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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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GDF destrói sistema público de saúde do DF para justificar privatização

June 17, 2016 20:03, par Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Com o sistema público de saúde do DF à beira do caos, Rollemberg reúne-se com distritais para discutir a implantação das OSs.
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Os deputados distritais que fazem parte da base do governo Rollemberg, reuniram-se com o governador nesta terça-feira (14) no Palácio do Buriti, para discutirem com o chefe do executivo o projeto do governo para a implantação de um novo modelo para a saúde primária do Distrito Federal.

O projeto prevê que Organizações Sociais, OSs, assumam o atendimento de seis Unidades de Pronto Atendimento, UPAS e das unidades básicas de saúde, além da Unidade de Saúde da Família, USF, de Ceilândia.

O projeto prevê ainda que os servidores que trabalham nas unidades de saúde que serão entregues às OSs, poderão escolher entre continuar trabalhando na mesmo local e serem transferidos para outras unidade regionais.

Desde que assumiu o governo Rollemberg comanda um verdadeiro desmonte na Saúde do DF, como vem sendo fartamente noticiado desde então, o que demostra claramente que a intenção deste governo é justificar a privatização do setor.


Já o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília, SindSaúde-DF, protestou contra a instalação das OSs e alertou para o fato de que em todas as unidades da federação, que o sistema foi implantado, o resultado foi desastroso e não obteve sucesso além de levar grande prejuízo para a população.



Presidente do PSB/DF se desliga do partido

June 17, 2016 15:15, par Blog do Arretadinho

Insatisfeito com a atuação da sigla socialista no DF, presidente regional do partido pede desligamento
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

A debandada de membros do PSB, tanto da base quanto da direção, insatisfeitos com a atuação do partido e do seu governador no DF, parece que não vai acabar tão cedo.

Desta vez foi o presidente da legenda no Distrito Federal quem pediu para ser desligado dos quadros do partido. 

Antonio Fúcio formalizou seu desligamento do PSB nesta quinta-feira (16) ao entregar a carta ao presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira.

Nos corredores do Buriti o que se comenta é que Fúcio e Rollemberg estão em completo descompasso já faz tempo, além de que o ex-presidente regional não estar nada satisfeito com a atuação da sigla no DF.

Depois que o PSB "virou à direita" no segundo turno das eleições de 2014, apoiando Aécio Neves, muitos quadros importantes do partido se desligaram, como foi o caso da deputada federal Luíza Erundina,  que desligou-se do PSB em março de 2016, após 19 anos e transfere-se, no período da janela partidária sem perda de mandato, para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).



Padre defender pena de morte a homossexuais

June 17, 2016 10:32, par Blog do Arretadinho

Padre gera revolta ao defender pena de morte a homossexuais na Itália 
Um sacerdote italiano indignou internautas, associações de gays e sua hierarquia após a publicação de um vídeo de um sermão no qual afirma que a pena de morte para homossexuais deveria continuar sendo válida.

Neste sermão destinado a denunciar a união civil entre os casais homossexuais, adotada há pouco tempo pelo Parlamento italiano, o padre Massimiliano Pusceddu abriu sua Bíblia e leu uma passagem da carta de São Paulo aos Romanos.

"Embora conheçam o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que fazem essas coisas, não apenas as praticam, mas também aprovam os que as fazem", afirma o texto.

Fechando o livro, este sacerdote de Decimoputzu, no sul da ilha da Sardenha, acrescentou: "Esta palavra é atual porque aborda estes temas de maneira precisa, evangélica".

Como em todas as semanas, o padre Pusceddu publicou sua homilia na internet, mas rapidamente o vídeo provocou uma avalanche de reações indignadas nas redes sociais.

"Pode ser tolerante uma religião que conta com semelhantes animais entre seus ministros?", se perguntava um internauta no Twitter.

Com estas declarações "nos expomos a um tipo de interpretação digna das seitas, ignorando as mudanças da sociedade. São palavras contra a dignidade da pessoa humana", declarou à AFP o vigário-geral de Cagliari, Franco Puddi, ressaltando que a diocese favorecia o diálogo, e não as punições, para "fazer as pessoas evoluírem".

Ex-boxeador, o padre Pusceddu é fã das polêmicas, tendo organizado inclusive um exorcismo coletivo em um ginásio. Também é investigado por violência contra um paroquiano que agredia a esposa.


