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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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9 expressões populares com origens ligadas à escravidão; e você nem imaginava

February 19, 2019 9:14, by Blog do Arretadinho

Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.

Por Vitor Paiva Do Hypeness

Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.

Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão.

Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando nossa própria história.

 Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país independente do continente americano a abolir a escravidão. Conhecer o sentido original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos falando. Por isso, essa seleção de nove expressões populares criadas durante o período da escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, mas que possui ainda forte influência sobre nossa realidade atual.

1. Tem caroço nesse angu

A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem em um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se muitas vezes o prato servido era composto exclusivamente de uma porção de angu de fubá, a escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A expressão nasceu do comentário de um ou outro escravo a respeito de certo prato que lhe parecesse suspeito.

2. A dar com pau
“Pau” é um substantivo utilizado em algumas expressões brasileiras, e tem sua origem nos navios negreiros. Muitos negros capturados preferiam morrer a serem escravizados e, durante a travessia da África para o Brasil, faziam greve de fome. Para resolver a situação, foi criado então o “pau de comer”, uma espécie de colhe que era enfiada na boca dessas pessoas aprisionadas por onde se jogava a comida (normalmente angi e sapa) até alimenta-los enfim. A população incorporou a expressão.

3. Disputar a nega

Essa expressão, que significa disputar mais uma partida de qualquer jogo para desempatá-lo, possui sua origem não só na escravidão, como também na misoginia e no estupro (o que espanta que até hoje seja utilizada com tanta naturalidade). Sua história é simples e intuitiva: quase sempre, quando os senhores do passado jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era uma escrava negra.
Escrava trabalhando mesmo que com o filho a tiracolo

4. Nas coxas

A origem da expressão, que quer dizer algo mal feito, realizado sem capricho, é imprecisa, e não há consenso sobre se ela viria de fato do período da escravidão. De todo modo, há vertente mais popular afirma que a expressão viria do hábito dos escravos moldarem as telhas em suas coxas que, por possuírem tamanhos e formatos diferentes, acabavam irregulares e mal encaixadas.

5. Espírito de porco

Ainda que a origem da expressão venha da injusta má fama associada ao animal, por uma ideia de falta de higiene, sujeira e impureza, tal má fama é oriunda de princípios religiosos. Durante o período escravocrata, os escravos se recusavam e eram obrigados a matar o animal, para que servisse de alimento. A recusa vinha porque se acreditava que o espírito do animal abatido permaneceria no corpo de quem o matasse pelo resto de sua vida e, para complementar tal crença, a incrível semelhança que o choro do porco possui com um lamento humano tornava o ritual ainda mais assustador.

6. Para inglês ver
Essa expressão tem sua origem na escravidão, e também no mal hábito ainda atual brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é punido por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço para acabar com o tráfico de escravos, e impusesse enfim leis que coibissem tal prática. O Brasil acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que tal lei simplesmente não seria cumprida – eram leis existentes somente em um papel, “para inglês ver”.

7. Bucho Cheio ou Encher o bucho

Expressão mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. Atualmente significando estar bem alimentado, de barriga cheia, na época significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro possuíam de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, para só então receber sua tigela de comida.

8. Meia tigela

A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem a expressão “meia tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não conseguia alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, porém, restritos às minas, e a punição retirando-se parte da comida era comum na maioria das obrigações dos escravos.

9. Lavei a égua

Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria liberdade. Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte.

© imagens: Arquivo/Marc Ferrez

Hypeness – Inovação e criatividade para todos.



Freixo: “Quem conhecia Bolsonaro sabia que ele não representava nada”

February 19, 2019 8:33, by Blog do Arretadinho

Para o deputado federal, os 50 primeiro dias do presidente no poder representam um ‘não-governo’

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) completa 50 dias nesta terça-feira 19 marcado menos (muito menos) por feitos e mais (muito mais) por desajustes e crises. Para o deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL-RJ, estamos diante de “um não-projeto, uma não-política”.

Freixo, que conviveu com a família Bolsonaro em seus mandatos (Jair em Brasília e Flávio no Rio de Janeiro) relembra que o presidente nunca foi um sujeito de expressividade na Câmara dos Deputados. “Quem conhecia o Bolsonaro sabia que ele não representava nada”, diz o deputado. Ele relembra de quando Jair concorreu à Presidência da Congresso, em 2017, e ficou em último lugar, com apenas quatro votos.

Ainda que as crises recentes tenham colocado o governo na parede, especialmente a que envolve o agora ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um tópico orgulhoso entrou nos mais comentados do Twitter nesta segunda-feira 18: #EuVoteiNoBolsonaro.

Freixo atribui este movimento ao fanatismo pelo presidente. Para ele, apesar de Bolsonaro ter tido “uma vitória caracterizada por ser anti-sistêmica, enquanto ele é a representação do sistema político vigente”, está se dissipando – pelo menos no Rio de Janeiro – o entusiasmo pelo capitão. “Não tem mais a defesa com agressividade”, avalia. Onde existiam gritos e urros, diz o deputado, agora “há uma timidez”. 

Sobre Bebianno, Freixo é absolutamente sucinto: “Não deveria ser descartado com facilidade”. O escolhido para ocupar o cargo de secretário-geral da Presidência foi o general Floriano Peixoto, que passa a ser o oitavo militar na linha de frente do bolsonarismo. Uma clara estratégia para representar uma falsa imagem de seriedade em torno do governo.

