Osvaldão de volta a São Paulo nos dias 14 e 21 de abril
abril 12, 2016 11:13![]() |
| Entrada do CineSesc, na Rua Augusta, sempre lotado para o Festival Melhores do Ano |
Eleito pelo público um dos melhores de 2015, está na programação do 42º Festival Sesc Melhores Filmes do CineSesc.
As exibições serão uma oportunidade em defesa da democracia brasileira, tão duramente conquistada por heróis brasileiros como Osvaldão.
por CEZAR XAVIER
no grabois.org.br
Mais uma vez, "Osvaldão" está em cartaz nos cinemas paulistanos. O filme foi eleito pelo público um dos melhores de 2015 e, por isso, está na programação do 42º Festival Sesc Melhores Filmes do CineSesc. Serão duas apresentações, em 14 e 21 de abril.
Os diretores e produtores do filme querem fazer destas exibições um grande momento em defesa da democracia brasileira, que foi tão duramente conquistada por heróis brasileiros como Osvaldão. Não vai ter golpe!
Direção: Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles, Brasil, 2014, 89min.
A vida de Osvaldo Orlando da Costa, comandante da Guerrilha do Araguaia que virou herói entre o povo local, por conta de sua coragem e generosidade. Muitos até o consideram como um ser mítico. Uma visão não só da lenda ao redor do nome de Osvaldão, mas também de suas aventuras humanas. Vindo de uma família de ex-escravos, uma trajetória onde um jovem campeão carioca de boxe na década de 1950 se transforma em um dos principais guerrilheiros do país.
Festival
A partir de quarta (6), o 42º Sesc Melhores Filmes exibe 47 longas de 2015, escolhidos como os melhores pelo público e pela crítica. No total, 47 filmes serão exibidos ao público presente, sendo 29 estrangeiros e 18 nacionais.
Além dos filmes em cartaz, o CineSesc apresentará ainda debates sobre os diversos gêneros do documentário, os 120 anos da criação do Cinema, o audiovisual brasileiro e a produção cinematográfica em 2015, bem como bate-papos entre o jornalista Cunha Jr. e as cineastas Anna Muylaert e Marina Person. O espaço da unidade ainda contará com a exposição do artista Igor Tadeu, com ilustrações que representarão os filmes e diretores do festival, bem como os momentos marcantes dos 120 anos da sétima arte.
Todas as sessões contarão com legendas open caption e audiodescrição para inclusão dos espectadores portadores de deficiências visuais ou auditivas e alguns dos filmes serão apresentados em exibições 3D.
De 03 a 31 de maio o 42º Festival Sesc Melhores Filmes deixará a capital para percorrer mais de 14 cidades no Estado de São Paulo, com sessões nas unidades Sesc em Bauru, Birigui, Catanduva, Jundiaí, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, Santos, São Caetano, São Carlos, Sorocaba e Taubaté.
Para assistir a seleção de filmes do 42º Festival Sesc Melhores Filmes acesse a programação completa no site ou adquira seus ingressos nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc SP, e para participar dos debates retire seu ingresso no CineSesc com 1 hora de antecedência para o evento, pois as vagas são limitadas. E se você ganhou um par de ingressos votando em todas as categorias, já pode retirá-lo também na bilheteria.
Os ingressos podem ser adquiridos online, CLICANDO AQUI
Brasil e Rússia sob ataque de "Guerra Híbrida
abril 12, 2016 10:28Brasil, assim como a Rússia, está sob ataque da ‘Guerra Híbrida’
Em seu mais recente artigo, o analista de geopolítica internacional Pepe Escobar analisa o atual cenário político do Brasil à luz da influência externa sobre o país. Para ele, tanto o Brasil, como a Rússia, estão sob ataque do que o autor chama de ‘Guerra Híbrida’, uma mistura de ‘revolução colorida’ com ‘guerra não-convencional.
Para o analista, a matriz ideológica e o modus operandi das ‘revoluções coloridas’ – como as manifestações na Ucrânia — hoje são uma questão de domínio público. Não tanto o conceito de Guerra Não-convencional.
