a PM entrou no local para “acompanhar e garantir a segurança dos funcionários e professores que chegaram para trabalhar no prédio”. A secretaria disse que não houve cumprimento da reintegração de posse.
da Agência Brasil
FBP/Gama realizou o III Sarau do Trabalhador e da Trabalhadora
mayo 2, 2016 20:39![]() |
| Foto Joaquim Dantas |
A Frente Brasil Popular do Gama/DF realizou o III Sarau do Trabalhador e da Trabalhadora em praça da cidade
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A Praça Lourival Bandeira, também conhecida como Praça do Cine Itapuã no Gama, recebeu na tarde deste domingo (1) a terceira edição do Sarau do Trabalhador e da Trabalhadora. Inúmeros músicos e poetas do Gama e de outras cidades subiram ao palco para homenagear os trabalhadores e trabalhadoras pelo seu dia.
Entre os músicos que estiveram presentes ao evento, destaco as participações de Jairo Mendonça, Aleluz Kazulo e Cleison Batah. Já entre os poetas destacaram-se Paulim Diolinda, Bruno Frank, Cumpadi Ancelmo e o contador de histórias africanas Rêgo Júnior.
As duas edições anteriores do sarau foram realizadas na Feira Permanente do Gama, entretanto, este ano os organizadores optaram por realizá-lo em praça pública, como uma forma de protesto ao golpe de Estado que está em curso no Brasil.
Em seu pronunciamento o presidente do Partido Comunista do Brasil, PCdoB, no Distrito Federal, Augusto Madeira, saudou os organizadores e o público presente ao evento e ressaltou a importância do engajamento dos movimentos populares nesse difícil momento que passa a política brasileira.
Dirigentes do PT, CUT e CTB também saudaram aos presentes.
Ao aproximar-se o fim do evento, quem apareceu foi a administradora da cidade, professora Maria Antônia, que cumprimentou algumas pessoas presentes. O sarau começou as 15h e estendeu-se até as 22h.
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