Posto de gasolina é condenado por assédio sexual de gerente a empregada
marzo 13, 2016 10:23O Posto Ibiza Ltda., de Recife (PE), foi condenado a indenizar em R$ 10 mil uma ex-empregada que sofreu assédio sexual por parte do gerente na frente de outros funcionários.
No recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a empresa alegou que jamais agiu com desrespeito à trabalhadora, mas o relator, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que, a partir dos fatos registrados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), "mostra-se impossível afastar a condenação ao pagamento de danos morais".
Contratada como chefe de pista em 2006, a trabalhadora relatou que o gerente forçava contato físico, insistia em beijá-la à força no local de trabalho e a chamava insistentemente para sair para um motel, tudo na presença dos colegas de trabalho. Com base em prova testemunhal, a 1ª Vara do Trabalho de Recife (PE) responsabilizou a empresa pelo assédio, decisão mantida pelo TRT-PE.
Destaque na decisão regional, o depoimento de um empregado do posto que presenciou os fatos relatados pela empregada confirmou o comportamento inadequado do gerente, que ainda costumava passar filmes pornográficos no computador. Ele também relatou o repúdio e a indignação da vítima, o que, segundo o TRT, "revela terem sido indesejadas as investidas do seu superior hierárquico".
Na análise do Regional, o empregador deve responder pelos atos do seu preposto mesmo não tendo ciência da prática, porque lhe cabe zelar para que seus trabalhadores não sejam atingidos por pessoas que os tratem de forma ofensiva. "A negligência da empresa no exercício do poder empregatício impõe o reconhecimento de sua responsabilidade", concluiu, ressalvando que a permanência da vítima no Posto Ibiza após o ocorrido não altera o quadro danoso, por ser o trabalho a fonte de sobrevivência do empregado.
Ao TST, o Posto Ibiza argumentou que não ficou comprovada nos autos a existência contundente dos fatos alegados pela trabalhadora. Alegou ainda que não havia os elementos necessários para a caracterização da sua responsabilidade, pois jamais agiu com desrespeito ou atingiu a honra da empregada.
TST
Ao analisar o caso, Vieira de Mello Filho assinalou a responsabilidade da empresa pela conduta do gerente e pela indenização. Ele destacou que o artigo 932 do Código Civil estabelece expressamente que o empregador é responsável pela reparação civil decorrente dos atos de seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir.
O ministro ressaltou que o Tribunal Regional fez uma análise detalhada dos fatos e provas, principalmente a testemunhal, para concluir que o houve o assédio sexual, e, para modificar essa conclusão, seria necessário seu reexame, inviável em sede de recurso de revista. Por unanimidade, a Turma não conheceu do recurso.
Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho
Mãe tenta vender filho no Facebook por R$ 8 mil
marzo 13, 2016 10:19Cansada de bagunça, mãe tenta vender filho no Facebook por R$ 8 mil, é presa e perde a guarda
A moradora Misty Van Horn do estado norte-americano de Oklahoma, de 22 anos, foi presa após tentar vender sua filha no Facebook por US$ 4 mil (cerca de R$ 8 mil). Segundo a polícia da cidade de Sallisaw, Misty usou o Facebook para tentar achar um comprador para seus filhos. Ela também tentou vender o filho de 4 anos por US$ mil (R$ 2 mil).
Cansada da bagunça das filhas, mãe grevista faz sucesso na web
A garota teria mandado a seguinte mensagem a um usuário do Facebook: “Venha a Sallisaw, é apenas a 30 minutos de distância e eu lhe dou todas as coisas dela e deixo você ficar para sempre com o bebê por R$ 8 mil”, postou ela na rede social. Daí surgiu a denúncia para a polícia.
O namorado dela está preso e ela usou a estratégia para levantar o dinheiro para a fiança. A garota foi presa e perdeu a guarda das crianças - elas estão sob custódia do governo estadual. A fiança de Misty foi estipulada em US$ 40 mil (cerca de R$ 80 mil).
