PM de Alckmim agride estudantes novamente
marzo 2, 2016 3:00![]() |
| Foto de Lucas Martins, dos Jornalistas Livres |
Estudantes secundaristas foram agredidos e expulsos de maneira truculenta pela PM da galeria da Assembleia Legislativa de São Paulo na tarde desta terça (1).
Eles estavam na galeria para exigir a instalação de uma CPI da Merenda. Foram agredidos pelos PMs a pedido do deputado Coronel Telhada, que incitou os policiais enquanto discursava. Telhada é aliado de Alckmin e um dos líderes da direita neofascista no Estado -defende (e pratica) que bandido bom é bandido morto, ameaça jornalistas e jovens e diz se orgulhar do massacre da PM nas periferias das grandes cidades de de São Paulo.
Dois dos jovens agredidos, Renata Letícia e Douglas, foram enviado para o 36º DP para assinar BO de resistência à prisão! Na São Paulo de Alckmin e Capez (o presidente da Assembleia protagonista do escândalo da merenda) e de Telhada, as vítimas viram réus!
#CadeMinhaMerenda
Fonte Jornalistas Livres
Encontro de Blogueiros agitará o DF
marzo 1, 2016 23:00| Foto Joaquim Dantas |
O Distrito Federal será palco de uma atividade que promete agitar a cidade, o 1º Encontro de Ativistas Digitais e Blogueiros Progressistas do Distrito Federal, que está previsto para acontecer entre os dias 18 e 19 de março.
De Basília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A organização do encontro é do Movimento Nacional dos Blogueiros e Blogueiras Progressistas e tem o apoio institucional do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé/DF. A reunião acontecerá no auditório da Central Única dos Trabalhadores, CUT/DF, SDS - Ed. Venâncio V, subsolo, loja 14 e terá como tema: Que Distrito Federal você quer ver na internet?
Os organizadores pretendem promover um grande debate sobre o tema proposto e tem como objetivo Reunir ativistas digitais para elaborar pautas para Democratização da Comunicação; debater a instalação do Conselho de Comunicação do DF; debater o presente e o futuro da Comunicação Comunitária no DF; debater o papel da internet e dos ativistas digitais na comunicação em rede e preparação para o Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais progressistas.
Segundo a coordenadora do encontro, Débora Cruz, "o Distrito Federal tem vários ativistas digitais progressistas, que fazem a defesa desse governo, democraticamente eleito e denunciam diariamente, em seus blogues e redes sociais, as tentativas de golpe contra a esquerda brasileira. É muito importante saber o que eles pensam, como se organizam e pensarmos o futuro da blogosfera progressista", disse ela em nota.
Para participar dos debates é preciso inscrever-se pela internet, as inscrições podem ser feitas aqui, as atualizações podem ser acessadas no site do encontro aqui ou no Facebook.
Homem tenta furtar veículo estacionado em pátio de delegacia
marzo 1, 2016 5:00![]() |
| POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO |
Crime ocorreu por volta das 12h desta segunda-feira (29/2) em Taguatinga Sul. Presença de agentes no local não intimidou o criminoso
Um homem tentou furtar um veículo que estava estacionado dentro do pátio da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, por volta das 12h desta segunda-feira (29/2). A presença de agentes no local não intimidou o criminoso.
Gilson Alves Magalhães, 26 anos, já tinha conseguido pegar equipamentos de outros carros do pátio quando foi detido pelos policiais no interior de uma Pajero. O painel interno do automóvel estava danificado.
Segundo o delegado-chefe da 21ª DP, Alexandre Dias, o assaltante tinha antecedentes criminais por furto e estava em liberdade provisória: “Ladrão cara de pau. Para tentar cometer o crime, ele ainda usou um veículo roubado”.
Magalhães estava em um Fiat Uno branco (foto), que também foi roubado. No interior do carro, a polícia encontrou outros produtos, que teriam sido furtados de um Gol. Ele assumiu a autoria dos crimes.
do Portal Metrópoles
O mundo "vai pra Cuba". Ou quer ir
marzo 1, 2016 4:00No parque Fe del Valle, no final de uma rua no centro de Havana ocupada pelas cenas habituais de filas para a padaria e carros desbotados dos anos 1950 que circulam entre montes de entulho, há uma visão fugaz de uma Cuba diferente.
