Defesa Civil Interdita Restaurante Comunitário do Gama
January 12, 2016 14:14| Restaurante Comunitário do Gama interditado pela Defesa Civil Foto Joaquim Dantas |
Defesa Civil Interdita Restaurante Comunitário do Gama após um portão de ferro cair sobre uma criança
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O portão principal do Restaurante Comunitário do Gama, com mais de 2 metros de altura de ferro puro, caiu sobre uma criança na tarde desta segunda-feira (11). Segundo informações de pessoas que trabalham próximas ao local, a criança, de cerca de 13 anos de idade, foi socorrida pelos pais e por populares até a chegada do Corpo de Bombeiros, que a levou para o Hospital Regional do Gama, HRG, com ferimentos nas costas. O Hospital não divulgou o nome nem o estado de saúde da vítima.
Após perícia realizada no local a Defesa Civil do Distrito Federal decidiu interditar o local por 30 dias, o que vai prejudicar milhares de trabalhadores e de pessoas de baixa renda que dependem do restaurante para almoçar por um preço mais em conta. Embora o GDF tenha aumentado o preço da refeição de R$ 1,00 para R$ 3,00, o restaurante ainda continua sendo a melhor opção de preço para refeição popular.
A falta de manutenção, em vários aspectos, no Restaurante Comunitário era facilmente percebida, a começar pela invasão de pombos que disputam a alimentação com os frequentadores, conforme já denunciamos inúmeras vezes. Recentemente o telejornal DF/TV, da TV Globo, veiculou matéria sobre o assunto, baseado em um vídeo enviado por uma telespectadora. Na ocasião a direção do restaurante afirmou que várias ações já foram tomadas para inibir a entrada dos pombos, como a colocação de telas nas janelas, o que é uma inverdade, pois nunca foram colocadas telas no local. Ao final da nota, a empresa "pede que as pessoas não alimentem as aves", o que chega a ser uma afronta aos frequentadores do local.
Procuramos funcionários que estão de plantão no local, mas ninguém quis dar nenhuma declaração ou gravar entrevista.
O governo Rollember já extrapolou os limites da irresponsabilidade (se é que irresponsabilidade tem limites para quem não tem compromisso com o povo), já deu provas disso em várias áreas, como a saúde pública, por exemplo. Agora a falta de manutenção nos equipamentos provoca a queda de um imenso portão de ferro sobre uma criança.
Como diz um certo guri vintage que eu conheço: "vai, vai Rollemberg e leva o Cunha pra ti!"
Leitor denuncia invasão de área pública por igreja no Gama
January 12, 2016 12:17![]() |
| Paróquia Nossa Senhora Aparecida no Gama Foto Altervir Batista |
Templo da igreja católica ampliou a área pública que vinha ocupando, denuncia leitor
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O governo Rollemberg, através da Agência de Fiscalização do DF, Agefiz, tem se mostrado intransigente com as pessoas que constroem casas em área pública irregularmente. Recentemente inúmeras casas de famílias de baixa renda foram colocadas abaixo pela Agefiz por não possuírem documentação que autorizasse as construções. Da mesma forma a agência tem sido implacável com vendedores ambulantes e quiosques.
Mas quando se trata de enfrentar as igrejas que invadem áreas públicas em todo o DF, o governo "pisa no freio". No Gama, por exemplo, o Parque Urbano e Vivencial abriga uma igreja evangélica, uma loja maçônica e um templo da igreja católica, que ao longo dos últimos 20 anos já aumentou em mais de 50% a área ocupada inicialmente.
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| Vista lateral do templo Foto Altervis Batista |
Agora é a Paróquia Nossa Senhora Aparecida que está sendo acusada por um leitor do Blog do Arretadinho, de aumentar a área que já vinha ocupando irregularmente, segundo ele. A igreja está localizada na Área Especial s/n Pç 1 - St. Oeste, próximo de um dos pontos mais conhecidos da cidade, o Castelinho.
