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abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
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Procissão do Fogaréu reúne milhares de fiéis na cidade de Goiás

marzo 24, 2016 8:28, por Blog do Arretadinho

Conhecidos como farricocos, devotos participam da Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás.
A cerimônia simboliza a prisão de Cristo e os fiéis encapuzados representam os soldados romanos
foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Na virada da quarta-feira de trevas (23) para esta quinta-feira santa, o toque da fanfarra deixou todos em alerta na Cidade de Goiás (GO): teve início, à meia-noite, a Procissão do Fogaréu. 
As luzes da cidade se apagaram e deram lugar às tochas, que iluminaram um verdadeiro espetáculo ao ar livre.

Quarenta farricocos, personagens vestidos de túnicas coloridas e capuzes pontiagudos, representando soldados romanos, concentraram-se em frente à Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, na praça principal da cidade. Acompanhados pela multidão, eles partiram à procura de Jesus Cristo.

Com os pés descalços nas ruas de pedra, os farricocos seguiram para a escadaria da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, que simboliza o local onde estaria sendo realizada a última ceia, mas Jesus não estava mais lá.

Os fiéis então marcharam em direção à Igreja de São Francisco de Paula, que simboliza o Jardim das Oliveiras descrito na Bíblia. No local, ao som de um clarim, foi decretada a prisão de Jesus, representada por um estandarte de linho pintado pelo artista plástico Veiga Valle.

A Procissão do Fogaréu é feita desde 1745 na Cidade de Goiás. Para quem assistiu pela primeira vez, como a professora aposentada Leila Faria de Souza, que mora em Goiânia, o evento foi uma grata surpresa. “Eu adorei. Nasci em Minas Gerais, tenho 37 anos de Goiás e por todo esse tempo eu quis participar. Felizmente, consegui vir este ano”, comemorou.

O professor de história José Otávio de Arruda veio de João Pessoa (PB) e ficou impressionado com as encenações. “Fui atraído pela manifestação de fé e de sentimento coletivo que a Procissão do Fogaréu representa, e pretendo voltar outras vezes”.

O funcionário público João Conceição da Silva, que faz o papel de farricoco há 32 anos, disse que sente a mesma emoção a cada vez que participa. “É muita emoção, fico arrepiado quando participo deste momento”, afirmou.

O evento histórico na cidade, de arquitetura colonial e considerada Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), atrai pessoas de vários lugares do Brasil. A tradição, que nasceu na Espanha e em Portugal, foi levada a Goiás pelo padre espanhol João Perestelo Espíndola. O ritual representava penitência e condenação pública de pecadores, e depois se transformou em uma festa que lembra a prisão de Cristo.

De acordo com a Secretaria de Cultura local, a Procissão do Fogaréu é um dos eventos que mais movimentam a economia e o turismo na cidade, atrás apenas do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.

da Agência Brasil



Cidadania nos Presídios vai auxiliar na ressocialização de ex-detentos

marzo 24, 2016 8:17, por Blog do Arretadinho

Segundo programa criado pela atual gestão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para dar atenção ao sistema carcerário, o Cidadania nos Presídios trabalha com a ideia de um olhar mais humano não apenas para aqueles que ainda estão cumprindo pena, mas, sobretudo, para os recém-egressos do sistema. 
É o que propõe um dos eixos do programa, o Escritório Social, que está unindo poderes públicos e a sociedade civil no Espírito Santo para solucionar questões que podem reduzir a reincidência criminal, como a inclusão social dos ex-detentos e o apoio às suas respectivas famílias.

O Escritório Social propõe reunir em um só local todos os órgãos e instituições que podem auxiliar o egresso do sistema carcerário a superar as barreiras e dificuldades encontradas no primeiro momento de contato com a liberdade. Uma equipe multidisciplinar ficará à disposição dos ex-presos e seus familiares para dar orientação e apoio em serviços de assistência à saúde, assistência psicossocial, qualificação, capacitação e encaminhamento profissional, valorizando o resgate da cidadania.

Segundo o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Cumprimento de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, juiz auxiliar da presidência Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, o programa está promovendo a articulação e a organização de serviços federais, estaduais e municipais de forma inédita. “Sabemos que as políticas públicas existem, mas não se conversam. O que pretendemos é sistematizar o que já existe, amplificando e fortalecendo a ideia da rede de apoio e assistência social ao egresso e a seus familiares”, explica.