Barbaridades
Freixo crê também que a escolha de ministros “que falam barbaridades” tem como propósito tirar o foco da população das pautas que seriam, de fato, importante. O Congresso Nacional, na visão do psolista, terá mais importância ainda durante os próximos quatro anos. E avalia que Rodrigo Maia desempenhará um papel nos debates maior até que o do próprio presidente. Ou, como diria o Barão de Itararé: de onde menos se espera, daí é que não sai nada.



Paulo Guedes fala sobre fim do vale-transporte, vale-refeição e Justiça do Trabalho nos próximos 2 anos

February 18, 2019 11:27, by Blog do Arretadinho

O ultra-neoliberalismo de Paulo Guedes não chegou ao poder com forte apoio de empresas como a Havan e apoio tático estrangeiro de criação de Fake News, se não fosse para reduzir o custo da mão de obra no Brasil a níveis de semi-escravidão. A conta pela ignorância, em muitos casos por ingenuidade e em outros, por ódio, começará a chegar em breve, como anunciou o Super-ministro da Economia, Paulo Guedes, chamado de “garoto de Chicago”, por sua formação baseada o liberalismo economia radiação da escola de Chicago.

Guedes anunciou que haverá forte liberalização do mercado de trabalho, com a desregulação ao máximo, das relações trabalhistas, transformado-as em relações de contrato civil, com o fim da Justiça do Trabalho. Já a redução dos direito definidos em acordos sindicais simboliza o fortalecimento empresarial a tal monta, jamais visto desde a Velha República. Guedes defendeu, inclusive, o fim do vale-refeição e do vale-transporte.

“Os benefícios agregados aos contratos de trabalho por força de acordos sindicais, como vale-transporte e vale-refeição podem deixar de existir”. Disse o ministro da Economia.

A estratégia do governo não será uma reforma tradicional da CLT mas, a criação de um novo regime trabalhista, a chamada Carteira de Trabalho “Verde e Amarela”. Nesse novo regime que iniciará como uma opção aos jovens, direitos consagrados pela CLT e a constituição, como 13º e férias, serão suprimidos. Com isso, empresas abrirão vagas apenas para o novo regime permissivo e sem direitos trabalhistas. Com a economia liberalizada e fortemente desindustrializada pela abertura agressiva do mercado brasileiro, o desemprego permanecerá elevadíssimo, o que forçará trabalhadores a aceitar a semi-escravidão do novo regime, sem a possibilidade reclamações na justiça do Trabalho.

“Contenciosos entre empregados e empregadores devem ser resolvidos na Justiça Comum. Com tempo, a Justiça do Trabalho perderia a razão de existir.” Disse Paulo Guedes.

Portanto, a proposta é de que existam os dois regimes de trabalho, o semi-escravo e a CLT. O resultado será um massacre do trabalhador brasileiro.

do Plantão Brasil



2019 Ano Internacional das Línguas Indígenas

February 18, 2019 9:43, by Blog do Arretadinho




‘Espero tua revolta’, filme sobre ocupação de escolas em SP, é premiado em Berlim

February 17, 2019 16:52, by Blog do Arretadinho

As ocupações se espalharam por todo o estado e levaram Alckmin a recuar e demitir o então secretário de Educação
O manifesto de alunos que em 2015 ocuparam escolas no estado de SP para evitar o seu fechamento pelo governo de Geraldo Alckmin ganhou os prêmios da Anistia Internacional e da Fundação Heinrich Böll

por Redação RBA

São Paulo – O filme Espero tua revolta, de Eliza Capai, recebeu ontem (16), em Berlim, os prêmios da Anistia Internacional (AI) e da Paz, concedido  pela Fundação Heinrich Böll. O longa metragem mostra a ocupação de escolas em todo o estado de São Paulo em 2015, contra o fechamento proposto pela política de ajuste fiscal de Geraldo Alckmin (PSDB).

Os protestos, que duraram dois meses, desafiando a truculenta Polícia Militar paulista e levando Alckmin a recuar e a demitir o então secretário da Educação Herman Voorwald, inspirou estudantes de outros estados, como Goiás, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná.

O filme expõe a "repressão sofrida por estudantes que procuram defender o acesso à educação livre", conforme destacou o júri da Anistia Internacional (AI). Emocionada, Eliza Capai recebeu o prêmio como um convite a "seguir lutando por esse direito básico".

"Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e pancadas", apontou a atriz austríaca Feo Aladag, do júri da AI, ao entregar o prêmio.

O Prêmio da Paz, concedido pela Fundação Heinrich Böll, reconheceu o filme pelo compromisso e coragem cívica, segundo o júri.

Ambas premiações fazem parte dos prêmios dos júris independentes, antes da cerimônia de entrega dos Ursos de Ouro no Festival de Berlim.

Em seu perfil em uma rede social, Eliza destacou:  “Coração explodindo: Espero tua revolta –Your turn ganhou o Prêmio da Paz e o Prêmio da Anistia Internacional na Berlinale – Berlin International Film Festival. Obrigada a cada e todo estudante que fez a luta, que dividiu suas histórias com a gente. Meu abraço na equipe coração. Um dia hei de ter tempo de escrever o lindo que foi esta semana. Agora deixo só meu sorriso e do Yuri Amaral, parceiraço que dividiu e somou em cada uma das sessões aqui. E esta sala linda mandando os aplausos para a molecada que sonha e se organiza.
Confira AQUI



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