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April 3, 2011 21:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
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Para quem tem medo de o PT transformar o Brasil em uma Venezuela

October 12, 2018 15:13, par Blog do Arretadinho

Para quem tem medo de o PT transformar o Brasil em uma Venezuela, fiquem tranquilos, pois eles não terão essa possibilidade. 

Se voltarem ao poder, terão um congresso hostil como nunca, um judiciário inimigo do partido, oposição feroz nas ruas, e mais ainda, os militares à espreita. Qualquer gracinha, caem com uma quartelada.

Bolsonaro, por outro lado, tem muito mais chances de ser nosso Hugo Chávez.

O chavismo só existe e persiste porque foi fruto da ação de uma figura militar carismática que era contra as elites políticas de sua época,  o sistema, a corrupção e "tudo o que está aí". 

O tenente-coronel Hugo Chávez se levantou contra o sistema corrupto da elite liberal de sua época, e tomou o poder. Com o apoio dos militares e de grande parte da população, consolidou-se na presidência da república. 

Chávez sempre contou com a força do exército para garantir o avanço de suas reformas, tais como tornar a Venezuela um regime onde o executivo tem superpoderes em relação ao judiciário, destruindo de vez o sistema de freios e contrapesos, que exige um judiciário forte.

Bolsonaro também, ao seu modo, deseja destruir o sistema de freios e contrapesos. O seu vice Mourão deseja realizar uma nova constituição elaborada por "notáveis". 

Você pode dizer que isso são frases de Mourão e Bolsonaro o desautorizou. Mas o próprio candidato a presidência disse que deseja aumentar o número de ministros do STF de 11 para 21. 

Isso lhe daria possibilidade de escolher mais 10 ministros, além dos 3 que terá que escolher por causa da aposentadoria de certos ministros nos próximos 4 anos. Ao todo, poderia escolher 13 ministros do STF. 

Essa manobra é claramente uma ação para submeter o judiciário, torná-lo dócil ao executivo, e assim, o presidente poderia manipular a corte como quisesse. Tal expediente foi feito no governo o militar.

E ao contrário do PT, Bolsonaro conta com apoio das forças armadas. Poderia fazer suas ações com muito mais tranquilidade, pois a possibilidade de tomar um golpe é quase nula, além de ter os meios de coação aos inimigos. 

Hoje, apesar da deterioração social que está acontecendo na Venezuela, Maduro não cai porque os militares estão com ele. Há milícias que fazem o trabalho sujo, intimidando e matando os inimigos do governo.

Lembrando que a família Bolsonaro tem relações bastante suspeitas com as milícias cariocas.  Quando os milicianos assassinaram a juíza Patrícia Acioli, conhecida pela sua luta contra os milicianos, o filho de Bolsonaro, Eduardo, saiu em defesa dos assassinos, dizendo que a juíza mereceu por "tratar muito mal as pessoas que ela julgava". 

Flávio Bolsonaro já propôs que as milícias fossem legalizadas, em um ato de franco apoio aos pilares do crime organizado.

Há um pouco mais de um ano, quando milicianos foram presos por seus crimes, Eduardo Bolsonaro foi visitar os presos e lhes deu apoio. 

E na eleição atual, várias milicias e bicheiros cariocas apoiaram as candidaturas da família Bolsonaro e seus aliados. Isso ajuda a explicar os resultados surpreendentes de Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Nesse sentido, se torna simbólico o fato de aliados da família Bolsonaro quebrarem a placa em homenagem à Marielle Franco, notória inimiga dos milicianos, morta em uma situação onde os principais suspeitos são os milicianos. E tal ato foi endossado pela família Bolsonaro, que ironizou a quebra da placa.

Bolsonaro tem um combo de desejo de perpetuação no poder, autoritarismo, intenção de subjugar o judiciário aos seus desígnios, apreço pela ditadura militar e mais ainda, apoio do exército e de muitas milícias. 

Oposição será tratada na bala, e a chance de termos um número alto de mortos por fazer oposição no país, como acontece na Venezuela de Chávez e Maduro, é bastante alta.

Portanto, se existe alguém neste momento que tem os mecanismos na mão de "venezuelar" o Brasil, esse alguém é Bolsonaro.

por José Luiz Castro



Moro é o maior vencedor da eleição

October 12, 2018 14:51, par Blog do Arretadinho



POR QUE NÃO VOU VOTAR NO BOLSONARO

October 12, 2018 14:04, par Blog do Arretadinho



Nota Pública da Andifes contra a violência, em defesa da democracia

October 12, 2018 13:05, par Blog do Arretadinho

A sociedade brasileira encontra-se dividida, vivendo hoje um processo eleitoral decisivo para seu destino. Como sabemos, episódios de violência relacionados a eleições ocorrem em cada pleito, sendo todos eles condenáveis, pois trazem componentes de violência ao que deveria ser momento de reflexão e debate. Neste pleito, entretanto, estamos constatando um perigoso agravamento do conflito, que compromete a própria natureza da decisão democrática.

Primeiro, mais que o debate, é o conflito que se estende como nunca a toda a sociedade, empobrecendo a argumentação e diminuindo o valor mesmo do convívio democrático e das garantias próprias de um estado democrático de direito. Segundo, episódios de intolerância e violência (física ou simbólica) são hoje constatados até no ambiente de nossas universidades, que, como espaço essencialmente democrático, devem ser lugar natural do embate de ideias, da diversidade, da argumentação, e não de agressão e intolerância.

