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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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Sequestro do Conic foi planejado

July 3, 2017 19:44, par Blog do Arretadinho

Arlete com Valentina
Foto Nathalia Cordin/Metrópoles
Depoimento de filho reforça que sequestro do Conic foi planejado
Filho de Cevilha contou que a mãe dizia fazer parte de projeto social voltado para crianças. Audiência vai definir futuro da acusada

O delegado Cristiomário Medeiros, responsável pela investigação sobre o sequestro da pequena Valentina, ouviu nesta segunda-feira (3/7) um dos quatro filhos da acusada pelo crime. Em depoimento, o jovem de 21 anos contou que a mãe, Cevilha dos Santos, 44, dizia fazer parte de um projeto social que auxiliava crianças havia cerca de três meses.

O testemunho reforça a tese de que acusada planejou cada passo do crime. Segundo o delegado, ela fazia faxinas e tem direito ao auxílio-reclusão do ex-marido, que está preso no DF por tráfico de drogas e violência doméstica. “Além disso, utilizou umas reservas de dinheiro que tinha para financiar o crime”, afirma Medeiros.

Para a polícia, Cevilha pretendia criar Valentina, filha da faxineira desempregada Arlete Bastos, 29. A hipótese ganhou força após o depoimento do namorado da acusada, na sexta-feira (30). Aos investigadores, Neilson Souza Silva, 35, disse que a companheira fingiu uma gravidez e que o relacionamento não ia bem. Afirmou ainda só não ter se separado por conta da falsa gestação.
O depoimento do filho mais velho da mulher, nesta segunda (3), trouxe mais detalhes da relação de Cevilha com Neilson. De acordo com o delegado, o casamento era conturbado e o atual companheiro chegou a ser ameaçado de morte pelo ex-marido da suspeita. Também aos policiais, o rapaz teria dito que a mãe era agressiva com Neilson.

Cevilha está presa na Cadeia Pública de Planaltina de Goiás (GO), na mesma cidade onde foi localizada. A audiência de custódia da suspeita está marcada para esta terça-feira (4), às 9h30. A polícia já pediu a conversão da prisão temporária em preventiva. Os investigadores acreditam que, se liberada, a acusada pode fugir.

Também na terça (4), deve ser tomado o depoimento de um vendedor que levou Cevilha a um bairro de Planaltina de Goiás para oferecer enxovais a famílias carentes. O modus operandi foi o mesmo utilizado com a mãe da pequena Valentina. Outras duas mulheres que teriam sido aliciadas pela suspeita também já foram intimadas a depor.

Crime
O sequestro ocorreu na manhã da última quinta-feira (29) em uma clínica do Conic, no Plano Piloto. Três dias antes do crime, a acusada abordou Arlete com uma oferta de emprego. As duas então seguiram ao centro da capital para fazer um exame admissional necessário para a suposta vaga. Enquanto Arlete fazia o teste, Cevilha dos Santos desapareceu com o bebê de apenas três meses.

A suspeita só foi encontrada cerca de sete horas depois, em Planaltina de Goiás, enquanto estava em um táxi com destino a Planaltina (DF). Ao ser abordada pelos policiais, a mulher chegou a tentar fugir e ameaçou matar a pequena Valentina. A criança, no entanto, foi devolvida aos pais sem ferimentos.

Família
Aliviados por ter a filha de volta, Arlete e o marido, Valdir Rodrigues dos Santos, 32, agora têm outra preocupação: o desemprego. O pai está sem trabalho fixo há cerca de três anos e a mãe parou de fazer faxina desde o nascimento de Valentina. Desde então, o casal tem dificuldades para sustentar os filhos e a casa humilde onde moram, na Vila Rabelo 2, em Sobradinho.

“Não está sendo fácil. Temos que alimentar quatro filhos e, neste momento, não temos renda nenhuma. Apesar de toda a dificuldade, o mais importante é nós termos amor e união”, afirmou a mulher ao Metrópoles.

