Brasileiros passam a frequentar mais cinemas e teatros, diz pesquisa
febrero 26, 2016 20:30![]() |
| As mídias sociais contribuíram para divulgar programas culturais, segundo a pesquisa Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil |
Pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela o crescimento de hábitos culturais nos brasileiros nos últimos oito anos. Foram ouvidos 1.200 consumidores em 72 municípios de todo o país entre os dias 2 e 14 de dezembro do ano passado.
O número de pessoas que disseram ter ido ao cinema e ao teatro cresceu 100%, passando de 17%, em 2007, para 35%, em 2015, e de 6% para 12%, na mesma comparação, mostra a pesquisa.
“Para surpresa nossa, uma boa notícia é que mais brasileiros estão indo, principalmente, ao cinema e ao teatro, ao contrário do que se imaginava com o avanço da internet, em que havia uma preocupação de o brasileiro diminuir sua ida a esses dois programas culturais, em função de estar mais conectado à internet, vendo filmes ou peças de teatro pelo celular ou computador. A gente não percebe isso na comparação mais dilatada, em oito anos, na medida em que dobraram os percentuais dos brasileiros que foram ao cinema ou ao teatro”, disse hoje (26) à Agência Brasil o gerente de Economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.
Percentuais ainda são tímidos
Travassos ressaltou que os percentuais ainda são tímidos, em especial no caso de teatro, embora tenham mostrado avanço significativo. Travassos disse que as mídias sociais contribuíram para disseminar os conteúdos e dar visibilidade a artistas, “e isso colabora”. O gerente observou o crescimento do mercado promocional e de campanhas, feitas por meio de parcerias entre empresas de diferentes ramos, como bancos e cinemas ou academias e teatros. Segundo ele, elas vão ao encontro de uma necessidade de oferecer cada vez mais cultura à população.
Dos sete programas culturais pesquisados, só o item "visita à exposição de arte" permaneceu estável em 2015 em relação a 2007, com 8%. No caso da leitura, o percentual aumentou de 31%, em 2007, para 36%, em 2015. “De 2007 para 2015, houve um avanço na escolaridade, que foi sentido na economia como um todo”. Além dos lançamentos editoriais de sucessos ocorridos no período, e de feiras literárias, o mercado de trabalho mostrou aquecimento, e isso incentivou a adesão à leitura, afirmou Travassos.
Em oito anos, o percentual de brasileiros que afirmou ter feito pelo menos um programa cultural subiu 10 pontos percentuais, de 43% para 53%. Em contrapartida, 47% dos entrevistados relataram não fazer nenhum programa de lazer cultural. Christian Travassos indicou que há ainda um grande caminho a percorrer para elevar os hábitos culturais dos brasileiros. “É um mercado a ser aproveitado ainda do ponto de vista tanto das empresas quanto do poder público”.
A falta de hábito foi a razão mais citada para o não consumo de bens culturais, “porque muitas dessas atividades, como museu, show de música, ler um livro, não têm custo”, disse o economista. O custo não é colocado como principal fator impeditivo. A parcela dos que dizem não ter hábito cultural varia entre 63% e 88%. “É menor no caso de teatro e alcança 88% no caso dos que não leram um livro, na base da população como um todo”.
Entre os 47% que não fizeram nenhuma atividade cultural listada na pesquisa, o momento de lazer mais citado foi ver televisão, para 77% dos consultados, seguido da ida à igreja, com 24%.
da Agência Brasil
Péssimas notícias para a mídia golpista
febrero 26, 2016 17:24Por Altamiro Borges
Duas notinhas publicadas na Folha talvez ajudem a explicar o desespero dos barões da mídia, que nos últimos tempos radicalizaram ainda mais as suas posições políticas e escancararam o seu golpismo. A primeira revela a força da internet, que ameaça o modelo de negócios da imprensa tradicional. Segundo a coluna Painel desta segunda-feira (22), “a internet deve passar a receber mais publicidade federal. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência elabora para este ano uma nova norma para atualizar a fatia da internet na partilha da comunicação social do país – em 2015, os investimentos federais na internet foram de 12,4%, marca que o Executivo considera insatisfatória”.
A notinha até tenta fazer intriga, especulando que “o Planalto promete não mudar os critérios de mídia técnica, uma reivindicação do PT para repassar mais recursos a blogs e sites simpáticos às causas do partido. Segundo previsões internas, a fatia da internet subiria para algo próximo a 20%. O governo diz que deseja ‘qualificar a audiência’, mexendo na forma de medir os acessos na internet”. Mas ela não deixa de evidenciar os temores da famiglia Frias, que presencia acentuada queda da tiragem do seu jornal – de mais de um milhão de exemplares nos anos 1980 para menos de 200 mil atualmente. A explosão da internet, entre outros fatores, seria uma das principais causas da decadência do jornalão.