Este conceito foi explicitado no Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convecional (2010) da seguinte forma: “A intenção dos esforços dos Guerra Não Convencional dos EUA é explorar uma vulnerabilidade de hostis poderes políticos, militares, econômicos e psicológicos, através do desenvolvimento e sustentação de forças de resistência para realizar os objetivos estratégicos dos EUA… Para o futuro próximo, as forças americanas estarão predominantemente envolvidas operações irregulares de guerra não-convencional".
Escobar argumenta que os poderes "hostis" são classificados não só no sentido militar; qualquer Estado que se atreve a desafiar qualquer parte significativa da ordem mundial centrada em Washington- desde o Sudão até a Argentina — pode ser marcado como "hostil".
“As ligações perigosas entre revoluções coloridas e a Guerra Não-convencional agora floresceram plenamente como uma Guerra Híbrida. Uma revolução colorida não é nada mais do que a primeira fase do que se torna a Guerra Híbrida. E Guerra híbrida pode ser interpretada essencialmente como uma militarização da teoria do caos — um conceito absoluto dos militares dos EUA (‘a política é a continuação da guerra por meios linguísticos’)”, diz ele.
Escobar esclarece que um dos objetivos centrais da tese da Guerra Híbrida é "perturbar projetos transnacionais multipolares através de conflitos de identidade provocados externamente (étnicos, religiosos, políticos, etc.) através de um alvejado Estado transitório".
De acordo com o analista, o grupo BRICS é um dos alvos primários da Guerra Híbrida. Entre algumas das razões citadas, se encontram o impulso para o comércio em suas próprias moedas, ignorando o dólar norte-americano; a criação do banco de desenvolvimento do BRICS; a declarada direção para uma integração da Eurásia, etc.
Sendo assim, Pepe Escobar diz que uma estratégia precisava ser desenvolvida contra cada um dos principais atores do BRICS, sendo a única contrapartida real de poder à hegemonia norte-americana.
“Tudo foi jogado contra a Rússia – desde sanções até a completa demonização, desde um ataque à sua moeda até a uma guerra nos preços do petróleo, incluindo até mesmo tentativas (patéticas) de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou. Para um nó mais fraco do BRICS, uma estratégia mais sutil teria de ser desenvolvida. O que nos leva à complexidade da Guerra Híbrida aplicada à atual desestabilização político-econômica do Brasil”, argumenta o analista.
“Não é à toa que São Paulo se transformou no epicentro da Guerra híbrida contra o Brasil. São Paulo, o mais rico estado brasileiro, também abriga a capital econômica e financeira da América Latina, trata-se do nó fundamental de uma interligada estrutura de poder nacional e internacional.
De acordo com ele, “o sistema financeiro global centrado em Wall Street — que governa praticamente todo o Ocidente — simplesmente não poderia permitir uma soberania nacional em plena expressão de um grande ator regional como o Brasil”.
“Então, em junho de 2013, Edward Snowden vazou essas práticas notórias de espionagem da NSA. No Brasil, a NSA estava toda sobre a Petrobras. E, de repente, do nada, um juiz regional, Sergio Moro, com base em uma única fonte — um operador de câmbio no mercado negro — tinha acesso a um grande documento de despejo da Petrobras”, continua Escobar.
Para ele, este foi o primeiro passo da Guerra Híbrida contra o Brasil, revelando o modus operandi das ‘revoluções coloridas’ — a luta contra a corrupção e "em defesa da democracia".
Do http://br.sputniknews.com/
Após resultado esperado, começam articulações para votação de domingo
abril 12, 2016 9:52![]() |
| Eram necessários 33 votos para relatório ser acolhido, e oposição conseguiu apenas cinco a mais Foto WILSON DIAS/ABR |
por Hylda Cavalcanti, da RBA
Brasília – A aprovação do relatório pela admissibilidade do processo de impeachment por 38 votos favoráveis, ante 27 votos contrários, lotou nesta segunda-feira (11) o plenário da comissão especial não apenas pelos deputados da oposição, mas também por senadores, líderes partidários, assessores e políticos que ocuparam o espaço nos últimos 30 minutos das dez horas de sessão.
Mas não deixou desanimados os representantes da base aliada. Eram necessários 33 votos para que o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) fosse acolhido, e os oposicionistas conseguiram apenas cinco votos a mais. Este foi o cálculo levado em conta por deputados da base aliada, logo após o encerramento da sessão.