Ajude
Quem quiser oferecer uma oportunidade de emprego e ajudar a família de Valentina com mantimentos, fraldas e roupinhas, pode entrar em contato com a mãe da criança, Arlete Bastos, pelo telefone (61) 98567-0120.

do Portal Metrópoles



Sensação térmica atinge 1 ºC no DF

July 3, 2017 19:16, par Blog do Arretadinho

Foto: Divulgação
Sensação térmica atinge 1 ºC e pode chegar a negativo nesta terça-feira
Nesta segunda-feira (3/7), a sensação térmica atingiu 1 ºC no período inicial da manhã no Gama. No centro da capital federal, a sensação atingiu 4ºC

Os brasilienses podem preparar os agasalhos para os próximos dias, pois eles serão marcados pelo frio intenso, com sensação térmica entre 0 ºC e  -1 ºC, no período da manhã, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesta segunda-feira (3/7), a sensação chegou a 1 ºC no período inicial da manhã no Gama. No centro da capital federal, foi de 4 ºC

a terça-feira (4/7) , segundo o Inmet, os termômetros podem variar entre 8 ºC e 23 ºC nos pontos mais altos do Distrito Federal, que ficam em Planaltina e na Ponte Alta, no Gama. O vento, contudo, fará o clima parecer ainda mais congelante, explica o meteorologista do Inmet Hamilton Carvalho.

“É no período da manhã, entre as 5h e as 6h, que as temperaturas chegam aos níveis mais baixos. Se a velocidade do vento ficar entre 10km/h e 20km/h, a sensação nas localidades mais altas de Brasília poderá chegar a -1 ºC”, afirma Carvalho.

Ainda segundo o meteorologista, os termômetros vão permanecer em baixa para a próxima quarta-feira, com a temperatura entre 8 ºC e 23 ºC. A umidade relativa do ar ficará entre 25% e 75%.

Doenças do frio

Clima seco e baixas temperaturas contribuem para a proliferação de vírus. Por isso, é bom prevenir-se. Os sintomas são parecidos: tosse, espirro, febre alta, coriza e dificuldade para respirar. Essa é uma realidade que se repete em todas as unidades hospitalares do DF. Com a queda brusca de temperatura, a procura por atendimento nos prontos-socorros e UPAs aumentou cerca de 40% nesta época do ano, de acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF). 

Os males mais comuns são as infecções virais (gripes e resfriados), que podem complicar com doenças bacterianas, como infecções nas amígdalas (amigdalites), infecções nos seios da face (sinusites), infecções em ouvidos (otites), infecções nos pulmões (pneumonias), além de crise de asma e piora da rinite alérgica.

Coordenadora de Alergia e Imunologia da SES-DF, a médica Marta Guidacci afirmou que as crianças e os idosos são os que mais padecem no frio e, por isso, necessitam de cuidados especiais e tratamento adequado nesse período do ano. De acordo com a especialista, em estudo realizado em Brasília, a prevalência da asma em crianças e adolescentes foi de 13%. "A asma, erroneamente chamada de bronquite asmática ou bronquite alérgica, acomete cerca de 20% da população brasileira, sendo responsável, anualmente, por 275 mil internações hospitalares e 3.111 mortes por ano", explicou. 

 Paula Pires - Especial para o Correio Braziliense



Médicos indenizam paciente em R$ 1,7 milhões

July 1, 2017 20:05, par Blog do Arretadinho

Paciente deixa celular filmando e ganha de médicos indenização de R$ 1,7 milhão
Antes de realizar um exame colonoscopia, um homem austríaco ligou o celular para gravar as informações do médico responsável sobre os cuidados que ele deveria tomar após o procedimento. Porém, o paciente deixou o aparelho ligado e se surpreendeu com os comentários bárbaros dos responsáveis pelo exame enquanto ele estava desacordado. O caso aconteceu na Virgínia, nos Estados Unidos.

Segundo informações do The Washington Post, ao ouvir o áudio, o homem percebeu que os médicos tiravam sarro e diziam que não gostavam dele.

Dentre as agressões gravadas, o paciente flagrou os profissionais — que deveriam cuidar da saúde dele — comentando que preferiam não vê-lo mais e que queriam mentir sobre o diagnóstico para que ele não voltasse mais ao hospital. Além disso, os doutores também falaram palavras de baixo calão.

Na gravação é possível escutar a anestesista comentando: “Eu quero te bater na cara pra você virar homem”.

Além disso, uma mulher presente no ambiente também perguntou agressivamente ao paciente quando ele já sob efeito do remédio: “está olhando o quê, seu retardado?”

Diante de tal falta de respeito, o paciente decidiu processar os médicos pela atitude antiética e difamação. Depois de alguns julgamentos e recursos, o austríaco venceu a causa e os médicos foram obrigados a pagar R$ 1,7 milhão.

