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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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CAIC Ayrton Senna sofre com infestação de pombos

September 24, 2016 9:59, by Blog do Arretadinho

Os exemplos da falta de investimentos do Governo do Distrito Federal em educação são inúmeros. 
O mais recente deles é o que está ocorrendo no CAIC Ayrton Senna, em Samambaia. Um grande número de pombos faz seus ninhos sobre o teto da escola e o resultado é que começam a surgir casos de piolhos de pombos na escola, como relatou os professores de lá. A sujeira deixada pelas aves traz uma série de problemas de saúde. Além da coceira, em alguns casos as picadas chegam a sangrar.

Por Luis Ricardo em sinprodf

A instituição de ensino entrou em contato com a Regional de Ensino e com Secretaria de Educação do DF diversas vezes pedindo providências, pois essa infestação de piolhos de pombos vão prejudicar os cerca de 900 estudantes do 1º período ao 5º ano do ensino fundamental que lá estudam. O orçamento para erradicar o problema é de cerca de R$ 45 mil, recurso que a escola não possui. O GDF diz que “vai tomar providências”, mas até agora nada foi feito para erradicar o problema. Enquanto isto os estudantes continuam tendo aulas e professores(as) lecionando em um ambiente inadequado para a prática docente.

Um caso semelhante foi registrado no CAIC Helena Reis e trouxe vários transtornos para estudantes e professores. Segundo um médico da Secretaria de Saúde do DF, a coceira provocada pela picada do piolho do pombo é o menor dos problemas. “As fezes das pombas, quando secas, soltam um pó fino que, se inaladas, podem provocar uma doença mais grave”, ressalta.

O Sinpro cobra providências urgentes do GDF, que não pode se omitir perante este problema. É obrigação do governo oferecer à comunidade um ambiente seguro e com a estrutura necessária para a prática do saber. É desta forma que teremos uma escola pública de qualidade.



Temer quer apoio do MBL na reforma da previdência

September 24, 2016 9:46, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Começam a ser conhecidos alguns pontos da reforma da Previdência que será proposta por Michel Temer e Henrique Meirelles: idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres; regra de transição para homens a partir de 50 anos e mulheres a partir de 45 anos; tempo mínimo de contribuição subirá de 15 anos para 25 anos; acúmulo de aposentadoria e pensão por morte será proibido; aposentadoria não será desvinculada do salário mínimo, mas outros benefícios podem perder o vínculo; para aprovar essas medidas, Temer quer o apoio do MBL, que organizou os protestos contra a presidente Dilma Rousseff

do 247

Michel Temer e Henrique Meirelles, impopular como toda mudança que toca em benefícios sociais, poderá contar com o apoio do Movimento Brasil Livre, que se engajou nos protestos contra a presidente Dilma Rousseff.

O Palácio do Planalto quer o apoio do MBL para convencer a população de que as mudanças seriam necessárias. Eis, abaixo, os principais pontos da mudança que será proposta em 2 de outubro:

1) Idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres.

2) Regra de transição para homens a partir de 50 anos e mulheres a partir de 45 anos.

3) Tempo mínimo de contribuição subirá de 15 anos para 25 anos.

4) Acúmulo de aposentadoria e pensão por morte será proibido.

5) Aposentadoria não será desvinculada do salário mínimo, mas outros benefícios podem perder o vínculo.



Lula:"eu só pediria asilo em Garanhuns"

September 24, 2016 9:32, by Blog do Arretadinho

Durante sua passagem pelo Nordeste, o ex-presidente Lula ironizou os que dizem que ele pretende pedir asilo e fugir do País antes de uma eventual condenação por parte do juiz Sergio Moro. 
"O único 'país' do mundo para o qual eu pediria asilo seria Garanhuns", disse ele, em referência à cidade onde nasceu; ele também afirmou que a Lava Jato tem causado sérios danos econômicos ao País; "Não sei aonde essa gente quer chegar. Você pode fazer investigação sem quebrar as empresas", disse; "É preciso saber quanto a Lava Jato está arrecadando e quanto eles estão dando de prejuízo ao crescimento desse país"

do Pernambuco 247

Durante sua passagem pelo Nordeste, o ex-presidente Lula ironizou os que dizem que ele pretende pedir asilo e fugir do País antes de uma eventual condenação por parte do juiz Sergio Moro.

"O único 'país' do mundo para o qual eu pediria asilo seria Garanhuns", disse ele, em referência à cidade onde nasceu.

Ele também afirmou que a Lava Jato tem causado sérios danos econômicos ao País. "Não sei aonde essa gente quer chegar. Você pode fazer investigação sem quebrar as empresas", disse. "É preciso saber quanto a Lava Jato está arrecadando e quanto eles estão dando de prejuízo ao crescimento desse país."

"Hoje as pessoas não precisam mais ter um julgamento, as manchetes é que condenam", disse o ex-presidente, criticando o consórcio mídia-Judiciário. "Moro tem uma teoria equivocada. Ele construiu, junto com a Globo e a imprensa, a ideia de que não é possível condenar ninguém se não tiver a imprensa em cima do cara todo dia", afirmou.



Reforma do ensino médio é para destruir a Educação

September 22, 2016 20:57, by Blog do Arretadinho

Reforma do ensino médio tenta acabar com o pensar social do estudante

Por Luis Ricardo
no sinprodf

Em tempos de desrespeito à democracia e tentativa de censura ao professor (Lei da Mordaça), a discussão voltada para a ideologização do ensino entrou na pauta do governo de Michel Temer (PMDB). Nesta quinta-feira (22) o governo golpista de Temer enviou para o Congresso Nacional uma Medida Provisória (MP) que altera o currículo, a carga horária e os eixos programáticos do ensino médio.

Com o argumento de “falência do ensino médio brasileiro”, o ministro da Educação, Mendonça Filho, propõe, com a MP, uma forma de acabar com o pensar social do estudante, já que no bolo das “mudanças” consta a retirada de Artes, Sociologia, Filosofia e Educação Física da grade curricular. Ao estreitar a formação básica e retirar disciplinas que dão a oportunidade do estudante a pensar e debater a importância da construção do ser social, o governo antecipa a entrada do estudante na formação profissional com prejuízo para aquela formação básica.

Além de todo prejuízo na formação ideológica e social do estudante, o projeto do governo Temer visa, ainda, uma profunda fragmentação do ensino médio em um conjunto de terminalidades após o primeiro ano de estudos. Esta estratégia vai incrementar a segregação escolar, permitindo apenas que os jovens de maior poder aquisitivo escolham aquelas terminalidades que dão acesso, de fato, ao ensino superior, incentivando o estudante de baixa renda a procurar o mercado de trabalho. No bojo da Medida Provisória ainda consta um modelo de “escola em tempo integral”, ponto totalmente diferente ao modelo de “escola de educação integral”, manobra que trará mais uma dificuldade para o estudante de baixa renda, já que trabalha durante o dia.

Segundo a diretora do Sinpro Berenice Darc, a reformulação do currículo e a retirada de disciplinas que ajudam no pensar e na formação social e cidadã do estudante é uma forma de promover uma espécie de segregação escolar. “É muito importante você dar um foco especial em matérias como Filosofia, Sociologia e Artes, já que são disciplinas que ajudam no pensar e na construção do ser social, e é exatamente isto que o governo quer. A intenção é retirar as disciplinas que discutem mais a relação do cidadão com a sociedade e com o mundo”, analisa Berenice.

A diretora ainda comenta que além de não surtirem os efeitos necessários para a melhoria do ensino médio, estas mudanças vão colaborar apenas para a construção de bons trabalhadores para o mercado de trabalho e não para o mundo do trabalho. “É a classe trabalhadora sendo formada para o comércio, para o interesse do mercado. Há muitos anos o Sinpro luta por uma educação que forme um ser social que colabore para transformar o mundo do trabalho e não para ser mero reprodutor para o mercado de trabalho”, afirma.

O Sinpro é totalmente contrário à reforma do ensino médio por analisar que as mudanças propostas pela MP afetam a formação social do estudante e não apresentam as melhorias que realmente precisamos. A escola pública necessita de investimento, da contratação de professores(as) e orientadores(as) educacionais e de estrutura para que possamos ter uma educação pública de qualidade e de estudantes que, além de futuros bons profissionais, sejam cidadãos engajados com uma sociedade justa e igualitária.



Proposta de Temer para ensino médio deverá repetir fórmula fracassada de FHC

September 21, 2016 20:38, by Blog do Arretadinho

Ocupações das escolas pelos secundaristas já antecipavam
má qualidade do ensino refletido nos resultados do Ideb
FACEBOOK/NÃO FECHEM MINHA ESCOLA
VOLTA AO PASSADO
Proposta de Temer para ensino médio deverá repetir fórmula fracassada de FHC
Para especialistas, reforma vai empobrecer a formação sem corrigir distorções trazidas por políticas educacionais neoliberais fracassadas, como a promoção automática no ensino fundamental

por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – A proposta de reforma do ensino médio que o governo de Michel Temer deve enviar ao Congresso nos próximos dias, em forma de medida provisória, tem tudo para repetir fórmulas fracassadas dos tempos do governo Fernando Henrique Cardoso, baseadas no empobrecimento da formação para baratear os custos. Esta é a expectativa do professor do Departamento de Educação do campus de Assis da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos da Fonseca Brandão.

"Não dá para saber ao certo o que estará no projeto de reforma. Mas a julgar pela configuração do Ministério da Educação, com pessoas que foram chave nas políticas educacionais dos anos FHC, e com os projetos de corte nas áreas sociais, não se pode esperar algo diferente", diz o professor.

No início de setembro, logo após a divulgação dos resultados da edição 2015 do Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), no qual o ensino médio da rede pública não atingiu a meta estipulada de 4,3, ficando em 3,7, o ministro Mendonça Filho anunciou reformas. E a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães Castro, afirmou que o governo defende a flexibilização curricular, dividida por áreas do conhecimento, com um ano e meio de disciplinas comuns e o restante opcional, voltado ao mundo do trabalho. E aposta também no ensino de tempo integral. Maria Helena integrou a equipe de FHC e de governos estaduais tucanos, inclusive São Paulo.

Promoção automática
Para Brandão, o mau desempenho dos alunos no ensino médio é um dos frutos da promoção automática no ensino fundamental, em que os alunos eram aprovados mesmo sem o domínio da escrita, da linguagem e dos cálculos elementares. "Para cumprir metas estabelecidas pelo Banco Mundial, os governos neoliberais do PSDB enxugaram recursos para o ensino. O resultado é que temos hoje jovens no ensino médio que não foram alfabetizados adequadamente, que não tiveram base para a continuidade dos estudos e não assimilaram o que é básico para a compreensão de muito do que é necessário dominar no ensino médio. O que ele vai fazer na escola se nada compreende?", questiona.

"Não há solução mágica. Qualquer experiência de escola bem sucedida mostra o que tem numa escola de qualidade. São professores com vínculo com a escola e a comunidade, que são fixos, onde a direção é ativa. Não precisa inventar a roda. Não há solução mágica para além disso."

Defensor do ensino em tempo integral, o professor da Unesp entende que não basta manter os alunos o dia todo na escola. "As atividades do contraturno não podem ser desconectadas; não pode ser considerado ensino em tempo integral quando o contraturno inteiro é voltado para prática esportiva. Agora, ensino integral custa dinheiro. Como oferecer esse tipo de ensino sem recursos?"

Em reportagem publicada na última sexta-feira (17) na página da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisas em Educação (Anped), especialistas também criticaram as propostas que a equipe de Temer tem antecipado.

Flexibilização
O professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) Dante Henrique Moura afirmou que flexibilização está relacionada ao objetivo de baratear o ensino público, comprometendo a educação das classes mais empobrecidas do país. “Os que ocupam posição mais privilegiada na hierarquia socioeconômica nunca se submeteram nem se submeterão aos limites das reformas educacionais, como foi no caso da reforma promovida pela Lei n. 5.692/1971.”

Moura demonstrou ainda preocupação com a dualidade estrutural do sistema acadêmico a partir da separação obrigatória do ensino médio e do ensino profissionalizante técnico de nível médio, resultado da PL 5.115/2013. “A proposta avança ainda mais, porque além de manter a vinculação do prosseguimento de estudos em nível superior à área do curso técnico cursado, restringe o acesso apenas aos cursos de graduação tecnológica, proibindo que os concluintes de cursos técnicos ingressem em cursos de licenciatura ou de bacharelado. Por esse aspecto, o retrocesso é, no mínimo, aos anos 1940.”

Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e 1º secretário da Anped, Paulo Carrano afirmou que o governo usa como desculpa o resultado baixo, que já era esperado devido às condições das escolas. "Na verdade, ao querer resolver o problema por decreto, sinaliza, mais uma vez, o caráter autoritário do governo Temer. Uma MP exemplifica a ausência de legitimidade política dos que chegaram ao poder sem o voto popular.” Pelo que tem sido dito à imprensa, a proposta consiste de flexibilização do ensino médio com todos os alunos cursando disciplinas em comum por um ano e meio, optando depois por áreas específicas do conhecimento ou seguindo pelo ensino técnico profissionalizante.

Maria Helena Guimarães Castro afirma que a maioria dos alunos sai da escola porque não vê sentido nela. “É preciso renovar as práticas pedagógicas em sala de aula, de modo que os professores trabalhem tanto conhecimentos gerais quanto habilidades socioemocionais. Os alunos precisam ter acesso às novas tecnologias, porque a escola de ensino médio se tornou monótona, desagradável. Não faz sentido para o jovem digital, conectado o tempo todo. Ele não tem paciência para uma aula expositiva de um conteúdo que muitas vezes não faz sentido para ele.”

Carrano, que acompanhou os movimentos de ocupações das escolas por alunos em defesa de ensino de qualidade, lembrou que o jovem expõe a falta de envolvimento e diálogo nas escolas. “De fato, o ensino médio precisa de uma profunda transformação, mas em diálogo com as experiências e expectativas de estudantes e professores que produzem os cotidianos das escolas.”

Com informações da Anped



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