Nos bastidores, o que se sabe é que o ambiente não é comemorado por nenhum dos dois lados, embora tenha agradado ao governo. Por isso, as articulações continuam e os próximos dias, mais que nunca, prometem ser de reuniões e muita tensão no Congresso Nacional e no Executivo.
O entendimento de vários parlamentares – que por motivos óbvios preferem não se identificar – é de que é preciso cautela e muita articulação, ainda, para a votação em plenário no domingo, mas o resultado poderia ser bem mais desfavorável ao governo. Até porque tanto o Executivo como os parlamentares governistas trabalhavam considerando a aprovação do relatório como certa. E se articulavam para que a diferença de votos não fosse grande (o que se confirmou).
Logo cedo, antes do início da sessão, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) foi quem melhor traduziu o sentimento aguardado pelos petistas e demais partidos de sustentação à presidenta Dilma – e comemorado no final da sessão. “Vamos perder, mas sairemos ganhando”, disse ele, ainda durante a manhã.
O placar não foi diferente do previsto por Teixeira e era esperado, até mesmo, pela oposição. As surpresas foram observadas por partidos que já vinham se manifestando para liberar as bancadas ou fechar com o Executivo.
O PP, por exemplo, depois de o líder, Aguinaldo Ribeiro (PB), anunciar a decisão pessoal de votar contrário ao relatório no meio da tarde, na hora da votação liberou a bancada, o que foi favorável para os governistas – diante da pressão que vinham fazendo o grupo dos deputados Paulo Maluf e Júlio Lopes, de São Paulo, para que a sigla fechasse questão pelo impeachment.
Surpresas
Também o PR, que colocou dois deputados para se posicionarem na comissão – um contrário, outro favorável ao relatório (o que levava ao aceno de que a bancada seria liberada para votar como quisesse) – realizou uma reunião de última hora e decidiu que, embora tendo posições diferentes entre os parlamentares, na comissão iria votar contrário ao relatório.
No PSD, a surpresa foi a posição do líder do partido e também presidente da comissão especial, deputado Rogério Rosso (DF). Rosso resolveu votar, mesmo ocupando a presidência (prerrogativa que caberia a ele decidir), e se posicionou pela aprovação do relatório. De acordo com o representante da liderança do PSD na comissão, apesar das divergências observadas na legenda, na votação de hoje, os parlamentares combinaram de votar com o governo – mesmo diante do voto no sentido contrário de Rogério Rosso.
O PRB, que também demonstrou divisões, na última hora fez o contrário das siglas citadas acima. O PRB decidiu votar pela aprovação do texto de Jovair Arantes com a bancada fechada.
O PTN, por outro lado, resolveu que, mesmo com parlamentares favoráveis à aprovação do impeachment, fez uma eleição interna e resolveu votar com o governo. Na votação em plenário, no próximo domingo, no entanto, os deputados do PTN acertaram que estão liberados para se posicionar da forma como quiserem, mediante o acordo feito hoje. O PHS também liberou o voto entre os parlamentares.
‘Centrinho’ positivo
A análise feita por muitos líderes, com base na posição dessas legendas, é de que apesar de ainda ser difícil o quadro sobre o processo do impeachment, tanto para oposicionistas como para o governo no próximo domingo, as articulações feitas pelos ministros da coordenação política tiveram efeito sobre as pequenas siglas e as legendas do chamado “centrinho”.
Mesmo assim, partidos que possuem ministérios no Executivo, como o PTB, se mantiveram enfáticos e votaram pela aprovação do relatório.
Na orientação das bancadas, algumas das falas mais emblemáticas foram dos deputados Henrique Fontana (PT-RS) e Sílvio Costa (PTdoB-PE). Fontana afirmou que o PT encaminhou o voto contrário ao relatório pela admissibilidade do impeachment “pelo direito sagrado de o povo brasileiro escolher seus representantes nas eleições diretas, pelo respeito à dignidade da presidenta Dilma Rousseff e pela continuidade dos programas sociais”.
Costa destacou que, mesmo com a vitória da oposição na comissão, o resultado inexpressivo mostrou que “o Brasil vai dar um grande não à mentira e ao golpe no próximo domingo”.