Todo banco, muro, lata de lixo e vaso de planta nessa praça cercada de árvores é ocupado por corpos debruçados sobre notebooks e em torno de smartphones, que tocam seus tablets e gesticulam sobre as telas.
por Oliver Wainwright, em Havana - Carta Capital
Três gerações de uma família estão amontoadas em torno de um telefone, as crianças brigam para ver qual consegue usar os fones de ouvido enquanto a avó ergue um bebê até a câmera para que parentes em Miami, que eles não veem há anos, possam verificar o recém-chegado à família. Ali perto, dois irmãos percorrem o Facebook para checar as últimas consultas sobre sua pousada, com o notebook equilibrado sobre uma mesa improvisada com caixotes, enquanto um bando de adolescentes "puxa" música e treina passos de dança à sombra de uma árvore.
Esta cena animada, que parece uma feira de tecnologia de segunda mão, é a consequência de um novo fenômeno em Cuba: "hotspots" de conexão sem fio à internet, o "Wi-Fi". Em um país onde a rede mundial ainda é proibida em residências privadas e uma hora de utilização em um internet-café pode custar o salário de uma semana, a chegada de cinco zonas de Wi-Fi autorizadas em Havana é, no mínimo, revolucionária.
"Assistimos a uma nova qualidade de espaço público", diz Miguel Antonio Padrón Lotti, professor cubano de planejamento urbano que trabalhou no Instituto Nacional de Planejamento Físico durante 45 anos. "Os cubanos sempre se sociabilizaram nas ruas, mas agora podemos interagir com o mundo ao mesmo tempo."
O mundo chega aqui em hordas cada vez maiores, e não apenas pela internet. Nas ruas de paralelepípedos de Habana Vieja, a cidade antiga lindamente restaurada, agora pode ser difícil mover-se entre as multidões dos grupos turísticos. Eles seguem seus guias com bandeirinhas entre as praças rodeadas de cafés, saem do Museo del Chocolate, passam por estátuas vivas e franquias de Victorinox e Diesel e chegam a butiques que ocupam majestosas mansões antigas, onde relógios feitos à mão são vendidos por 12 mil dólares.
Não muito tempo atrás, tudo isso estava a ponto de desmoronar. A improvável transformação é obra do escritório do Historiador da Cidade, um vasto departamento estatal de arquitetos e urbanistas chefiado por Eusebio Leal Spengler desde 1981. Com um poder sem precedentes para um historiador da arquitetura, equivalente ao de um prefeito, ele ganhou aplausos da Unesco e de órgãos de preservação de todo o mundo pelo que conquistou aqui nos últimos 30 anos, contra todas as expectativas.
No início dos anos 1990, Leal convenceu Fidel Castro a montar uma empresa estatal de turismo, a Habaguanex, companhia encarregada de desenvolver hotéis, restaurantes e lojas. Crucialmente, ela usaria os lucros para restaurar os edifícios e as ruas abandonados de Havana, além de promover projetos sociais e instalações para a comunidade. Foi um modelo cauteloso de tática capitalista usada para fins socialistas, que viu o departamento de Leal canalizar mais de meio bilhão de dólares para a cidade antiga. Hoje, a companhia dirige um império crescente de 20 hotéis, 40 restaurantes e 50 bares e cafés, assim como dezenas de butiques de luxo.
Mais de 3 milhões de turistas visitaram Cuba no ano passado. O número de norte-americanos aumentou 40% desde que Barack Obama promoveu a retomada das relações diplomáticas no fim de 2014. Os cidadãos dos EUA ainda estão oficialmente proibidos de viajar para cá com o único objetivo de fazer turismo, mas as categorias sancionadas de viagens "para apoiar a população cubana" e para "atividades pessoa a pessoa" são vagas o suficiente para permitir a prosperidade das agências de turismo. A gigante americana de navios de cruzeiro Carnival planeja fazer viagens com "temas culturais" a partir de maio. Será a primeira dessas empresas a visitar Cuba desde o embargo comercial aplicado em 1960. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o fim do embargo poderá trazer até 10 milhões de turistas americanos por ano, um dilúvio para o qual a estrutura precária de Havana não está preparada.
"Não existe infraestrutura para enfrentar esses números", diz Belmont Freeman, arquiteto cubano-americano estabelecido em Nova York que visitou Havana com frequência nos últimos 15 anos. "A cidade é terrivelmente malservida de hotéis, e mesmo que se construíssem mais os serviços não poderiam abastecê-los. O sistema de água principal não foi melhorado desde os anos 1920 e perde cerca de 50% em vazamentos."