Fonte: viagora
PMDB decidirá em 30 dias se continua no governo
marzo 13, 2016 10:00![]() |
| Brasília - O PMDB faz convenção nacional para a escolha dos membros do Diretório Nacional e da Comissão Executiva Nacional Foto Valter Campanato/Agência Brasil |
O PMDB tem até 30 dias para decidir se permanece ou deixa o governo. Até lá nenhum peemedebista poderá assumir cargos no Executivo.
“O PMDB é um partido que daqui a 30 dias definirá sua posição”, disse o ex-ministro Eliseu Padilha, escolhido neste sábado (12) segundo vice-presidente durante a Convenção Nacional da legenda, realizada hoje em Brasília.
De acordo com Padilha, pelas manifestações durante a convenção o “PMDB tem grandes possibilidades de ser independente”. “A força predominante hoje na convenção foi pela saída, mas temos 30 dias pela frente; e vamos ver o que acontece”, afirmou.
Os convencionais, que escolheram também os 119 integrantes do novo Diretório Nacional, delegaram ao diretório o poder de decidir os rumos do partido em relação ao governo federal.
“O diretório está com o poder de analisar todas as moções que são, na sua maioria, pelo afastamento do governo, tomar uma decisão e a partir dessa decisão, o partido vai cobrar dos seus filiados o cumprimento da decisão”, disse o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), também eleito na convenção.
Segundo Jucá, o partido buscou primeiro a unidade interna e entendeu que há estados que têm dúvidas sobre se deve ou não deixar o governo federal. Por isso, a partir de agora, com a aprovação da moção, buscará debater para, então, decidir uma posição em relação ao governo. “O PMDB marchará unido rumo à posição que tiver que ter”, disse.
A maioria dos integrantes da nova Executiva Nacional do PMDB eleita hoje já integrava a executiva anterior. Os novos nomes são o do senador Romero Jucá, no lugar de Valdir Raupp (RO), e Eliseu Padilha, que substitui a ex-deputada Iris Araújo (GO).
Os principais cargos da Executiva Nacional do PMDB ficaram assim ocupados:
Presidente: Michel Temer (SP)
1º Vice-presidente: senador Romero Jucá (RR)
2º Vice-presidente: Eliseu Padilha (RS)
3º Vice-presidente: deputado federal João Arruda (PR)
Secretário- geral: deputado federal Mauro Lopes (MG)
1º Secretário: Gedel Vieira Lima (BA)
2º Secretário: deputado federal Leonardo Picciani (RJ)
Tesoureiro: senador Eunicio Oliveira (CE)
Tesoureiro adjunto – senador Valdir Raupp (RO)
da Agência Brasil
Submarino norte-coreano está desaparecido desde o início da semana
marzo 12, 2016 9:51Um submarino norte-coreano desapareceu no início desta semana, quando estava em operações na costa leste da Coreia do Norte, segundo informações publicadas neste sábado (12) nos Estados Unidos.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse à AFP que Seul investiga essas informações.
Representantes do Pentágono não comentaram o assunto. A Coreia do Norte opera uma frota de cerca de 70 submarinos e a maior parte deles está obsoleta.
Apesar da limitada capacidade ofensiva, esses submarinos ainda representam ameaças substanciais para os navios sul-coreanos.
Pyongyang emitiu hoje nova ameaça de retaliação às forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos envolvidas em exercícios militares conjuntos.
Da Agência Lusa
Racismo é crime e devemos combatê-lo todo dia.
marzo 12, 2016 9:41"Um dia um homem branco me falou, que no Brasil não tem branco... mas quando olho em todo canto, eu vejo o branco dominando..."
Giovane Sobrevivente
Poeta e Ativista Cultural
Por: Valdeck Almeida de Jesus (*)
no Pravda.ru
Posso começar este texto com as afirmações "sou racista, sexista, machista, homofóbico, gordofóbico, xenófobo, intolerante religioso...", pois vivo em um país de desigualdades e de discriminações e aprendi na infância, na adolescência e juventude, através do discurso dominante, inconscientemente, a negar a existência dessas desigualdades e discriminações. Também posso começar o mesmo texto dizendo que estou em processo de educação ao participar de debates, mesmo quando fico somente ouvindo, calado; quando vou a eventos onde se discute a desconstrução de toda e qualquer forma de discriminação e dou, apenas, pequenas contribuições.
