De alma lava - Por Francisco Costa
December 1, 2016 20:02Terminou agorinha mesmo um interessante debate, no Senado, sobre a Lei Anticorrupção e de Abuso de Autoridade.
Na mesa, o Juiz Federal Silvio Rocha; Gilmar Mendes, Ministro do STF e Presidente do TSE; Renan Calheiros, presidente do Senado; Roberto Requião, Senador, relator do PL sobre o assunto e o Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, do Paraná.
Silvio Rocha, progressista, muito preocupado com o abuso de autoridade nos bairros pobres.
Se eu não conhecesse o histórico de Gilmar Mendes, a sua biografia e os seus feitos golpistas, diria que é de esquerda, tal as posições externadas, muito pelas diferenças que tem com Moro.
Renan Calheiros, embora conservador, corrupto e oportunista, nesta questão em pauta, tem posição progressista, até por advocacia própria.
Roberto Requião, sem comentários, um corajoso e independente Senador.
E Moro... Coitado.
Espertamente, pela ordem, Renan deu a palavra, primeiro, ao Silvio, depois ao Gilmar, que sentaram o cacete em Moro, vermelho como camarão na sauna.
Passada a palavra ao Führer de Curitiba, o sujeito não tinha o que dizer, com todo o seu arrazoado desmontado pelos dois que o antecederam.
Seguiu-se Requião, que sentou a porrada no autoritarismo, no abuso de autoridade, chegando a dizer que era fascismo.
Abriu-se para os debates, para as perguntas, e pensando que Moro iria passear, como faz em Curitiba, o primeiro que estava inscrito era o seu amigo pessoal Álvaro Dias, sem condições de defendê-lo, limitando-se a pedir mo adiamento da votação do PL.
Caiado tentou balbuciar qualquer coisa antipetista, mas só conseguiu também pedir o adiamento da votação do PL.
O momento alto ficou por conta de Lindbergh Farias, que cobrou, um a um, os abusos de autoridade cometidos contra Lula, com dados: circunstâncias, horários, depoimentos de juristas (citou até Rui Barbosa), despachos pesados de instâncias superiores contra Moro, em outros processos, inclusive de Gilmar, o chamando de irresponsável e dono da justiça, culminando com a afirmação “o senhor cita muito os Estados Unidos. O senhor consegue imaginar um juiz de primeira instância, lá do Texas (fez cara de pouco caso, sacaneando Curitiba, no sentido de poder político) gravando uma conversa telefônica entre Bill Clinton e Obama? O senhor gravou conversas da dona Marisa com os filhos, com a nora, conversas íntimas, de família, e jogou na mídia. Isto não é abuso de autoridade, covardia? O senhor gravou telefonemas entre advogados e clientes, o que é inadmissível em qualquer país do mundo. O Presidente Lula vive da sua imagem internacional, que o senhor conspurcou e não provou nada. Como compensar isso, como indenizar isso?”... Com Moro cabisbaixo, mais vermelho que a camisa do Internacional (houve um momento em que pensei que ele fosse chorar).
Para lacrar, Renan devolveu a palavra a Gilmar, que contou um encontro seu com um amigo, um dos maiores juristas do mundo, português, que se mostrou surpreendido com a legislação brasileira, que permite o vazamento de telefonemas grampeados e depoimentos que ocorrem em segredo de justiça, com Gilmar respondendo a ele: “a legislação não permite isso. Isso é coisa de um juiz brasileiro.”
Devolvida a palavra a Moro, mais constrangido que virgem na noite de núpcias, peladinha, ele alegou que “tudo isso é uma questão de interpretação da lei, não se pode punir um juiz por questão de interpretação da lei”.
Seguiu-se o Senador Humberto Costa: “se está escrito que a prisão preventiva é de dez dias, o juiz pode até transformar esses dez dias em horas, mas somando-se todas as horas o resultado será dez dias, não é uma questão de interpretação mas de cumprimento puro e simples. Se a lei diz que a condução coercitiva só pode se dar quando um intimado não comparece diante do juiz, sem um motivo relevante, é a mesma coisa, questão de cumprimento, não de interpretação. Isso é abuso de autoridade”, e Moro com carinha de fundo de bacia, mais vermelho que absorvente usado.
Terminado o debate, Moro ficou isolado, de pé, sem saber o que fazer, desnorteado, até que Requião coraçãozão foi até ele, apertou-lhe a mão e o levou para fora do recinto.
Em quase meio século de magistério nunca dei um esporro tão bonito num aluno safado.
Estou com a alma lavada.
Francisco Costa
Rio, 01/12/2016.
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| Nas fotos, Gilmar querendo comer Moro, Requião pronto para amparar Moro e Moro se justificando, com cara de bebê chorão, hoje no Senado |
Redução de salário do alto escalão do GDF continua na promessa
December 1, 2016 19:28![]() |
| MICHAEL MELO/METRÓPOLES |
Proposta enviada em setembro do ano de 2015 à CLDF passou por todas as comissões, mas não vai a plenário para votação
Enquanto o governo se prepara para usar o fundo de previdência dos servidores e arcar com salários do funcionalismo local, atrasa pagamento de terceirizados e precariza serviços essenciais, uma medida que poderia gerar economia aos cofres públicos não sai do papel. Um ano e dois meses depois de ser apresentado em regime de urgência na Câmara Legislativa, o projeto de decreto legislativo que reduz em 20% os salários do primeiro escalão do Executivo não foi a plenário. E não há previsão para que isso ocorra.
A proposta foi encaminhada em setembro do ano passado à Câmara e passou por todas as comissões. Foi anunciada, na ocasião, pelo próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB) como uma medida de austeridade. Deveria ter sido votada em dois dias, como prevê o Regimento Interno da Câmara Legislativa. Mas, até agora, nada. O governo joga a responsabilidade para o Legislativo e os distritais devolvem a bola para o Executivo.
O governo destaca a importância da aprovação da medida em meio à crise, mas coloca essa conta no colo da Câmara. “O GDF reafirma a importância da aprovação do projeto pela CLDF diante do cenário econômico e financeiro em que se encontra não só o DF como todo o país. Diante disso, qualquer medida que vise à economia de despesas com a máquina pública é indispensável”, afirmou a Casa Civil, em nota.
Contradições
A versão do GDF é diferente do que diz a presidente afastada da Câmara Celina Leão (PPS). “Sempre que íamos colocar em pauta, alguém do governo dizia que não era urgente e que aquele havia sido um ato simbólico. O pedido de colocar em pauta tem que ser do governo, não podemos interferir. Se fosse realmente urgente, o Executivo faria como faz quando quer aprovar os projetos de seu interesse: colocaria todos os deputados da base em plenário”, acrescentou.
O presidente interino da Câmara Legislativa, deputado Juarezão (PSB), que é do mesmo partido que o governador Rodrigo Rollemberg, diz que não tem conhecimento sobre a tramitação do projeto de redução de salários do primeiro escalão, mas acredita que ele possa ser colocado em votação ainda este ano. “Eu acho que existe essa possibilidade (de o PDL ser votado), mas tenho que reunir a Mesa Diretora para que nós possamos decidir juntos se entra na pauta ou não”, afirma o socialista.
A redução de salário atingiria o bolso do próprio governador, do vice, dos secretários e administradores. Atualmente, Rodrigo Rollemberg recebe bruto R$ 23.449,55. Com o desconto de 20%, esse valor iria para R$ 18,8 mil. O vencimento do vice-governador Renato Santana (PSD) é de R$ 20.743,83 e dos secretários de pouco mais de R$ 18 mil, também sem o abatimento previsto no projeto.
A economia para os cofres do GDF, caso a proposta seja aprovada pela Câmara Legislativa, será de R$ 1,6 milhão por ano. Atualmente, o governo gasta com salários de servidores e comissionados, por mês, R$ 1,6 bilhão. Esse valor exclui os gastos com a segurança, que é paga diretamente pela União.
Oposicionista ao governo, o distrital Ricardo Vale (PT) acha que a intenção é louvável, mas que são necessárias outras medidas para que os recursos públicos não sejam desperdiçados. “Muito bom economizar com diminuição dos salários, mas se não planejar melhor os gastos, evitar o desperdício e a corrupção não adianta nada”, afirma.
A velocidade dos distritais em autorizar, nesta quinta (1º/12), o uso dos recursos do Iprev para o pagamento dos salários do funcionalismo local se contrapõe à lentidão para colocar o corte dos vencimentos do primeiro escalão do governo em pauta. A proposta da previdência foi aprovada em dois turnos nesta manhã.
do Portal Metrópoles
Amores - por Joaquim Dantas
November 30, 2016 18:26Existem Amores
por Joaquim Danta
Existem amores que são
tão dispersos e vazios,
que nem percebem a gente.
Mas, felizmente,
existem amores
que alimentam
a nossa alma
para too o sempre...
Foto Joaquim Dantas Fotografia®
@joaquimdantsdf
Síntese sobre o acidente com o time do Chapecoense
November 30, 2016 13:27
Abaixo vai uma síntese colhida nos Grupos/FAB sobre o acidente aéreo da madrugada , com os jogadores do Chapecoense
Num primeiro momento os órgãos da imprensa, na intenção de captar a atenção das pessoas, recorrem a todo tipo de informação, seja ela falsa ou verdadeira.
Pelo conhecimento e experiência profissional que temos, a falha foi falta de combustível.
O avião já estava em aproximação para pouso e caiu.
Foi queda, não foi colisão com o terreno.
Em queda, sempre há sobreviventes, como foi o caso; em colisão com o terreno não há.
Esse tipo de Avião não tem capacidade de alijamento de combustível, porque ele não precisa desse recurso.
A falha elétrica reportada pelo piloto foi devido à falha dos motores por falta de combustível.
Não houve fogo após a queda, porque não havia combustível.
Esse avião é para vôos regionais, tem alcance de pouco menos de 3000 quilômetros, e a distância entre Santa Cruz e Medellín é exatamente essa.
Ele jamais poderia ter feito esse vôo direto.
Teria que abastecer em algum ponto da rota.
Infelizmente, em alguns países, a aviação é bastante precária.
O avião deve ter sido fretado pelo preço baixo.
Infelizmente, muitas vezes, as pessoas colocam o dinheiro à frente da própria segurança.
O resultado pode ser esse, terrível, dezenas de vidas preciosas perdidas.
colaborou Carlinhos Soares
A covardia da PM/DF contra trabalhadores e estudantes
November 30, 2016 10:26Confira o relato de um professor de História aposentado sobre a violência da PM/DF, contra o povo, na manifestação pacífica contra a aprovação da PEC 55