Artistas lançam Manifesto Cultura Pela Democracia
abril 12, 2016 9:40![]() |
| Chico Buarque, Leonardo Boff e Beth Carvalho estão entre os artistas e intelectuais que participaram do lançamento do Manifesto Cultura pela Democracia Foto Fernando Frazão/Agência Brasil |
Em ato que lotou a Fundição Progresso, na Lapa, - cuja capacidade é 5 mil pessoas - diversos artistas, intelectuais, sindicalistas e lideranças políticas lançaram nesta segunda-feira (11) o Manifesto Cultura Pela Democracia, um texto contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef.
Entre os que assinam o manifesto estão o escritor Leonardo Boff, o ator Wagner Moura e o músico Chico Buarque.
"Da mesma forma que as artes e a cultura do nosso país se expressam em sua plena - e rica, e enriquecedora - diversidade, nós também integramos as mais diversas opções ideológicas, políticas, eleitorais. Mas nos une, acima de tudo, a defesa do bem maior: a democracia. O respeito à vontade da maioria. O respeito à diversidade de opiniões", diz o texto. No manifesto, também foi colocado que o uso “indevido e irresponsável” do recurso do impeachment “se constitui em um golpe branco, um golpe institucional, mas sempre um golpe”.
O músico Tico Santa Cruz lembra que os atos em defesa do estado democrático de direito vem ocorrendo no Brasil inteiro e mobilizando diversos setores. "Hoje é a cultura pela democracia, é o engajamento dos artistas que acreditam que esse impeachment é uma tentativa nítida de golpe, de manipulação. A gente não vai permitir colocar a nossa democracia em risco nesse momento. É importante que as pessoas se posicionem e os artistas se posicionaram dessa maneira".
Otimismo
O músico Fred Zero Quatro, que liderou o movimento Manguebeat em Recife na década de 1990 ao lado de Chico Science, disse que esses movimentos de rua são uma demonstração política após um período em que a juventude estava muito apolítica. "Estou mais otimista de ver que dois ou três anos atrás tinha uma galera que renegava a política e que hoje já tem uma galera vendo a importância. Não à toa, depois de um período de niilismo da juventude, se elegeu o Congresso mais retrógrado da história, e estamos vendo as consequências disso aí, com um presidente da Câmara que sequestrou um dos Poderes da república".
A atriz Teresa Seiblitz diz que o impeachment, nesse caso, seria um golpe por não haver crime de responsabilidade nos atos da presidenta. "É um golpe com interesses escusos. Eu acho que nós, artistas, podemos dar uma visibilidade diferente do que a grande mídia tem, que eu já nem sei se é tão grande assim, já que desde 2013 aconteceu uma coisa ótima, apareceu a Mídia Ninja, cresceu a TV Brasil, vários outros canais e vozes aparecendo para que as pessoas fiquem mais informadas e possam realmente escolher o que preferem”.
Apoio do povo
O cantor e compositor Nelson Sargento, um dos ícones do samba carioca, disse que só não assinou o manifesto porque “não chegou na minha mão, senão eu assinava, claro”. Ele diz que não costumava votar, já que passou da idade obrigatória, mas “voltou a exercer esse direito”. “Eu não votava mais porque eu tenho 90 anos. Comecei a votar direto depois do Lula. Do Lula pra cá eu estou com o PT. Hoje eu vim ajudar a fazer coro: Dilma! Dilma! Só um maluco pode planejar um negócio desse".
A sambista Beth Carvalho, que assinou o manifesto, lembrou o samba que lançou ontem contrário ao impeachment, de autoria de Cláudio Guimas. "É muito importante o apoio dos artistas, mas é muito importante o apoio do povo em geral. Nós precisamos estar nas ruas todos os dias, não deixar que isso aconteça, porque eles estão baseados em mentiras”. E cantou os versos já repetidos pelos militantes: "Não vai ter golpe de novo, reage, reage meu povo!”.
O músico Jards Macalé disse que assinou o texto para lutar "pela expressão livre e absoluta”. "Eu estou aqui porque sou um democrata, sempre fui e nesse momento tem que ser mais democrata ainda. Eu assino embaixo, pela liberdade, ética e democracia. Os artistas sempre tiveram desse lado, a arte quer dizer liberdade, lutar pela liberdade sempre”.