Da France Presse - AFP.com



Wagner Moura denuncia golpe no Brasil

June 17, 2016 10:19, par Blog do Arretadinho

Em TV americana, Wagner Moura denuncia golpe no Brasil
Ator criticou a cobertura da imprensa brasileira sobre o impeachment. Ele afirmou que a presidenta Dilma Rousseff  foi afastada “sem nenhuma razão” e que a situação causa “uma grande ruptura” na democracia

Por Redação
Portal Fórum

O ator Wagner Moura esteve no talkshow de Chelsea Handler para divulgar a segunda temporada da série Narcos, da Netflix. Na atração, Arianna Huffington afirmou que os editores da sucursal brasileira de seu site – o Huffington Post – sempre falavam bem dele. O artista, então, devolveu o elogio. “Eu acho que vocês estão fazendo um ótimo trabalho por lá, especialmente agora, já que a cobertura que a imprensa está fazendo sobre o que acontece é muito limitada”, disse.

Wagner ainda elogiou o jornalista americano Glenn Greenwald, do site The Intercept, ressaltando que ele faz um “trabalho sensacional sobre o que está acontecendo”. Na conversa, o ator se referia ao conturbado momento político do Brasil e, em especial, ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Apesar de não ter votado na petista, ele classificou a situação como “algo muito próximo a um golpe de Estado”. “Afastaram [Dilma] sem nenhuma razão. Democraticamente, é uma grande ruptura”, criticou.

Confira:




"Brasil vai perder muitos cérebros com fim do Ministério da Ciência"

June 17, 2016 10:08, par Blog do Arretadinho

Astrofísica brasileira Duília de Mello que trabalha na Nasa, critica fusão das pastas de Ciência e Comunicações pelo governo interino
Cientistas denunciam um retrocesso político e estratégico por trás da fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações no Brasil. A pasta, criada em 1985 como parte do processo de redemocratização, foi extinta num momento de crise política profunda, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff. O movimento reabre o debate sobre o papel do conhecimento no desenvolvimento nacional.

As principais instituições científicas do país, como a Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a Fiocruz e diversas universidades federais, já se pronunciaram contrárias à fusão. Cientistas foram às ruas em diversas manifestações pedindo a volta do MCTI.

Em entrevista à DW*, a astrofísica brasileira Duília de Mello, que trabalha na Nasa e na Universidade Católica da América (CUA, na sigla em inglês), em Washington, frisa que investir em ciência é cuidar das "raízes do país". E considera preocupante os políticos brasileiros não compreenderem esse fato.

DW: Como você vê a extinção do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação?
Duília de Mello: É o fim da picada, fiquei deprimida. É um retrocesso de décadas.

DW: Por que é um retrocesso?
DM: Quando você acaba com um ministério dessa envergadura, você está também acabando com toda uma estrutura para a administração da ciência e tecnologia no país. Sob o ministério estão, por exemplo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Espacial Brasileira, o Laboratório de Luz Síncrotron, o Observatório Nacional. Não temos mais um guarda-chuva, é um problema complexo; a quem todas essas instituições se reportam? O orçamento de todos os laboratórios de pesquisa do país vem do ministério, é importante ter um órgão que administre tudo isso, que estabeleça as prioridades da ciência.

DW: A fusão foi um erro?
DM: Foi um gesto irresponsável, para dizer o mínimo, principalmente numa área tão importante para o Brasil. Poderiam ter enxugado o ministério, diminuído a estrutura, mas não acabar com ele assim, e ainda botar junto a outro ministério com o qual não tem nenhuma afinidade. Vejo com muita preocupação essa medida do governo, que, aliás, é um governo interino. Não conheço a lei, mas acho que um governo interino não poderia estar fazendo todas essas mudanças tão rapidamente.

DW: Como é a repercussão dessa medida no exterior?
DM: É terrível, passa uma visão muito ruim do Brasil. Até porque o país participa de vários projetos internacionais, como o do Laboratório LHC [o grande colisor de partículas, na Suíça], o Observatório Europeu. Enfim, são muitos projetos. Eu não queria estar na pele desses pesquisadores.

DW: Em relação aos pesquisadores mais jovens, que estão se formando agora, qual é o impacto dessa medida?
DM: Ciência tem que ser levada a sério. O Brasil vai perder muitos cérebros com essa medida e dá um sinal muito ruim para os jovens que investiram na carreira, que estão começando carreira. Eles têm possibilidade de sair do país e é possível que o façam. Realmente não vejo nada positivo nesta decisão. Fico muito preocupada.

DW: O ministério foi criado no governo de Tancredo Neves, em pleno processo de redemocratização do Brasil após mais de 20 de ditadura. De lá para cá, o que mudou na ciência brasileira?
DM: O ministério organizou a ciência brasileira, e isso é uma coisa muito importante. Os grandes laboratórios e os institutos passaram a ser todos ligados ao ministério e isso fez com que melhorassem muito. Muitos deles, por exemplo, eram improdutivos, não havia prioridades como tem hoje. Os recursos e as prioridades passaram a ser coordenados. As sociedades científicas têm contato direto com o ministério. E é por isso que a ciência brasileira está indo bem.

DW: Então por que tanta gente critica a ciência brasileira?
DM: Claro que a ciência brasileira poderia estar melhor, claro que precisa de mais recursos, mas está indo bem. A gente vê melhoras significativas nesses mais de 30 anos. O número de publicações de cientistas brasileiros aumentou exponencialmente [o Brasil é o 13º país no ranking mundial de produção científica], a participação do Brasil em projetos científicos internacionais de grande porte também aumentou. Hoje há muitos cursos de doutorado no Brasil, bons cursos, ninguém mais precisa ir para o exterior para fazer um bom doutorado. E isso tudo é fruto do ministério. Ele também criou, há uns dez anos, toda uma área para divulgação da ciência, o que nunca existiu no Brasil, para popularizar a ciência, levá-la às regiões mais carentes. Não consigo entender como a ciência não é prioritária num país como o Brasil, acho preocupante ter que explicar a importância da ciência para os políticos.

DW: Um argumento usado para justificar o fim do MCT é o de que nos Estados Unidos não há um ministério da ciência e as coisas funcionam muito bem.
DM: Sim, claro. Mas aqui é diferente, porque todos esses órgãos estão diretamente ligados à presidência, à Casa Branca. É o caso da Nasa, do Instituto Nacional de Saúde. O sistema é diferente. Então, se a proposta fosse reformular o Brasil, fazer uma reforma política estrutural, aí tudo bem. Mas não foi isso que foi proposto.

DW: Em momentos de crise, alguns países optaram por um caminho inverso e aumentam o investimento em ciência. Como você avalia essa decisão?
DM: A Índia está fazendo isso. Já, já vamos começar a ver as consequências desse movimento. O país está investindo em ciência de ponta, criou um programa espacial, lançou um satélite, está fazendo testes com um ônibus espacial. Ou seja, decidiu que a espacial seria uma dessas áreas a receberem investimento para impulsionar as outras. A Coreia do Sul é outro bom exemplo, apesar de ser bem menor que o Brasil. O país investe maciçamente em ciência e educação e conseguiu mudar completamente em algumas décadas. De um país desconhecido passou a ser hoje líder em diversas áreas. Cada vez mais se vai ouvir falar da índia, que é parte do Brics. Há muita afinidade e acho que mais e mais vamos saber de histórias de sucesso, apesar de tantos problemas que o país tem, e ainda com uma população enorme.

DW: Como você explicaria a uma criança a importância da ciência no desenvolvimento de um país?
DM: Investir em ciência é investir nas raízes do país. Para as árvores darem frutos, têm que ter uma raiz forte. Ciência e educação são as raízes de um país. Formam a base do país. "Ah, mas e o transporte", alguém pode perguntar. Sim, o transporte é importante, mas é um ramo, não é a raiz. Primeiro a gente inventou a roda, depois fez o carro.

DW: Qual o papel da ciência no crescimento?
DM: Para um país ser líder, ocupar o ranking mundial com dignidade, tem que ter infraestrutura para ciência, tecnologia e inovação; ou será sempre uma árvore capenga, que qualquer ventinho derruba. E precisa de adubos, dos investimentos, da formação dos nossos doutores e professores para que passem esse conhecimento adiante. Não pode haver uma troca de presidente e tudo isso acabar. Falta essa visão de longo prazo, independente, que não seja vulnerável à política.

Fonte: Carta Capital
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