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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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Dia do Professor é comemorado na praça

October 16, 2016 1:14, par Blog do Arretadinho

Professor Euzebio Costa Foto Joaquim Dantas
Professor Euzebio Costa
Foto Joaquim Dantas
Professor reúne ex-alunos para uma "aula da saudade" na Praça dos Três Poderes para comemorar o seu dia
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Para comemorar o Dia do Professor e reencontrar ex-alunos, o professor de Filosofia de uma instituição de ensino particular, Euzebio Costa, reuniu um seleto grupo na Praça dos Três Poderes na noite deste sábado (15), para uma "aula da saudade".

Os alunos tiveram aulas com o prof. Euzébio mo período entre 2000 e 2015 e o próximo encontro está marcado para 2026.

Sentados em almofadas na praça, os alunos debateram com quatro "provocadores" que foram selecionados pelo professor e que responderam perguntas relacionadas a intolerância e política, entre outros temas.

Os alunos fizeram várias intervenções, muitas vezes se contrapondo as respostas dos "provocadores", que eram compostos por dois ex-alunos e dois professores.

O professore e músico gamense Jairo Mendonça, além de brindar aos participantes com sua habilidade musical, compôs a mesa como um dos "provocadores.

O também professor e poeta Chico do Gama participou da aula declamando poemas de sua utoria e relacionados a Educação.

Para conferir todas as fotos acesse o perfil do professor Euzebio no Facebook clicando aqui.

A Praça dos Três Poderes foi palco de uma "aula da saudade" Foto Joaquim Dantas
A Praça dos Três Poderes foi palco da "aula da saudade"
Foto Joaquim Dantas

Os quatro "provocadores" dos alunos sentados e Pinóquio, de pé, que fez as perguntas Foto Joaquim Dantas
Os quatro "provocadores" dos alunos sentados
e Pinóquio, de pé, que fez as perguntas
Foto Joaquim Dantas

Professor Jairo Mendonça Foto Joaquim Dantas
Professor Jairo Mendonça
Foto Joaquim Dantas

O professor Chico do Gama declamou poemas de sua autoria Foto Joaquim Dantas
O professor Chico do Gama declamou poemas de sua autoria
Foto Joaquim Dantas

A professora "contadora de "histórias" contou a história do professor Euzebio Foto Joaquim Dantas
A professora "contadora de "histórias" contou a história do professor Euzebio
Foto Joaquim Dantas



Projeto Homenagem - Joaquim Dantas

October 15, 2016 16:20, par Blog do Arretadinho



Encontro secreto entre Temer e Mendes para articular PEC 241 é criticado

October 13, 2016 20:35, par Blog do Arretadinho

Ontem, 12, na residência oficial, o presidente Michel Temer concedeu um almoço ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para tratar sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela gastos públicos com serviços essenciais por vinte anos. Mais tarde, no entanto, foi revelada a presença de outra figura no encontro: o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

O encontro foi revelado, em primeira mão, pelo Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL/RJ), em sua página no Facebook. “Qual é o motivo para que um ministro do Supremo se reúna em secreto com o presidente ilegítimo e um dos líderes do PSDB? Por que a relutância da grande mídia em dar um furo jornalístico desse tamanho?”, questionou o parlamentar.

De fato, a imprensa ignorou o fato, quando não diminuiu a importância da presença do ministro em almoço para negociata política. O G1 lembrou do fato apenas como nota de rodapé, o Estadão noticiou apenas por cima e coube às redes sociais a análise do evento.

Em sua página do Facebook, o Cientista Político e Professor na UNICAMP, Frederico de Almeida, lembrou a participação decisiva do ministro do STF em eventos recentes – “Gilmar Mendes não é só ministro do STF, é o presidente do TSE que deve julgar a cassação da chapa Dilma-Temer e o responsável por desengavetar o processo em 2015, quando já havia decisão pelo seu arquivamento. Por essas e outras é que digo e repito: Gilmar Mendes é igual a Eduardo Cunha, só que fala alemão”.

Essa não é a primeira vez que Mendes se encontra com Temer para articular temas políticos extremamente relevantes. Às vésperas do impeachment, ambos se encontraram na casa do então senador e atual ministro da agricultura, Blairo Maggi, para discutir estratégias.

Quem é Gilmar Mendes?

O Justificando já relembrou fatos históricos na biografia polêmica do ministro no Coisas que Você Precisa Saber. Veja:




fonte justificando.com



No Hospital do Gama, pacientes esperam cirurgias por até três meses

October 13, 2016 19:57, par Blog do Arretadinho

GOOGLE STREET VIEW/REPRODUÇÃO
Há pessoas na fila de espera que foram encaminhadas aos centros cirúrgicos e, por falta de material ou anestesista, tiveram procedimentos cancelados
Uma nova denúncia, feita com vídeos e depoimentos de pacientes internados no Hospital Regional do Gama (HRG), expõe, mais uma vez, o caos da saúde pública do Distrito Federal. Eles estão internados na unidade de saúde e contam que estão há até três meses esperando por cirurgias ortopédicas. De acordo com os relatos, há pessoas na fila de espera que foram encaminhadas aos centros cirúrgicos e, por falta de material ou anestesista, tiveram os procedimentos cancelados.

Na quarta-feira (12/10), a advogada Raquel Menezes, 26 anos, que está com o pai internado no HRG, o motorista Ronaldo Gonçalves de Sousa, 58, fez filmagens na ala ortopédica e revelou a atual situação na unidade de saúde.

Segundo a advogada, Ronaldo sofreu um acidente de moto no dia 27 de setembro e foi internado no HRG com a perna quebrada em duas partes. “Ele está com a tíbia e a fíbula quebradas. Desde que entrou no hospital, não temos nenhuma informação sobre a cirurgia. Além disso, o meu pai sente muitas dores e o remédio que ele estava tomando para aliviar também acabou”, explica Raquel.

A advogada afirma ainda que, além do pai, outros pacientes reclamam do descaso e há pessoas que teriam tido a cirurgia cancelada por falta de materiais básicos. “A gente não tem retorno. Você chega nos médicos procurando uma resposta e ninguém pode fazer nada. O desrespeito é muito grande. A população que precisa de atendimento está abandonada. Não vou levar meu pai para casa porque, de lá, não vamos conseguir nada. É inadmissível um negócio desses”, reclama.

Descaso
Em um dos vídeos gravados, um homem relata que há dois meses aguarda por uma cirurgia na mão. “Cortei os dedos na serra e não tem nem previsão para a marcação do meu procedimento”, diz o serralheiro Edson Rodrigues de Jesus, 47 anos.

Outro caso é o de um senhor que está internado há 90 dias e também espera por cirurgia. “A situação aqui está crítica. Ele já entrou e saiu do centro cirúrgico, por pelo menos três vezes. Isso é um absurdo. Eles só iludem a gente. Já viemos do Hospital de Base para cá e não temos nenhuma estimativa”, desabafa a acompanhante do paciente internado. (Assista a vídeo).



Outro lado
Em nota, a chefia da Unidade de Ortopedia do HRG informa que as cirurgias ortopédicas do pronto-socorro são marcadas segundo as prioridades, conforme indicação clínica, disponibilidade de anestesistas e de material.  No momento, há 47 pacientes internados no hospital, à espera de cirurgias ortopédicas.

Sobre o caso de Ronaldo, o HRG informou que ele deu entrada na unidade no dia 27 de setembro, com fratura de tíbia e fíbula. E que, na data da internação, já havia pacientes com cirurgias agendadas. “Ele segue em tratamento ortopédico, fez uso de antibiótico para quadro infeccioso e será reavaliado para agendamento de cirurgia na próxima semana”, informou a nota.

A equipe de ortopedia do HRG conta com 27 médicos. “Vale ressaltar que, somente este ano, 22 ortopedistas foram nomeados e passaram a trabalhar na rede pública. Sobre a falta de medicamentos, é necessário especificar o produto para melhor esclarecimento”, destacou o hospital.

do Portal Metrópoles



Igreja Católica repudia PEC 241

October 13, 2016 19:42, par Blog do Arretadinho

Igreja Católica repudia PEC 241: Devastadora e brutal
A proposta de Emenda Constitucional 241/2016 focaliza a transferência de recursos públicos das áreas sociais para o pagamento de juros e para a redução da dívida pública. Estabelece um "Novo Regime Fiscal", encaminhado para a Câmara de Deputados no dia 15 de junho de 2016.

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz* no Portal Vermelho

Esta medida de contenção asfixiante, parte de uma premissa falsa segundo o economista Francisco Funcia, da PUC- SP, que seria a grave situação econômica do país; em nota à imprensa, foi divulgado pelo Ministério da Fazenda, em 24 de junho de 2016: "A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos. O país tem expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso tem sido suficiente para financiar as transações correntes. As condições de financiamento da dívida pública brasileira permanecem sólidas neste momento de volatilidade nos mercados financeiros em função de eventos externos. A dívida publica federal Nacional conta com amplo colchão de liquidez". 

Como se verifica na declaração não há no país uma situação caótica que exija um ajuste tão violento e brutal, a ponto de "congelar" as despesas federais no patamar dos valores de 2016, por um prazo de 20 anos.

1. Qual o objetivo é finalidade da PEC 241?

A agenda explícita desta proposta é como está na argumentação do governo interino: "estabilizar o crescimento da despesa primária, como instrumento para conter a expansão da dívida pública”. Esse é o objetivo desta proposta de Emenda à Constituição". No entanto traduzindo para os efeitos reais da sua aplicação, significa cortes drásticos na saúde, educação, habitação, transportes, etc ... para priorizar o absoluto do déficit nominal e da dívida pública. 

Esta visão econômica, que volta aos anos 90 da hegemonia neoliberal e do Acordo de Washington, deixa claro que a dívida está muito acima da vida do povo e que a economia para ser sanada exige o sacrifício da população especialmente aqueles que não estão incluídos no mercado. 

Para confirmar esta assertiva o Ministro Henrique Meirelles se posiciona em entrevista do 01/07/2016: "As despesas com educação e saúde são itens que ... junto com a previdência, inviabilizaram um controle maior das despesas nas últimas décadas. Educação e saúde inviabilizam ajustes". 

Trata-se não só de limitar despesas mas de desconstruir a Arquitetura dos direitos sociais que consolidou o sistema de seguridade social da CF de 1988, quer se eliminar o Estado Social de Direito desmontando o SUS, levando-o a falência e colapso total. 

2. Se passar esta PEC letal, quais serão as consequências para nossa população?

Se a PEC for aprovada, serão perdidos não somente os direitos sociais inscritos na Constituição Federal, mas a qualidade de vida da população brasileira sofrerá um forte rebaixamento, voltando a expectativas de longevidade bem inferiores às atuais. No caso particular da saúde poderão provocar a ampliação de doenças e, até mesmo, mortes diante da redução de recursos para o financiamento do SUS nos próximos 20 anos. 

É importante não esquecer que está PEC estabelece que os valores de 2016 serão a base para a projeção de despesas até 2037, ou seja, que não está previsto o crescimento populacional, a mudança de perfil demográfico com o envelhecimento da família brasileira em condições de saúde mais precárias, que demandará mais o sistema, e da incorporação tecnológica crescente neste setor. Para ilustrar o recorte de recursos basta afirmar que esta proposta tivesse sido aplicada no período de 2003-2015 teriam sido retirados do SUS R$ 314,3 bilhoēs (a preços de 2015), sendo somente no ano 2015, R$ 44,7 bilhões, cerca de 44% a menos do que foi efetivado pelo Ministério da Saúde no mesmo exercício. 

É conveniente alertar também que a redução de recursos federais para o financiamento do SUS atingirão fortemente Estados e Municípios, pois cerca de 2/3 das despesas do Ministério da Saúde são transferidas fundo a fundo para ações de atenção básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica, vigilância idemiológica e sanitária, entre outras.

3. Existe outro caminho que os cortes na saúde, e o recuo nos direitos sociais?

A pesquisadora em saúde da ENSP/ FIOCRUZ e Diretora Executiva do CEBES, a Dra. Isabela Soares Santos, dá uma resposta positiva citando o Economista de Oxford Dr. David Stuckler que estudou a política econômica de austeridade em 27 países (1995-2011). Este renomado cientista gerou o chamado "multiplicador fiscal " que mostra o quanto de dinheiro se consegue de volta com diferentes gastos públicos. Os melhores índices multiplicadores vem de gastos com educação e saúde, os piores com a defesa. Ele argumenta: "Saúde é oportunidade de gerar economia e crescer mais rapidamente. Se cortar em saúde, gera mais mortes, aumento e surtos de infecções por HIV, TB, DIP, aumento dos índices de alcoolismo e suicidio, aumento dos problemas de saúde mental, risco de retorno de doenças erradicadas. Saúde não deve ser cortada em situação de crise, pois os governos deveriam investir mais em saúde em tempos de crise, para sair dela". 

Os próprios diretores do FMI criticam as políticas recessivas de inspiração neoliberal, em vista disso, o tripé econômico de meta inflação, altos juros e superávit primário trás como consequências: o aumento da desigualdade, colocam em risco a expansão duradoura e prejudicam seriamente a sustentabilidade do crescimento.

4. Não seria o caso de ampliar os arranjos públicos privados e favorecer o seguro privado (PHI) para sair de crise? 

Na verdade, nestes arranjos públicos privados o sistema público perde (maiores e mais complexas filas), o arranjo contribui para a iniquidade no financiamento no acesso e no uso, o arranjo não diminui a demanda por serviços e financiamento, o arranjo não contribui para os objetivos gerais do SNS (equidade, universalidade e solidariedade), não há evidência que o PHI alivie o SNS. 

É interessante constatar que a União Europeia proíbe os países membros de regular o PHI quando houver SNS, com o argumento de defender o "sistema estatutário", que foi escolhido pela nossa Nação na CF/1988. Lamentavelmente o que vemos é uma aposta crescente no setor privado o que contribui para a segmentação do sistema de saúde brasileiro como um todo, introduzindo a lógica mercantil, abandonando a luta histórica do movimento sanitarista brasileiro que conseguiu a implementação do SUS e sua inserção na Carta Magna, garantindo saúde integral e universal para toda a população.

5. Que fazer para impedir a PEC 241 e os seus desdobramentos perversos na seguridade social e na saúde? 

Em primeiro lugar é necessário ter clareza que esta desconstituição do SUS se apoia na ideologia do Estado Mínimo e no retorno a uma Democracia restringida, tutelada, com os direitos sociais à míngua. O problema para estes economistas sem coração é o estado, o tamanho do SUS. 

Em compensação não há medidas para penalizar os mais ricos, achatar as desonerações fiscais, ou para reduzir os juros: o ajuste acaba se concentrando nas despesas que garantem os direitos sociais como meio de criar superávits primários crescentes, visando a diminuição da dívida pública, de acordo com o economista e doutor em saúde coletiva do IMS-UERJ, Carlos Otávio Ocké-Reis. 

Na prática, assistiremos ao desmonte do SUS e a privatização do sistema de saúde, onde todo esforço para melhorar as condições de saúde das famílias brasileiras ficará à deriva, prejudicando os recentes avanços obtidos no combate à desigualdade e acesso universal à saúde coletiva.

Em segundo lugar devemos manifestar nosso repudio e indignação, pensando como sempre nos mais pobres que serão as vítimas principais desta política antipopular contra a vida. Conclamar a uma mobilização geral em defesa da Constituição, do Estado Social de Direito, da Seguridade Social e do SUS.

O SUS é nosso, o SUS é da gente, direito conquistado, não se compra nem se vende! Que Jesus o Rosto da misericórdia do Pai, nos ilumine e nos fortaleça na caminhada e defesa de saúde integral e universal para todos os brasileiros(as).

Campos dos Goytacazes, 18 de Julho de 2016.

*Bispo de Campos e Referencial Nacional da Pastoral da Saúde