Isso não parece obstruir o caminho das empreiteiras de hotéis de luxo, de olho em oportunidades por toda a cidade. No lado leste do Parque Central, visível por meio de uma nuvem de poeira das obras em ruas próximas, ergue-se a fachada imponente do Edifício Manzana de Gómez, obra clássica que ocupa um quarteirão inteiro, construído como o primeiro shopping center de Cuba em 1910. Hoje totalmente destripado, ele é uma concha fantasmagórica sem janelas, que aguarda o opulento recheio de um hotel Kempinski cinco estrelas, com inauguração planejada para o fim deste ano.
Ao virar a esquina, o Hotel Packard passa igualmente por uma reforma comandada pelo arquiteto espanhol Rafael Moreno para a Iberostar. Mais ao norte, perto dos resorts da Praia de Varadero, a empreiteira britânica London & Regional revelou o projeto do Carbonera Club, um condomínio de luxo de 500 milhões de dólares, com mil residências projetadas pelo escritório Conran ao redor de um campo de golfe de 18 buracos. Pela primeira vez estrangeiros terão propriedades à beira-mar na ilha.
"Dou no máximo dois anos", diz Freeman. "Serão os interesses das empresas americanas que finalmente farão o Congresso suspender o embargo. Elas estão enlouquecidas por não poderem entrar nesse mercado."
Exposição no metrô registra o passado e o presente das favelas cariocas
marzo 1, 2016 3:30![]() |
| A exoosição Favela tem Memória, na Estação Pavuna do Metrô, mostra as transformações das comunidades ao longo do tempo, como a do morro do Chapadão Divulgação/ONG Viva Rio |
Os milhares de usuários de uma das mais movimentadas estações do metrô carioca têm, a partir desta segunda-feira (29), a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a memória social da cidade.
A ONG Viva Rio, com o apoio do Instituto Invepar e da concessionária MetrôRio, inaugurou na Estação Pavuna, na zona norte, a exposição Favela tem Memória, que registra em 228 fotos as transformações da paisagem urbana e do modo de vida de mais de uma dezena de comunidades do centro e das zonas sul e norte da cidade.
São 87 imagens feitas pela equipe do projeto que deu origem à mostra e outras 141, de épocas passadas, que documentam diversos momentos dos morros da Providência, Santo Antônio, Mineira e São Carlos, na região central do Rio; Salgueiro, Borel, Mangueira, Chapadão, Pedreira, Parque Acari e Colégio, na zona norte, e Pavão-Pavãozinho e Rocinha, na zona sul. Uma central multimídia permite aos visitantes acessar uma linha do tempo, na qual passado e presente das comunidades estão conectados.
O projeto Favela tem Memória começou em meados de 2005, como parte do Viva Favela, iniciativa do Viva Rio com o objetivo de refletir o universo das favelas e periferias, a partir de um ponto de vista diverso do obtido pela mídia tradicional. “No início, tinha apenas o objetivo de resgatar a memória de personagens das comunidades e disponibilizar as imagens em um site. A ideia de produzir uma exposição surgiu com a parceria do Instituto Invepar. A proposta foi de trabalhar nas comunidades próximas às estações do metrô e, desde o ano passado, foram seis meses de ida a campo para fotografar os locais”, conta Lucas Almeida, um dos fotógrafos participantes da mostra, que tem a coordenação de Fabiano Monteiro.
Para reviver e mostrar às novas gerações como eram as favelas em outras épocas da cidade, os organizadores da mostra recorreram ao acervo histórico do extinto jornal Correio da Manhã, hoje disponibilizado na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional. “Uma das comunidades que escolhemos para mostrar foi a do Morro Santo Antônio, no Centro. Pouca gente sabe que existiu ali uma favela”, lembra o fotógrafo. Demolido nos anos 50, o morro deu lugar à Avenida Chile e aos edifícios-sede de grandes empresas públicas, como a Petrobras e o BNDES.
A exposição Favela tem Memória ficará na Estação Pavuna até o dia 8 de março e pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Em seguida, de 9 a 18 de março, será levada à Estação General Osório, em Ipanema, na zona sul da cidade.
da Agência Brasil


