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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Em nota interna, Metrô diz que não houve excessos ao algemar chilena

February 13, 2017 20:04, by Blog do Arretadinho

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
Seguranças organizam protesto contra direção, pois questionam o desacordo entre os dois pronunciamentos do presidente da empresa
Pouco depois de o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, anunciar publicamente que gostaria de pedir desculpas à cantora chilena detida e algemada por dois agentes em uma abordagem polêmica, a empresa divulgou um comunicado interno que contradiz o discurso do dirigente. O documento foi enviado aos servidores no fim da tarde de sexta-feira (10/2), horas após Dourado dizer que lamentava o ocorrido ao Metrópoles.

O comunicado ressalta que “não houve descumprimento de qualquer procedimento operacional vigente” e que, “com base nas imagens e depoimentos dos agentes envolvidos na abordagem, não cabe qualquer tipo de ação administrativa em desfavor daqueles empregados”.

No dia anterior, o Metrô-DF havia se comprometido a instaurar procedimento para investigar a ação dos agentes envolvidos no caso, ocorrido na estação do ParkShopping.

Apesar da mensagem elogiosa à atuação dos profissionais, o desacordo entre os dois pronunciamentos do presidente — um à imprensa e outro aos agentes — teria gerado indignação nos funcionários, que esperavam que o presidente saísse em defesa da categoria publicamente.

O “morde e assopra” da direção do Metrô-DF desagradou os seguranças. Tanto, que a categoria promete realizar uma paralisação na próxima quarta-feira (15) como represália. Eles ainda pedem que o diretor-presidente se retrate publicamente.

Em entrevista concedida à reportagem ainda na sexta (10), Dourado chegou a dizer que, ao que tudo indicava, houve “um exagero” por parte dos funcionários.

Repercussão interna
O Metrópoles teve acesso com exclusividade ao comunicado por meio de um segurança da companhia. Segundo o agente — que pediu para não ser identificado —, a atuação dos dois funcionários na abordagem a Alexandra Andrea Briones Silva, 24 anos, foi legítima e ocorreu dentro do que prevê o regulamento, conforme a própria nota reconhece. Dessa forma, para ele, caberia ao presidente passar essa mensagem também à população.

“Era a oportunidade de o presidente esclarecer esse fato para a população, e ele não fez. Além de ter apoiado a atitude da cantora, ele a convidou para cantar. (…) Aí, depois, o que ele faz? Solta essa nota na intranet”, disse um servidor à reportagem.

O agente ainda afirmou que os funcionários da área se sentiram desprestigiados com a postura de Dourado e que o “morde e assopra”, nas palavras do segurança, foi visto com maus olhos.

Procurada pela reportagem, a diretoria do Metrô-DF corroborou o teor da nota enviada aos funcionários e registrou que os fatos envolvendo a artista de rua foram apurados “e não foi identificado descumprimento da legislação pertinente ao sistema metroviário do DF”. “Portanto, o Metrô-DF declara o caso encerrado no âmbito administrativo”, concluiu.

O caso
Alexandra se apresentava no local na última quarta (8) quando foi abordada por dois seguranças da companhia, que pediram que ela parasse de cantar. Ela teria feito um gesto com as mãos sinalizando para que a deixassem terminar apenas aquela música, mas não houve acordo. A chilena foi imobilizada e detida. Um vídeo do episódio foi veiculado nas redes sociais e causou revolta.

Vídeo postado por um usuário do Metrô nas redes sociais:


Posteriormente, o próprio Metrô-DF divulgou o vídeo das câmeras de segurança interna, que capturaram o momento da ação contra a chilena. A gravação mostra quando Alexandra é abordada pelos dois agentes e, após alguns momentos de conversa, reage à ação com dois chutes. Os seguranças, então, a imobilizam e a algemam, levando-a para a delegacia.

Vídeo divulgado pelo Metrô-DF:



do Portal Metrópoles



Temer envia ao Congresso projeto que pune greves com prisão

February 13, 2017 18:49, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
O presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira (13) que o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar o direito de greve de servidores públicos, incluindo policiais civis, funcionários de saúde e educação.

A informação foi passada pessoalmente por Temer em uma declaração à imprensa, quando ressaltou que o projeto não envolve as forças militares, que são proibidas pela Constituição de entrar em greve ou formarem sindicatos.

"Pela Constituição, certos serviços essenciais não podem ficar paralisados. E até hoje, embora haja muitos projetos correndo pelo Congresso Nacional, nós vamos adicionar mais um projeto para que possa ser examinado pelo Congresso Nacional", afirmou.

O direito de greve está previsto na Constituição, mas a regulamentação nunca foi feita. As decisões sobre greves em áreas consideradas essenciais, como segurança e saúde, costumam ser resolvidas em ações na Justiça.

Violência no ES

Apesar de não ter relação direta com a crise de segurança no Espírito Santo, o projeto tenta prevenir que outras áreas de segurança, como guardas municipais e policiais civis também criem movimentos em um momento em que vários Estados passam por fortes crises financeiras. Além disso, o governo teme movimentos generalizados nas demais áreas de atendimentos essenciais, como educação e saúde.

"Eu ressalto que isso não tem nada a ver com o que aconteceu no Espírito Santo, que as forças federais lá estiveram com vistas ao restabelecimento da lei e da ordem, porque as polícias militares, por disposição constitucional, não podem fazer greve e nem sindicalizar-se", disse o presidente.

"Eu volto a dizer que, no caso desta última declaração, o governo federal resolveu colocar as Forças Armadas à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem nos Estados da federação brasileira."

O Palácio do Planalto avalia que o movimento no Espírito Santo vem perdendo força, de acordo com a Reuters, e que não devem ser necessárias novas medidas além do envio da Força Nacional e das Forças Armadas. O ministro da Justiça interino, José Levi do Amaral Júnior, voltou a Vitória para acompanhar a situação.

Fonte: Folha



Mundo estranho - por Breno Altman

February 11, 2017 17:39, by Blog do Arretadinho



Por Beno Altman em seu perfil no Facebook

Inquietante a quantidade de gente progressista tecendo loas ao filósofo franco-búlgaro Tzvetan Todorov, recentemente falecido.

Homem culto e prolífico, alinhou seu pensamento a uma das vertentes do estruturalismo.

De posições humanistas, foi um crítico acérrimo do marxismo, até por ser um foragido da Bulgária socialista, de onde fugiu em 1963 para se exilar na França.

De fato, ajudou estabelecer certas pilastras do pos-modernismo.

Para Todorov, tanto o jacobinismo quanto o marxismo eram culturas messiânicas que intrinsecamente descambavam para o autoritarismo porque se imaginavam reorganizadoras da humanidade.
A ideia de revolução trazia embutido o gene da opressão, pois justificava o uso da força para derrotar seus inimigos.

Sua opção era centrada na ideia da alteridade: somente o respeito a diferença, à diversidade e a existência do outro, não importasse o grau de conflito, poderia levar a um caminho de mais justiça e liberdade.

Menos limites e mais direitos aos indivíduos seriam a resposta, não projetos coletivos que eventualmente legitimassem a liquidação do oponente.

A tese é palatável, corresponde ao mundo sem confrontos irremediáveis dos sonhos de todos nós, mas nada tem a ver com o pensamento socialista ou de esquerda.

Todorov, com todos os méritos que tinha como intelectual, era uma variável sofisticada do liberalismo, tão incensada pela academia e a mídia no período da luta contra o socialismo realmente existente e também depois do colapso soviético, quando passou a ser fundamental dizer que a esquerda somente sobreviveria se abjurasse da ideia de revolução e se domesticasse a uma doutrina sem antagonismos.



Moraes participa de noitada com senadores

February 11, 2017 16:49, by Blog do Arretadinho

Sérgio Lima/Poder
Para juristas, noitada de Moraes com senadores em barco de luxo é um “escárnio”
Nesta quinta-feira, 9, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes, prestes a ser sabatinado pelo Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal, reuniu-se a portas fechadas na chalana Champagne, também conhecido como “Love Boat” (barco do amor, em inglês), uma embarcação de luxo do senador Wilder Morais (PP-GO), presente no evento com outros sete senadores. O episódio foi tratado pela mídia como uma “sabatina informal” e “noitada imprudente”, mas recebido como escândalo pela comunidade jurídica.

Na noitada, além de Wilder, estavam presentes Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG). Os senadores, todos homens, disseram que foi um encontro para conhecer as opiniões de Moraes. Um deles afirmou à revista Época que “fizeram questões mais duras do que as que serão feitas na sabatina da CCJ“.

A reunião do ministro da Justiça, às portas fechadas, em uma embarcação conhecida pela festança regada a bebidas e “amor”, com senadores que deveriam sabatiná-lo no Senado revoltou a Professora Doutora da Universidade Católica de Pernambuco, Carolina Ferraz, que classificou o episódio como “escárnio” – A festança de Moraes com os senadores é o riso do escárnio de quem não respeita ou leva a sério a democracia e o Estado Democrático de Direito.

“Causa ojeriza a promiscuidade entre o legislativo, o judiciário e o executivo. Tudo é feito na base do acordão, da imoralidade e da falta de ética. Quando um grupo de senadores da república acompanhados de um futuro ministro do STF se dão ao desfrute de desrespeitar a independência e a tripartição dos poderes numa festança num barco do amor, regado a uísque resta um sentimento de desesperança” – completou a Professora.

Nas redes sociais, o desembargador aposentado e Professor de Direito Penal da USP, Walter Maierovitch, disse que a festança é mais um sinal de que Alexandre de Moraes não atende ao requisito de “reputação ilibada” – “Não tem postura e nem compustura. Não atende ao requisito constitucional da reputação ilibada” – publicou.

Faltou palavras à Márcia Semer, Procuradora do Estado de São Paulo e Secretária Geral do Sindicato dos Procuradores do Estado, para qualificar as notícias e condutas pré sabatina de Alexandre de Moraes – “avalanche de notícias academicamente desabonadoras veiculadas nos últimos dias sobre o futuro Ministro do STF Alexandre de Moraes é impactante, mas, a notícia do jantar “on the boat” com senadores mostra uma conduta pré-sabatina tão inapropriada que não saberia qualificar. Tudo bastante constrangedor… e preocupante”.

Para o Presidente da Associação Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Bezerra, uma reunião como essa é reflexo da falta de transparência no processo de indicação e de sabatina de um ministro do Supremo – “é da tradição brasileira que os critérios para indicação e nomeação ao STF ocorram às portas fechadas. Ao invés de se promover o debate público, fomenta-se o sigilo. Agora não está sendo diferente” – afirmou

Para o cientista político Professor Doutor da Universidade de Campinas (Unicamp), Frederico de Almeida, o episódio do barco revela a hipocrisia que existe na presunção e na expectativa de que o STF não tenha caráter político e que as indicações para uma corte não sejam políticas. No entanto, lamentou que encontros como esse estejam fora do escrutínio público e que a sabatina aberta seja algo meramente ritual.

“O que temos que fazer é assumir esse caráter político e discutir mais seriamente o processo de indicação, sabatina e nomeação de ministros. Não vejo problema nenhum que um candidato a ministro do STF converse com senadores a respeito de suas pretensões, mas eu prefiro que isso seja feito às claras, em eventos públicos ou em uma sabatina mais cuidadosa e não meramente ritual, como acontece hoje no Senado, e não em um convescote privado em condições para lá de suspeitas” – afirmou.

Polêmicas referentes ao nome de Moraes tem se multiplicado desde que ele foi indicado pelo presidente Michel Temer no início da semana. Nesse período, já foi apontado como autor de plágios de um autor espanhol.

do Justificando



Não dá na vista, mas seu filho se formou pedindo cola pra cotista.

February 11, 2017 15:34, by Blog do Arretadinho

"Imagina a tortura pra quem apoiou a ditadura; encontrar a filha da empregada de beca na formatura?!"



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