Outro objetivo do Escritório Social é atender a situação particular de cada condenado que deixa a unidade prisional, fortalecendo sua identidade. “Queremos dar uma estrutura que o ajude a resgatar suas referências como pessoa e como cidadão, dentro da concreção de direitos defendida pelo ministro Ricardo Lewandowski”, explica o juiz Luís Lanfredi. Para a coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Espírito Santo (GMF-ES), juíza Gisele Souza, o Judiciário está dando um passo à frente para promover a pacificação social. “Quando essa pessoa retorna à sociedade e é acompanhada, a chance de voltar a cometer crimes diminui muito”, explica.  

Estreia – Com o Escritório Social, o Cidadania nos Presídios avança em mais uma etapa no Espírito Santo, onde o programa está sendo desenvolvido de forma pioneira desde 2015. Depois da fase de estudos e de preparação, o eixo processual do programa começou a funcionar em meados de fevereiro de 2016, com a análise mais ágil de direitos previstos na legislação penal. Desde então, mais de mil vagas foram liberadas no sistema carcerário capixaba, com impacto na individualização das penas e diminuição da superlotação carcerária.

De acordo com o secretário de Justiça do Espírito Santo, Eugênio Ricas, o Escritório Social capixaba está sendo montado em um prédio na área central de Vitória e deverá começar a ter as primeiras operações ainda em abril. O espaço está sendo projetado para atender a todos os ex-detentos que voltarão a ter contato com a sociedade depois de cumprirem pena ou ainda no regime aberto, dando continuidade a atividades profissionais e educacionais já desenvolvidas nos presídios – atualmente 3,6 mil presos do Espírito Santo estudam e mais de 2, 5 mil trabalham.

“Queremos evitar que o preso volte a reincidir e, com o "Escritório Social", vamos conseguir mensurar o serviço que é prestado dentro das unidades prisionais. Hoje, quando o ex-detento sai, não temos mais notícia dessa pessoa até o momento em que ela eventualmente volte ao sistema. Agora, queremos inverter essa lógica dando o acompanhamento após o cumprimento da pena”, explica o secretário.

Esforço conjunto – Coordenado pelo Judiciário local, o Escritório Social tem a parceria do governo do estado na disponibilização da estrutura e de pessoal, assim como do setor privado e da sociedade civil. Para garantir o sucesso e a longevidade dos atendimentos, uma gerência especial está sendo criada dentro da Secretaria de Governo para dar tratamento estratégico ao assunto. “Hoje temos uma ótima ideia que o governo assinou embaixo e agora temos que colocar essa ideia de pé e fazer um projeto. Não adianta abrir o Escritório e não ter definição de metas ou o acompanhamento de quantos egressos conseguimos inserir no mercado ou quantos voltaram a estudar”, explica a secretária de governo, Ângela Silvares. 

De acordo com a secretária, a proposta do governo capixaba é dar encaminhamento normativo ao assunto em um futuro próximo, além de manter frequente contato com o Judiciário e outros atores envolvidos até que o funcionamento se torne o modelo esperado por todos. “No passado estávamos na mídia internacional por conta de denúncias de masmorras em forma de prisões. Hoje temos um sistema prisional que é considerado modelo por vontade política daqueles interessados em mudar esse cenário”, completa a secretária.

Protagonismo – Para os atores que estão trabalhando pela concretização do Escritório Social, o envolvimento do CNJ e do presidente Ricardo Lewandowski para a consolidação dos programas voltados para o sistema prisional é fundamental para a obtenção de resultados. “O ministro Ricardo Lewandowski, ao colocar esse debate em um nível institucional elevado, ajuda muito, pois viemos arrastando esse tema no Brasil há décadas e nunca vimos tantos avanços como vem ocorrendo com as audiências de custódia e, agora, mais este passo com o Cidadania nos Presídios”, afirma Eugênio Ricas, da secretaria de Justiça capixaba.

