Ir al contenido

Blog do Arretadinho

Full screen Sugerir un artículo

Postagens

abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
Licensed under CC (by-nc-sa)

Em nota, presidente do Senado responde a manifestação da presidente do PT

agosto 24, 2018 16:17, por Blog do Arretadinho

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, soltou uma nota pública nesta quinta-feira (23) em atenção à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que usou o Twitter para pedir uma manifestação do Congresso Nacional a respeito de decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU.

A seguir, a íntegra da nota do presidente do Senado:

NOTA PÚBLICA

Em atenção à solicitação da Presidente do Partido dos Trabalhadores, o Presidente do Senado Federal informa que o Brasil é signatário do “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966.

O tratado internacional tramitou na Câmara e no Senado entre janeiro de 2006 e junho de 2009, sendo aprovado em ambas as Casas, e foi promulgado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, conforme publicado no Diário Oficial da União de 17 de junho de 2009, encontrando-se em pleno vigor.

Senador Eunício Oliveira
Presidente do Senado Federal

Agência Senado



ENCONTRO NO PORTO RICO, EM SANTA MARIA

agosto 12, 2018 10:34, por Blog do Arretadinho

Participei, na tarde deste domingo, de mais um importante encontro com amigos do Condomínio Porto Rico, em Santa Maria.

Tenho um carinho especial pela comunidade local, pois acompanhei de perto o drama que eles viviam: careciam de quase tudo e eram reféns das ameaças dos grileiros.

Juntamente com a presidente da Associação dos moradores, Terezinha da Silva, lutei para trazer melhorias para a comunidade.

No governo do PT, com a presidenta Dilma Rousseff e o governador Agnelo Queiroz, conseguimos que o Condomínio fosse incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso permitiu as obras de infraestruturas do local: asfalto, rede de energia e de esgoto.

A área ainda precisa de muitas coisas, como a regularização, uma Unidade Básica de Saúde, creches e escolas.

No que depender de mim, continuarei lutando para trazer melhorias para a comunidade.

#chicovigilantecuidadagente
fonte Equipe Chico Vigilante   



Com a Ursal não há quem possa

agosto 12, 2018 10:18, por Blog do Arretadinho

O uniforme da seleção
por Fred Melo Paiva na Carta Capital

A Seleção da União das Repúblicas Socialistas da América Latina, terror do Cabo Daciolo, seria eneacampeã, rumo ao deca

Em debate na Band, num daqueles momentos em que se questiona a sanidade geral do País, o presidenciável Cabo Daciolo, do Patriota, “acusou” o candidato Ciro Gomes, do PDT de ser o fundador do Foro de São Paulo. 

O cabo das tormentas disse mais: Ciro faria parte de uma grande conspiração internacional para a criação de uma espécie de União Soviética cucaracha, a Ursal – União das Repúblicas Socialistas da América Latina. 

Entre o assombro e o riso, Ciro reagiu cortejando aquela que foi golpeada: “A democracia é uma delícia, mas tem os seus custos”. O custo Daciolo. 

A bem da verdade, a Ursal é uma grande ideia, e deveria prosperar. Nem que seja para a América do Sul desbancar definitivamente a Europa na Copa do Mundo. Havendo Ursal, haveria um eneacampeão, rumo ao deca. 

Há controvérsias, mas hoje a seleção da Ursal entraria em campo com Bravo, Daniel Alves, Mina, Godin e Marcelo; Casemiro, Philippe Coutinho, James Rodríguez e Messi; Suárez e Cavani. 

Neymar teria sido mandado ao paredón no início da Revolução. Luxemburgo, cujo nome homenageia Rosa Luxemburgo, assumiria o comando técnico. Don Diego Maradona seria o capo da confederação de futebol.  

Hasta la victoria siempre!



Nem Roseana acredita mais no sobrenome Sarney, por Gilberto Lima

agosto 8, 2018 17:24, por Blog do Arretadinho

De frente pro mar, na sala de estar da mansão do seu pai, no Calhau, Roseana Sarney (PMDB) recebeu a revista Época para uma entrevista onde admitiu que “sofre preconceito por conta do seu sobrenome”.

Não podia ser diferente. Roseana sabe que a família Sarney controlou por quase meio século o Maranhão, estado que nesse período acumulou os piores indicadores socioeconômicos do país. Seu clã representa uma das últimas oligarquias ainda em atividade no país.

Não é de hoje que Roseana reconhece o desgaste do sobrenome Sarney entre os maranhenses. Tanto que a imprensa brasileira percebeu a ausência do sobrenome da ex-governadora em suas peças de pré-campanha ao governo.

Nas eleições desse ano, além de enfrentar Flávio Dino, seu principal adversário e líder nas pesquisas, Roseana vai ter que lutar para ocultar os escândalos e denúncias envolvendo o sobrenome Sarney.

Um site nacional ironizou o vitimismo de Roseana Sarney: “O Maranhão é um dos estados mais pobres do Brasil. Mas, claro, a culpa é do “preconceito”, não do clã que mandou no estado por décadas”.

fonte Maranhão da Gente



De quem herdaste teu racismo?

agosto 8, 2018 15:33, por Blog do Arretadinho


Foto: EBC


por Bruno Baghim no Justificando

Nesta segunda-feira, 06 de agosto de 2018, o General Antonio Hamilton Mourão, em aparição pública após ser anunciado como candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, assim se manifestou quando falava da crise no Brasil durante almoço na Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul-RS: “Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem, Edson Rosa (referindo ao vereador Edson Rosa, negro, que estava na mesa), nada contra, mas a malandragem é oriunda do Africano. Então esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas” [1].