No governo anterior estava previsto a construção de uma biblioteca no local, além do Clube Unidade de Vizinhança dos Moradores do Gama – Castelinho, que previa ser um ponto de encontro e lazer dos moradores da cidade.
A Lei 2.323/99, determina que a construção do Clube Vizinhança do Gama visa “desenvolver trabalhos comunitários, realizar atividades culturais, esportivas e lúdicas, promover a união e a convivência dos moradores gamenses e implementar programas de consolidação da cidadania e de incentivo à participação comunitária”.
Entretanto, a cada dia que passa esse sonho se distancia mais da população. Segundo o leitor que fez a denúncia ao Blog do Arretadinho, os responsáveis pela paróquia aumentaram substancialmente a área ocupada pela igreja, que agora detém parte da área destinada a construção do clube.
Tentamos contatos com os responsáveis pela paróquia por diversas vezes, mas não fomos atendidos.
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| Área inicialmente ocupada pela igreja Foto www.apolo11.com |
Fotos de satélite comprovam que, inicialmente, a igreja ocupava uma área bem menor que a atual. Está na hora do governo agir com a mesma rigidez com esses templos religiosos, que age com famílias de baixa renda e com vendedores ambulantes.
Tô pagando pra ver.
A chocante história da africana que virou atração de circo
January 12, 2016 5:04![]() |
| Em outubro de 1810, Sarah Baartman foi levada da África do Sul à Grã-Bretanha para aparecer em espetáculos. (Foto SPL) |
Sarah Baartman: a chocante história da africana que virou atração de circo
Por Justin Parkinson
Há dois séculos, Sarah Baartman morreu após passar anos sendo exibida em feiras europeias de "fenômenos bizarros humanos". Agora, rumores de que sua vida poderia ser transformada em um filme de Hollywood estão causando polêmica.
Sarah Baartman morreu em 29 de dezembro de 1815, mas o show, sob uma perspectiva ainda mais macabra, continuou.
Seu cérebro, esqueleto e órgãos sexuais continuaram sendo exibidos em um museu de Paris até 1974. Seus restos mortais só retornaram à África em 2002, após a França concordar com um pedido feito por Nelson Mandela.
Ela foi levada para a Europa, aparentemente, sob promessas falsas por um médico britânico. Recebeu o nome artístico de "A Vênus Hotentote" e foi transformada em uma atração de circo em Londres e Paris, onde multidões observavam seu traseiro.
Hoje em dia, ela é considerada por muitos como símbolo da exploração e do racismo colonial, bem como da ridicularização das pessoas negras muitas vezes representadas como objetos.
Boatos
Recentemente, começou a correr um rumor de que a cantora Beyoncé estaria planejando escrever e protagonizar um filme sobre Baartman.
Os representantes da artista negaram essa informação, mas o burburinho foi suficiente para provocar preocupação.
Jean Burgess, chefe do grupo khoikhoi – a etnia de Baartman – disse que Beyoncé não conta com "a dignidade humana básica para ser digna de escrever a história de Sarah, menos ainda para interpretá-la". Ela justificou que via com "arrogância" a suposta ideia de Beyoncé de "contar uma história que não pertence a ela" e sugeriu que a atriz fizesse um filme sobre indígenas americanos.
Já Jack Devnarain, presidente do Sindicato de Atores da África do Sul, disse que os cineastas têm "direito de contar a história de pessoas que as fascinam e não devemos nos opor a isso".
Ao negar qualquer vínculo com o filme, o representante de Beyoncé ponderou que "esta é uma história importante que deve ser contada".
História
A vida de Baartman foi marcada por penúrias.
Acredita-se que ela tenha nascido na Província Oriental do Cabo da África do Sul em 1789.
Sua mãe morreu quando ela tinha dois anos e seu pai, um criador de gado, morreu quando ela era adolescente.
Ela começou a trabalhar como empregada doméstica na Cidade do Cabo quando um colono holandês assassinou seu companheiro, com quem havia tido um bebê que também morreu.
Em outubro de 1810, apesar de ser analfabeta, ela supostamente assinou um contrato com o cirurgião inglês William Dunlop e o empresário Hendrik Cesars, dono da casa em que ela trabalhava, que disse que ela viajaria para a Inglaterra para aparecer em espetáculos.
Atração
Quando ela foi exibida em um estabelecimento em Piccadilly Circus, em Londres, causou fascinação.
Leia também: A surpreendente entrevista dado por "El Chapo" a Sean Penn
"É preciso lembrar que, nesta época, nádegas grandes estavam na moda, e por isso muitas pessoas invejavam o que ela tinha naturalmente", diz Rachel Holmes, autora de A Vênus Hotentote: vida e morte de Saartjle Baartman.
O motivo para isso é que Baartman, também conhecida como Sara ou Saartjie, tinha esteatopigia, uma condição genética que faz com que a pessoa tenha nádegas protuberantes devido à acumulação de gordura. Essa condição é mais frequente em mulheres e principalmente entre aquelas de origem africana.
Mas a própria palavra é motivo de debate, porque, para muitos, seria racista o fato de ela sugerir que se uma mulher tem nádegas grandes e é negra, sofre de uma doença.
Já para as nádegas pequenas a palavra é "calipigia", em referência à famosa estátua romana Vênus Calipigia – que significa "a Vênus das nádegas belas".
Toda uma Vênus
No espetáculo, Baartman usava roupa justa e da cor da sua pele, contas e plumas e fumava um cachimbo.
Clientes mais abastados podiam pagar por demonstrações privadas em suas casas, em que era permitido que os convidados a tocassem.
Os "empresários" de Baartman a apelidaram de "Vênus Hotentote" porque, nesta época, esse era o termo que os holandeses usavam para descrever os khoikhois e aos san, os principais membros de um importante grupo populacional africano, os khoisans.
Atualmente, o termo 'hotentote' é considerado pejorativo.
Livre ou assustada?
Nesta época, o império britânico já havia abolido o tráfico de escravos (em 1807), mas não a escravidão.
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| Charges políticas foram feitas com figura de Baartman |
Mesmo assim, ativistas ficaram horrorizados com a forma como os empresários de Baartman a tratavam em Londres.
Eles foram processados judicialmente por deter Baartman contra sua vontade, mas foram declarados inocentes. A própria Baartman testemunhou a favor deles.
"Ainda não se sabe se Baartman foi forçada, como os defensores da abolição e os ativistas humanitários alegavam, ou se atuou por livre arbítrio", diz o historiador Christer Petley, da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
"Se eles a estavam obrigando a trabalhar, é possível que tenha se sentido intimidada demais para dizer a verdade no tribunal. Nunca saberemos."
"O caso é complexo e a relação entre Baartman e seus chefes definitivamente não era igualitária."
A caminho de Paris
Holmes destaca que o show de Baartman incluía dança e interpretação de vários instrumentos musicais, e diz que um público "sofisticado" em Londres – uma cidade em que as minorias étnicas não eram raras – não teriam se encantado por muito tempo com ela apenas pela sua cor.
De qualquer forma, com o tempo, o show da "Vênus" foi perdendo seu caráter de novidade e popularidade entre o público da capital, e por isso ela saiu em turnê pela Grã-Bretanha e Irlanda.
Em 1814, foi para Paris com seu empresário, Cesars, e outra vez virou uma celebridade, que tomava coquetéis no Café de Paris e ia às festas da alta sociedade.
Cesars voltou para a África do Sul e Baartman caiu nas mãos de um "exibidor de animais" cujo nome artístico era Reaux.
Ela bebia e fumava sem parar e, segundo Holmes, "provavelmente foi prostituída por ele".
'Grotesco'
Eventualmente, Baartman aceitou ser estudada e retratada por um grupo de cientistas e artistas, mas se recusou a aparecer completamente nua na frente deles.
Ela argumentava que isso estava além de sua dignidade: nunca havia feito isso em seus espetáculos.
Foi neste período que teve início o estudo que chegou a ser chamado de "ciência da raça", diz Holmes.
Baartman morreu aos 26 anos de idade.
A causa foi descrita como "uma doença inflamatória e eruptiva". Desde então, cogita-se que tenha sido resultado de uma pneumonia, sífilis ou alcoolismo.
O naturalista Georges Cuvier, que dançou com Baartman em um das festas de Reaux, fez um modelo de gesso de seu corpo antes de dissecá-lo.
Além disso, preservou seu esqueleto, pôs seu cérebro e seus órgãos genitais em frascos, que permaneceram expostos no Museu do Homem de Paris até 1974, algo que Holmes descreve como "grotesco".
De volta para casa
"A dominação dos africanos foi explicada com ajuda da ciência, estabelecendo que os khoisan eram um grupo menos nobre no progresso da humanidade", escreveu Natasha Gordon-Chipembere, editora de Representação e feminilidade negra: o legado de Sarah Baartman.
Após sua eleição em 1994 como presidente da África do Sul, Nelson Mandela solicitou a repatriação dos restos mortais de Baartman e o modelo de gesso feito por Cuvier.
O governo francês acabou aceitando o pedido e fez a devolução, em 2002.
Em agosto do mesmo ano, seus restos mortais foram enterrado em Hankey, província onde Baartman nasceu, 192 anos após ela sair com destino à Europa.
Vários livros já foram publicados sobre a maneira como ela foi tratada e sua transcendência cultural.
"Ela acabou se tornando um molde sobre o qual se desenvolvem múltiplas narrativas de exploração e sofrimento da mulher negra", escreveu Gordon-Chipembere, que acha que, em meio à tudo isso, Baartman, "a mulher, permanece invisível".
Em 2010, o filme Black Venus e o documentário The Life and Times of Sara Baartman contaram a história dela. Em 2014, a revista americana Paper botou na capa uma foto da celebridade americana Kim Kardashian balançando um copo de champanhe sobre suas nádegas avantajadas. Vários críticos reclamaram que a imagem lembrava desenhos retratando Baartman.
No ano passado, uma placa no local em que ela está enterrada em Hankey foi vandalizada com tinta branca. Isso ocorreu na mesma semana em que a Universidade da Cidade do Cabo retirou, após protestos, a estátua de Cecil Rhodes, um empresário e político do século 19, que declarou notoriamente que os britânicos seriam "a primeira raça no mundo".
"As pessoas estão resolvendo sobre como querem lidar com essas questões", diz Petley. "Muitas vezes elas foram ocultadas, e chegou a hora de reavaliá-las."
O suicídio político da mídia brasileira, por André Araújo
January 12, 2016 4:32Por André Araújo no Jornal GGN
A um País acostumado com capas abjetas da revista VEJA, nada mais deveria surpreender, mas a desta semana chocou pelo caráter asqueroso, escatológico, torpe.
Colocar prisioneiros em fotos de penitenciária, alguns executivos importantes de importantes empresas, outros políticos com História expressiva, faz lembrar as fotos do Marechal Witzleben com a calça sem cinto a cair e ele, um homem de 80 anos, segurando, poses para humilhar tiradas no tribunal nazista que julgou os autores do atentado von Stauffenberg de julho de 1944.
O procedimento é completamente fascista, de mau gosto, baixo nível, cheirando a vômito. A GLOBONEWS exibe uma vinheta de propaganda fazendo alusão extremamente elogiosa à Lava Jato, onde aparecem algemas e grades de prisão, com um fundo sonoro de frases de efeito e palavras de ordem em tom melodramático, tudo canastronice vulgar, gesto laudatório à campanha anti-corrupção, logo a organização mais profundamente envolvida no País com as máfias do futebol em todos os seus níveis, com vultuosos processos por sonegação fiscal em andamento errático e escorregadio nas instâncias da Receita Federal. Será que o Departamento de Justiça americano, tão celebrado, não viu nada sobre Globo no CASO FIFA? Se estão atrás da CBF, e parece que estão, irão bater na Globo, que tal um processo no DofJ para ver como se maneja o tema "corrupção" na Globonews e aí veremos se aparece vinheta de saudação às campanhas contra corruptos ou será que o mundo do futebol, um dos "mainstreams" da Rede Globo, é limpíssimo como água de fonte?
Tampouco tem honestidade inatacável jornais que nem de leve tangenciam o "Truste da Carne" que tirou a carne bovina da mesa dos pobres porque obteve tal concentração de mercado que paga o que quiser ao criador e cobra o que quiser do consumidor. Não tocam no assunto porque o Truste de Carne é campeão absoluto de anúncios nos jornais usando como garota propaganda uma das estrelas do jornalismo da Globo em anúncios exagerados de duas páginas para vender mortadela e comprar proteção.
A imprensa pratica preparativos de suicídio porque levanta o altar da pátria para as corporações improdutivas em promoção de seus atos para liquidar com a economia produtiva, aquela que anuncia nas mídias e que sustenta inclusive a burocracia improdutiva, pois é a única que produz, as demais corporações só gastam e consomem.
Parte da culpa cabe ao próprio mundo empresarial, que continua patrocinando anúncios nos veículos algozes do sistema capitalista brasileiro, por exemplo a Braskem, presidida por Marcelo Odebrecht, continua anunciando na Globo que escracha seu chefe e o persegue com grande satisfação.
Os processos de delação se multiplicam em progressão geométrica, um delata dez, que delatam cem e ninguém mais escapa, nomes de longa tradição de vida pública são ameaçados de delação e a ameaça já vai para o escracho na imprensa sem que a vítima saiba do que se trata, é o MÁXIMO da irresponsabilidade de quem vaza e de quem publica o vazamento.
Não há PaÍs algum do planeta que possa ser governado em qualquer regime dentro desse ambiente exclusivamente punitivo ao infinito. Se todos os celulares do PaÍs Forem grampeados, 50 milhões de brasileiros podem ser processados, conversas em privado costumam ser livres de condicionantes sociais, econômicos ou políticos, dentro de uma mesma família, se todas as conversas forem grampeadas se darão possivelmente brigas, separações, injúrias, rompimentos.
Essa operação que só existe pelo amparo incondicional da midia, VEJA e GLOBO à frente, está à luz dos olhos de quem não seja cego, destruindo a economia do Pais. O alvo já não é mais corrupção, é o Poder. Alguns de seus porta vozes dizem com a maior candura que as empresas podem desaparecer porque os engenheiros e operários estão aqui no Brasil, como se estes sozinhos colocados em um ônibus e despejados na Amazônia pudessem construir a hidroelétrica de Belo Monte sem ter uma empresa forte por trás, empresa essa que leva décadas para montar e não se improvisa.
Muitas das conversas degravadas são próprias do mundo político, troca de favores existem nesse mundo em todos os Estados membros da ONU. Um empresário pedir um favor a um Governador se faz todo dia nos EUA, Indonésia ou Vietnam, porque o espanto? O mundo real, fora das apostilas, se move assim ou vão querer mudar o mundo a partir do Brasil? A mídia magnifica, amplifica, insinua, intui exclusivamente maldade como se o dia a dia de um político fosse composto por aves marias e salve rainhas, como se os frequentadores de seus gabinetes fossem sacristãos e carmelitas descalças para espargir o gabinete com água benta. Ou será que em outros templos do aparelho judiciário não se trocam favores, remoções, cursos no exterior a custa do Erário, promoções, ninguém favorece ninguém?
A mídia deixou de exercer qualquer juízo crítico sobre abusos e ilegalidades, certas aberrações jurídicas, figuras exóticas que aparecem e depois somem , incensa "mocinhos" e demoniza os da economia produtiva pintados como malfeitores, como se fossem o capeta em pessoa, deleitando-se e espojando-se nas cenas de homens em fardamento de guerra com armas pesadas prendendo cidadãos pacatos em casa, a perguntar-se se vão com a mesma exibição em zonas perigosas onde existe algum risco de vida.
Sempre defendi a absoluta liberdade de mídia, aqui mesmo no blog, contra artifícios como Ley de Medios e quejandos, mas vejo que estou defendendo quem não merece defesa. Essa mídia perdeu noção de limites, a capa da VEJA foi o fim da linha, não merece ser defendido quem não exerce a profissão com um mínimo de dignidade.
Barão/DF abre sua sede para a Cultura Popular
January 12, 2016 1:21![]() |
| Bloco Carnavalesco No Cunha dos Outros Foto Joaquim Dantas |
A sede do Barão de Itararé/DF recebeu o grupo As Batuqueiras e o ensaio do bloco carnavalesco Pimenta no Cunha dos Outros, oficializando a primeira atividade no local.
Do Beco da Cultura
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Nem a chuva que caiu na tarde do último sábado (9) desanimou os participantes do primeiro ensaio do bloco carnavalesco Pimenta no Cunha dos Outros, idealizado pelo coordenadores do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé/DF. Este ensaio marcou também a primeira atividade na sede oficial do Barão/DF.
O grupo de percussão As Batuqueiras também fez o seu ensaio semanal na sede do Barão. O grupo é formado por 10 mulheres que estudam os ritmos e os instrumentos musicais africanos, mesclando as diversas batidas afro com ritmos muito conhecidos pelos brasileiros, como o coco e o maracatu. As Batuqueiras já são parceiras do Condomínio Invenção Brasileira há algum tempo, onde está situada a sede do Barão/DF.
Segundo Nei Lopes, pesquisador de música popular, "a cultura brasileira e, logicamente, a rica música que se faz e consome no país estruturam-se a partir de duas básicas matrizes africanas, provenientes das civilizações conguesa e iorubana. A primeira sustenta a espinha dorsal dessa música, que tem no samba sua face mais exposta. A segunda molda, principalmente, a música religiosa afro-brasileira e os estilos dela decorrentes. Entretanto, embora de africanidade tão expressiva, a música popular brasileira, hoje, ao contrário da afro-cubana, por exemplo, distancia-se cada vez mais dessas matrizes. E caminha para uma globalização tristemente enfraquecedora".
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| Grupo As Batuqueiras Foto Joaquim Dantas |
Para o bem das nossas tradições musicais, As Batuqueiras estão nesse cenário como guardiãs, na preservação e divulgação das batidas dos nossos ritmos atuais e ancestrais. Participaram do ensaio Lirys Guimarães, Tay Menezes, Fernanda Rosa, Layza Cristiane e Erica Kroon.
O bloco carnavalesco Pimenta no Cunha dos Outros, fez o seu primeiro ensaio e a ala de compositores compôs quatro marchinhas para o carnaval deste ano . As marchinhas são Xinga o Cunha. Letra - Andocides, Fred, Ismael, Jairo e Gustavo. Música - Jairo Mendonça. Impitiman, meu Zovo. Letra - Chico do Gama e Gustavo Alves. Música - Chico do Gama e Jairo Mendonça. Adeus Amélia. Letra - Cleudes Pessoa e Juliana Arraes. Música - Jairo Mendonça. Música Incidental - Bloco Adeus Amélia de Fortaleza. Ô Culpa o Cunha. Letra - Iberê Lopes, Fred Vasques e Jairo Mendonça. Música - Iberê Lopes e Jairo Mendonça.
O Bloco vai se apresentar no próximo domingo (17) no coreto da praça central do Paranoá, à partir das 16h, para celebrar os 16 anos de história do grupo de maracatu Tamnoá, marcando a abertura do pré-Carnaval da cidade.
A Sede do Barão/Df está localizada no Condomínio Invenção Brasileira, no Mercado Sul em Taguatinga, também conhecido como Beco da Cultura.
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