Segundo a coordenadora do GMF-ES, juíza Gisele Souza, os resultados dos programas do CNJ estão conquistando cada vez mais apoiadores no sistema de Justiça e na sociedade local. “Esses projetos estão derrubando mitos sobre o uso do encarceramento como medida de segurança, pois estamos observando que embora haja mais pessoas libertadas desde o último ano, a taxa de criminalidade no estado está caindo”, observa a magistrada.

por Deborah Zampier
Agência CNJ de Notícias



BBB do Rollemberg: 18 secretários eliminados

marzo 23, 2016 23:20, por Blog do Arretadinho

Foto DÊNIO SIMÕES/AGÊNCIA BRASÍLIA
No BBB do Rollemberg, 18 secretários foram eliminados no paredão em um ano e dois meses de governo
No reality show do governador, nenhum participante tem imunidade. A última mudança ocorreu na Saúde, há uma semana. Resta saber quem entrará na casa do GDF para sentar na cadeira de líder da futura pasta das Cidades

por Manoela Alcântara

“Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal, ser ou não ser?
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer”

A música “Vida Real”, do RPM, embala a abertura do “Big Brother Brasil” e também poderia ser tocada nos corredores do Palácio do Buriti. Tanto na trama televisiva quanto na realidade da burocracia brasiliense, o caminho para “ir até o final” passa por sucessivos paredões. Na tevê, as eliminações são reservadas às terças-feiras, como a deste 8 de março, quando o voto popular definiu a eliminação de Adélia. No reality do governador, qualquer dia é dia de baixa, e as escolhas ficam reservadas à caneta de Rollemberg (PSB). Desde que o socialista entrou no ar, 18 participantes do primeiro escalão disseram adeus ao programa. Alguns secretários tiveram direito a discurso (à la Pedro Bial). Outros saíram pela porta dos fundos.

O último a enfrentar o paredão de Rollemberg foi Fábio Gondim, que não resistiu à pressão e deixou a Secretaria de Saúde na quarta-feira passada (2/3). No lugar dele, entrou o médico e advogado Humberto Lucena — o quarto a ocupar o posto desde o início da atual gestão.
Uma das marcas deste governo é justamente a velocidade com que se redesenha a configuração das secretarias. Nunca antes na história de Brasília houve tantas trocas no primeiro escalão em tão pouco tempo de governo. Em janeiro de 2015, Rollemberg assumiu o mandato com 24 pastas. Em outubro, cortou sete delas, reduzindo para 17 a quantidade de órgãos do primeiro escalão. Na época, a justificativa para a reforma administrativa foi enfrentar a crise financeira herdada pelo governo Agnelo Queiroz (PT).

Cinco meses após a tesourada, o governador decidiu desmembrar um dos órgãos e criou a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer. Leila Barros “ganhou imunidade” ao ser nomeada titular da 18ª pasta do GDF. Nos próximos capítulos, a espera é pela “prova do anjo”, que tanto pode salvar um participante da eliminação precoce quanto dar a chance de um novo protagonista entrar no programa. A pergunta é: quem vai ganhar o colar da Secretaria das Cidades, que Rollemberg vai criar nos próximos dias? Os protagonistas da disputa são Marcos Pacco e Igor Tokarski, sendo Tokarski o nome com mais afinidade na casa.

Para o professor emérito de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, as mudanças constantes demonstram a dificuldade que Rollemberg tem de governar. “É muito inseguro, não consegue acertar a equipe. Há ainda o problema da descontinuidade. Toda vez que troca um secretário, é difícil continuar as políticas públicas anteriores”, afirmou.


Meses turbulentos
Antes mesmo de Rollemberg receber as chaves do Palácio do Buriti, o secretariado sofreu a primeira baixa. O primeiro nome escolhido para gerir a Saúde foi Ivan Castelli, mas ele desistiu por motivos pessoais. A equipe de transição escolheu, então, João Batista de Sousa, ex-vice-reitor Universidade de Brasília (UnB). Mas nem o vasto currículo de Sousa o segurou no cargo. Em 22 de julho, ele pediu exoneração após ter declarado que nenhum hospital da rede pública estava livre da bactéria KPC.

Coube a Fábio Gondim assumir a vaga de João Batista. Mas, com o sucateamento da rede pública, a resistência de integrantes do Ministério Público ao nome dele e, principalmente, devido à falta de resultados, Gondim só conseguiu se manter no cargo por sete meses.

Desistência
A Saúde não foi o único setor combalido. Em junho, a gestão Rollemberg se mostrou estremecida com a saída do então homem-forte do GDF, o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, que não resistiu aos embates com a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS). O ex-diretor-geral da Câmara dos Deputados Sérgio Sampaio ficou com a cadeira de Doyle.

Paulo Vogel também deixou a casa de Rollemberg e deixou o cargo de secretário de Gestão Administrativa para assumir um posto no governo federal. O secretário adjunto, Alexandre Lopes, ficou como titular até outubro, quando a pasta foi absorvida pela Secretaria de Planejamento e passou para o comando de Leany Lemos. Aliás, Leany é um dos nomes mais resistentes da atual gestão.