Nesse sentido convido a todos os brancos e brancas, meus conhecidos ou não, a se irmanarem num grande debate sobre a humanidade negra, pra fazer um exame de consciência sobre o assunto, expor suas ideias e pensamentos, participar da luta contra os privilégios. É hora de cada um dos privilegiados começar a abrir corações e espaços de poder para que o debate seja posto, incluindo, certamente, recortes de raça, gênero e expressão sexual. Cito aqui grupos que poderão se sentir incluídos nesse chamado: juízes, advogados, delegados, deputados, senadores, vereadores, gestores públicos, governantes, prefeitos, presidentes, comando das polícias, jornalistas, escritores, artistas, empresários etc.
Não se deve calar diante das injustiças e desrespeitos praticados contra irmãos e irmãs negros e negras, contra minorias sexuais, contra mulheres. O momento é crucial e as bases precisam ser abaladas para que todos e todas sejam incluídos nos espaços de poder e protagonismo. É necessário que os portadores de privilégios façam exame de consciência e apoiem as lutas de minorias por afirmação e empoderamento.
Aqueles que não têm amadurecimento suficiente para se engajarem numa luta mais qualificada, podem auxiliar de outras formas. Afinal, sempre tem algo que se pode fazer. A empatia é o primeiro exercício necessário, se colocar no lugar do outro, tentar compreender as razões, ouvir, atentamente, o outro, e se permitir a escuta silenciosa, atenciosa, para o aprendizado que pode, também, advir desse processo, e se educar, e se empoderar para se desnudar dos preconceitos e das visões deturpadas de mundo.
Estou nesse processo de aprendizado, de compreensão do meu papel perante todo esse cenário de crimes, e estou tomando consciência de que sou um privilegiado por ter a pele branca. E não adianta apelar que tenho mãe índia e avó negra, que nos Estados Unidos sou considerado negro, pois no Brasil as portas se fecham somente para quem tem pele negra, fenótipo negro. Já passei por discriminações por ter nascido e crescido em uma favela, mas atualmente não passo mais por isso; ainda sou vítima de outros tipos de discriminações, que não vem ao caso descrevê-las aqui. Mas não sofro e nem sei o que é sentir a mesma discriminação que sente quem tem a pele negra, de quem mora na periferia por amor ou falta de opção, de quem é mulher, de quem é gordo, de tantos outros tipos horríveis de discriminação. Mas posso me irmanar, me permitir entender, compreender, perceber que o outro tem os mesmos direitos que eu, e labutar junto para que ele tenha acesso ao que lhe é de direito.
Ainda que eu me irmane, continuo sendo um privilegiado por causa da pele branca e sinto vergonha, principalmente, por não ser parado em blitz e não ser seguido nos corredores de lojas e supermercados, o que é feito descaradamente por autoridades desse país, as mesmas autoridades que deveriam proteger seus cidadãos; me solidarizo com a luta contra o racismo e toda espécie imunda de discriminação. Ojerizo os assassinatos praticados contra jovens negros e negras de todas as periferias do Brasil, não importam os motivos, todo cidadão tem direito à vida. Condeno o machismo, sexismo, homofobia, lesbofobia, transfobia, gordofobia etc. Não posso falar por meus irmãos e irmãs nem dizer o que devem fazer, mas me coloco à disposição, no apoio e lado a lado na luta. Outros amigos de pele branca, também privilegiados, podem e devem se perfilar nesse apoio, e usar de seus lugares de fala, dos microfones, das redes sociais, salas de aula, local de trabalho, onde quer que estejam, para mudar esse cenário de desigualdades.
Quem não tem intimidade com microfones ou desenvoltura diante de plateias, pode ajudar de outras formas. E maneiras de apoiar não faltam. Coloque seus pensamentos no papel, em forma de poema, crônica ou artigo, mesmo que você não seja de pronto compreendido e que perca amigos. O que não vale é fazer de conta que o país é cordial e que não existem diferenças e discriminações. O preço da omissão é alto demais e machuca muito. A hora é de combate a todo e qualquer tipo de discriminação e desrespeito aos Direitos Humanos.
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(*) Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, poeta, escritor ativista cultural.



