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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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Por aclamação, PMDB decide deixar a base do governo Dilma

March 29, 2016 16:22, par Blog do Arretadinho

Por aclamação, o Diretório  Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29) deixar a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada pelo senador Romero Jucá (RR), vice-presidente da legenda, que substituiu o presidente nacional do partido, Michel Temer, vice-presidente da República. O PMDB também decidiu que os ministros do partido deverão deixar os cargos. Participaram da reunião mais de 100 membros do Diretório Nacional do PMDB.

da Agência Brasil



Periferias se levantam contra o Golpe

March 29, 2016 6:00, par Blog do Arretadinho

Em edição especial do Sarau do Binho, em Taboão da Serra (SP), movimentos periféricos recitaram poesias como forma de discutir o cenário político e se posicionar contra a tentativa de golpe à democracia instaurada no país
Por Adolfo Garroux, no Jornalistas Livres

24 de março de 2016. Véspera do feriado de Páscoa. 21h. Um sarau em Taboão da Serra reúne cerca de 500 pessoas para recitar poesia e discutir o momento político atual. É nesse dia que começa uma revolução.

O local: Espaço Clariô. Um galpão inaugurado em 2005 que abriga o grupo de mesmo nome, autodefinido como um “coletivo arte resistente”. Por meio da cena e da troca com outros coletivos, eles discutem a arte produzida PELA periferia, NA periferia e PARA a periferia, em uma região que sofre com enchentes e com o descaso do poder público.

Acontece, uma vez por mês, o Sarau do Binho. E nesse dia 24 aconteceu a leitura do Manifesto #PeriferiasContraoGolpe.

O manifesto surgiu dias antes, numa reunião na Ação Educativa na qual mais de 60 coletivos culturais se uniram para discutir o Golpe (leia-se impeachment) em andamento e o que fazer para se contrapor a ele.

Cerca de 500 pessoas de todas as quebradas das zonas norte, sul, leste, oeste e centro estiveram presentes. No palco, poesia e política se misturaram.

Microfone aberto. O primeiro a falar é o poeta e músico Gnão Oliveira. “Eu acho que a gente tem que se unir mesmo. Foi uma boa isso ter acontecido porque a gente está começando a se olhar. Durante muito tempo os movimentos correram separados e agora a gente está conseguindo convergir”. Ele lembrou também que, na Itália, um processo semelhante se deu em Berlusconi.

Na sequência, mais alguns poetas e poetisas, periféricos e periféricas, subiram ao palco e declamarem seus versos. Depois de meia hora, Binho abriu o microfone para quem quisesse falar sobre reforma política.

Algumas pessoas se revezaram no palco e não pouparam o atual governo federal de críticas. Todas reconheceram que, apesar dos avanços e ganhos dos últimos 12 anos, muito mais poderia ter sido feito pelas Periferias desse Brasil. Mas, ao mesmo tempo, todos têm a clareza de que se as forças que orquestram o golpe assumirem o poder haverá imensos retrocessos nas liberdades individuais e nos ganhos sociais dos últimos anos.

Também foram feitas críticas pesadas ao governo estadual e aos ladrões de merenda.

Às 23h, após muita música, poesia e política, entraram no palco Luiza Romão, Martinha Soares, Mara Esteves e Semayat, e começaram a ler o Manifesto.

“Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso.
Nós, moradores e moradoras das Periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui pra mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um Golpe que está em curso e que nos atinge diretamente!” (veja o manifesto completo aqui…)

Em menos de uma semana, as Periferias se reuniram, lançaram um manifesto publicamente e partiram – como sempre fazem – para a ação.

Ao final do Sarau, a impressão que fica é que as Periferias estão mais unidas do que nunca na tentativa de barrar o Golpe em andamento.

Por isso o grito das #PeriferiasContraoGolpe.

Por isso que, apesar das divergências, todos se unem em um só grito:
Não vai ter Golpe, vai ter Luta!

Foto de capa: Sato do Brasil



Impeachment sem crime é farsa para esconder golpe

March 29, 2016 4:30, par Blog do Arretadinho

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima de representação dos jornalistas brasileiros, vem novamente a público alertar para a gravidade do momento político que o País está vivenciando. 
A iminência de um golpe de Estado travestido de impeachment vai comprometer de maneira grave a ainda frágil democracia brasileira. Por isso, a FENAJ dirige-se à sociedade, em especial aos jornalistas brasileiros, para conclamar todos a defender a democracia, a justiça, o Estado de Direito.

Não se fortalece a democracia desrespeitando-se as regras democráticas. Não se faz justiça com justiçamento. Não se avança em conquistas sociais com desrespeito às garantias individuais previstas no Estado de Direito. Não se supera crise econômica com o acirramento de uma crise política forjada pelos derrotados nas urnas. Não se constitui cidadania com manipulação das informações e linchamentos midiáticos.

A FENAJ reafirma sua posição de defesa das liberdades de expressão e de imprensa e, mais uma vez, condena os veículos de comunicação que, deixando de lado a importante missão de informar a sociedade brasileira, têm assumido claramente o papel de opositores do governo federal e de defensores do golpe. Essa foi a mesma posição de parte da imprensa brasileira no golpe de 1964. Algumas empresas chegaram a pedir desculpas pelo erro cometido, mas voltam a cometê-lo. Certamente, terão de se explicar perante a história.

A democracia exige que as instituições nacionais cumpram o papel que lhes cabe. Portanto, é inadmissível que a imprensa abdique-se de levar informação de qualidade à sociedade, investigando e reportando fatos. A imprensa não pode servir de instrumento político para quem quer que seja e muito menos reproduzir acriticamente versões, vazamentos seletivos e opiniões favoráveis aos propósitos dos golpistas.

Igualmente, para fortalecer a democracia, o Poder Judiciário não pode abrir mão dos princípios da Justiça. O caráter midiático da Operação Lava Jato e os excessos cometidos pelo juiz Sérgio Moro (sempre apoiado por setores da mídia) evidenciam que o Judiciário está sendo utilizado como instrumento do golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal (STF), como instância máxima da Justiça brasileira, deve assumir o papel de salvaguardar a imparcialidade que a Justiça requer. Juízes devem agir como magistrados e não como agentes políticos; devem falar nos autos e não incitar a população contra quem quer que seja.

A FENAJ lembra que um grupo de parlamentares é ator central no golpe em andamento e que, se esse grupo tiver êxito, a democracia brasileira continuará corrompida. Não podemos entregar o país nas mãos de conspiradores ou de políticos denunciados por vários crimes. A sociedade brasileira não pode aceitar a injustiça da condenação da presidente da República por políticos que praticaram e praticam os atos que supostamente a presidente cometera. Não há nenhuma comprovação de crime por parte da Presidenta Dilma e impeachment sem base jurídica, motivado por razões oportunistas e revanchistas, é golpe.

Por isso, a FENAJ conclama os jornalistas e todos os cidadãos brasileiros a resistir e lutar pela democracia, pela Justiça e pela liberdade. Dia 31 todos às ruas para dizer: não aceitaremos golpes!


Brasília, 28 de março de 2016.

Diretoria da Federação nacional dos Jornalistas - FENAJ.



Pastoral Carcerária denuncia falta de ação de autoridades contra a tortura

March 29, 2016 4:00, par Blog do Arretadinho

Choques elétricos, espancamentos coletivos e
sufocamento estão entre as práticas de tortura denunciadas
Foto MARLENE BERGAMO/FOLHAPRESS
Em 57 casos acompanhados desde 2014, Pastoral não recebeu nenhuma resposta efetiva do Ministério Público, da Defensoria ou do Poder Judiciário

por Rodrigo Gomes, da RBA

São Paulo – O Poder Judiciário, o Ministério Público (MP) e a Defensoria Pública, todos do estado de São Paulo, têm dificultado a apuração de casos de tortura no sistema carcerário em vez de atuar para elucidar as denúncias e punir os responsáveis. Esse é o apontamento do relatório parcial sobre casos de tortura nas penitenciárias brasileiras elaborado pela Pastoral Carcerária, com apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos e da ONG Oak Fundation, divulgado hoje (28). “As instituições do Sistema de Justiça, infelizmente, têm atuado estruturalmente mais obstaculizando do que promovendo a apuração dos casos de tortura”, afirma o assessor jurídico da Pastoral Carcerária nacional, Paulo Malvezzi.

A Pastoral acompanha 57 casos de tortura contra detentos por meio do Programa de Prevenção e Combate à Tortura, desde 2014. Desses, 29 ocorreram em São Paulo e foram notificados à Defensoria, ao MP e ao Judiciário. Segundo a entidade, em apenas 20% dos casos, a Defensoria informou alguma providência – que poderia ser simplesmente a instauração de um procedimento administrativo. O Ministério Público e o Judiciário paulista, no entanto, não prestaram informações sobre medidas que seriam tomadas.

“Apesar de dois relatores (de Direitos Humanos) da Organização das Nações Unidas (ONU) terem considerado tal prática como endêmica nas masmorras brasileiras, a regra da tortura continua sendo a subnotificação, já que a chance de qualquer responsabilização dos envolvidos ou reparação das vítimas é baixíssima”, diz Malvezzi.

Em relatório divulgado no início deste mês, o relator Juan Méndez reportou chutes, agressões com cassetetes, sufocação, choques elétricos com armas ‘taser’, uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha, abusos verbais e ameaças como os métodos de tortura mais comumente utilizados pelas polícias e por agentes carcerários. E que esses não costumam ser punidos pelas práticas.

Outro apontamento feito pela Pastoral, em seu relatório, é que mesmo para realizar apenas providências preliminares, os órgãos citados exigem “denúncias minuciosas, desconsiderando o contexto autoritário e obscuro que esses atos ocorrem, e, por consequência, acabam por sepultar qualquer possibilidade de apuração dos fatos, invertendo a obrigação assumida internacionalmente pelo Estado brasileiro de prevenir e erradicar a tortura”.

Dos casos relatados em São Paulo, 67% ocorreram em unidades de prisão provisória, delegacias, presídios mistos ou no momento da detenção. E atinge as mulheres de forma desproporcional: 30% das denúncias foram de tortura contra mulheres, embora elas representem apenas 7% dos mais de 600 mil presos brasileiros.

A situação não é muito melhor no restante do país. Foram denunciados casos de tortura em Minas Gerais (seis); Espírito Santo (quatro); Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná (três em cada); Mato Grosso e Rio de Janeiro (dois); Alagoas, Amapá, Brasília, Rio Grande do Norte e Santa Catarina (um). Tanto a Defensoria Pública como o Ministério Público foram oficiados sobre os 28 casos. Nesses, cerca de 35% das vítimas eram mulheres. Os resultados foram praticamente os mesmos de São Paulo. Em 65% dos casos, os defensores não informaram qualquer providência. No Ministério Público, o percentual sobe para 85%. No caso do Judiciário, nenhum retorno foi dado.

No caso mais recente, em 28 de agosto de 2015, a Pastoral Carcerária recebeu denúncia de que detentos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), estariam sendo barbaramente agredidos, com sessões de espancamento por múltiplos agentes, sufocamento com sacola plástica, pancadas nos testículos, entre outras técnicas de tortura.

“O caso foi imediatamente enviado ao Ministério Público mineiro, para adoção das providências cabíveis. Passados quase seis meses, e após cobrança da Pastoral Carcerária, a promotoria responsável, em 26 de fevereiro de 2016, determinou o arquivamento da denúncia, sem a realização de visita à unidade ou entrevista com os presos do local apontado na denúncia”, relatou a entidade no documento.

A Pastoral considera que o número de casos registrados não possibilita conclusões categóricas, nem representa a totalidade dos atos de tortura praticados, mas aponta indícios importantes, sobretudo quanto à forma como as instituições do Sistema de Justiça têm recebido e reagido aos casos.

“Apesar da profusão de órgãos voltados para fiscalização do sistema penitenciário e de defesa e promoção dos diretos humanos, ainda estamos em busca de um modelo público mais eficiente para o encaminhamento e acompanhamento de casos de violação”, afirma o assessor jurídico da Pastoral Carcerária de São Paulo, Francisco Crozera.

Defensoria
O defensor público coordenador do Núcleo Especializado de Situação Carcerária, Patrick Lemos Cacicedo, afirmou que a Defensoria não deixa de investigar nenhuma denúncia recebida de violação de direitos humanos. Mas que, como as ações do órgão são descentralizadas – com núcleos independentes em cada região do estado – não há uma reunião dos dados e informações sobre as medidas tomadas.

Quanto aos dados da Pastoral, o defensor disse que precisaria de mais detalhes para buscar informações sobre o que foi feito em cada caso. "Todos os casos têm o devido encaminhamento. Fazemos visitas ao local, contato com a vítima e com familiares, comunicação a juízes. Este número de denúncias apresentado pela Pastoral é relativamente pequeno em relação ao que nos chega por familiares e pelas própria vítimas", disse Cacicedo.

Segundo ele, o problema é que as denúncias formalizadas não progridem. "O judiciário cria instâncias que servem mais como barreiras", afirmou. Cacicedo defende que devia haver uma investigação policial sobre a tortura, como ocorre com qualquer outro crime. "Mas o caso é enviado à corregedoria do próprio presídio, no caso das penitenciárias, ou para um grupo específico do poder judiciário, no caso de tortura praticada por policiais. E não se sabe o que é feito realmente da denúncia", explicou.



Parlamentares e movimentos sociais instalam Comitê Pró-Democracia

March 29, 2016 3:30, par Blog do Arretadinho

Entidades e representantes do PT, Psol, PCO
e PCdoB assinaram a formalização do comitê
Foto LUIS MACEDO / CÂMARA DOS DEPUTADOS
'Não ao golpe': parlamentares e movimentos sociais instalam Comitê Pró-Democracia
Intenção é acompanhar comissão do impeachment e pressionar contra quebra de princípios constitucionais, tanto por meio de atos públicos nas ruas como na Câmara dos Deputados e no Senado

por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – Levantando cartazes com frases “não ao golpe”, “sim à democracia” e “vamos respeitar a Constituição Federal”, e distribuindo rosas e pequenos ramalhetes, integrantes de mais de 50 movimentos da sociedade civil lançaram na tarde de hoje (28), na entrada da Câmara dos Deputados, o Comitê Pró-Democracia do Congresso Nacional. O evento contou com a participação de parlamentares de diversos partidos e lembrou a importância de serem respeitados preceitos constitucionais durante os trabalhos da comissão especial que aprecia o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Está na Constituição Federal que a pessoa que ocupa o cargo de presidente da República só pode ser afastada por crime de responsabilidade e não houve crime cometido por parte da presidenta Dilma Rousseff. Mesmo a questão das pedaladas fiscais não se enquadra nesse dispositivo. Precisamos ficar atentos à Constituição”, alertou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), durante a abertura.

“Traçamos um longo caminho pela redemocratização do Brasil e não vamos deixar, agora, que tudo se perca com essa ameaça golpista feita por setores conservadores. Impeachment da forma como se tenta fazer não tem embasamento legal”, afirmou o deputado Wadih Damous (PT-RJ). “Vamos não apenas acompanhar todos os trabalhos da comissão como fazer o máximo de atos públicos e mobilizações para deixar claro o nosso posicionamento”, acrescentou a socióloga Angélica Franco, que representou a Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Distrito Federal.

Ao todo, além das entidades que assinaram a página que formaliza o comitê, a mobilização conta com representantes de quatro partidos políticos – PT, Psol, PCO e PCdoB – que se preparam para lançar, até quarta-feira (30), a chamada Frente Parlamentar pela Democracia,  para trabalhar com o mesmo objetivo, durante as atividades deliberativas da Câmara e do Senado.

No documento lançado hoje, essas entidades afirmam que o comitê foi instalado com a ideia de ser desenvolvido um trabalho voltado para a defesa do respeito à democracia e para que os movimentos da sociedade civil organizada se posicionem, por meio das suas atividades, contra o processo de impeachment, “por entender que não há fundamento legal que o justifique”.

Reforço nas mobilizações
A proposta do comitê, que está aberto à adesão de todas as organizações interessadas em se somar a essa luta, segundo seus organizadores, é reforçar as mobilizações que estão acontecendo nas ruas, nos mais diferentes espaços e regiões do país em defesa da democracia.

“O parlamento, assim como as ruas, consiste em um espaço legítimo para que a população exerça pressão sobre os parlamentares. Nesse sentido, o comitê dará ampla divulgação às atividades, a fim de evitar que episódios recentes se repitam com a proibição da entrada da sociedade nesta que é chamada a casa do povo”, destacou Ana Rita Ribeiro, uma das organizadoras, do PT do Distrito Federal.

Entre as entidades e coletivos que participaram da criação do comitê estão a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Comissão Justiça e Paz (DF), União Nacional dos Estudantes (UNE), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Intervozes, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Fora do Eixo, Articulação Justiça e Direitos Humanos (JusDH), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), União da Juventude Socialista (UJS), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e o coletivo Mídia Ninja.