Teste
O caso de Marcos Dantas foi diferente. Ele bem que tentou, mas não obteve sucesso em uma prova de resistência. Dantas começou o governo como secretário de Relações Institucionais. Depois das greves de 32 categorias no segundo semestre do ano passado, deixou de ser o articulador do governo.

Dantas foi transferido para a Secretaria de Mobilidade no lugar de Carlos Henrique Tomé, que voltou para o Senado, onde é servidor de carreira. A antiga pasta foi transformada em secretaria adjunta e passou a ser vinculada à Casa Civil. O cargo de articulador ficou com o ex-administrador do Plano Piloto Igor Tokarski.

Na Ciência e Tecnologia, Paulo Salles deixou a pasta em agosto. A secretaria foi extinta durante a reforma administrativa, e Oskar Klingl assumiu a coordenação da área no GDF.

Espaço para o PSD
Marcos Pacco, que era secretário de Desenvolvimento Humano e Social atendeu o “big fone” e recebeu uma notícia que mexeria na estrutura do primeiro escalão: deixaria o cargo para ficar na Administração do Plano Piloto. Pacco é correligionário de Rollemberg e ficou chateado com a mudança à época. Mas o governador precisava de espaço para o PSD do vice Renato Santana e do deputado federal Rogério Rosso. Dessa forma, nomeou Arthur Bernardes para a então recém-criada Secretaria de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo.

A movimentação magoou outro participante do programa: Jaime Recena, que perdeu a Secretaria de Turismo, englobada pela pasta de Bernardes, e passou à condição de secretário adjunto do setor.

PDT
Na pasta do Trabalho e Empreendedorismo, o primeiro secretário de Rollemberg foi Georges Michel, presidente do PDT no DF. Ele pediu demissão do cargo em agosto de 2015, após polêmicas com a construção do Memorial João Goulart, no Eixo Monumental, que não saiu do papel. No lugar dele, assumiu o então subsecretário de Empreendedorismo, Thiago Jarjour, também do PDT.

Jarjour chefiou a pasta até o fim de outubro, quando Rollemberg criou a supersecretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Com um secretariado majoritariamente técnico, Rollemberg foi forçado a fazer política sob pena de desgastar ainda mais a relação com aliados, e nomeou o deputado distrital Joe Valle para o cargo. Jarjour se tornou adjunto de Trabalho e Empreendedorismo; Marlene de Fátima Azevedo assumiu como adjunta de Desenvolvimento Social; e Carlos Alberto Santos de Paulo, como adjunto de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Mudanças na Fazenda
A secretaria de Fazenda começou sob a gestão de Leonardo Colombini, que pediu exoneração em agosto e voltou para Minas Gerais. O então secretário adjunto, Pedro Meneguetti, assumiu o cargo. Ficou cinco meses na pasta e passou o posto para o adjunto, João Antônio Fleury. Meneguetti foi para Belo Horizonte, onde também se tornou secretário de Fazenda.

Insegurança na Segurança Pública
Uma da pastas mais problemáticas para Rollemberg é a da Segurança Pública e da Paz Social. Em novembro, após um confronto entre professores e policiais militares, Arthur Trindade pediu exoneração. Isabel Seixas ficou como interina até janeiro, quando assumiu Márcia de Alencar — ela ocupava o cargo de subsecretária de Segurança Cidadã da pasta.

No início do governo, Rollemberg desvinculou da pasta da Segurança todo o sistema penitenciário, que passou ao escopo da Secretaria de Justiça e Cidadania, sob comando de João Carlos Souto. Mas depois da maior fuga da história da Papuda, Souto foi exonerado. O chefe de gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha Abreu, assumiu a Secretaria de Justiça interinamente.

Do time montado por Rollemberg para compor a administração do Executivo, só restou Leany Lemos. Ele perdeu ainda Rômulo Neves, seu braço direito na chefia de gabinete. Além de pedir para sair do cargo, Neves deixou o PSB e migrou para a Rede Sustentabilidade.

Crianças e Adolescentes 
Poucos dias antes da reforma administrativa, a secretária Jane Klébia, delegada da Polícia Civil, deixa o cargo na pasta de Políticas para Crianças Adolescentes e Juventude. No lugar dela, entrou Aurélio de Paula Guedes Araújo, indicação do deputado Professor Israel Batista (PV).