Segundo a publicação, os responsáveis pelo exame foram procurados para esclarecimentos, mas não responderam às ligações.

Fonte: R7



Alemanha legaliza casamento homoafetivo.

July 1, 2017 18:41, par Blog do Arretadinho

Comemoração pela aprovação do casamento homoafetivo
toma as ruas na Alemanha.
Foto: Tobias SCHWARZ / AFP
Alemanha legaliza casamento homoafetivo. Veja quais países no mundo já legalizaram
O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado nesta sexta-feira na Alemanha, país onde a partir de agora o matrimônio pode acontecer entre “duas pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo”, conforme a redação do documento. O projeto de lei foi aprovado por 393 deputados, integrantes de três partidos de esquerda e alguns parlamentares da ala conservadora de Angela Merkel.

A primeira ministra, no entanto, foi à mídia criticar a aprovação do projeto – “Para mim, o casamento é, segundo nossa Constituição, uma união entre um homem e uma mulher. Por isto votei contra o projeto de lei”. Apesar da oposição da líder política, houve grandes manifestações em comemoração à aprovação na Alemanha.

O país se soma a outros ao redor do mundo que já aprovaram a união homoafetiva. Veja os outros:
Casal lésbico comemora a decisão do parlamento alemão.
Foto: Tobias SCHWARZ / AFP

Países europeus foram os primeiros
A Holanda foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em abril de 2001. Depois outros 12 países europeus seguiram seus passos: Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (sem a Irlanda do Norte), Luxemburgo, Irlanda (após um referendo) e Finlândia.

Antes do casamento, a união civil homossexual foi estabelecida pela primeira vez na Dinamarca em 1989, seguida da Alemanha (2001), Hungria, República Checa, Áustria, Croácia, Grécia, Chipre, Malta e Suíça. A Itália, de grande população católica, foi o último grande país europeu a instituir essa união, em julho de 2016. 

Já no Leste Europeu, a maioria dos países não autoriza a união nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 2014, a Estônia se tornou a primeira república ex-soviética a estabelecer a união civil entre homossexuais, mas ainda não há legalização do casamento. A Eslovênia, por exemplo, reconheceu a união civil, mas rejeitou em 2015 em referendo uma lei que autorizava o casamento homossexual.

Quanto à adoção, Holanda (desde 2001), Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França e Reino Unido autorizam a adoção por casais do mesmo sexo, por união ou casamento. Ainda há muito a avançar: vários países, como Finlândia, Alemanha e Eslovênia autorizam pessoas homossexuais a adotarem apenas os filhos do seu cônjuge. Já outros sequer preveem essa possibilidade.

Américas têm avançado na questão
No continente americano, os países têm avançado nos direitos para pessoas da comunidade LGBT, mas ainda há muito a se alcançar. O Canadá legalizou o matrimônio homossexual em junho de 2005, e as adoções também estão autorizadas.

Nos Estados Unidos, a Suprema Corte legalizou em 2015 o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Até então, era proibido em 14 dos 50 estados americanos.

Na América Latina, quatro países permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo: Argentina (desde julho de 2010), Uruguai, Brasil, em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, e Colômbia, desde 2016. As adoções são autorizadas em todos os casos.

A Costa Rica reconheceu uma forma de união civil em julho de 2013, assim como o parlamento chileno em janeiro de 2015.

Exceções na África e na Ásia
Na África, o cenário é mais preocupante, uma vez que a homossexualidade é criminalizada em cerca de 30 países. De outro lado, a África do Sul legalizou o o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção em 2006.

No Oriente Médio, Israel é considerado um país pioneiro pelo respeito aos direitos homoafetivos, embora seja em uma visão ainda primitiva, pois somente se reconhece o casamento quando se realiza no exterior.