A ANDIFES vem assim externar seu firme repúdio à cultura do ódio e da violência, que ora ameaça a sociedade e as universidades públicas, por meio de constrangimentos, ameaças e agressões. Em particular, no espírito e na letra da Constituição Federal, são deploráveis os ataques motivados por racismo, homofobia e toda ordem de preconceito que atinja direitos e liberdades individuais, não devendo qualquer cidadão com responsabilidade pública lavar as mãos e alegar neutralidade diante dessas ações, nem dos discursos eivados de violência que as suscitam.

A ANDIFES junta-se, enfim, a todos os dirigentes e membros da comunidade acadêmica que ora envidam esforços por defender a democracia e por reforçar os laços de solidariedade em nossas instituições universitárias, que, como instituições públicas, gratuitas e inclusivas, são um exemplo de participação e decisão coletiva, bem como lugar de produção de conhecimentos, formação de cidadãos e defesa ativa dos direitos humanos, servindo assim à redução de desigualdades e à ampliação de direitos em nosso país.



PCdoB é indispensável à democracia

October 11, 2018 12:09, par Blog do Arretadinho

Foto: Divulgação
“Negar ao PCdoB o direito a representação parlamentar, com sua história de luta pelas liberdades desde os primórdios da República, não condiz com os ideais democráticos da nação brasileira.”

O PCdoB obteve até agora 1,35% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados. Ainda não é o resultado definitivo, pois, até a proclamação dos resultados pela Justiça Eleitoral nos estados e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse número pode ser alterado. Portanto, não está definido ainda se o Partido cumpriu a cláusula de desempenho. Diante desse fato, veículos da mídia têm feito matérias depreciando a legenda comunista, insinuando, como fazem desde 1922, a sua extinção, tentando lançá-la na vala comum.

O resultado das eleições em curso de 2018 e, também, de 2016, comprovam que o PCdoB segue como um partido com destacada atuação na vida política e social do Brasil. 

O Partido reelegeu o governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, no primeiro turno e com uma votação consagradora; elegeu sua presidenta, Luciana Santos, vice-governadora do estado de Pernambuco, junto com Paulo Câmara (PSB) governador; elegeu nove deputados e deputadas federais, podendo chegar a dez; e elegeu vinte e um deputados e deputadas estaduais. O PCdoB, em 2016, elegeu mil vereadores, 82 prefeitos, entre eles Edvaldo Nogueira de Aracaju,109 vice-prefeitos, entre os quais Luciano Siqueira de Recife. Manuela d’Ávila, hoje candidata a vice-presidente da República na chapa de Fernando Haddad, em eleições anteriores, foi campeã de votos no Rio Grande do Sul.

Esses dados mostram que o PCdoB é respaldado pelo voto popular em todo o país. Excluí-lo da Câmara dos Deputados, por força de uma lei de cunho antidemocrático, que fere princípios constitucionais como o que assegura o pluralismo partidário e o direito de livre atuação das minorias políticas, seria um grave retrocesso.

O PCdoB está presente na Câmara dos Deputados, com parlamentares eleitos por sua legenda desde 1986, um ano depois da redemocratização. Participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, assim como participara da de 1946. Em quase um século de existência, esteve no parlamento em praticamente todos os períodos em que atuou na legalidade – uma participação que remonta à República Velha. E nos períodos autoritários e ditatoriais se destacou na defesa da retomada das liberdades democráticas.

Além da atuação parlamentar, é um Partido que administra cidades, como faz com grandes realizações em Aracaju, e, com grande êxito, aos olhos do Brasil, o Estado do Maranhão. Além dessa dimensão, o PCdoB é um partido permanente. Atua no cotidiano da vida e luta do povo trabalhador, nos movimentos sociais, nas entidades e centrais dos trabalhadores. Tem a Escola Nacional de Formação João Amazonas e a reconhecida Fundação Maurício Grabois. Juntas realizam intenso trabalho na esfera da luta de ideias: formação de quadros, pesquisas, seminários, extensa e rica produção de livros. 

Negar ao PCdoB o direito a representação parlamentar, com sua história de luta pelas liberdades desde os primórdios da República, não condiz com os ideais democráticos da nação brasileira. Suas bancadas produziram, ao longo desse tempo, um rico acervo de contribuições à vida legislativa do país. Há 25 anos, senadores (as), deputados (as) federais do PCdoB integram com destaque a respeitada lista do “Cabeças do Congresso Nacional”, seleção organizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Sua ausência no Congresso Nacional abriria uma lacuna, resultaria na exclusão de uma corrente de opinião e pensamento de longevo itinerário de lutas e realizações, na Casa, que deve ecoar, democraticamente, a pluralidade de ideias que há na sociedade brasileira. 

A direção do PCdoB, usufruindo da convivência democrática que cultiva com as instituições, lideranças e os partidos de nosso país, empreende diálogos, explora alternativas para que, em qualquer cenário, seja respeitado o voto que elegeu sua bancada de nove, podendo chegar a dez, deputados (as) federais, e também para que ele prossiga na sua linha de crescimento gradativo de sua força político-parlamentar. 

 Do Portal Vermelho