Os sobreviventes
Entre o grupo de 24 secretários que posaram na foto de 1° de janeiro de 2015, sobraram apenas Leany Lemos, na Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão; Júlio Gregório, na Educação; Cláudio Ribas, na Casa Militar; José Guilherme Leal, na Agricultura; Guilherme Reis, na Cultura; Thiago de Andrade, na Secretaria de Gestão do Território e Habitação; Júlio Peres, na pasta de Infraestrutura e Serviços Públicos; e André Lima, no Meio Ambiente. Eles são os sobreviventes na prova de resistência que se tornou o BBB do Rollemberg.



Danielle Bonfim se apresentará no Espaço Semente

marzo 23, 2016 18:43, por Blog do Arretadinho

O Espaço Semente, no Gama, receberá mais uma artista de peso, a cantora Danielle Bonfim

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Chamada carinhosamente de “Uirapuru do Cerrado”, a cantora Danielle Bonfim se apresentará no Espaço Semente, do premiado diretor de teatro, Valdeci Moreira de Sousa, às 21h do próximo dia 9 de abril.

Confira o release de Danielle:

Apelidada pelos amigos de “Uirapuru do Cerrado”, Danielle Bonfim é goiana, nascida em Valparaíso de Goiás e mora em Brasília. De família nordestina, traz em seu repertório nomes como Elomar Figueira Mello, Xangai, Geraldo Azevedo, Juraíldes da Cruz e diversos artistas independentes espalhados pelo Brasil.

Durante oito anos dedicou-se ao clarinete e com a banda formada por estudantes de sua escola, se apresentou em diversos órgãos públicos de Brasília. Participou de competições musicais e de concertos no Teatro Nacional Cláudio Santoro.

Aos 17 anos começou a tocar violão. É compositora, tem parcerias com amigos e músicas autorais ainda não divulgadas e como intérprete tem um trabalho diferenciado e detalhista.

Danielle fez parte da banda Som de Papel, que utilizava materiais recicláveis (saco de cimento e papelão) na elaboração dos instrumentos de percussão, como pandeiro, zabumba e tambor. Com o grupo se apresentou na Câmara dos Deputados, em escolas e outros eventos.

No mesmo período, fez apresentações ao lado do Mestre Zé do Pife e as Juvelinas. Juntou-se a Juraíldes da Cruz, no show “Juraíldes da Cruz convida Xangai”, no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e no Clube do Choro (DF). Da parceria com o cantor, surgiu o convite para a sua participação no CD Aurora Régia.

Foi uma das finalistas do FESTIVALE, Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, em 2014 e 2015.

“Já começa no caminho certo. Nota 10 no bom gosto e na cabeça de quem sabe o que quer da vida.”, (Vital Farias).

“Ela é maravilhosa – É a nova geração inteligente”. (Augusto Jatobá)

“São bonitos os começos que anunciam a caminhada. Avoe, cantadeira! Você precisa aparecer. Ou nós precisamos que você apareça”. (Chico César)

Serviço
Show de Danielle Bonfim
Onde? Espaço Semente ´Ao lado da Rodoviária do Gama
Quando? 9 de abril
Que horas? 21h - Pontualmente
Inteira R$ 30,00
Meia R$ 15,00

com informações da produção do show



Manifesto #PeriferiasContraOGolpe

marzo 23, 2016 11:51, por Blog do Arretadinho

“Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”

Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui pra mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente!

Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande. 

Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje. Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores. 

Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.

Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e destroem o meio ambiente e recursos naturais com objetivo de lucro.

Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo.

Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra - criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.

Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio. 

Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.

Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação. 

Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.

Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena - ainda que tentem nos impedir.

Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados. 

Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados - e ainda dizem: “menos um bandido”.

Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.

Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.

Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita. 

Nós, que sempre estivemos nas ruas, nas redes, nas Câmaras, na cola dos politiqueiros de plantão e que agora somos taxados de terroristas por causa de nossas lutas. Nós, que aprendemos a fazer até leis para continuar lutando por nossos direitos. Nós, que garantimos a duras penas o mínimo de escuta em espaços de poder, não aceitamos dar nem um passo atrás.

Nós, que somos de várias periferias, nos manifestamos contra o golpe contra o atual governo federal promovido por políticos conservadores, empresários sem compromisso com o povo e uma mídia manipuladora. 