Processo eleitoral
Em discurso no ato, o ator e roteirista Gregório Duvivier disse que não defende o governo em si, mas a democracia do processo eleitoral. "Isso não é um ato de defesa nem de adesão de governo nenhum, muita gente aqui, como eu, não votou, não é eleitor, não é filiado ao PT. Isso aqui é um ato de defesa da democracia. Nós viemos mostrar a nossa insatisfação com tudo o que não está podendo ser feito no país hoje. Então, ao invés de dizer só 'fica Dilma', vamos dizer 'fica e melhora'. Porque a Dilma foi eleita pela esquerda, porque tinha um projeto de esquerda, então vamos pedir que ela governe em nome do projeto para o qual foi eleita".
Também no ato, o teólogo Leonardo Boff lembrou a obra Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e disse que a tentativa de impedimento da presidenta é um ato dos que “sempre dominaram o nosso país". “Eles também falam que é democracia, mas é uma democracia reduzida. Eles falam de um estado democrático não de direito, mas de privilégio. O projeto deles é voltar àquela situação em que eles usavam o estado para o seu próprio beneficio, faziam políticas pobres para os pobres e rica, muito rica, para os ricos. Essa democracia nós não queremos. Nós queremos sepultar essa democracia. Nós estamos lutando por uma democracia social, republicana, uma democracia de todos, que se abre para as questões de demandas fundamentais do nosso povo".
O músico Chico Buarque falou apenas um minuto para o público na Fundição Progresso e reiterou o discurso feito no dia 31 de março no Largo da Carioca. “Quando eu cheguei aqui eu fiquei todo besta com vocês falando ‘Chico eu te amo’. Só que depois eu vi que vocês amam todo mundo! Mas eu quero dizer que nós também amamos vocês, amamos essa energia toda, principalmente essa juventude que está aí, e vai sair em defesa da democracia. Só isso. Não vai ter golpe".
Após o ato de lançamento do manifesto, que teve a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as falas continuaram nos Arcos da Lapa, onde uma multidão ocupava toda a praça e esperava para ouvir os líderes sindicais e políticos, além de shows de artistas como Tico Santa Cruz, Otto, Carlinhos Vergueiro, Francis Hime e Sérgio Ricardo.
da Agência Brasil
Ex-senador Gim Argello é preso em Brasília
abril 12, 2016 9:31![]() |
| Gim Argello foi vice-presidente da CPI mista da Petrobras (Valter Campanto/Agência Brasil) |
Ex-senador Gim Argello é preso em Brasília na 28ª fase da Lava Jato
O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente hoje (12), em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).
Segundo o MPF-PR, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.
Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.
O MPF-PR disse ter comprovado o depósito do dinheiro nas contas dos partidos por meio de recibos. Em 2014, Ricardo Pessoa não foi convocado para depor nem na CPI da Petrobras no Senado, nem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a estatal. Gim Argello integrou ambas.
Outro indício contra o ex-senador foi encontrado no celular do executivo Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, apreendido ainda na 7ª fase da Operação Lava Jato.
Em mensagens, trocadas com Otávio Marques de Azevedo, presidente da empreiteira Andrade Gutiérrez, é mencionado o pagamento de R$ 350 mil para uma paróquia frequentada por Argello, que recebeu a alcunha de "Alcoólico", em uma referência à bebida destilada "gim". O dinheiro teria ligação com a obra da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em Pernambuco.
Pinheiro também não foi convocado a depor nas comissões que investigavam a Petrobras no Congresso.
Os procuradores dizem ter recolhido ainda outras provas que corroboram o pagamento de propina, tais como registros de ligações telefônicas e reuniões.
Vitória de Pirro
Deflagrada hoje, a 28º fase da Lava Jato recebeu o nome de Vitória de Pirro e cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e São Paulo.
Além da prisão preventiva de Gim Argello, estão sendo cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e depois liberado – além de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.
São investigados os crimes de associação criminosa, concussão, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O nome dessa fase da Lava Jato faz referência a Pirro, que foi rei de uma região na antiga Grécia e apesar de ter derrotado os romanos em mais de uma batalha, sofreu danos tão irreparáveis que tais sucessos se mostraram inúteis.
A expressão Vitória de Pirro é utilizada para se referir a uma vitória obtida a um alto preço, potencialmente acarretando prejuízos irreparáveis. A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro (318 aC - 272 aC), cujo Exército, apesar de derrotar os romanos, sofreu perdas irreparáveis.
da Agência Brasil