Diante das palavras do general Mourão, uma conclusão é imediata: Bolsonaro foi extremamente coerente (talvez o mais coerente dentre todos os presidenciáveis) na escolha de seu vice.

Há alguns dias, durante o programa Roda Viva, Bolsonaro disse que os portugueses jamais pisaram na África, sendo que os africanos é que entregariam seus conterrâneos sem qualquer esforço europeu, em mais uma das muitas autoverdades de Bolsonaro, absolutamente contrariada pela História (e pelos vários países de língua portuguesa existentes no continente africano). No mesmo programa, Bolsonaro ainda disse que não possuía dívida histórica com os negros em razão da escravidão, visto que não teria escravizado ninguém, além de defender o fato de ter se referido ao peso de um homem negro de um quilombo em arrobas, unidade de medida utilizada para animais, afirmando que estava apenas “brincando” (brincadeira que está a lhe render um processo criminal perante o STF).

Portanto, não surpreendem as palavras utilizadas neste dia 06 de agosto pelo candidato a vice-presidente, General Mourão.

Mas de que diabos ele está falando?

Indolência indígena. Ora, o “mito” (não ocandidato) do índio preguiçoso ou indolente foi construído pelos invasores europeus, que ocuparam terras que não lhes pertenciam, mataram os povos que se opuseram, estupraram mulheres e crianças, e escravizaram os restantes. O “mito” foi propagado pelos vencedores, os genocidas invasores, que destruíram não só inúmeras vidas humanas, mas também uma infinidade de ricas culturas. Que levaram dezenas de milhões à morte pelo fio da espada e pelas balas de arcabuzes, pelos trabalhos forçados em minas insalubres, ou pela transmissão de doenças. Os mesmos indígenas que até hoje são exterminados em áreas rurais do Brasil por grupos simpáticos à plataforma (se é que há alguma) de governo de Mourão e do titular da chapa presidencial.

Mas os “indolentes” resistiram nas Américas, ainda que sem nenhuma chance de êxito. Eduardo Galeano [2] nos conta sobre TúpacAmaru, líder indígena descendente dos imperadores incas, que conduziu grande insurreição contra os invasores espanhóis, e em 1781 sitiou a cidade de Cuzco. Após diversas vitórias e derrotas, Túpac foi traído e acabou preso, sendo entregue aos espanhóis. Em seu calabouço, recebeu um enviado das forças usurpadoras, que em troca de algumas promessas, esperava que TúpacAmaru entregasse os nomes dos outros líderes rebeldes. A resposta foi dada com desprezo: “Aqui não há mais cúmplices além de mim e de ti; tu, como opressor, e eu como libertador, merecemos a morte.”

TúpacAmaru resistiu, assim como resistiram outros, e ainda resistem como podem os povos originários, a despeito da violência e da indigência intelectual que marca os seus algozes.

E a tal da malandragem do africano?

Irresponsável – embora não surpreendente – a declaração de Mourão, especialmente num país racista como o brasileiro, em que negros são maioria nas prisões, e onde os jovens negros têm quase três vezes mais chances de morte violenta do que os brancos [3]. Em que cresce vertiginosamente o número de homicídios contra mulheres negras, com um aumento de cerca de 54% entre 2003 e 2013, período em que as mortes violentas de mulheres brancas decresceram 10%. Um país em que negros ainda ganham menos do que brancos em mesmas funções no mercado de trabalho, e onde o racismo é visto muitas vezes como brincadeira, piada típica de stand up, e não como uma ferida aberta no mundo. Aberta e dolorida. Especialmente no Brasil, General.

Por aqui tivemos o extermínio de dezenas de milhões de indígenas ao longo de cinco séculos de invasão europeia, além da exploração da mão-de-obra de escravos africanos por outras centenas de anos. Apesar disso, somos obrigados a ver seu candidato a presidente e seus apoiadores afirmando que “não possuem dívida histórica com os negros pois não escravizaram ninguém, e porque seus antepassados, imigrantes europeus, foram explorados”, ignorando que (i) não há como se comparar a situação de pessoas trazidas acorrentadas nos porões de navios com a de outras que, apesar do desconforto e da insalubridade, vieram livres; (ii) e que esses imigrantes europeus, usufruindo de todas as benesses da branquitude em um país racista, cresceram, ocuparam e dominaram rapidamente os centros de poder da sociedade brasileira – ou alguém ousa comparar, em poder econômico e político, a aristocracia de ascendência italiana do estado de São Paulo com as famílias formadas por descendentes de escravos? Ou então com as poucas e isoladas famílias indígenas restantes neste país que lhes pertence por direito?

Pois é, General. Diante da infelicidade de suas colocações sobre a “herança” brasileira, só resta devolver com a pergunta: de quem herdaste teu racismo?


Bruno Bortolucci Baghim é Defensor Público do Estado de São Paulo, membro do Núcleo Especializado de Defesa da Diversidade e da Igualdade Racial da Defensoria Pública e fundador do portal Pessoal dos Direitos Humanos.