Assinaturas canceladas
A outra nota foi publicada na quinta-feira passada (18) e representa mais um revés para a mídia impressa. Ela informa que “a Mesa Diretora da Câmara Federal, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu cancelar as assinaturas de jornais e revistas, que geraram um custo de R$ 1,96 milhão no ano passado, de acordo com a Primeira Secretaria... O edital do contrato, firmado em 2010 e renovado até fevereiro deste ano, previa 621 exemplares do ‘Correio Braziliense’, 572 assinaturas da Folha, 377 de ‘O Globo’ e 259 de ‘O Estado de S. Paulo’, entre outros jornais. No caso das revistas, os maiores volumes de assinaturas eram de ‘Veja’ (416), ‘IstoÉ’ (233), ‘Época’ (161) e ‘Carta Capital’ (120)”.
A Folha tucana, que sempre se jactou de ser o jornal mais lido pelos parlamentares em Brasília, até tenta disfarçar o impacto da medida. Após festejar a eleição do golpista Eduardo Cunha para a presidência da Câmara Federal, ela agora se faz de vítima de perseguição política. “A decisão [de cancelar as assinaturas] ocorre em um momento em que o peemedebista é alvo de acusações de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras e após sofrer uma derrota na Câmara, com a vitória de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para líder do partido na Casa. Eduardo Cunha tem reclamado da atuação da imprensa na cobertura dos casos envolvendo seu nome”. Ou seja: a famiglia Frias engoliu o seu próprio veneno!
‘Folha’ morre de medo de Lula
Em recente texto de opinião assinado pelo próprio editor de “Poder” da Folha, Fábio Zanini, o principal diário brasileiro explicitou a sua tática de “sangrar” Dilma e “matar” Lula. O articulista não vacilou em escrever que “decretar o fim da carreira política de Lula é tentador”, mas confessou que a tarefa oposicionista não é tão fácil assim. Após lembrar que “Lula já foi dado como acabado pelo menos três vezes em sua longa carreira política e sempre ressurgiu para surpreender seus críticos”, ele analisa que a continuidade do ciclo político iniciado pelo líder petista dependerá da evolução da economia e dos próprios méritos do ex-presidente. De forma marota, ele dá a linha para a oposição partidária.
Para ele, Lula “mantém muito de seu status mítico dentro do partido. Tem recall, carisma e dois mandatos que nem os opositores mais ferozes negam que tenham sido bem-sucedidos. Ele conta, assim, com uma base sobre a qual concorrer em 2018, na hipótese de conseguir em algum momento parar de afundar. Num cenário de economia em alguma recuperação, ainda que tímida, teria uma chance de chegar ao segundo turno. E, daí, é uma eleição aberta”. Em outras palavras, a orientação para evitar uma quinta vitória do “lulopetismo” consiste em dois movimentos: desgastar o governo Dilma, inclusive no terreno econômico, e fazer de tudo para desconstruir o “mítico” legado de Lula.
Por que esta orientação tática é tão “tentadora” para a famiglia Frias? Por duas razões. A primeira é eminentemente política. Os barões da mídia não toleram sequer o “reformismo brando” dos governos Dilma e Lula e sonham com a volta dos neoliberais puros ao poder – com sua política de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. A segunda componente é mais mesquinha, mercenária. Diante da grave crise que atinge o modelo de negócios da mídia tradicional, em decorrência da explosão da internet e da perda acentuada da sua credibilidade, eles contam os dias para o retorno ao Palácio do Planalto dos seus amigos demotucanos – que retribuiriam a gentiliza com publicidade, isenções, empréstimos e outras mutretas. Eles se recordam de FHC, o grande amante dos barões da mídia!
Morre a ambulante que teve produtos apreendidos pelo Seops
febrero 26, 2016 16:21![]() |
| REPRODUÇÃO |
Morre a vendedora de dindin que passou mal após ter mercadorias apreendidas por fiscais do GDF
Testemunhas afirmam que a abordagem da fiscalização a Josefa Tiago dos Santos, de 65 anos, ocorrida nas proximidades da Rodoviária do Plano Piloto, foi “muito agressiva”. A Polícia Civil investiga o caso
A ambulante Josefa Tiago dos Santos, 65 anos, que estava em coma no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) desde a quarta-feira (24/2), faleceu na manhã desta sexta (26). Ela teve uma parada cardiorrespiratória após ter os produtos que vendia apreendidos por fiscais da Subsecretaria da Ordem Pública e Social (Seops). A operação de fiscalização ocorreu próximo a Rodoviária do Plano Piloto.
A abordagem dos fiscais foi relatada como “muito agressiva” por testemunhas. O caso é investigado na 5ª Delegacia de Polícia (área central). Josefa vendia dindin e água mineral em duas caixas pequenas de isopor. A família foi avisada por médicos por volta das 8h e permanece em estado de choque.
“Ela era aposentada, vendia essas coisas para ter uma rendinha extra e se distrair”, disse o marido, Valdir Feitosa, 71 anos. A família mora no Pedregal, no Novo Gama (GO), e permaneceu acampada na porta do hospital desde que a idosa foi internada.
Investigação
A ação foi conjunta entre três órgãos: Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), Subsecretaria da Ordem Pública e Social e Polícia Militar. Ao Metrópoles, a Agefis informou que vai aguardar a investigação da polícia. Se for comprovada a participação de algum agente no incidente, o órgão vai apurar internamente.
A Polícia Militar alegou que “qualquer informação sobre operações da Agefis deve ser solicitada para a mesma”. Já a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, responsável pela Seops, informou, por meio de nota, que, “nos relatórios oficiais produzidos pela Seops e pela Agefis, não há relato de confronto nem de contato físico entre os agentes e os vendedores ambulantes”.
A nota diz ainda que “de qualquer maneira, a partir do boletim de ocorrência registrado pelo filho desta senhora, a Polícia Civil está investigando o caso”.
do Portal Metrópoles
Em março, contas de luz terão bandeira tarifária amarela
febrero 26, 2016 15:06A partir da próxima terça-feira (1º), a bandeira tarifária das contas de luz será a amarela, que significa acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido.
Esta é a primeira vez, desde que começou a ser implementada, em janeiro de 2015, que a bandeira tarifária não é a vermelha. Para abril, a bandeira passará de amarela para verde, ou seja, não haverá custo extra para os consumidores.
O aumento de chuvas neste ano, que melhorou o volume dos reservatórios das hidrelétricas, aliado à redução da demanda e inclusão de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro, possibilitou a mudança das bandeiras tarifárias nos últimos meses.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) destaca que, mesmo com a melhoria nas condições de geração, o sinal para o consumo ainda é de alerta, e os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios.
Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que era incluído na conta de energia no reajuste tarifário anual da distribuidora.
“Com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente”, diz a agência.
a Agência Brasil
Prefeito institui dia de jejum e reza para combate ao Aedes aegypti
febrero 25, 2016 18:06Em meio à epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no país, o prefeito de Goiandira (GO), Rick Marcus, adotou uma estratégia inusitada.
Na última sexta-feira (19), ele assinou um decreto instituindo o Dia de Jejum Municipal como uma das ações de combate ao mosquito na cidade.
O documento convocava líderes religiosos da comunidade a transmitirem a seus fieis a proposta de jejuar entre as 6h e as 12h da última segunda-feira (22). Ainda de acordo com o texto, a medida tinha como objetivo “clamar a Deus por livramento e misericórdia” em virtude da infestação da dengue na cidade.
Por meio de nota, a prefeitura esclareceu que apenas convidou os cerca de 5 mil habitantes de Goiandira a jejuar, mas que ninguém foi obrigado a ficar sem se alimentar durante o período estabelecido no decreto.
“Em muitas situações de guerra descritas na Bíblia, as pessoas conseguiram vencer conflitos jejuando. Essa prática ajuda a pedir auxílio, buscar fortalecimento espiritual e criar uma ligação direta com Deus para refletir sobre esse problema. Nós estamos enfrentando uma batalha contra a dengue e todas as armas são válidas. Ação, oração, fé, tudo é valido”, disse o prefeito em nota.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que foram notificados cerca de 600 casos de dengue na cidade este ano. A partir deste mês, passa a valer em Goiandira a Lei Municipal nº 1.321/2016, que prevê multa para moradores que deixarem lotes abandonados e com focos do Aedes aegypti.
Ontem (23), agentes de saúde realizaram um mutirão de limpeza em terrenos baldios, ruas e casas do município, procurando acabar com possíveis criadouros do mosquito.
“A prefeitura de Goiandira reitera seu compromisso de continuar trabalhando na conscientização e na prevenção contra os focos do mosquito Aedes, trabalho este realizado durante todo o ano com a visita dos agentes comunitários de saúde e agentes de endemias”, destacou a nota.
da Agência Brasil