Na Ásia, a Corte Constitucional de Taiwan adotou uma decisão histórica que permitirá à ilha se tornar o primeiro território asiático a legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Já na Oceania, destaque negativo para a Austrália, onde casais homoafetivos podem fechar contratos de união civil na maioria dos estados, mas estas uniões não são reconhecidas em nível federal. Já a Nova Zelândia legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013, assim como as adoções. Com informações da Agência France Presse.

do Justificando



Não há eleição limpa com a força do dinheiro

July 1, 2017 18:17, par Blog do Arretadinho

Ilustração: André Zanardo 
Um dos principais problemas no funcionamento das democracias eleitorais é o constante transbordamento do poder econômico para a política. Embora o ideal democrático exija a igualdade entre todos os cidadãos (e cidadãs), quem controla mais recursos materiais costuma exercer uma influência maior nas decisões públicas. Parte do problema é estrutural e advém do casamento turbulento entre o capitalismo e a democracia, em particular da vulnerabilidade social às decisões privadas dos detentores do capital. Outra parte se liga às interações entre agentes do campo econômico e do campo político, tal como lobbies, corrupção e também o financiamento de campanhas.

No Brasil, o amplo reconhecimento de que o poder do dinheiro compromete as disputas eleitorais não levou, até agora, a soluções efetivas para o problema. As eleições municipais do ano passado foram as primeiras, neste século, em que as doações de empresas foram vedadas. Norma similar havia sido revogada nos anos 1990, a partir do argumento de que a proibição era ineficaz e alimentava o financiamento ilegal (caixa dois). O retorno da proibição, que enfrentou oposição renhida de atores políticos importantes, em particular o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o então senador Aécio Neves e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi saudado como uma vitória da democracia.

Os resultados, porém, foram menos do que auspiciosos – mesmo que se dê um desconto pelas circunstâncias em que o pleito ocorreu, uma vez que o golpe de maio e agosto de 2016 ensinou aos agentes da política brasileira que está vigorando o vale-tudo. Foram detectados vários mecanismos para burlar a proibição, o caixa dois continuou em funcionamento e candidatos milionários apareceram como os principais beneficiados.

Ainda que funcione, porém, a proibição apenas do financiamento empresarial mantém a desigualdade política. A capacidade de influência na eleição permanece dependendo da disponibilidade de recursos de cada um. Se eu posso doar mil reais para meu candidato, valerei dez vezes mais que o meu concidadão mais pobre, que só pode doar cem – e dez vezes menos do que aquele, rico, que é capaz de doar dez mil. As doações têm muito pouco a ver com nosso envolvimento político ou com a importância que atribuímos à eleição; são função da utilidade marginal daqueles reais. Ou seja: os mais ricos influenciam mais mesmo que tenham preferências menos intensas.

A solução passa, portanto, pelo financiamento público exclusivo das campanhas. Mas é necessário discutir como implementá-lo. Em primeiro lugar, decidir como distribuir o dinheiro. Dar parcelas iguais a todos os partidos ou candidatos é premiar projetos irrelevantes e estimular a aparição de oportunistas. Distribuí-lo proporcionalmente aos resultados das eleições anteriores trabalha contra a regra democrática que as minorias devem ter condições de se tornarem maiorias. De um jeito ou de outro, o monopólio da gestão destes recursos reforça o poder das oligarquias partidárias. A alternativa, que seria a distribuição de vouchers para que cada cidadã ou cidadão defina a destinação da verba, parece exigir um grau relativamente elevado de maturidade política, sob pena de incentivar práticas de corrupção.

O outro problema é o impacto nas contas públicas. Ainda que se reconheça que o financiamento privado sempre sai mais caro (pois os financiadores cobram a conta dos eleitos), a preocupação é válida. Viciados em campanhas suntuosas, os políticos tendem a projetar valores estratosféricos. É melhor um financiamento público pouco generoso, que traria outras duas vantagens, além da economia para os cofres do Estado. Primeiro, permitiria identificar com mais facilidade quem burlasse a regra e obtivesse recursos de outras fontes. Em segundo lugar, a abundância de dinheiro nas campanhas trabalha contra a qualidade do debate eleitoral. Sem as pirotecnias que a campanha cara proporciona, os candidatos teriam que investir no discurso político.

As campanhas baratas, porém, também não são isentas de problemas. Elas reduzem a força dos partidos e candidatos diante de outras instituições que intervêm no processo eleitoral. Sem controlar a ação das máquinas públicas, dos meios de comunicação de massa e das igrejas, o resultado pode ser uma disputa ainda mais desigual.

Não há solução fácil, se o objetivo é nos aproximar um do ideal da democracia como igualdade política e autonomia coletiva. No Brasil de hoje, claro, essa discussão é quase que só acadêmica. Ainda precisamos dar o primeiro passo, que é garantir que os resultados das urnas sejam respeitados.

por Luis Felipe Miguel noJustificando
Doutor em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB)