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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Conheça o ônibus chinês que passa por cima dos carros e evita o trânsito

August 15, 2016 21:00, by Blog do Arretadinho

Invento seria capaz de substituir aproximadamente
40 ônibus convencionais.
O TEB foi testado esse mês e terá capacidade para mais de 300 passageiros
Um dos países mais populosos do mundo, a China, está no ranking feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) entre os 10 países com maior número de mortes no trânsito.

Para acabar com esse índice, com o trânsito e com a poluição da cidade, foi testado um novo conceito de ônibus. O TEB (Transit Elevated Bus) ou em português Ônibus de Passagem Elevada, é um projeto diferenciado e inovador que foi desenvolvido em 2010 pela empresa TSB e que funciona por meio de um sistema de trilhos com um vão no meio, permitindo que os carros passem por baixo dele.

O primeiro teste aconteceu no começo do mês de agosto, na cidade de Qinhuangdao, província de Hebei. O ônibus elevado vai suportar mais de 300 passageiros e terá cerca de 22 metros de comprimento, 4,8m de altura e 7,8m de largura, o que o torna suficiente para circular sobre duas faixas, trazendo, assim, alguns benefícios como a diminuição do trânsito das grandes metrópoles chinesas, mais rapidez no transporte público e redução da poluição no país.

De acordo com o The New York Times, a Shenzhen Huashi Future Parking Equipment, empresa desenvolvedora do projeto, informou que o TEB poderia substituir aproximadamente 40 ônibus convencionais. Mas por enquanto, o veículo ainda não está totalmente preparado, pois enfrentou algumas dificuldades para fazer curvas durante o teste.

Com certeza esse projeto já é um avanço e vai ajudar muito as pessoas que querem fugir dos engarrafamentos e querem pagar mais barato, já que será uma alternativa mais econômica que o metrô.

O engenheiro Bai Zhiming ressaltou à rede CCTV: “Este ônibus tem as mesmas funções do metrô, enquanto seu custo de construção é inferior a um quinto do custo do metrô”.



Gestão Flávio Dino tem 60% de aprovação

August 15, 2016 20:41, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Gestão Flávio Dino tem 60% de aprovação em São Luiz, revela nova pesquisa do instituto Exata
Pesquisa Exata -TV Guará avaliou a aprovação do governo Flávio Dino na capital, e o resultado foi bem positivo para o gestor estado, que já tem um percentual de aprovação maior do que o de votos nas eleições de 2014.

Segundo o levantamento da Exata, o governo Flávio é aprovado por 60% dos ludovicenses. Outros 36% disseram não aprovar e 4% não souberam ou não opinaram.

Flávio foi eleito governador com 56,88% dos votos válidos. O resultado mostra que a população na capital começou a perceber melhor os resultados da atual gestão, já que em pesquisas do ano passado mostravam resultados menos favorável a Flávio.

A pesquisa Exata foi feita entre os dias 8 a 10 de agosto, em São Luís. Foram entrevistados 806 pessoas, dos sexos masculino e feminino, com idade a partir de 16 anos, residentes dos bairros da zona urbana e rural. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MA – 07443/2016.

A última pesquisa realizada, ainda no mês de julho, também apontou 60%, o que comprova a margem de aceitação em São Luís.

Via Twitter, o Flávio Dino se manifestou sobre o resultado da pesquisa. “Agradeço à população de São Luís a aprovação de 60% ao nosso governo. Temos lutado muito contra antigos problemas”, disse o governador.

Informações: Blog do Clodoaldo Corrêa



16 de agosto tem que ser dia de luta!

August 15, 2016 20:22, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Os patrões e o governo golpista de Michel Temer querem acabar com a CLT! Se depender da FIESP e dos golpistas vamos trabalhar 16 horas por dia e se aposentar aos 80 anos de idade.
As centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Conlutas, etc estão convocando para o dia 16 de agosto um dia de mobilização nacional contra os ataques como o PL257, as reformas da previdência, trabalhista e privatizações.

Nesta segunda-feira (15/08) o movimento de trabalhadores Nossa Classe e a juventude Faísca panfletamos na porta das fábricas do centro de Osasco chamando um dia de mobilização nacional efetivo. É preciso romper com o imobilismo. Dia 16 tem quer ser um dia de paralisação, greve, piquete e manifestações!

fonte esquerdadiario.com.br



Rede Globo: O golpe se vê por aqui

August 15, 2016 2:03, by Blog do Arretadinho

Além de naturalizar o golpe e agenda neoliberal, o Jornal Nacional vem sendo um potente pombo-correio a serviço dos interesses do mercado.
por Tatiana Carlotti
em cartamaior.com.br

Da manipulação ao ocultamento da informação, o Jornal Nacional (JN) resolveu partir para o escárnio na última semana. Do principal jornal do país, em pleno horário nobre, ouviu-se um silêncio “retumbante” frente às delações dos empresários da Odebrecht na Operação Lava Jato.

A delação de Marcelo Odebrecht, estampada no panfleto Veja, apontava R$ 10 milhões em propina pagos pela construtora ao PMDB, em 2014, a pedido de Michel Temer, o presidente ilegítimo e interino. Na Folha, destaque para as denúncias de um repasse de R$ 34,5 milhões ao caixa dois da campanha de Serra, em 2010.

O timing foi olímpico. As notícias já se misturaram às manchetes sobre os jogos mundiais, de maior apelo entre a população, e desapareceram do noticiário. De qualquer forma, a exposição das delações, por veículos midiáticos nada ilibados, revela as rachaduras entre os golpistas. Em seu xadrez semanal, publicado site GGN, Luis Nassif aponta dois campos de forças do lado de lá:

“O poder mercado, composto pelo mercado propriamente dito, grandes grupos, a mídia e autoridades brasilienses, além do apoio constante dos Estados Unidos”. E “a camarilha dos 6 - Michel Temer, Eliseu Padilha, Geddel Viera Lima, Roberto Jucá, Moreira Franco e o finado Eduardo Cunha - que representa a maioria ocasional no parlamento” (Leia a íntegra do artigo aqui). 

É neste contexto que, porta voz dos interesses do mercado, dada sua imensa capilaridade na população brasileira, o JN vem criando a atmosfera favorável ao verdadeiro abate dos direitos democráticos e constitucionais que se avizinha. E, claro, naturalizando o golpe do qual a Rede Globo foi uma das principais protagonistas. 

”Descalabro petista 
Desde a posse de Temer, em 12 de julho, é notória tentativa de legitimar o impeachment a partir do “descalabro petista”, causador da crise econômica. Esta, por sua vez, é a justificativa para todas as medidas propostas pelo atual governo que ferem, frontalmente, os direitos constitucionais dos brasileiros.

No trabalho minucioso com o pânico em relação ao desemprego e da superficialidade como são apresentadas as questões relativas à economia – aposta-se no desconhecimento geral da população – as reportagens reforçam, noite após noite, o discurso único do neoliberalismo, ocultando outras alternativas para o país. 

Em 3 de maio, na mesma edição em que Temer concedia uma entrevista exclusiva ao jornal, outra reportagem incensava a entrega de um programa dos tucanos ao novo governo (JN, 03.05.3016). As condições – destacava o JN – para a colaboração do PSDB eram o combate “irrestrito à corrupção” e a responsabilidade fiscal. Um jogo de cena descarado, como se eles não estivessem envolvidos no golpe.

Dias depois, Henrique Meirelles vinha à público anunciar os objetivos do governo: “mostrar claramente que as medidas que estão sendo propostas e que serão aprovadas muito provavelmente pelo Congresso”, que essas propostas “vão fazer com que a trajetória da dívida pública seja sustentável”, para que os “efeitos sejam mais rápidos”, de maneira que “o risco possa ter reação bem rápida”, que o “investimento e confiança possam voltar com tempo suficiente para que a economia possa reagir rapidamente”. (JN, 05.05.2016)

Registre-se a pressa anunciada no discurso do ministro, acenando a velocidade do ataque e do desmonte em curso no país. Para tal, os golpistas contam com uma cobertura na área econômica repleta de termos econômicos e nada palatáveis à maioria da população. Ao telespectador resta se fiar nos comentários e expressões dos apresentadores do JN.

Um bom exemplo é a cobertura da alta do dólar, no dia 9 de maio, quando o então presidente da Câmara, Waldir Maranhão, apresentou um recurso contra o impeachment da presidenta Dilma. Em meio à enxurrada de reportagens criticando a atuação do parlamentar, o JN destacou: 

“Com o anúncio da decisão do presidente interino da Câmara, o dólar subiu quase 5% e a bolsa caiu 3,5%. Depois que o Senado decidiu continuar com o processo de impeachment, a tensão diminuiu. Mas a bolsa terminou o dia queda. E o dólar mais caro, a R$ 3,52” (JN, 09.05.2016).

A “salvação nacional”  
O mote da “salvação nacional contra a crise econômica”, bradado por Temer em sua posse, no dia 12 de maio (JN, 12.05.2016), vem sendo trabalhado diariamente. O convencimento de que é preciso reduzir os programas sociais também. Abaixo, a forma como Carlos Aberto Sardenberg explica os gastos públicos do governo e a crise econômica:

“A história começa quando o governo resolve acelerar seus gastos. Gastos no quê? Pessoal, salário, previdência, aposentadoria, programas sociais, obras todo o funcionamento da máquina; enfim, tudo que faz o governo funcionar. Agora, gastar é bom mas quando você tem o dinheiro” (JN, 12.05.2016). 

Em suma: sem dinheiro não há direitos. O brasileiro passa, então, a ser convidado a participar do combate à crise. Como? Por meio do sacrifício e da fé, muita fé, na equipe econômica do novo governo.

Com uma naturalidade aterradora, Henrique Meirelles apresenta no dia seguinte à posse, as suas propostas para o país. Estamos falando não apenas da retomada da CPMF, sempre criticada quando os proponentes eram os governos petistas, mas de idade mínima de aposentadoria, reforma trabalhista, teto para gastos públicos, revisão das desonerações e dos incentivos para setores da economia. 

Espertamente, no final da reportagem, o uso do desemprego para engajar o apoio popular: “Para se criar emprego, é necessário que a economia esteja crescendo”, para tal é preciso “que se estabeleça a confiabilidade das contas públicas e a confiança de que o Estado brasileiro, o governo brasileiro estará solvente no futuro. A partir daí, volta o investimento e a partir daí, em consequência o aumento do emprego”. (JN, 13.05.2016).

Da mesma forma, como necessário ao combate à crise, vem sendo divulgado o teto para o aumento do gasto público, apesar dele incluir mudanças na Constituição afetando, inclusive, repasses nas áreas da Saúde e Educação. Reportagem do JN sobre a questão, construída sobre as aspas de Temer e Meirelles, turbina: “em 10 anos, as despesas públicas aumentaram 70% acima da inflação” (JN, 24.05.2016).

O pavor do desemprego 
Não é preciso ser especialista para saber que “gasto público” ou “rombo nas contas” são apresentados como um descalabro dos governos petistas e vilões a serem combatidos. No quadro forjado, a via do ajuste fiscal (e das propostas neoliberais) surge como única saída para a retomada do crescimento e da geração de empregos.

Observe a enxurrada de reportagens sobre o desemprego:  
Em maio: “Classe média encolheu em 2015, diz pesquisa” (JN, 16.05.2016), apontando a queda do padrão de vida de 1 milhão de famílias brasileiras. “IBGE: Desemprego aumenta em todas as regiões no primeiro trimestre” (JN, 19.05.2016) e “Construção civil sente efeitos da crise e fecha vagas de emprego” (JN, 19.05.2016), com direito à defesa de mudanças nas regras trabalhistas. “Queda no emprego faz aumentar o trabalho por conta própria” (JN, 21.05.2016).

No começo de junho: “Desemprego chega a 11,4 milhões de pessoas no país e é recorde, diz IBGE”. (JN, 31.05.2016). No dia seguinte “Produção da indústria tem cenário similar ao de 13 anos atrás”, apontando que o nível de desemprego voltou dez anos (JN, 01.06.2016). 

No final do mês, o tom sobe:  “Crise econômica faz disparar número de idosos com nome sujo (JN, 28.06.2016)”. “De março a maio, desemprego no país permanece em nível recorde” (JN, 29.06.2016) incensando que, em um ano, mais 3,3 milhões procuraram e não encontraram trabalho” e que “desempregados buscam sobrevivência em abrigos e refeições a R$1”. 

No mesmo dia, em “Trabalho por conta própria registra queda, diz IBGE” (JN, 29.06.2016), a comparação impactante: “imagine a população da cidade de São Paulo inteira na fila do desemprego. Pois essa é praticamente a quantidade de gente sem trabalho no país: 11, 4 milhões, segundo o IBGE”.

No geral, essas reportagens exploram dramas individuais e contam o comentário de um especialista favorável à linha editorial do JN - leia-se à flexibilização das leis trabalhistas e mudanças de regras na Previdência, entre outras. 

Em 20 de julho com a notícia: “Governo pretende mandar ao Congresso até o fim do ano propostas para leis trabalhistas”, em apenas 1 minuto, o JN apresentou apenas os objetivos do ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho): 

“Aprimorar a proposta que está no Congresso sobre regulamentação do trabalho terceirizado para combater a informalidade e dar garantias aos trabalhadores; ampliar e tornar permanente o programa de proteção ao emprego, sobre a CLT prestigiar as convenções coletivas permitindo a flexibilização da jornada e dos salários, sem mudar direitos como parcelamentos de férias e 13°” (JN, 20.07.2016).

Ironicamente, a mesma reportagem anunciava o reajuste de até 41,5% no salário dos servidores do Judiciário. Tudo sob a plástica de uma falsa objetividade, com um bonito iconográfico e mediante o ocultamento do contraditório às medidas. 

Em outros casos, o JN somente dispara índices econômicos como verdadeiros slogans do caos. Em apenas 16 segundos: “o Brasil fechou 91 mil vagas com carteira assinada” e “desde janeiro o país perdeu mais de meio milhão de empregos formais” (JN, 27.07.2016); ou “Desemprego sobe para 11,3% e bate recorde no trimestre de abril a junho”, “são 11,6 milhões desempregados no país”, “em um ano, mais de 3 milhões” (JN, 29.07.2016).

Naturalização do golpe 
Quando do anuncio de Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central, o JN reforçava a fala de Meirelles sobre o controle de gastos e uso do dinheiro público, criando a contraposição entre eficiência (Temer) e gasto irresponsável (Dilma):

“O governo Dilma reconheceu que esse rombo seria de R$ 96 bilhões. Mas, no Congresso, já se fala em R$ 140 bilhões. Meirelles disse que ainda não decidiu se haverá aumento de impostos”, afirmava a reportagem.

Note como o aumento de impostos é inserido no discurso. Segue a menção ao desemprego com a crítica implícita ao retorno da presidenta: “com a economia em contração como está no momento, e se isso continuasse, o que obviamente não é o caso, o desemprego poderia chegar a 14% ao ano”. 

Na sequência, a solução: “Para um controle mais eficiente da inflação, Meirelles disse que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta para dar autonomia ao Banco Central na execução da política monetária, mas não garantiu a independência do Banco Central com a fixação de mandatos para os diretores. O ministro da Fazenda voltou a defender a reforma da Previdência. ”

Dois temas cruciais - a independência do Banco Central e a reforma da Previdência – são postos como fato dado, quase óbvios no discurso do jornal. Em outra reportagem, chama-se um especialista para reforçar a tese de que “para conter a inflação, uma das armas do Banco Central é subir a taxa de juros”. Detalhe: “a previsão é que a inflação termine 2016 mais uma vez acima do teto da meta” (JN, 17.05.2016).

Rombo 
O tema do “rombo” nas contas públicas também foi bastante turbinado: Rombo nas contas públicas para 2016 deve chegar a R$ 200 bilhões (JN, 19.05.2016); Rombo nas contas da União deve ser de R$ 170 bilhões em 2016 (JN, 20.05.2016) – salpicadas pelas medidas anunciadas pelo Governo para recuperar a economia (JN, 21.06.2016).

Apenas às vésperas da votação da meta fiscal, surgem algumas vozes dissonantes: a de Amir Khair destacando a necessidade de que “os R$ 50 bilhões de juros todo mês também tenham limite, coisa que não está na proposta do governo”. E da CUT denunciando que os trabalhadores é que vão pagar as medidas do governo (JN, 24/05/2016). 

Aprovado “rombo recorde nas contas públicas”, aparece a crítica do senador Humberto Costa (PT) apontando que o governo superestimou o rombo para aumentar os gastos: “Foi uma grande jogada política e contábil, mas que eu acho que ao longo do tempo vai se desmascarar” (JN, 25.05.2016). 

Várias medidas são anunciadas como processos naturais. Em “Moreira Franco que acelerar concessões para atrair investimentos”, cujas prioridades são aeroportos, rodovias e Ferrovia Norte Sul, o teleprompter da Globo destaca apenas a versão do ministro: “só há um caminho: passar para o setor privado serviços que hoje estão em poder do setor público”; “o país projeta para este ano 14 milhões de desempregados, então, nós temos que acelerar o processo” (JN, 17.06.2016).

Em meio a esse caos construído e atribuído ao governo anterior, é possível avaliar o impacto de reportagens como “Perícia conclui que Dilma não participou de pedaladas fiscais”, com o adendo, afinal é a Globo: “decretos suplementares foram resultado de ação direta dela”, conforme afirmam técnicos (JN, 27.06.2016). 

De olho no Decorativo 
Além de naturalizar o golpe e agenda neoliberal, o JN vem sendo um potente pombo-correio a serviço dos interesses do mercado. São notórios os “puxões de orelha” dados no governo, em horário nobre

Em 1° de julho, um afago na divulgação da pesquisa Ibope. Com boa dose de camaradagem a pesquisa foi intitulada “Governo Temer é aprovado por 13% e reprovado por 39%, diz Ibope”, sendo que a maioria avaliava o governo como regular, ruim ou péssimo; 53% desaprovavam a maneira de governar de Temer; 25% consideravam sua gestão pior do que a da presidenta Dilma e 44% igual. (JN, 01.07.2016).

Uma semana depois, a bronca: “Na contramão do discurso, o governo elevou os gastos: aprovou o reajuste de servidores do Judiciário e do Ministério Público, fez um acordo para aliviar a dívida dos estados, e deu reajuste para benefícios do Bolsa Família acima do proposto por Dilma Rousseff. Tudo somado: R$ 127 bilhões até 2018.” (JN, 07.07.2016,  ver de 0,55”a 1”33”)

Dez dias depois, o ilibado Fundo Monetário Internacional (FMI) acenava, alterando a avaliação a respeito da contração da economia brasileira: ao invés dos 3,8% (previstos em abril), a contração seria de 3,3%. O JN incensava: 

“A contração da economia em 2016 vai ser menor do que se esperava”, “pela primeira vez em quatro anos estimativas melhoram” e justificava a mudança: “os economistas do FMI dizem que aumentou a confiança dos investidores no mercado brasileiro” (JN, 19.07.2016).
O Governo Meirelles

Em 24 horas, a conta. Ao cobrir a manutenção da taxa de juros a 14,25% pelo Copom, o recado do mercado ao governo no JN: 

“Pela manhã, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a afirmar que o presidente em exercício, Michel Temer, via com bons olhos uma queda nos juros. Investidores se assustaram com o que poderia ser um sinal de interferência política nas decisões do Banco Central.  Por isso, antes do anúncio do Copom, Michel Temer declarou numa rede social que o Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa de juros - e que o combate à inflação é objetivo central do governo. ” (JN, 20.07.2016).

Obediente, o governo reiterava uma semana depois: “O Copom reafirma a preocupação com o aumento do preço dos alimentos e reforça a necessidade de uma reforma fiscal. Na interpretação de economistas o texto indica que o Banco Central não pretende baixar os juros tão cedo (JN, 26.07.2016).

Aos que ainda duvidam sobre o poder do mercado e das elites financeiras no país, a última pérola:
“A gente começa com uma notícia boa para a Petrobras, uma raridade nos últimos anos. A Justiça dos Estados Unidos aceitou um recurso da empresa e suspendeu por tempo indeterminado todas as ações contra ela nos tribunais americanos. Os processos são movidos por acionistas que alegam ter sofrido prejuízos por causa da corrupção revelada na Operação Lava Jato, só uma das ações prevê o ressarcimento de U$S 10 bilhões” (JN, 02.08.2016).

Imagine a rapinagem em jogo para compensar a suspensão dessas ações. 

O que está em curso é o pleno obscurantismo que transita, livremente, nos largos vãos deixados pela ausência de uma democracia jamais efetivada no setor da Comunicação. 

Isso sim é descalabro.

Confira reportagem anterior: “A mídia quer esconder, mas é você que está pagando o pato”

Créditos da foto: Carta Maior



O rabo e o cachorro

August 15, 2016 1:46, by Blog do Arretadinho

O fascismo vive, historicamente, de grande absurdos e de um processo crescente, paroxístico, de negação da realidade, que troca a verdade por um determinado paradigma mítico que a substitui na mentalidade dos povos, levando-os a cometer supremas imbecilidades.
por Mauro Santayana
em cartamaior.com.br

O movimento que levou Mussolini ao poder, baseava-se, entre outras coisas,  na ideia de que um dos povos mais misturados do planeta, nos últimos dois mil anos, o italiano, situado no encontro de todas as esquinas do mundo - a África e a Europa, o Oriente e o Ocidente, o Leste e o Oeste - fosse descendente puro dos romanos - já então miscigenados de escravos e bárbaros por gerações - que habitaram a Península Itálica há 2.000 anos. 

Isso, na crença da improvável hipótese de que um país récem-unificado há poucas décadas, mergulhado ainda na miséria e no analfabetismo, que exportava pobres para todos os continentes, estivesse predestinado a reeditar o poder da Roma Antiga e conquistar o mundo.

A Alemanha Hitlerista apropriou-se de um símbolo hindu, a suástica - criado por um povo de pele morena, magro, de cabelos escuros - e com ele consolidou uma mitologia nórdica de cabelos loiros e olhos azuis, que já vinha de obras como a Cavalgada das Walquirias ou o Anel dos Nibelungos,  de Wagner, para erguer como insuperáveis monumentos ao ódio, ignorância, preconceito e morte, as chaminés dos fornos crematórios de Maidanek, Treblinka, Birkenau, cujo principal papel era o de transformar vida - amores, esperanças, memórias,  sonhos, homens, mulheres  e crianças - em cinzas e fumaça.    

No Brasil de hoje, o oportunismo e um mal disfarçado fascismo desenvolveram uma ideia mestra com a qual pretendem chegar ao poder: a de que a corrupção é  culpada por todos os males brasileiros e que todos os defeitos e problemas   serão definitivamente sanados quando ela for eliminada para sempre da vida nacional.

Desde 2013, pelo menos, uma parcela aparentemente preponderante do Ministério Público e dos juízes federais, aliada aos segmentos dominantes de uma mídia manipuladora e irresponsável - e a um verdadeiro exército de "colunistas", "especialistas"  e "filósofos" conservadores, mendazes, hipócritas   ideologicamente, e anacronicamente anticomunistas,  destituído de qualquer compromisso com o desenvolvimento do país ou a preservação de um mínimo de governablidade, estão defendendo esse mito, movendo uma das maiores campanhas institucionais e midiáticas já vistas no mundo, destinada a fazer o país acreditar que a corrupção é o maior problema nacional e que ela pode ser erradicada por obra e graça de algumas mudanças na lei e o trabalho repressivo conduzido por meia dúzia de salvadores da pátria.

Nada mais errado, equivocado e perigoso.

A corrupção, por mais que queiram nos fazer crer certos segmentos da plutocracia e seus apoiadores, naturalmente interessados em pintar o diabo pior do que parece e exagerar o mal em seu próprio benefício, uns, para se supervalorizarem, outros para chegar ao poder, outros, ainda, para destruir adversários ideológicos que não conseguem derrotar nas urnas, não é, insistimos, nem de longe, o maior problema brasileiro, nem o de outro país.

Dificilmente ela vai ser totalmente eliminada um dia, como mostra a sua ubíqua, universal, presença, comum e inerente à  sociedade humana, de forma amplamente disseminada, em qualquer nação do mundo, independentemente de sistema político ou grau de desenvolvimento, seja na Europa da  Itália da Operação Mãos Limpas ou da Grã Bretanha em que se pagam orgias com prostitutas com verba do Parlamento, ou em potências espaciais e atômicas, como a Rússia, a China e os EUA.

Na maioria dos países do mundo, a corrupção é vista, por quem tem um mínimo de conhecimento histórico,  como um rio que corre continuamente. 

Um fenômeno que pode ser desviado,  represado, canalizado, momentaneamente, mas que não tem como ser totalmente eliminado - corruptos surgem permanentemente, por desvio de caráter, pressão, convencimento, oportunidade de meter a mão no alheio - que deve ser visto com a dimensão que realmente tem, e cujo controle tem que ser exercido de forma a não afetar o funcionamento de  um sistema infinitamente maior e mais complexo, e muitíssimo mais importante,  que abarca todo o universo político, econômico e social de cada país e toda uma teia, vasta e interligada, de instituições internacionais.

Imaginem se o combate à corrupção vai se sobrepor aos interesses estrategicos  de países como a Alemanha, a Rússia, a China, a Grã Bretanha, os Estados Unidos, que com ela convivem há centenas de anos.

Por lá, ele é um elemento a mais, no processo continuado, permanente, de fortalecimento e desenvolvimento nacional, que não destrói empresas nem empregos, nem programas ou projetos essenciais.    

Do ponto de vista econômico, também, por maior que seja, a importância da corrupção é relativa.

No caso brasileiro, mesmo que fosse inequivocamente provado tudo que se está falando - com desvios de bilhões na Petrobras, sem nenhum funcionário de comissão de licitação preso ou envolvido; delações premiadas conduzidas por promotores e procuradores que especificam o que querem ouvir, arrancadas a cidadãos detidos há meses, sob custódia do Estado; conduções coercitivas sem prévia comunicação da situação de investigado e vazamentos propositais a torto e a direito; a repentina e retroativa transmutação, também "de boca", de doações legais, absolutamente regulares à época, do ponto de vista  da lei e das instituições, em suposta propina - o dinheiro desviado pela corrupção seria, ainda, uma porcentagem mínima do que se desvia em sonegação de impostos, segundo algumas organizações, da ordem de mais de 700 bilhões de reais por ano.

Ou das centenas de bilhões de reais transferidos a cada 12 meses dos bolsos dos contribuintes para os cofres dos bancos privados, em juros pagos por títulos públicos, ou em meros cartões de crédito, por exemplo, com taxas de mais de 400% ao ano.  

A diferença entre o dinheiro desviado do público por um corrupto e por um banco particular é que a comissão do corrupto, segundo se alega nas investigações, é de um a três por cento, e a do banco pode chegar a 300%, 400% do valor da operação. 

Sobre o desvio do corrupto, o sujeito que eventualmente estaciona em vaga de portador de necessidades especiais de vez em quando, pode alegar, enraivecido, que não sabia do que estava acontecendo.

O assalto dos bancos ao erário, com a conivência dos governos é público, todo mundo sabe que está ocorrendo, mas muitos preferem fingir que não estão sabendo, nem a ele dedicar a mesma indignação. 

É claro que, para o "sistema" - e para quem vive de gigolar, permanente e malandramente o discurso anti-corrupção - é muito mais fácil e conveniente fazer os trouxas acreditarem que estão faltando escolas e hospitais mais devido à desonestidade dos políticos do que por causa das centenas e centenas de bilhões de reais pagos em juros ou perdidos com a sonegação de impostos.

Esse é o caso - embora a massa ignara e conservadora não perceba que está sendo miseravelmente passada para trás - de redes de televisão que sonegam centenas de milhões de reais e que ganharam no último ano cerca de 3 bilhões em rendimentos financeiros, boa parte deles atrelados à SELIC, que defendem a independência do Banco Central em seus editoriais, e "convidam" todos os dias "especialistas" para  "explicar" em seus programas de entrevistas  porque os juros devem subir, com justificativas como a atração de investidores  externos ou o combate à inflação.    

Mas esse discurso venal, pseudo-moralista não serve apenas para distrair uma pseudo maioria de idiotas dos problemas realmente importantes e da verdadeira situação do país.
Ele também é a espinha dorsal de um manual que estamos pensando em escrever,  chamado COMO CHEGAR AO PODER ATACANDO OS POLÍTICOS. 

Um livrinho simples, cheio de conselhos  simples de como enganar os trouxas, aproveitando-se de seus preconceitos e  ignorância, que certamente teria sido lido, e servido de programa tático, se já existisse à época, por pilantras  que usaram e abusaram desse estratagema, como Hitller e Mussolini, e outros assassinos  sanguinários e hipócritas que se seguiram, porque nunca aprendemos, nós, os que pensamos defender a liberdade e a democracia, a velha lição de George Santayana, que reza que aqueles que se esquecem da História estão condenados a repetí-la.

De vez em quando, quando derrotado, o sistema fabrica uma bandeira e em cima dela produz um salvador da pátria, como ocorreu com um certo "Caçador de Marajás". Ele entrou e saiu do governo e, décadas depois, o Brasil continua, paradoxalmente, cada vez mais cheio de marajás que recebem acima do teto constitucional, muitos deles envolvidos com a caça a suspeitos de serem "corruptos".

Como já dissemos aqui, antes, o discurso anti-corrupção e a alegação de que se vai "consertar" o país, castigando os "bandidos", premiando os "mocinhos" - quem sabe até com uma Presidência da República - e dando paz e tranquilidade para os "homens de bem", são características clássicas da estratégia fascista, que joga com o preconceito, o conservadorismo, o ódio irracional e o medo da parte mais ignorante da população para chegar, e instalar-se, confortavelmente,  no poder. 

O combate à corrupção deve ser visto como uma tarefa normal, permanente,  de qualquer país ou sociedade, e exercido com equilíbrio e bom senso, e nunca a serviço de interesses de um determinado grupo ou pessoa.

Se o Brasil fosse um cachorro - e está quase se transformando em um, com o avanço célere do "viralatismo" militante  que defende a entrega de nossas riquezas a outras nações, incluídas algumas que estão incensando e vibrando com "líderes" do que está acontecendo por aqui agora - o combate à corrupção seria o rabo - acessório eventualmente útil para combater as moscas - do animal, enquanto a economia, o trabalho, o emprego, a indústria, as grandes empresas praticamente dizimadas pela Lava Jato, os projetos estratégicos de infraestrutura e defesa, a Democracia, o Estado de Direito, a Constituição, as instituições, o Presidencialismo de Coalizão, com todos os seus eventuais defeitos, a República e a governabilidade, seriam o corpo, o esqueleto e os órgãos vitais do animal.

Ao querer, na prática e midiaticamente, limitar os problemas nacionais ao combate à corrupção; com um processo interminável que está afetando, da maneira como vem sendo conduzido, vários setores da economia; desviando o foco de todas as outras questões, transformando-o em prioridade máxima - quando se está cansado de saber que no dia em que a corrupção acabar no Brasil, principalmente por obra e graça de dois ou três "vingadores", o Cristo Redentor  vai  descer do Corcovado, com sua saída de praia, para pegar uma onda em Copacabana e em Katmandu choverão búfalos dourados e sagrados - os responsáveis pela Lava-Jato e quem a está defendendo como a última limonada do deserto estão tratando a cauda como a cabeça do cão e colocando o bicho para correr, em círculos atrás dela.

Ou pior, para usar outra imagem ainda mais clara:  hipotecar o futuro político e econômico da oitava economia e quinto maior país do mundo a uma operação jurídica discutível e polêmica é tão surreal e absurdo quanto querer que o rabo balançe o cachorro, no lugar do animal balançar a própria cauda.



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