Não compactuamos com quem vai às ruas de camisa amarela com um discurso de ódio, fascista, argumentando o justo “combate à corrupção” mas motivado por interesses privados. Não compactuamos com quem defende a quebra da legalidade para beneficiar a parcela abonada da população, em troca do enfraquecimento do Estado Democrático de Direito pelo qual nós dos movimentos sociais periféricos lutamos ontem, hoje e continuaremos lutando amanhã.

Nós, que sabemos que a democracia real será efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo preto, periférico e pobre, a partir da esquerda e de baixo pra cima.

Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso. Reivindicar o respeito à soberania das urnas e a manutenção do Estado Democrático de Direito. Reivindicamos as ruas enquanto espaço de diálogo, debate e fazer político, mas nunca como território do ódio. Reivindicamos nossa liberdade de expressão, seja ela ideológica, política ou religiosa. Reivindicamos a desmilitarização das polícias, da política e da vida social. Reivindicamos o avanço das políticas públicas, dos direitos civis e sociais. 

Não vai ter golpe. Não vai ter luto. Haverá luta!

Assinam este manifesto os grupos, coletivos, organizações e movimentos da sociedade civil, além de cidadãos em geral que subscreveram individualmente:


Abayomi Ateliê
Ação Educativa
Agência Mural de Jornalismo das Periferias
Agencia Popular Solano Trindade Banco Comunitario Uniao Sampaio Observatorio Popular de Direitos 
Agenda Preta
Aláfia 
Algodão de Fogo
Ninguém Lê
Sessão de Fatos
Aliança Negra Posse 
Anomia Coletivo
Associação cultural História em Construção 
Associação Cultural Literatura no Brasil
Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível
Associação de povos e comunidades Tradicionais de matrizes africanas e Afro brasileira Katina da Silva 
Associação dos Moradores do Caranguejo - 
Associação Franciscana DDFP
Audácia - Q.I. Alforria
Baobá Arte e Educação
Bloco do Beco
Blog Combate Racismo Ambiental
Blog Inspiração Sustentável 
Blog NegroBelchior
Bocada Forte
Brechoteca Biblioteca Popular
Casa do Menor Trabalhador-RJ
Casa Popular de Cultura de M'Boi Mirim
Cia Humbalada de Teatro
Cia Janela do Coletivo
CicloZN
CineBecos
Claudias,Eu?Negra!
Comitê Juventude e Resistência Z/S - SP
Coletivo Brincantes Urbanos
Coletivo Candeia
Coletivo Cultural Marginaliaria
Coletivo Cultural Pic Favela
Coletivo Cultural Sankofa
Coletivo de fotógrafos Lente Quente/Jornalismo UEPG
Coletivo de Negras e Negros EACH
Coletivo Eletro Tintas
Coletivo em Silêncio, Reage Artista
Coletivo Encontro de Utopias
Coletivo FABCINE
Coletivo Juventude Ativa
Coletivo literario Sarau Elo da Corrente
Coletivo Mjiba
Coletivo Muros que Gritam...
Coletivo Perifatividade 
Coletivo Pretas Peri
Coletivo R.U.A.
Coletivo Tenda Literária
Coletivo Verde América
Coletivo Voz da Leste 
ColetivoFilhas da Luta
Comitê Juventude e Resistência Z/S - SP
Comitê Popular de Santos pela Verdade, Memória e Justiça
Companhia Teatral Sama Elyon
Comunidade Cidadã
Correspondência Poética
DCE Novo Mané - Diretório Central dos Estudante da UTFPR - Campus Londrina 
EITA AÇÃO CULTURAL
Expansão CT
Favela, uma foto por dia
FECEB RN
Fome Noise
Fórum Municipal de Trabalhadores do SUAS - Belo Horizonte
Grupo Clarianas
Grupo Clariô de Teatro
Grupo de Coco Semente Crioula
Grupo Pés Esquerdos de Teatro Feminista
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Guardiões Griô 
Imargem 
Jornal Vozes da Vila Prudente
jornalistas livres
Juventude Politizada Parelheiros
Kilombagem
labExperimental.org
Levante Popular da Juventude 
MAP (Movimento Aliança da Praça)
MASSAPEARTS
Movimento Cultural Ermelino Matarazzo
Movimento Cultural Grajau
Movimento Hip-Hop Organizado (MH2O)
Movimento Independente Mães de Maio
MQG
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola