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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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Quer dizer que é só o PT?

October 4, 2016 22:20, par Blog do Arretadinho

REPRODUÇÃO/PCDF
DRF prende quadrilha que aplicava golpes no BRB
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos concorreu a uma vaga de deputado distrital nas eleições de 2014

Uma operação sigilosa desencadeada na manha desta segunda-feira (4/10) pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) prendeu integrantes de uma quadrilha que aplicava golpes no Banco de Brasília (BRB). A fraude teria provocado um rombo de R$ 3,5 milhões nos cofres da instituição. Segundo a Polícia Civil, um dos detidos é Luiz Carlos dos Reis, mais conhecido como Iti, candidato a deputado distrital em 2014 pelo PPS.

Iti é dono de dois postos de combustível. Um deles, o Iticar, próximo ao Aeroporto de Brasília. Ele é irmão de um policial civil aposentado, também preso na operação. A ação da DRF, apelidada de Reves, resultou na prisão temporária de 37 suspeitos. As detenções foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal do Gama. De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, os dois irmãos costumam frequentar festas de alto padrão promovidas no Gama.

A Justiça também determinou a busca e apreensão nas residências e empresas dos suspeitos de faturarem com os crimes praticados contra o BRB.
ITI foi candidato a deputado distrital pelo PPS
TSE/REPRODUÇÃO

Esquema sofisticado
De acordo com as investigações, a organização criminosa montou um esquema sofisticado para lesar o banco. O golpe, aplicado em um posto de conveniência bancária do BRB, no Gama, contava com a falsificação de documentos para a realização de depósitos e pagamento de títulos.

Um laranja, usando o registro civil de uma vítima de roubo, fez pelo menos 22 depósitos, que somaram R$ 102 mil. O mesmo homem também pagou boletos bancários referentes a uma série de serviços prestados, totalizando mais de R$ 3 milhões. O volume de recursos foi considerado incompatível com o movimento diário do posto de conveniência do BRB.

Os investigadores ainda identificaram que havia a participação do titular da agência de correspondência bancária, Ramon Carvalho Maurício, e de seus filhos, que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. Durante a investigação da DRF, os policiais encontraram indícios de que o grupo tentava camuflar os pagamentos entre várias empresas de valores. Esses repasses chegavam próximo a R$ 5 mil, limite diário autorizado para esse tipo de operação.



“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

October 3, 2016 21:18, par Blog do Arretadinho

Sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

Por Douglas Belchior
na Carta Capital

Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC-SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal pelo PSOL de SP, onde tenho sido brilhantemente representado pelo deputado Ivan Valente. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana:

“A política não e lugar pra preto vagabundo feito você!”

Não vou repetir aqui os argumentos já publicados em dois de meus últimos textos aqui no Blog, ambos subscritos também pelo amigo jornalista Jorge Américo, cujos títulos são auto explicativos: “Periferia, a dama mais cortejada da cidade” e “O que as urnas revelam sobre o racismo nosso de cada dia”. Sugiro a todos que os leiam. Um fato, no entanto, é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta:

“Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política!”

A vida do nosso povo mais sofrido, em sua maioria população negra, tende a piorar nos próximos anos. A situação política é grave. Vivemos tempos de golpe e de um governo que a cada dia ataca mais os poucos direitos humanos, sociais, políticos e econômicos que demoramos mais de 500 anos para alcançar. Essas eleições municipais têm servido como prova real desta nova composição de forças. As candidaturas de partidos que servem de base de sustentação ao governo golpista-racista de Temer hegemonizam e devem conquistar a maior parte das prefeituras das capitais e das médias e pequenas cidades. A esquerda ao que parece, será atropelada pelas forças conservadoras e o PT, que neste contexto reivindica seu lugar no campo da esquerda, provavelmente só se manterá vivo nas cidades onde pragmaticamente costurou alianças com partidos golpistas da direita brasileira, bem como o faz, frustrantemente, em São Paulo.

Mais dramático ainda é perceber que as coligações dos golpistas João Doria Junior (PSDB), Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB), juntas, deverão eleger a maioria esmagadora de vereadores. Num contexto em que provavelmente teremos uma ampla maioria de parlamentares liberais, quando não fascistas, na mais importante câmara municipal do pais, eleger candidaturas comprometidas com o campo da esquerda e com a luta por direitos humanos é uma prioridade absoluta. Não precisamos de grandes elaborações para perceber a gravidade da situação. Tensionamentos racistas e desencorajadores são mais que desnecessários. São um desserviço à luta do povo negro e não devem ser admitidas. Recado dado.



MBL elegeu oito de seus 45 candidatos

October 3, 2016 20:31, par Blog do Arretadinho

Renan Santos, Kim Kataguiri, Fernando Holiday
e Bruno Covas durante campanha
(Foto: Divulgação)
Integrantes do movimento que se dizia "apartidário" conquistaram a prefeitura de Monte Sião (MG) e sete vagas de vereador, quatro delas pelo PSDB
 O Movimento Brasil Livre, um dos grupos que liderou os protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff desde 2015, conseguiu eleger oito dos 45 candidatos que apoiou nas eleições municipais de 2016. Para obter esse aproveitamento, de 17%, o grupo elegeu um prefeito no interior de Minas Gerais e sete vereadores, sendo três no estado de São Paulo, dois no Paraná e outros dois no Rio Grande do Sul.

Durante todo o ano de 2015 e o início deste ano, o MBL vendeu sua imagem como a de uma entidade apartidária, que estava nas ruas "contra a corrupção". O avanço do processo de impeachment e aproximação das eleições mostraram que não era bem assim.

Ainda em 2015, começaram as conversas para integrantes do grupo se lançarem ao pleito municipal por partidos estabelecidos. Em abril, três integrantes do grupo – Kim Kataguiri, Renan Santos, que responde a diversos processos judiciais, e Rubens Nunes – conseguiram acesso à Câmara para acompanhar a votação do impeachment na Casa.

Os três foram credenciados pela Mesa Diretora da Câmara, sob as ordens de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado. Réu duas vezes por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha jamais foi alvo do MBL. Após sua cassação, integrantes do movimento buscaram se afastar dele.

Em maio, reportagem do portal UOL mostrou que manifestações do MBL eram financiadas por partidos. No grupo estavam DEM, PSDB, SD e PMDB, todos opositores do PT. No mesmo período, o movimento confirmou que lançaria candidatos e abandonou o rótulo de apartidário, passando a se dizer "suprapartidário". Na busca por alterar sua imagem, o grupo apagou postagens em suas redes sociais nas quais se definia como "apartidário".

Nas eleições municipais, o grupo lançou 45 candidatos, um a prefeito e 44 a vereador. Os partidos com mais filiados do MBL eram o PSDB e o DEM, com dez cada um. Havia ainda candidatos por PP, PSC, Novo, PEN, PHS, PMDB, PPS, PRB, Pros, PSB, PTB, PTN, PV e SD.

Zé Pocai (PPS), do MBL, se tornou no domingo 2 o novo prefeito de Monte Sião (MG), após obter 5,9 mil votos e derrotar João Paulo (PROS), que teve 4,8 mil e Paio (PSDB), que ficou com 2,9 mil. O município não tem segundo turno.

A vitória mais significativa do MBL é a de Fernando Silva Bispo, o Fernando Holiday, eleito vereador em São Paulo pelo DEM com pouco mais de 48 mil votos. Estudante negro de 20 anos, Holiday se notabilizou por vídeos nos quais criticava o sistema de ações afirmativas e cotas raciais. Aos poucos, foi ganhando relevância no MBL e passou a liderar alguns dos protestos do grupo.

Holiday integrará a base de João Doria Júnior (PSDB), eleito em primeiro turno como prefeito de São Paulo. Durante a campanha, Holiday e seus colegas de MBL fizeram campanha para Doria e seu vice, Bruno Covas.

Em Porto Alegre, outra capital, o MBL elegeu Ramiro Rosário pelo PSDB, com 4,6 mil votos. Além deles, foram eleitos pelo grupo Filipe Barros (PRB), em Londrina (PR); Leonardo Braga (PSDB), em Sapiranga (RS); Caroline Gomes (PSDB), em Rio Claro (PSDB); Marschelo Meche (PSDB), em Americana (SP); e Homero Marchese (PV), em Maringá (PR).

Fonte: Carta Capital



Frei Betto: "Nós erramos"

October 2, 2016 18:19, par Blog do Arretadinho

Continuo a fazer coro com o “Fora Temer” e a denunciar, aqui na Europa, onde me encontro a trabalho, a usurpação do vice de Dilma como golpe parlamentar. 
Por Frei Betto

Porém, as forças políticas progressistas, que deram vitória ao PT em quatro eleições presidenciais, devem fazer autocrítica.

Não resta dúvida, exceto para o segmento míope da oposição, que os 13 anos do governo do PT foram os melhores de nossa história republicana. Não para o FMI, que mereceu cartão vermelho; não para os grandes corruptores, atingidos pela autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal; nem para os interesses dos EUA, afetados por uma política externa independente; nem para os que defendem o financiamento de campanhas eleitorais por empresas e bancos; nem para os invasores de terras indígenas e quilombolas.

Os últimos 13 anos foram melhores para 45 milhões de brasileiros que, beneficiados pelos programas sociais, saíram da miséria; para quem recebe salário mínimo, anualmente corrigido acima da inflação; para os que tiveram acesso à universidade, graças ao sistema de cotas, ao ProUni e ao Fies; para o mercado interno, fortalecido pelo combate à inflação; para milhões de famílias beneficiadas pelo programas Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida; e para todos os pacientes atendidos pelo programa Mais Médicos.

No entanto, nós erramos. O golpe foi possível também devido aos nossos erros. Em 13 anos, não promovemos a alfabetização política da população. Não tratamos de organizar as bases populares. Não valorizamos os meios de comunicação que apoiavam o governo nem tomamos iniciativas eficazes para democratizar a mídia. Não adotamos uma política econômica voltada para o mercado interno.

Nos momentos de dificuldades, convocamos os incendiários para apagar o fogo, ou seja, economistas neoliberais que pensam pela cabeça dos rentistas. Não realizamos nenhuma reforma estrutural, como a agrária, a tributária e a previdenciária. Hoje, somos vítimas da omissão quanto à reforma política.

Em que baú envergonhado guardamos os autores que ensinam a analisar a realidade pela óptica libertadora dos oprimidos? Onde estão os núcleos de base, as comunidades populares, o senso crítico na arte e na fé?

Por que abandonamos as periferias; tratamos os movimentos sociais como menos importantes; e fechamos as escolas e os centros de formação de militantes?

Fomos contaminados pela direita. Aceitamos a adulação de seus empresários; usufruímos de suas mordomias; fizemos do poder um trampolim para a ascensão social.

Trocamos um projeto de Brasil por um projeto de poder. Ganhar eleições se tornou mais importante que promover mudanças através da mobilização dos movimentos sociais. Iludidos, acatamos uma concepção burguesa de Estado, como se ele não pudesse ser uma ferramenta em mãos das forças populares, e merecesse sempre ser aparelhado pela elite. 

Agora chegou a fatura dos erros cometidos. Nas ruas do país, a reação ao golpe não teve força para evitá-lo.

Deixemos, porém, o pessimismo para dias melhores. É hora de fazer autocrítica na prática e organizar a esperança.



Cunha é chamado de “palhaço” no RJ

October 2, 2016 18:06, par Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Ao votar, Eduardo Cunha é chamado de “palhaço” no Rio de Janeiro
“O senhor é um verdadeiro palhaço”, disse um eleitor, que foi chamado de “petista” em seguida pelo ex-deputado; assista ao vídeo

Por Redação da Revista Fórum

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) foi chamado de “palhaço” ao votar no Rio de Janeiro neste domingo (2). Irritado, ele chamou o eleitor Pedro de Lucca de “petista”.

“O senhor é um verdadeiro palhaço. E, sinto dizer, vocês que ficam fazendo entrevista com esse palhaço só motivam esse cara a fazer mais besteira”, afirmou.

Cunha retrucou dizendo “vai, petista” e  seguiu a coletiva de imprensa normalmente.

Veja o vídeo: